sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Kobolds


O kobold é um espírito originário da mitologia germânica, que sobreviveu aos tempos modernos no folclore alemão. Embora, geralmente invisível, um kobold pode se materializar na forma de um animal, boneco, fogo, um ser humano, e mesmo uma vela. As descrições mais comuns dos kobolds mostram-os como figuras humanoides do tamanho de crianças pequenas.
       Kobolds que vivem em lares humanos usam roupas de camponeses e muitas vezes habitam bonecas, aqueles que vivem nas minas são curvados e feios, e os kobolds que vivem em navios, fumam cachimbos e usam roupas de marinheiros (estes são conhecidos como Klabautermann).
      Kobolds podem ajudar a realizar tarefas domésticas, mas se forem insultados ou negligenciados, podem se tornar travessos.
       Kobolds malévