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sábado, 8 de agosto de 2026

Relato: O homem do meu sonho queria que eu me casasse com ele

 

Meu nome é Helena, tenho 34 anos e isso aconteceu no começo deste ano. Resolvi contar porque, depois de algumas coisas que aconteceram, comecei a olhar para aquele sonho de uma maneira diferente.

E talvez eu esteja juntando coisas que não têm relação nenhuma. Eu sei disso.

Nunca fui uma pessoa muito ligada a assuntos sobrenaturais. Gosto de fantasia, já li livros com fadas, elfos e essas coisas, mas sempre coloquei tudo na mesma categoria de dragões e sereias. Coisas bonitas para histórias.

Por isso não pensei em elfos quando tive o sonho.

Na verdade, quando acordei, minha primeira impressão foi que eu tinha sonhado com um casamento.

Só que foi o sonho mais realista que já tive.

Eu estava em um lugar que parecia um jardim enorme, mas não consigo dizer se era realmente ao ar livre. Havia árvores muito altas em volta, com troncos claros, quase prateados, e entre os galhos apareciam milhares de pequenas luzes.

Não pareciam lâmpadas.

Também não pareciam exatamente estrelas.

Era como se a própria folhagem tivesse pontos luminosos.

O chão tinha uma espécie de caminho de pedras claras e havia flores brancas por toda parte. Algumas eram parecidas com lírios, outras eu nunca vi na vida. Lembro especialmente de umas flores pequenas azuladas que brilhavam muito discretamente quando o vento passava.

O detalhe estranho é que eu conseguia sentir o cheiro delas.

Era um perfume fresco, um pouco doce, mas também lembrava terra molhada depois da chuva.

Eu estava usando um vestido comprido.

Não era um vestido de noiva tradicional. Era verde muito claro, quase branco, com bordados dourados nas mangas e na cintura. Meu cabelo estava preso de um jeito que eu nunca saberia fazer sozinha, com pequenas flores e alguma coisa parecida com fios de ouro.

E eu estava feliz.

Isso é importante.

Eu não estava sendo obrigada a estar ali. Pelo contrário. Eu sentia uma felicidade enorme, daquelas que dão vontade de rir sem motivo.

Havia pessoas em volta.

Ou pelo menos pareciam pessoas.

Todos eram muito elegantes, vestidos com roupas compridas, em cores verdes, cinzas, azuis e douradas. Alguns conversavam baixo. Outros simplesmente me observavam.

Nenhum deles parecia assustador.

Mas havia alguma coisa diferente nos rostos.

Eles eram bonitos demais.

Não bonitos como modelos ou atores. Era uma beleza estranha, muito simétrica, delicada. Alguns tinham cabelos compridos, homens e mulheres. Outros usavam penteados presos com folhas ou pequenos adornos metálicos.

Eu não reparei nas orelhas.

Isso é engraçado porque, depois que comecei a pesquisar sobre elfos, fiquei tentando lembrar se eram pontudas. Não consigo.

No sonho aquilo não me chamou atenção.

Então vi o homem que estava me esperando.

Ele era alto e muito magro. Tinha cabelo castanho-claro, comprido até mais ou menos os ombros, e olhos de uma cor que eu não sei definir. Às vezes pareciam verdes, às vezes cinzentos.

Ele usava uma roupa escura, talvez azul-marinho, com detalhes prateados.

Quando me viu, sorriu.

E eu conhecia aquele homem.

Não sei explicar de outro jeito.

Eu nunca vi aquela pessoa acordada, mas dentro do sonho eu tinha lembranças dele. Eu sabia como era andar ao lado dele. Sabia como ele ria. Sabia que gostava quando eu prendia o cabelo.

Parecia que tínhamos uma história inteira juntos que desapareceu quando acordei.

Ele estendeu a mão.

Eu segurei.

A mão dele estava fria.

Caminhamos até uma espécie de círculo formado por pedras e flores. No centro havia uma mulher muito velha usando um vestido cinza. Ela segurava um ramo de alguma planta nas mãos.

Não lembro exatamente do que ela falou.

Essa é uma das partes frustrantes.

Eu sabia que ela estava realizando uma cerimônia de casamento, mas as palavras pareciam ser em outro idioma. Mesmo assim eu entendia tudo enquanto estava lá.

Havia música também.

Instrumentos de corda, principalmente.

Era lindo.

Em determinado momento, olhei para as pessoas ao redor e tive uma sensação estranha.

Todas estavam sorrindo.

Só que ninguém desviava os olhos de mim.

Foi aí que minha felicidade começou a se misturar com desconfiança.

Olhei novamente para o homem.

Ele continuava sorrindo.

Então perguntou:

— Você aceita permanecer comigo?

Não perguntou exatamente "você aceita se casar comigo".

Foi isso.

"Você aceita permanecer comigo?"

Eu senti um arrepio.

Não de medo.

Foi mais aquela sensação de perceber que existe alguma coisa numa situação que você ainda não entendeu.

Perguntei:

— Permanecer onde?

Ele riu baixinho.

Não respondeu.

A mulher idosa estendeu o ramo na nossa direção e todas aquelas pessoas ficaram em silêncio.

Então ele segurou minhas duas mãos.

Lembro perfeitamente do rosto dele naquele momento.

Ele parecia feliz.

Mas também ansioso.

Como alguém esperando uma resposta muito importante.

— Diga que sim — ele falou.

Eu queria dizer.

Essa talvez seja a parte que mais me incomoda.

Eu realmente queria.

Olhei em volta para aquele jardim iluminado, para as árvores, para aquelas pessoas bonitas, para o vestido que eu estava usando. Eu me sentia absurdamente feliz ali.

Ao mesmo tempo, alguma coisa dentro de mim dizia:

"Pergunta primeiro."

Então perguntei:

— Se eu disser sim, o que acontece?

O sorriso dele desapareceu.

Não de uma maneira ameaçadora.

Ele ficou triste.

Foi uma tristeza tão genuína que até hoje lembro.

Ele apertou minhas mãos e disse:

— Você já sabe.

Eu ia responder.

Abri a boca.

E acordei.

Estava na minha cama, de madrugada, com o coração disparado.

Fiquei alguns segundos completamente perdida porque meu quarto parecia o lugar errado.

Essa sensação passou rápido.

Peguei o celular.

Eram 4h17.

Levantei para beber água e percebi uma coisa ridícula: fiquei procurando meu vestido verde.

Durante alguns segundos achei que ele estaria jogado em algum lugar do quarto.

Depois comecei a rir de mim mesma.

Voltei a dormir.

No dia seguinte contei o sonho para uma colega do trabalho. Nós brincamos que meu cérebro tinha inventado um marido perfeito e, mesmo assim, eu consegui desconfiar dele.

A vida continuou.

Uns quatro ou cinco dias depois aconteceu a primeira coisa estranha.

Eu estava sozinha em casa preparando café quando ouvi alguém chamar:

— Helena.

Foi baixo.

Mas ouvi meu nome claramente.

Veio da direção do corredor.

Parei imediatamente.

Meu primeiro pensamento foi que minha irmã tivesse chegado e eu não tivesse ouvido a porta.

Fui olhar.

Não tinha ninguém.

Chequei a porta. Estava trancada.

Também olhei pela janela, pensando que alguém pudesse ter chamado do prédio ao lado.

Nada.

Aquilo me incomodou durante alguns minutos, mas depois esqueci.

Dois dias mais tarde aconteceu de novo.

Dessa vez eu estava sentada no sofá mexendo no celular.

Ouvi meu nome bem perto.

Não parecia a voz do homem do sonho. Pelo menos não tenho certeza.

Só sei que era uma voz masculina.

Virei tão rápido que derrubei o celular.

Não havia ninguém.

Foi aí que comecei a ficar desconfortável.

Mas o pior aconteceu numa noite da semana seguinte.

Eu estava na cozinha lavando uma caneca antes de dormir.

Minha cozinha é pequena e fica muito silenciosa à noite.

De repente senti alguém respirando atrás de mim.

Não foi vento.

Não foi impressão de ouvir alguma coisa distante.

Era respiração.

Pesada.

Bem próxima da minha nuca.

Meu corpo inteiro arrepiou.

Fiquei imóvel.

A respiração aconteceu mais uma vez.

Eu senti o ar.

Virei imediatamente.

Não tinha ninguém.

Saí da cozinha e acendi praticamente todas as luzes do apartamento.

Naquela noite demorei muito para dormir.

Foi depois disso que fiz uma coisa que talvez tenha piorado tudo.

Comecei a pesquisar.

Primeiro procurei sobre sonhos extremamente realistas com desconhecidos. Depois sobre sonhos de casamento. Em algum momento encontrei postagens de pessoas falando sobre encontros em sonhos com seres feéricos.

Foi assim que cheguei aos elfos.

Eu sabia o que eram elfos na fantasia, obviamente, mas nunca tinha pesquisado sobre tradições e histórias relacionadas a seres semelhantes.

Passei uma madrugada inteira lendo.

Encontrei relatos modernos, interpretações esotéricas e referências a diferentes tradições folclóricas. Não estou dizendo que tudo aquilo é verdadeiro, muita coisa na internet mistura folclore antigo com ideias bem recentes, mas algumas descrições me deixaram desconfortável.

Principalmente histórias sobre seres feéricos aparecendo como pessoas extremamente belas e sobre promessas, convites ou vínculos feitos em sonhos.

Então lembrei da pergunta dele.

"Você aceita permanecer comigo?"

Eu não disse sim.

Acordei antes.

E desde então fico pensando se isso teve alguma importância.

Talvez tenha sido apenas um sonho muito elaborado e, depois dele, eu tenha ficado impressionável. A voz pode ter sido algum barulho que meu cérebro transformou no meu nome. A respiração pode ter sido corrente de ar, embora eu sinceramente não saiba de onde teria vindo.

Existe explicação para quase tudo.

Só existe uma coisa que ainda me incomoda.

Às vezes sinto aquele perfume.

O das flores do casamento.

Aconteceu três vezes.

Sempre dentro de casa.

É um cheiro doce, fresco, misturado com terra molhada.

Na última vez eu estava deitada e senti o perfume vindo do corredor.

Não levantei para olhar.

Fiquei quieta.

Depois de alguns segundos, ouvi um barulho muito leve perto da porta do quarto.

Como se alguém tivesse encostado a ponta dos dedos na madeira.

Três toques.

Esperei.

Não aconteceu mais nada.

Eu não sei se acredito que aquele homem fosse um elfo. Na verdade, escrever isso me faz sentir um pouco boba.

Mas comecei a desconfiar.

E tem outra coisa que não contei para ninguém.

Algumas noites, quando estou quase dormindo, tenho a sensação de que vou voltar para aquele jardim.

Não chego a sonhar.

Só aparecem imagens rápidas.

As árvores claras.

As luzes entre as folhas.

As flores azuis.

E ele.

Sempre parado no mesmo lugar onde me esperava para o casamento.

Não parece zangado.

Não parece ameaçador.

Ele só espera.

E, por algum motivo, tenho a impressão de que a cerimônia ainda não terminou.

Como se, para ele, eu não tivesse recusado.

Eu apenas ainda não respondi.

terça-feira, 26 de maio de 2020

Relatos com Duendes

Imagem por Pixabay

Boa-noite, queridos. Como recebi muitos relatos com duendes, reuni aqui os melhores nesse post. Espero que gostem. Se tiverem mais relatos semelhantes a esses, podem enviá-los para o nosso email adancadasfadas@gmail.com Estamos publicando todos. A quem nos enviou seu relato, agradecemos muito, e todos estão sendo respondidos por email. Postamos aqui apenas os relatos, mantendo as respostas dos mesmos privadas por respeito a quem nos enviou.


Relato 1



Me chamo Igor e tenho 14 anos. Não gosto de duendes, nunca gostei. Eles me causam medo e desconforto desde que eu era pequeno. Por esse motivo, nunca assisti os filmes do Hobbit e até desisti de O Senhor Dos Anéis por causa daquele anão ruivo que implicava com aquele elfo que não lembro o nome. Sei que os anões de O Hobbit não são duendes, mas a descrição deles batem bastante com a do duende e como não acredito em anões mágicos, para mim, duende e anão mágico dá no mesmo.
           Uma manhã, eu sofri com paralisia do sono e vi um duende parado aos pés da minha cama. Ele era um homem velho, com barba, e roupas antigas. Era muito feio. Ele sorriu de forma maligna e enfiou a mão embaixo do meu cobertor e agarrou o meu pé. Eu nunca senti tanto desespero em minha vida e acho que foi esse sentimento que me deu forças para despertar. Eu me sentei, puxando as pernas rapidamente, e não consegui mais pegar no sono, com medo daquela desgraça do satanás voltar. Eu nunca tentei contatar um duende nem gnomo nem elfo, nem nada do tipo, antes. Sempre quis atrair um silfo, mas, nem fiz um ritual ainda. Seria possível que esse duende já estive aqui na minha casa? Li em um post que isso é possível. Não quero ver mais ele, ele não pareceu ser do bem. 

(E-mail respondido por Perséfone)


Relato 2


Olá, podem me chamar de Sarah, pois, prefiro não me identificar. Algum tempo atrás eu fiz uma Viagem Astral para ir até a dimensão dos elfos e não tive dificuldades para entrar em transe, mas acabei adormecendo e tendo um sonho lúcido. Eu estava no meu quarto e ouvi um barulho de algo estalando embaixo da minha cama quando me curvei para olhar embaixo da cama e agarrei a ponta da colcha, senti duas mãos pequenas, mas fortes, me empurrarem. Caí da cama e enquanto me levantava, vi horrorizada, um velho muito feio, que usava um capuz, saltar sobre a cama.
          Eu sabia que era um duende porque já estudo Wicca a um tempo, então, sei reconhecer um duende quando vejo um. Ele não parecia nada amigável. 
        Tentei correr até a porta, mas ele correu de modo veloz e saltou, chegando até a porta antes de mim. Eu me desesperei e fui em direção à janela, mas ele me alcançou e agarrou o meu pé. Caí no chão e senti ele tentando erguer a minha saia. Eu gritei. Me virei e o chutei e soquei a cara dele. Ele investiu contra mim com mais fúria. Eu não desisti e consegui me levantar e correr até a cama e agarrar um peso de papel em formato de pirâmide, que tenho na mesa do meu computador, que fica ao lado da minha cama. Ergui o punho, ameaçando bater naquele ser e ele pulou e gritou, furioso, me insultando em uma língua que eu não entendia. Eu gritei por ajuda e consegui despertar. Passei a temer os duendes desde, então. Não aconselho que ninguém evoque esses seres. Eu sei que existem elementais benévolos e malévolos, mas acredito que os duendes são a exceção, eles são maus e ponto.


Relato 3



Me chamo Renata e tenho 33 anos. Sou de Minas. Sempre achei as imagens de duendes bonitinhas e eu via algumas naqueles filmes americanos e desejava ter também algumas no meu jardim. Um dia, eu encontrei duas imagens muito gracinhas em uma lojinha de artigos decorativos e não resisti. Comprei-as e as coloquei entre as minhas plantinhas no meu jardim. Comprei também um incenso e acendi em frente as imagens e fui para dentro. Meu cachorrinho, Gusto, um Dachshund preto, começou a latir do nada e a rosnar muito bravo. Eu estranhei porque o Gusto é mansinho, nem para os gatos ele late. Desconfiei que houvesse algo errado e fui até lá, ver. Ele estava encarando as imagens dos duendes. Pensei que ele estivesse incomodado com o cheiro do incenso e o deixei entrar na sala, mas ele continuou latindo e arranhando a porta, louco para sair. Apaguei os incensos, mas ele só se acalmou quando levei as imagens para a cozinha e as coloquei sobre a mesa. 
           Na hora do almoço, eu notei que o Gusto ficou parado na entrada, encarando a mesa. Chamei ele, pensando que ele estava com fome, mas ele inclinou a cabeça para o lado, depois choramingou e se afastou. Ele não comeu aquele dia e ficou muito triste. Vez ou outra, ele choramingava e eu fiquei preocupada. Me perguntei se era o caso de levá-lo a um veterinário. 
            À noite, quando eu fui dormir, tive a impressão de ter visto um vulto pequeno no corredor. Pensei que fosse o Gusto que tivesse entrado sem que eu percebesse e fui atrás, chamando por ele. Não o encontrei. Fui até à janela da sala e vi o meu cachorro, encolhido em seu cestinho. Ele me olhou com seus olhinhos triste e choramingou. Senti uma presença muito forte atrás de mim e me assustei quando meu cachorro rosnou e latiu. Me virei, mas não havia nada atrás de mim. Revistei a casa só por garantia e quando me convenci que estava sozinha, me deitei e dormi. Tive um pesadelo. Dois duendes, idênticos àquelas estátuas que comprei, estavam em minha casa, furiosos e quebravam tudo enquanto gritavam e xingavam em uma língua estranha. Eu não entendia nada do que eles diziam e implorava para eles irem embora e não destruírem minhas coisas, mas eles continuavam e ignoravam minha presença. Eu me irritei e fui até o armário e agarrei uma das estátuas e a joguei com força no chão. Um dos duendes se quebrou como estátua e aquilo foi muito estranho. Eu congelei, encarando o corpo dele, partido em pedaços. O outro duende me encarou com ódio. Disse algo e fugiu, correndo de modo desajeitado.
                 Na manhã seguinte, eu levantei e peguei aquelas duas estátuas e joguei-as no lixo. Me senti inquieta e perturbada o dia todo. Vez ou outra, eu ia até a varanda e até o portão, esperando pelo caminhão de lixo. Quando o caminhão, finalmente veio, eu ri, aliviada, e até cumprimentei um dos homens que veio recolher meu lixo. Ele me respondeu, sorrindo. Voltei para dentro e meu cachorro veio correndo, todo feliz, ao meu encontro. Nossa! Senti como se tivesse tirado um peso enorme de meus ombros. Nunca mais quis saber de imagens desses seres em casa. Hoje, coleciono imagens de fadas e anjos, e posso garantir que nunca mais passei por nada parecido.




Relato 4



Me chamo Ana e tenho 16 anos. Sou de Nova Alvorada Do Sul, e já acompanho o blog a um tempo. Adoro os posts obre elfos, e sou muito fã de vocês, garotas.
     Enfim, o meu relato é o seguinte...  Eu sonhei que estava voltando da casa de uma amiga e ainda eram 21:17 H, mas, como de costume, as ruas estavam desertas. É uma cidade pequena e a maioria das pessoas dorme e se levanta cedo. As ruas do bairro onde moro são especialmente escuras e eu sempre pedalo rapidamente, temendo ser encurralada por algum marginal. Não que seja uma cidade violenta, mas sempre achei melhor não abusar da sorte. No meu sonho, eu pedalava normalmente porque ainda não havia alcançado as ruas escuras. Eu curtia o ar noturno e via algo de mágico na forma como os galhos das árvores balançavam, eu me sentia livre e feliz, quando aquela sensação boa foi substituída por algo desconfortável. Senti um frio na barriga e ouvi algo rangendo atrás de mim. Virei minha cabeça por um instante e vi algo que quase me fez cair da bicicleta. Um homem baixo, vestido com uma roupa verde, de um veludo que parecia brilhar mesmo sobre a fraca luz dos postes. Seus cabelos eram de um vermelho vivo e sua barba longa também. Seus olhos eram negros. Ele estava em uma bicicleta estilo croisinha preta e pedalava rapidamente enquanto vinha em minha direção. Eu me virei e pedalei o mais rápido que pude, mas quanto mais pedalava, mais percebia que ele se aproximava porque o ruído ficava mais próximo. Me atrevi a olhar para o lado, uma vez, e ele estava bem atrás de mim. Senti minhas mãos tremerem e quase perdi a direção. Pedalei por mais tempo e me dei conta de que estava prestes a cruzar a última esquina iluminada, que depois dela, eu praticamente mergulharia em sombras porque só depois de três esquinas é que haveria outro poste de iluminação. Eu desejei que aparecesse alguém na rua para me ajudar, qualquer um, mas sabia que aquela hora, seria impossível.
            Pedalei, quase perdendo o fôlego, me perguntando até quando resistiria, e quando estava na metade do caminho escuro, olhei para trás e vi aquele homem parado na  esquina, iluminado pela luz do último poste de luz. Parecia que ele havia desistido de me perseguir. Eu ri, me sentindo meio doida, mas não diminuí meu ritmo, doida para chegar em casa.
                 Minha casa fica ao lado de um salão abandonado que, antigamente, já foi um bar. Hoje, ele não tem mais portas, e dá muito medo à noite, porque, vez ou outra, algum morador de rua vem passar a noite nele. Só tem uma chave do portão e geralmente fica em casa. Naquele horário meus pais estão em casa, mas meu pai dorme cedo e é minha mãe e minha irmã que ficam na sala vendo novela e esperando por mim. Eu tenho de chamá-las e esperar, torcendo para que nenhum doido saía do salão e me arraste para lá. Já ouvi algumas histórias desse tipo, por isso, a paranoia. Quando voltei para a casa e desci da bicicleta, minhas pernas estavam tão dormentes que não me aguentei em pé e caí. Foi quando ouvi aquele ruído de novo e me virei, chorando. A rua atrás de mim estava tão deserta quanto antes. Ouvi um assobio e virei meu rosto, vendo o homem ruivo parado na entrada do salão. Ele me encarou inexpressivo e eu desmaiei. Foi então que despertei e levei algum tempo para me convencer de que fora apenas um sonho. Pesquisando mais sobre duendes, eu cheguei a esse blog. O mais assustador nessa história é que eu estava em um canal no you tube, lendo os comentários após assistir um vídeo e o de uma garota me arrepiou, ela mencionou um homem ruivo de olhos negros que a teria perseguido em uma bicicleta em um sonho. Coincidência? Eu não sei. Morro de medo de um dia estar voltando para a casa e o pesadelo se tornar realidade. Se eu não acreditava em duendes, agora, eu acredito, mas estou muito assustada. O que será que ele queria comigo?©

(email respondido por Lily Melville)



domingo, 24 de maio de 2020

Relato: A sombra que me perseguia

Imagem por Google


⚠️ Conteúdo sensível: Este post contém temas como magia intensa, elementos sombrios e referências simbólicas à morte ou transformação espiritual.




Olá, podem me chamar de Verônica, pois, prefiro não me identificar. Tenho 27 anos. À alguns anos, eu me mudei para uma casa e episódios estranhos começaram a ocorrer comigo. Eu sentia muito sono e não importava o quanto eu dormisse ou quanta cafeína consumisse, continuava com sono, e nada me dava mais prazer que fechar a porta do meu quarto e dormir no escuro. Como estava de férias e não tinha muito o que fazer mesmo, eu aproveitava para me permitir aquela "folga".
         Havia um problema no nosso gerador e, por conta disso, nossa eletricidade era instável. O dono da casa não se preocupava muito em fazer a manutenção. Chamei um eletricista, mas, como ficaria cara para consertar algo que não era meu, deixei por isso mesmo, afinal, não pretendia ficar ali por muito tempo. 
         Eu morava com minha mãe e meu irmão, mas eles não ficavam muito tempo em casa, preferindo ficar na casa da minha avó quando não estavam trabalhando e estudando. Como eu sempre estava cansada, ficava em casa. 
          Às vezes, a eletricidade caía e eu ia para a sala porque ficava com medo, já, que a casa era grande e tinha jeito de mau assombrada. Eu sei, era estranho dormir em um quarto escuro, mas sentir medo quando a luz acabava e eu estava fora do quarto. É que era diferente... Bastava levar a minha mão até o interruptor e apertá-lo e a luz encheria meu quarto novamente. De uma forma estranha, eu me sentia segura ali na sala e era estranho porque normalmente eu não ficava na sala, exceto quando a luz acabava. Imaginava que se a casa fosse de fato, assombrada, o quarto da minha mãe seria o provável lugar onde o espírito ficaria. Não que eu fosse paranoica ou tivesse uma imaginação fértil, mas a cidade onde ficava essa casa, não é raro que pessoas se suicidem. Por pouco, não alugamos uma casa onde um senhor se matou, mas a esposa dele nos contou a história, mas, ainda que não tivesse contado, saberíamos porque ninguém queria alugar a casa por conta disso.
           Eu acabei me acostumando as quedas de luz e até passei a utilizar velas, era um saco, mas não havia jeito. Até que passei a sofrer com paralisia do sono. Era horrível. Eu ouvia as vozes dos meus familiares, mas não conseguia me mover nem abrir os olhos. Passei a ver com frequência, uma sombra que deixava o meu quarto por volta do meio-dia e ia para o quarto da minha mãe. Fiquei na cozinha uma vez, vigiando para ver quando a sombra voltaria para o meu quarto. Levei quase uma semana para descobrir porque sempre me distraía com uma coisa e outra, mas, uma tarde, por volta das seis, eu estava entrando em casa, quando vi a sombra deixando o quarto da minha mãe e indo para o meu. Meu sangue gelou. Então, aquilo ficava no meu quarto comigo até o amanhecer? Fiquei tão assustada, que, por alguns dias, dormi na sala, mas acabei voltando para o quarto porque me sentia muito desconfortável dormindo no sofá, sem contar, que me sentia vigiada.
                No entanto, voltar para o meu quarto, foi, sem dúvida, um erro. Se, antes, eu apenas sofria com a angustiante paralisia em meu corpo, agora, eu podia ver a sombra de um homem alto, parado em um canto, me observando. Eu me desesperava. A cada vez, ele estava mais próximo de mim. Chegou ao ponto de subir em cima de mim e me enforcar. Eu sempre orava nessas horas e era o que me dava forças para me mover e abrir os olhos. Tomei pavor do escuro e parei de dormir com a luz apagada e a porta trancada. Com a luz acesa, ele não vinha e eu dormia em paz, mas, se por qualquer descuido, alguém apagasse a luz, ou eu adormecesse durante o dia e só despertasse à noite, ele me atacava.
             Uma manhã, despertei ao ouvir minha mãe falando com minha avó pelo telefone e, pelo que ouvi, eu fiquei curiosa e ouvi a conversa em silêncio. Minha mãe contou à minha avó que uma senhora que lhe vendeu um frango, lhe falou que o antigo morador daquela casa, foi um traficante, que teria sido baleado na varanda, corrido até a sala e morrido ali. Eu fiquei com muito medo e percebi que a sensação de ser observada, a sombra, a paralisia do sono e todo o resto, não era somente a minha imaginação. A casa era mesmo assombrada. Nos mudamos algum tempo depois e eu levei meses até me permitir dormir novamente no escuro. Foi uma péssima ideia. Aquela sombra voltou e, dessa vez, estava mais agressiva que antes. Apertou o meu pescoço com mais força e eu senti o seu ódio, mas decidi enfrentá-la e pensei com raiva: "Se afaste de mim porque não tenho mais medo de você". Ela recuou imediatamente, quase se tivesse assustada e eu consegui me libertar da paralisia do sono. Porém, naquela mesma noite, eu sonhei com um jovem de pele muito branca, quase pálida, cabelos longos e loiros, vestido com calças de suspensório e uma camisa branca de mangas longas. Ele devia ter entre 19 e 26 anos mais ou menos. Era bonito, mas era visível o rancor e a dor em seu olhar. Ele me disse que era ele, a sombra que me perseguia e que ele, na verdade, estava procurando por minha avó, porque ele a conhecera em outra vida e ela fora seu grande amor. Ele disse que estava ansioso para reencontrá-la e muito feliz, mas, que quando só encontrou a mim em vez dela, ficou furioso. Ele tirou um saco de veludo do bolso e jogou algumas moedas douradas à beira do rio onde estávamos. Eu percebi que ele estava ensopado como se tivesse estado na água. Deduzi que provavelmente, morreu afogado.
             "Eu quis te fazer engolir moeda por moeda", ele me disse com ódio. Lembrei que uma vez, durante a paralisia que sofri, senti algo ser enfiado em minha garganta e não soube o que era, até agora.
           Desaparecemos da beira do rio e no instante seguinte, estávamos no quarto de minha avó, onde ela estava dormindo. O rapaz se deitou ao lado dela e a abraçou, sorrindo. Então, me disse: "Mas, agora, graças a você, eu a encontrei, você a trouxe até mim, agora, ela e eu ficaremos juntos". Senti que ele estava sendo sincero. Olhei para minha avó e ela sorriu, ainda dormindo. Eu despertei. Não posso deixar de pensar sobre isso, que conheci esse rapaz em uma vida passada e, certamente, impedi que ele ficasse com o amor de sua vida, minha vó. Fiquei triste por ele. Contei o sonho para a minha vó e ela acreditou em mim. Só espero que esse espírito encontre a paz e que eu consiga dormir no escuro sem medo, porque, ainda tenho medo de apagar a luz e ele voltar. ©

domingo, 26 de abril de 2020

Como é o casamento entre Elementais e humanos



⚠️ Conteúdo sensível: Este post contém temas como magia intensa, elementos sombrios e referências simbólicas à morte ou transformação espiritual.

Boa tarde! Esse post é especialmente para quem sente curiosidade em saber com é o casamento entre Elementais, quer seja da mesma classe (elfo com elfa) ou classes diferentes (elfo com humana, etc). Já está aqui nos arquivos de postagens há um bom tempo e como ainda não foi marcado como publicado, peço desculpas se já estiver postado em outro blog como A Dança Das Fadas. Enfim, vamos ao texto porque ele promete!

Elementais são fisicamente semelhantes aos humanos, mas diferem dos mesmos, em sua forma de agir e pensar, podendo muitas vezes, nos surpreender com algumas atitudes.
      Por se apaixonarem ou se encantarem facilmente por alguém, não é de se estranhar que eles se casem, quase imediatamente. Eles até podem enrolar no namoro, mas não é comum, embora a união oficializada seja motivo de festa e alegria, nem sempre é assim. O pretendente, nem sempre tem o costume de pedir oficialmente a mão da mulher, a qual deseja tornar sua esposa, simplesmente acertando tudo com os familiares ou tutores da escolhida. Se os responsáveis gostarem do pretendente, combinam um almoço ou jantar onde as duas famílias se conhecem melhor e, se ao final dessa reunião tudo correr bem, ou seja, a família do noivo causarem uma boa impressão à família da noiva, o casamento tem a data marcada, caso contrário, o compromisso é desfeito. Mas o que poderia influenciar de forma positiva ou negativa na decisão dos pais ou da noiva? 

            No caso dos elfos há dois fatores importantes: Beleza e posses. Então, ou você é bonito ou é rico, ou os dois, caso contrário, as chances de ouvir uma negativa são grandes. 

              Ter uma boa saúde também pode contar pontos a seu favor porque as "fadas" desprezam pessoas, cuja saúde seja frágil, pois, muitas delas sofrem com isso, portanto, desejam unir-se a seres saudáveis - e isso, muitas vezes, é visto em lendas folclóricas de fadas -, na esperança de gerarem híbridos com uma saúde fortalecida. 

Como exemplos de lendas desse tipo, posso citar uma de uma camponesa irlandesa que se dizia assediada por duendes; segundo a mesma, eles espantavam todos os seus pretendentes e causavam o verdadeiro inferno em sua vida, atirando objetos nos visitantes, os beliscando ou empurrando, entre outras coisas desagradáveis. Suspeitando que um dos duendes pretendia gerar um híbrido com ela, a camponesa fez o impensável, tornando a si mesma infértil... A história não deixa claro como ela realmente fez isso, se foi através de algum chá que causaria infertilidade ou outro método mais agressivo, mas suspeito que tenha sido provocado por alguma erva, dada a toxicidade de algumas ervas antigamente. Os duendes, ao se darem conta do que ela fez, se afastaram e nunca mais voltaram, e a mulher pode enfim se casar e viver em paz até o fim de seus dias.

               Esse exemplo acima ilustra bem como pessoas com qualquer problema podem não ser mais tão atrativas para os seres elementais. Também, pelo mesmo motivo, eles costumam trocar suas crianças frágeis e doentes por crianças humanas e saudáveis.

            São raros, mas existem relatos de Viajantes Astrais que conheceram o refúgio dos exilados, são eles os cegos e inválidos que envergonham as fadas. São seres lindos e luminosos, mas que por não terem uma asa ou uma perna são afastados de sua comunidade, vivendo em um vilarejo próprio. Eles vivem bem, no geral, em casas grandes e confortáveis, mas estão limitados ao seu refúgio, produzindo tudo o que precisam.
           Costumamos imaginar as fadas como seres benevolentes e empáticas, mas elas não são... Não, de todo, e elas nunca procuram os humanos à toa. A seguir, dois relatos que mostram como as fadas podem querer se apossar de algo que lhes esteja faltando. 

Relato 1:


Eu conseguir ir até o reino das fadas através de uma Viagem Astral e lembro que lá não era muito diferente desse mundo, as casas eram semelhantes, embora, mais elegantes. Eu estava caminhando por uma praça e vi uma garotinha loira muito fofa que estava parada com um sorvete de casquinha na mão. Próximo a ela, estavam outras duas garotinhas brincando. 

A garotinha loira deu alguns passos e tropeçou derrubando seu sorvete. As outras garotinhas, em vez de ajudarem-na, zombaram dela.

 A loira ficou com o rosto vermelho e quando tentou se afastar, andou de forma estranha e esbarrou em uma árvore. Só então, eu percebi que ela era cega. Fui até onde ela estava e as outras garotas fugiram. Tentei consolar a loirinha, mas ela chorava com ódio e disse que era sempre assim, que sempre a desrespeitavam por ela ser cega, mas que um dia, aquilo mudaria. 

Então, ela me estendeu a mão e me pediu para acompanhá-la até sua casa. Fiquei com pena dela e aceitei. Houve um clarão e de repente, e quando dei por mim, estava presa a uma cadeira em uma sala de paredes brancas. Ao meu lado tinha uma mesa comprida, cheia de materiais cirúrgicos. Não reconheci todos, só os que eu já havia visto em filmes e séries, os outros pareciam estranhos, primitivos. Tinham dois homens que estavam vestidos como médicos e entre eles, a garotinha. Perguntei o que estava acontecendo e ela disse que agora tomaria a luz de meus olhos. Isso foi estranho porque no mesmo instante em que eu estava nessa sala, estava diante da garotinha ainda na praça, então, acredito que, talvez, ela tenha me prendido em alguma ilusão para me amedrontar. Faz sentido quando penso nisso agora.

        Senti meus olhos escurecerem enquanto os belos olhos azuis da fada começavam a enxergar a luz pela primeira vez. Ela começava a se maravilhar enquanto sua aura enegrecia porque ela falava em se vingar das outras fadinhas que zombavam dela. 

As fadinhas observavam a tudo, escondidas atrás de um arbusto e pareciam nervosas. Uma delas atirou uma pedra na cabeça da loira e isso me libertou de seu encanto, me ajudando tanto a escapar da cadeira na sala quanto me ajudando a me mover quando diante da fada, eu corri e enquanto me afastava, a vi chorando e lamentando enquanto voltava a ficar cega, e as outras corriam em volta dela, rindo e zombando. Confesso que senti pena quando a vi chorando, era apenas uma criança e era a criança mais linda que já vi, mas por trás daquele doce anjo, havia um demônio, eu não podia ficar. Despertei a seguir.


Relato 2


Estava acostumada a ir para o mundo das fadas quando dormia e isso era automático, tão logo eu fechava os olhos e já estava naquele encantador, porém, perigoso mundo. As fadas sempre foram elegantes, mas muito rígidas comigo. Diziam-me que eu podia aprender a tocar algum instrumento porque elas aprendiam a tocar um ainda crianças, que eu precisava emagrecer porque ter um corpo perfeito era importante, entre outras coisas. Sempre sofri com baixa auto estima, então, aquelas palavras me machucavam. Percebi que elas me vigiavam em minha casa porque começavam a descrever certas peças do meu guarda-roupas e sempre em tom depreciativo. Isso me irritou muito, mas o pior ainda estava por vir...

        Certa vez, eu estava reunida com uma família de fadas e essa família teve sua casa invadida por uns homens vestidos de preto e armados com punhais. Eles foram bem agressivos e me levaram como refém. Fui presa a uma maca em um quarto sujo e mal iluminado e o homem disse que ficaria com os meus olhos, com a luz deles e enfiou o punhal no meu olho esquerdo. Senti uma dor que nunca imaginei que sentiria e gritei, tentando me libertar. Felizmente, um fae daquela família veio em meu socorro e brigou com aquele homem, conseguindo me libertar. Eu fugi, com a mão em meu olho que sangrava e doía muito. Vaguei por ruas estranhas e velhas, com a sensação de estar em um lugar abandonado, e despertei, felizmente, bem.


Encontros com Elementais Sombrios sempre são traumatizantes e deixam muita gente com medo de dormir com as luzes apagadas. Mas, e estes seres se casam também? 

Sim, e são extremamente possessivos com seus parceiros. São os piores cônjuges que podem haver e eles não vão se importar com sua saúde debilitada, sua esterilidade ou mesmo sua aparência. Enquanto você tiver energia e eles puderem extraí-la de você, eles permanecerão ao seu lado como íncubos/súcubos e se puderem obscurecer sua alma para que você se torne perverso como eles, farão sem pensar duas vezes. Mas não se engane, eles são terríveis, mas por trás deles sempre há outro ser ainda mais terrível e obscuro que os força a agirem assim e eles forçarão você e no futuro - caso se renda a eles -, será você forçando outra pessoa a agir de forma similar. É assim que o mal sobrevive. 

         E os duendes que deixaram a mulher depois de descobrirem que ela não podia mais ter filhos? Bem, o que posso dizer sobre isso é que eles não estavam interessados na energia dela e nem em sexo, eles só queriam se procriar com uma humana e ela parecia perfeita até não ser mais. 

Elementais tem propósitos bem definidos e é preciso ter consciência disso. Sabendo o que eles querem, você poderá encontrar uma forma de dar ou não isso a eles. Só saiba que eles são incansáveis e quando cismam com uma pessoa em particular, não importa se ela é outro elemental ou um humano, se o ama ou se o despreza, eles metem na cabeça que a terão e farão o possível para terem-na nem que a matem e fiquem com seus pedaços. 

Tem outro relato que já esteve postado aqui no blog, mas foi retirado onde uma viajante astral que tinha contato com fadas, relatou que ajudou uma fada a procurar pela prima desaparecida e elas encontraram sua caveira no fundo de um lago, e a prima usou seu poder para sentir a energia de sua parente e, dessa forma, ver através dos olhos dela o que aconteceu. Foi assim que ela descobriu que um fae era obcecado por ela e a assassinou quando ela terminou com ele, e arrancou a pele dela e a usou como parte da decoração em objetos, e os seus olhos que ele tanto gostava, colocou diante dele em um encaixe doentio de uma foto dela. 

Isso parece assustador demais para ter acontecido no encantado mundo das fadas, mas não devemos nos esquecer da origem dos contos de fadas e das lendas folclóricas, antes dos Grimm e da Disney começarem a enfeitar as fadas, elas eram seres sombrios, não muito diferente de nós, apenas possuindo mais conhecimento e poder mágico e vivendo em outra dimensão. 

Se engana quem pensa que as fada são seres atrasados, elas estão à nossa frente em conhecimento e tecnologia. Só não conseguiram ainda tomar essa mundo. Nem todas se importam com esse mundo na realidade, mas o djinns se importam e eles, incansáveis como são, não vão parar até conseguirem tomar o que acham que é deles.

Casamento com os Djinns 


   Os djinns - como mencionado em outros posts - estão correndo sério risco de extinção porque uma djinn fêmea só procria uma única vez na vida. Eles querem crescer em número, por isso, estão se unindo às humanas porque elas podem lhes dar mais filhos e os híbridos dessas uniões sempre são fortes e furiosos, verdadeiros psicopatas, então, são perfeitos para integrarem seu exército contra os próprios humanos. 

Não sabemos quando ou como a tal guerra djinn vai acontecer, ou se vai acontecer, mas acredito que eles já tem um plano muito bem estruturado. Eu falei tudo isso não para te assustar, mas para você saber que se interagir com um djinn, ele não é seu amigo. Ele pode ser bom para você, mas nunca vai confiar em você e se tiver de escolher entre você e ele mesmo, sempre escolherá ele. 

Nós humanos gostamos de romantizar tudo, acreditar que o amor sempre triunfa sobre o mal e que o amor muda os homens... Não muda! Elementais já nascem com um propósito e uma energia bem definida, são mais ou menos como os Servidores Astrais da Magia do Caos, eles já tem uma energia bem definida, mas enquanto Servidores podem ser reprogramados e até atingirem consciência de seus atos e escolherem mudar de atitude, os elementais raramente mudam. 
              Elementais são muito fechados em suas próprias comunidades e dificilmente interagem com outros elementais.

        Djiinniyeh (Djinns fêmeas) também podem se casar com humanos e até viverem com eles nessa dimensão em forma humana, mas essa relação é cheia de condições que devem ser respeitadas como não entrar no quarto da conjugue sem bater antes (correndo o risco de vê-la em uma forma real assustadora e traumatizante). Dizem que os filhos que a djinn tiver com o humano serão invisíveis para os humanos, ou seja, eles serão mais parte espírito que humano e, por isso, viverão na dimensão dos djinns. O oposto acontece com filhos de pais djinns e mães humanos, podendo esses serem criados na dimensão física e se misturarem aos humanos.
          As Djiinniyeh são muito zelosas com seus filhos e sempre atacam primeiro e perguntam depois se sentirem que seus filhos estão em perigo, também são extremamente possessivas em relação aos seus parceiros. Por esse motivo, dizem que quem tem uma delas como guardiã, está muito bem protegido contra qualquer mal físico ou astral, mas se tiver o azar de conquistar o coração dessa guardiã, não terá mais sorte no amor porque ela afastará todos os seus pretendentes por ciúme.


O casamento entre os elfos


O casamento é muito celebrado entre os elfos e certamente é motivo de orgulho e alegria. Elfos se casam principalmente para aumentarem a família, fortalecerem o clã e não ficarem sozinhos. Nem sempre se casam apaixonados, mas certamente, se casam, sentindo no mínimo, atração física. Elfos gostam muito de pessoas bonitas, mas ao contrário das fadas, não julgam apenas pela aparência, levando em conta também, a personalidade da pessoa.

          Pelo que vi nos poucos contos folclóricos, eles podem se casar com humanos e até levá-los para seu mundo mágico e lhes dar algum dom artístico, curar alguma enfermidade (se estiver ao alcance deles) ou deformidade - há um conto em que um grupo de fadas retira a corcunda de um homem - e lhes dar roupas e até riquezas, só depende dos elfos que você se relaciona. Eles são divididos em classes como nós, humanos, os ricos, os muito ricos, os pobres, os muito pobres, e o que estiver no meio. Porém, saiba que quanto maior a classe do elemental, mais exigente ele será, então, se você já se considera fisicamente perfeita (o), aprenda a dançar ou tocar algum instrumento aí, porque, se não, segundo os padrões deles, você não é tão perfeita (o) assim.

      Mas se você não quer um elfo nobre e só quer um elfo comum mesmo, bem... Seu carisma basta. Levando em conta que todos os elfos, sem exceção, são bonitos. A perfeição faz parte do DNA deles, por isso que os contos relatam as trocas de bebês deformados, porque eles não aceitam imperfeições em seu mundo perfeito. É triste, mas é assim que é.
       Casamentos entre elfos é muito baseado na confiança e na atração física. Sexo não falta.


O casamento entre as fadas


As fadas preferem se unir à pessoas jovens e belas, e se possível, talentosas e com uma saúde boa. Elas são exigentes, é verdade. Reis ou Rainhas das fadas podem raptar mortais belas e talentosas para fazerem parte de seus haréns. Há algumas lendas que contam que eles adoravam raptar jovens noivas na véspera ou no dia de seu casamento. Por essa razão, quem estava noiva evitava usar cores que agradassem os elfos e as fadas como verde ou vermelho, por exemplo. Grávidas também corriam risco, já que os seres elementais sempre adoraram crianças. Imagine a esperteza do serzinho, já arranjar uma esposa grávida... Isso é que é preguiça de fazer as coisas direito.

       Quando as fadas ou os faes não podiam roubar uma esposa ou uma grávida, roubavam bebês ou crianças para serem seus filhos.

      Fadas podem se unir a elfos? Podem, mas não é comum. Embora os elfos as admirem tanto quanto os humanos as admiram, elas não gostam tanto assim deles. Então, esqueça aqueles filmes e jogos onde elfos e fadas vivem em completa harmonia e até se apaixonam porque as fadas se sentem superiores a todas as classes de elementais e outros espíritos mágicos, e também se sentem superiores aos humanos. Não é raro relatos onde houve interação entre humanos e fadas, e as mesmas disseram com todas as letras que são superiores. Elas exigem ser tratadas como a realeza ou no mínimo com admiração e respeito. Menos que isso, pode ofendê-las.

        Fadas podem se casar com humanos e não é raro, mas para evitarem terem seus segredos revelados, elas levam seus conjugues humanos para o reino feérico, de onde eles nunca mais podem sair, nem depois de mortos (o reino das fadas é famoso por abrigar as almas dos mortos).

         As Gwragedd Annwn ("Esposas do Outro Mundo", em galês) são entidades amáveis que escolhem homens mortais como seus maridos.
     Uma lenda diz que vivem em uma cidade afundada em algum dos muitos lagos de Gales. As pessoas dizem ver torres debaixo d'água e ouvir o repicar de sinos.

      Em outros tempos, dizia-se que em todas as manhãs do dia do Ano Novo, podia ver-se um portal aberta em uma rocha próxima a um lago de Gales. Aqueles que ousasse atravessá-lo chegavam a um belo jardim situado em uma ilha no meio de um lago. Nesse jardim havia frutas saborosas, belas flores, e a música mais adorável, além de muitas outras maravilhas. Aqueles que fossem suficientemente corajosos para entrar eram recebidos pelas Gwragedd Annwn, que lhes ensinavam segredos assombrosos e os convidavam a ficar o quanto quisessem, com a condição de jamais levar qualquer coisa de seu jardim.

       Um visitante guardou em seu bolso uma flor que haviam lhe oferecido, pensando que lhe daria sorte. Porém, no momento em que deixou a ilha, a flor desapareceu e ele caiu inconsciente no chão. Desse dia em diante, o portal foi trancado e ninguém mais o atravessou.

      Outra lenda fala da dama do Llyn y Fan Fach ("Lago do Pequeno Pico"), uma lagoa próxima das Montanhas Negras. Segundo a versão contada por John Rhys em Celtic Folk-Lore, o caso teria se passado no século XII, em uma fazenda em Blaensawde, perto de Mydfai. Uma viúva mandava o único filho a milhas de distância vale acima para pastorear suas vacas as margens de Llyn y Fan Fach. Um dia, viu uma encantadora criatura remar de um lado para outro em um barquinho dourado sobre a superfície do lago. Apaixonou-se por ela e ofereceu-lhe o pão que trouxera como almoço. Ela olhou bondosamente para ele, mas respondeu que o pão estava muito duro e submergiu no lago.

       O jovem voltou para casa e contou para a mãe o ocorrido. A mãe simpatizou com ela e no dia seguinte deu ao filho, para levar consigo, uma massa não cozida para oferecer à fada, mas ela não a aceitou, dizendo que estava muito branca, e desapareceu de novo.

      Ao terceiro dia, a mãe entregou ao filho um pão ligeiramente tostado, que foi muito bem aceito, pois do lago surgiu um ancião de porte nobre e majestoso ladeado por suas duas lindas filhas, gêmeas idênticas. O ancião falou ao rapaz que se separaria de bom grado da filha, a qual ele havia se apaixonado, se fosse capaz de indicá-la.

     As damas feéricas eram parecidas como duas gotas d'água, e o jovem fazendeiro desistiria, desesperado, se uma delas não movesse ligeiramente o pé, com o que ele pôde reconhecer o cordão de sua sandália e escolhê-la, corretamente.

       O pai pediu como dote à filha tantas vacas quanto ela pudesse contar de uma só vez, e ela contou depressa. Porém advertiu a seu futuro marido que devia tratá-la bem e que a perderia se chegasse a bater nela por três vezes, sem motivo.

       A fada e o rapaz mortal casaram-se, foram muito felizes e tiveram três belos filhos, mas ela tinha estranhos costumes: chorava quando os demais se alegravam, como nos casamentos, e ria e cantava quando os demais estavam tristes, como no funeral de uma criança. Essas peculiaridades foram a causa para que o marido a repreendesse por três vezes com uma palmada, o suficiente para violar a proibição e fazer com que ela o abandonasse.

         Entretanto, ela não levou os três filhos. Visitou-os e lhes ensinou profundos segredos da medicina, com os quais se converteram nos famosos médicos de Mydfai, tradição que perdurou na família até o século XIX.

O casamento entre Kitsunes


Kitsunes podem se casar com humanos e terem filhos com os mesmos, mas, geralmente, elas fazem todo o possível para esconderem sua natureza mágica para não espantarem seus cônjuges. As lendas variam sobre os filhos gerados a partir dessas uniões e divergem entre si; há quem afirme que a criança não terá poder algum, e há quem diga que ela terá ao menos metade do poder da kitsune.


O casamento entre as Sereias


O Fossegrim é um homem jovem e muito bonito, do Folclore Escandinavo, que aparece vestido de forma elegante, em frente a uma cachoeira, tocando violino, e pode atrair tanto homens quanto mulheres para sua doce e mortal canção. Ele pode se casar com uma mortal e viver com ela nessa dimensão, segundo as lendas, mas se ficar muito tempo afastado das águas, se aborrecerá e abandonará sua conjuge, retornando para as águas. Ele, também pode levá-la para seu reino aquático, afogando-a.

       O fossegrim podia barganhar com pescadores, prometendo riquezas em troca das mãos de suas filhas, por isso, que geralmente, pescadores e marinheiros não gostavam de ter uma mulher a bordo, temendo atrair os seres das águas. Há uma lenda que conta que à margem do lago Fagertän, um Fossegrim abordou um pescador, que trazia a bordo sua filha, e prometeu ao mesmo riquezas se em troca, ele lhe entregasse sua filha quando ela completasse dezoito anos. O pescador aceitou e quando a filha completou dezoito anos, ele a mandou ao encontro do fossegrim. Quando o fossegrim veio recebê-la alegremente e a convidou a descer à sua morada aquática, a moça sacou um punhal, disse que ele nunca a teria viva e se matou.

         O finfolk, da Escócia e Irlanda, é um ser semelhante à sereia e ao tritão que conhecemos, mas com mais interesse por humanos. Eles não podem casar-se entre si por serem amaldiçoados, e se quebrarem essa regra, a fêmea é obrigada a deixar a Finfolknheim (Como é conhecido seu reino), assumindo a forma humana e trabalhar para ganhar prata para manter a família. Extremamente territoriais, é possível que eles tenham uma treta com outros elementais da água como as sereias e as ninfas.

      São gananciosos e luxuriosos e nada românticos. Quando se interessam por um humano, simplesmente o raptam e depois que o levam para seu reino, se casam com ele e ponto. Consentimento para quê, né? Eles devem sentir muita revolta por não poderem se casar entre eles e dependerem de outras raças para continuarem a existir.

      Os homens costumam se disfarçar de pescadores para atraírem as mulheres. Então, fiquem espertas... Se estiverem próximas das águas e virem um pescador sem camisa, muito maravilhoso dando sopa e sorrindo para vocês, fujam! Outra opção seria jogar uma moeda de prata ou qualquer outro objeto de prata para longe, porque os Finfolks tem verdadeira obsessão por prata e se tiverem que escolher entre machucar você ou perseguir a prata, perseguirão a prata.

          Eles também podem assumir outras formas para atraírem humanos para a água, como um barco a remo vazio (jamais pulem em um barco a remo vazio ou você poderá estar pulando para a sua própria morte, caso seja um Finfolk disfarçado), plantas, animais marinhos, e peças de roupas ou ouro.

       Merrows são seres das águas irlandeses, semelhantes à sereias, muito lindas e gentis, que utilizam um gorro com penas vermelhas, costumam se apaixonar pelos homens mortais porque os Merrows machos são muito feios e geralmente malévolos. Tanto os machos quanto as fêmeas podem deixar seus reinos e se disfarçarem como gado sem chifres.
        Acredita-se que se os Merrows perderem seus gorros perdem a direção de suas casas.

       Os Selkies são seres das águas escocesas, muito atraentes, que se disfarçam de focas, e quando deixam as águas, escondem suas peles de focas. Os machos são irresistíveis às mulheres e, geralmente se aproximam das mulheres que se sentem tristes ou insatisfeitas, independente de elas serem casadas ou não. Podem se casar com um (a) humano (a), desde que este esconda sua pele de foca, mas se ele encontrar a pele, retorna para as águas sem pensar duas vezes, a menos, é claro, que ele (a) tenha lhe pedido para escondê-la, o que não seria incomum se ele (a) se apaixonasse por você. Segundo as regras dos Selkies, eles só podem se aproximar de um humano de sete em sete anos.
       


Persuadindo um Elemental a se casar com você


Elementais, especialmente os da Água, podem ser persuadidos a se casarem com um humano, bastando apenas que o humano corajoso (e bote coragem nisso) consiga roubar algo valioso para esse elemental, por exemplo, o pente de ouro da Lâmia, o gorro da Merrow, a pele de foca da Selkie, etc. 

O elemental concederá um pedido em troca do objeto, mas se ele não oferecer, saiba que ainda assim, você tem, então, antes de desperdiçar um desejo com um casamento, peça algo menos arriscado para o seu pescoço como um baú de tesouros ou ouro, sei lá. 

O elemental não vai deixar de procurar pelo objeto perdido e quando ele encontrar (e ele sempre encontra), vai abandoná-lo sem pensar duas vezes. Com um pouco de sorte, ele só vai embora mesmo, mas, geralmente, segundo as lendas, ele buscará por retaliação e te amaldiçoará ou te matará. Seres da água nunca deixam nada barato, então, muito cuidado ao lidar com eles porque eles afogam alguém sem o menor remorso, e há casos como o do Vodyanoi, em que o elemental pode raptar o mortal e escravizá-lo em seu reino. O Vodyanoi não afoga o humano e concede a ele, a habilidade de respirar embaixo da água, mas o mantêm cativo. Ele leva tanto homens quanto mulheres.©


sábado, 21 de março de 2020

Relato: Observado pelas Sombras

Pixabay

⚠️ Conteúdo sensível: Este post contém temas como magia intensa, elementos sombrios e referências simbólicas à morte ou transformação espiritual.

Boa-noite, eu me chamo Pedro, e minha experiência com a magia começou desde quando eu era pequeno. Eu ouvia vozes, via vultos e tinha alguns pesadelos onde eu sempre estava sozinho em casa, no escuro e por mais que eu procurasse por minha família e chamasse por eles, não os encontrava. Ia até o quarto deles e só encontrava a cama desarrumada, mas eles não estavam lá. Eu apertava os interruptores e tentava acender as luzes, mas elas nem piscavam. Eu me desesperava porque era criança (entre 6 e 9 nove) e sabia que não estava sozinho, que tinha mais alguém comigo na casa. Eu sempre encontrava uma porta ou janela aberta e quando a fechava e me virava para voltar para o meu quarto, ouvia um estalo e me virava, encontrando ela aberta novamente, e não importava quantas vezes, eu fechava a porta, ela se abria outra vez e outra vez...
           Por causa desses pesadelos, eu tenho pavor do escuro e sempre checo as portas e janelas mais de uma vez antes de ir dormir. Tentei superar esses medos, mas em todas as vezes em que ousei apagar a luz, sofri com paralisia do sono e vi uma sombra de um homem alto se aproximando de mim. Nas primeiras vezes em que o vi, ele não fez nada demais, ainda que sua visão tenha sido assustadora para mim e que eu tenha lutado com todas as minhas forças para me libertar daquele estado em que meu corpo se encontrava. O homem só me olhava sem sequer se mover. Mas, depois de um tempo, ele começou a me machucar, drenando minha energia vital ou me sufocando. Semana passada, eu deixei a luz do meu quarto apagada, mas a do corredor acesa e fui dormir. Vi meu irmão passando rapidamente pelo corredor e ele estava estranho... Mais alto, magro e branco do que já é, e não sei, senti que não era ele, que havia algo de errado, mas como era a forma dele, eu ignorei e me virei para o lado. Foi quando algo avançou em minha direção, uma mão negra e veio em direção em meu pescoço, tentando me enforcar. Pela primeira vez, eu não senti medo, mas raiva, e encarei aquilo e gritei para que fosse embora. O que quer que fosse aquela coisa, se afastou e eu despertei. Não sabia que estava dormindo até abrir os olhos e ver a luz do corredor acesa. Me levantei e acendi a luz do quarto, orando. Voltei a orar antes de dormir porque percebi que a oração afasta essas sombras, embora, não as leve para muito longe.
            Outra vez, sonhei que tinha uma mulher me observando pela janela do quarto e ela era feita de sombra e estava furiosa porque não conseguia entrar. Ela ficava arranhando o vidro e sussurrando algo que eu não entendia.
           Ontem, eu sonhei que estava caminhando em uma cidade estranha, era sombria, mas bonita. As Árvores foram cortadas de modo a terem sua folhagem com a forma de várias figuras bonitas como homens e crianças. Havia abóboras de Halloween espalhadas em fileiras pelo chão, um milharal que chamou minha atenção pela beleza, e algumas casas que pareciam desabitadas. Entrei em uma dessas casas porque a porta estava aberta e vi que os móveis estavam fora do lugar e todos os objetos foram revirados. Me virei para sair e dei de cara com sete pessoas que estavam paradas me encarando, mas não eram pessoas comuns, eram sombras, feitas de sombras, mas com contornos humanoides. Um casal e o que deviam ser seus filhos, tinha uma garotinha e seu contorno era o mais perfeito de todos, ela tinha cabelo longo, e assim como os outros, no lugar dos olhos, duas orbes brancas enormes. Todos flutuavam e eu não via seus pés, talvez por serem sombras. Despertei e enquanto pesquisava mais a respeito, lembrei desse blog que eu já seguia há algum tempo, lembrei que tinham alguns relatos com sombras aqui. Não acho que sejam elfos ou fantasmas o que eu vi. Não sei o que são, mas são bem hostis. Não podem ser elfos porque eu nunca invoquei um, e não podem ser fantasmas porque eu moro de aluguel e nunca fico por muito tempo em uma casa. O que vocês acham que é isso? Obrigado por lerem.



*O relato foi respondido por email.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Relato: Um encontro com os pixies

Eu me chamo White, e hoje, tive um sonho esquisito, e como tenho uma amiga wicca, sei que o que vi foram Elementais. 
          Eu estava em um lugar que não me lembro, agora. Vi um "bichinho" azul ao lado de uma plantinha, e acho que foi aí que tudo começou. Vendo aquele bichinho fofo (ele parecia um teletubbie misturado com smurf), eu sorri, e deixei uma folha ao seu lado, e acho que no momento em que fiz isso, o irritei.
             Quando olhei para o lado esquerdo, vi duas fadas, vestidas de preto, voando uma ao lado da outra, de costas para mim. Eu nunca sonhei com Elementais, antes (pelo que me lembro), no máximo com os espíritos de algumas pessoas queridas, e espíritos ruins, mas sei que é muito difícil ver fadas sem nem ter uma certa conexão, por mais que eu saiba que sou um pouco médium.
           Nesse momento, eu comecei a voar, sério, mas não era voar, VOAR, era mais como se meu corpo perdesse a gravidade, e foi estranho, já que eu sentia meu corpo físico todo tensionando. Nesse momento, foi quando ouvi uma tal de "Sasa" (nome mesmo), e uma voz que começou a falar comigo, dizendo para eu ter cuidado, ou o Fortuno iria atrás de mim. Durante isso, eu senti um líquido na minha nuca, e toquei ela várias vezes, mas não sentia nada no físico.


Relato enviado por: White.
Obs: o relato foi respondido por email pela autora do blog.
Você também pode enviar seu relato para: adancadasfadas@gmail.com

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Relato: Visitada por um gnomo



Há exatamente um ano e um mês atrás, aconteceu uma coisa muito esquisita comigo... Eu estava no meu quarto deitada no colchão, e a Safira (minha cachorra) estava solta, deitada no chão também, eu estava conversando com uma pessoa no facebook sobre bruxaria, e a Safira não parava de olhar para o meu guarda-roupas e para a janela (ela ficou nesse ciclo um tempão, olhando para o guarda-roupas e depois para a janela), parecia que ela estava vendo alguma coisa invisível (eu até pensei em fantasmas já que a energia da minha casa é muito pesada) só que eu não conseguia ver nada, então, por isso, não dei muito bola, mas, aí, depois, ela ficou olhando fixamente para a janela, e começou a latir, nessa hora, eu vi um serzinho um pouquinho maior que o meu dedo médio parado na minha janela, eu não conseguia ver o rosto porque ele era muito pequeninho, eu só conseguia ver um montão de pontinhos de luz da cor dourada envolta desse ser (eu não soube distinguir se aquelas luzes eram realmente douradas ou prateadas depois, ficou confuso na minha mente). 
         Eu fiquei alguns segundos olhando pra esse ser. Na hora que ele viu que eu tava olhando para ele, ele deu um impulso (como se fosse um pulo) para voar e caiu um pouquinho longe do chão da minha janela (ele deu um impulso como se fosse pular e voou um pouquinho para cair no lugar que ele desejava, entende? não sei explicar muito bem essa parte, desculpa), ele caiu aonde a minha cachorra estava deitada (ela até levantou e foi para perto de mim nessa hora), aí eu levantei correndo do colchão e fui ver se tinha realmente alguma coisa no chão, mas não havia mais nada, porém, comecei a sentir alguém andando pelo o meu colchão (nessa hora eu já estava deitada, e coberta da cabeça aos pés, literalmente, foi tudo muito rápido), eu dei um grito e disse que tinha um demônio no meu quarto e comecei a pedir a Deus mentalmente para tirar essa "coisa" do meu quarto, não conseguia mais ver esse ser, mas conseguia sentir ele andando de um lado pro outro pelo meu colchão, eu senti que ele levantou a minha coberta um pouco para ver o que tinha debaixo dela (nessa hora eu fiquei realmente desesperada, deu até pra sentir o ventinho quando ele levantou ela), e eu também senti e ouvi ele batendo na parede do meu quarto como se estivesse se jogando nela (acho que ele fez isso para me assustar mais ainda), depois disso ele sumiu... aí ficou o sentimento de "será que eu vi mesmo essa coisa? Eu to ficando maluca? isso é real?".
         Tudo isso quando ocorreu, já era de noite e a minha janela, obviamente, estava aberta (mas ela tem grades), acho que ele foi atraído pelo meu quarto porque, uns dias atrás, antes desse acontecimento, eu estava fortemente querendo ver algum elemental, e eu moro num condomínio que tem muita festa, muita animação, as crianças ficam correndo/brincando de noite pela rua, e a minha vó tem um jardim ENORME de frente pra janela do meu quarto (ele é muito bem cuidado, ela tem muito amor as plantas) será que esse ser mora ali? Eu acho que ofendi esse ser, eu estava nervosa, fiquei com medo, e não soube como agir, ele não me passou medo na hora, mas como sou muito escandalosa abri maior bocão, deveria pedir desculpas, mas não sei como fazer isso corretamente (a minha família toda é evangélica do tipo fanática, eu sou a unica que acredita nessas coisas). Eu gostaria de saber a sua opinião sobre o assunto, você acha que poderia ter sido uma fada? eu já tive acontecimentos estranhos desse tipo comigo antes, mas tudo isso acontecia quando eu era criança, e depois de um tempo tudo isso sumiu da minha vida, eu fiquei muito mal até (porque eu sempre desejei estar em contato com a magia). Hoje, um ano e um mês depois desse acontecimento, eu estou tentando desesperadamente ver alguma coisa que seja mágica, mas não consigo mais, o que eu faço? algumas pessoas dizem que antes, do meu condomínio ser um condomínio, aqui era uma cova, outros dizem que era um clube para cavalos, então, eu não sei ao certo o que era esse local, antes.


*Relato enviado por:  Maria Helena.
 Obs: O relato foi respondido pela autora do blog através do email.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Relato: O duende veio brincar também!


Olá Daniele!

Eu me chamo Bruna e tenho 16 anos e não faz muito tempo que comecei a ler seu blog e gostei muito. Eu não sou muito experiente nesse tipo de assunto, porém de um tempo para cá os temas relacionados a Wicca e a elementais vem despertando bastante meu interesse. Eu desde criança fui criada como católica e assim continuei até os meu 13 ou catorze anos, quando me afastei da igreja e passei por uma fase meio ateísta/agnóstica e agora estou me reaproximando da fé e da espiritualidade. É tudo muito engraçado, é diferente de tudo que sempre fui acostumada. Para mim tudo isso sempre foi fantasia, coisa de conto de fadas rsrs. Desculpa se essa ultima parte soou meio ofensiva. Porém, quando eu era bem criança eu tive uma experiência um tanto estranha com elementais (na verdade um elemental) que eu gostaria de relatar.

Tudo aconteceu quando eu tinha 7 ou 8 anos. Naquele dia, eu e meu irmão estávamos dormindo no quarto dos meus pais. Como iria ficar muito apertado para quatro pessoas dormirem em uma cama de casal, minha mãe colocou um colchonete no chão para que eu e meu irmão pudéssemos dormir. Antes da hora de dormir eu estava brincando com umas bonecas e uns moveis de madeira no chão perto do colchonete. Minha mãe havia pedido para eu guardar os brinquedos, mas eu acabei ficando com sono e deixando eles espalhados no chão mesmo.

Então eu fui dormir na cama de cima com o meu pai e meu irmãozinho no colchonete com minha mãe. Nisso eu acabei acordando no meio da noite para ir no banheiro e quando eu olhei para os meus brinquedos eu vi um homenzinho meio dentuço, menor que eu que vestia uma camisa de manga comprida e um gorrinho mexendo nos meus brinquedos (não lembro se isso foi na ida ou na volta do banheiro). Eu não senti medo e apenas fiquei olhando para ele (eu acreditava que fosse um duende, mas hoje não sei). Ele pareceu ter percebido a minha presença e olhou para mim com sua “carinha de rato” e me encarou por um momento. Eu então pisquei e ele desapareceu. Depois disso eu apenas achei estranho, fiquei tentando absorver a situação um pouco e depois fui para a cama de baixo dormir perto da minha mãe e do meu irmão.

No dia seguinte eu fiquei super animada e saí contando para todas as minhas coleguinhas que eu tinha visto um duende, mas ninguém acreditou em mim. Então eu parei de ficar falando sobre isso para não me chamarem de maluca. E eu posso jurar que não foi um sonho, pois no dia seguinte eu havia acordado no colchonete, se foi um sonho então foi um sonho muito muito real.

A única coisa que eu acho estranho é que eu moro em apartamento e minha casa não é bem do tipo “atrativa” para elementais. É só um apartamento comum na cidade, e eu e minha família nunca tivemos ligação nenhuma com Wicca ou qualquer coisa do tipo (sempre fomos católicos). De qualquer maneira foi um acontecimento que meio que “me marcou”, então foi a partir desse dia eu passei a ver seres “mitológicos” com outros olhos. 
*Email respondido.
*Envie também seu relato para: adancadasfadas@yahoo.com

sábado, 31 de outubro de 2015

Relato: Travessuras de um gnomo

Oi Daniele, tive um sonho muito estranho, e quero compartilhá-lo com você! Ok, vamos lá!

   
Sonhei que estava deitado em minha cama, ouvia barulhos embaixo da cama. Fui ver, para matar a curiosidade, e adivinha o que vi? Um GNOMO! Ele era mais ou menos verde, com roupinhas medievais (parecido com o Tibério das crônicas de spiderwick). Então quando ele viu que eu o observava, saiu correndo e se escondeu.

         Então corri para a cozinha, vi que ele pulou no sofá e virou um gato (idêntico a minha gata) ai eu peguei pelo couro e fui procurar minha gata para ter certeza que não era ela. Então peguei a minha gata e o suposto "clone", ele pulou e me lembro de que apareceu o meu hamster,  não sei se ele que se transformou no hamster ou o hamster verdadeiro que estava ali ,(tenho um gato e um rato, não me julgue) não me lembro direito o que aconteceu a partir daí, mas em seguida eu acordei com um trovão.  Estava chovendo muito forte, então comecei a ouvir um tipo de batidas: TOC TOC TOC, eu olhei em volta do quarto e não vi nada... Eu acho que o barulho vinha em direção da minha escrivaninha, acho que vinha de trás próximo ao guarda-roupas, a primeira coisa que me veio a cabeça foi esse sonho maluco, e quando o barulho passou eu voltei a dormir. Não sei se foi realmente um gnomo ou a chuva lá fora... Ou talvez a minha imaginação..


- Lucas


Link do meu blog:

  http://olivrodascriaturasmagicas.blogspot.com.br/

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Relato: O Guardião dos sonhos

http://www.fundoswiki.com/Uploads/fundoswiki.com/ImagensGrandes/grande-cavaleiro.jpg
Beem... eu sonhei q fazia várias coisas e estava andando sempre de carro (um sonho meio q sem pé nem cabeça). Só começou a ter sentido quando entrei em um restaurante. Os detalhes eram vermelhos, na primeira pensei estar em um restaurante chinês, mas depois pensei a respeito e ate agora não sei. As vezes eu penso, será que fui no inferno?? Kkkkkk.

 Descia uma escada para chegar lá! Era como se fosse subterrâneo, (por isso a minha conclusão kk). Chegando lá, avistei um rapaz me observando, e eu desci a escada e ele me olhando sempre. Eu pensativa, me perguntava "será que estou muito feia ou atraente demais??" kkk.

Tudo corria bem, eu estava sentada em um banco e quieta pensando "porque será que ele está me olhando sem parar?"
    De repente, meus pais que me acompanhavam desde o início desapareceram!! Aos poucos todos foram desaparecendo, eu nem me dei conta na hora (ok, sei que às vezes sou tonta nos meus sonhos) voltando...  Quando quase todos já se foram, só ficará eu e o tal observador. 
Desceu as escadas uma mulher, ela flutuava (não tinha pés, como se fosse um fantasma), sua roupa era comparada as deusas gregas (linda, parecia surreal) porém sua cara era de medusa (serio kkkk).

 Ela me olhava de uma forma diabólica. Mas não senti medo e nem sei como isso foi possível, já que qualquer pessoa em meu lugar estaria tremendo! Eu a encarei tbm, sem medo olhava para a cara dela, confusa. Tentando entender porque ela continuava me encarando.
    A medusa (vou chamar ela assim, já q era tão... bonita!! Cof cof) veio em minha direção, me olhando fixamente. O cabelo era estranho, não eram serpentes, mas também não reparei direito como era. Talvez pelo fato do sonho estar meio embaçado, só sei que tinha vida e se mexia. Eu não sei como fiz, mas tinha um cachorro do meu lado e um homem que ainda estava no "bar" (restaurante sei lá), eu consegui lançar uma espécie de magia para proteger eles (eu chamei de barreira protetora, ou escudo mágico, não me pergunte não sei de onde veio esses nomes). Eu sentia que ela era má e, por isso fiz isso , não sei como.

 Quando estava a 1 m da minha frente, ela disse alguma coisa, eu lembrava o que ela me falou no sonho, mas agora eu não lembro mais. Parecia algo como: 'Alguma coisa... fadinha'. Só lembro da 'fadinha', que foi o que mais me chamou atenção!!
    Ela soltou então, uns bichinhos, que voavam (os que estavam na cabeça dela), eram azuis, os dentes afiadíssimos e eram maus.
    Nessa hora, o garoto que me olhava tirou uma espada e levantou, me protegendo, mais mesmo assim, eram muitos bichos e um deles me mordeu. Eu adormeci, a "medusa" sumiu rindo, com aquela risada que ecoava. Lembro que ele me pedia para acordar!!

Eu então falei telepaticamente para ele fazer um antídoto para que eu pudesse acordar!! Não me pergunte, não sei da onde saiu a ideia de antídoto!!

 Eu acordei, estava deitada em um sofá, que tinha no restaurante nessa mesma hora, a "medusa" voltou e eu estava fraca ainda, a minha roupa era comprida e lilás. Eu usava uma coroa, não sei se era coroa, mas era linda. E pedia para eu ir embora daquele lugar!! Nessa hora eu acordei, eu estava com uma sensação estranha, sabe quando você  sente que aquilo realmente aconteceu?

E aquele rapaz, garoto sei lá, não sabia quem era mas senti que ele não era mau!!
 Só falta ser um elfo..... kkk que hilário, um elfo me proteger?? aqueles orelhudos que ficam naquele submundo, que me fizeram acordar assustada igual a uma louca. Hum, odeio eles!! Só me faltava isso kkkkk. Bom.. quanto a magia que eu fiz... como fiz?? Me pergunto toda hora, como consegui criar aquela barreira para protegê-los?!!

     Acredite fiquei muito intrigada com aquela medusa horrorosa e aquele rapaz. Vc assisti rebelde mexicano? Ele tinha mais ou menos a mesma idade dos meninos de rebelde,  ou algo próximo!!

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   Esse sonho foi enviado por Vitória Fernandes, uma seguidora do blog.
     
       Já teve algum sonho estranho com Elementais também? Quer vê-lo postado aqui no blog? Envie um email para mim: minhafadaniele@gmail.com
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   O que eu acho do sonho de Vitória: 

 

   Sem dúvida alguma, este ser elemental que ela viu em seu sonho, trata-se de um Guardião. A princípio, eu estava certa de que tratava-se de um Silfo, por causa da espada que ele estava portando. Elfos em geral, usam arco e flecha. Espadas são mais usadas por elementais do Ar como silfos e fados. Mas, conversando com Vitória, ela me disse que nunca tinha invocado silfos e que estava quase certa de que poderia tratar-se de um elfo da luz (um elfo do bem). 
    Este não foi o único sonho que Vitória teve com este elemental misterioso. Ao que tudo indica, ela tem sonhos recorrentes com este e outros elementais. 
   Aconselho à Vitória que crie o hábito de postar seus sonhos em um Diário Dos Sonhos para consultas posteriores. E também para poder detalhar um perfil dos personagens que ilustram seus sonhos, mais ou menos, como eu fiz. É importante saber quem é quem em seus sonhos recorrentes para reconhecer nossos aliados e nossos inimigos. O plano Onírico é confuso, complexo e ainda inexplorado, mas podemos fazer a nossa parte para compreendê-lo e compreender a nós mesmos, o nosso subconsciente, o nosso EU interior. 
    É importante manter um bom relacionamento com nossos aliados ou guardiões, pois são eles que nos protegem enquanto dormimos e evitam que tenhamos sonhos ruins (pesadelos), além de afastar os maus espíritos (ou parasitas que se nutrem de nossas energias enquanto estamos sonhando, são Vampiros Energéticos ou Vampiros Oníricos).
   Aconselho que, mesmo os que não são cristãos, que se habituem a fazer uma prece antes de dormir, se para Hipnos e Morpheus ou para a Ave Maria, não importa! Depende de quem você devota toda a sua fé. Eu, por exemplo, sempre oro preces celtas e católicas antes de dormir. E ambas funcionam muito bem para mim. Se bem que, sempre que durmo sem pedir a benção de Morpheus (deus grego do sonho), acabo tendo um pesadelo daqueles.
   A seguir, uma prece que recomendo a todos para se ter noites tranquilas:

Ter sono tranquilo


Minha alma vai estar por alguns instantes com outros espíritos.
Venham os bons ajudar-me com seus conselhos.
Faze-me, meu anjo guardião, que, ao despertar, eu conserve durável e salutar impressão desse convívio.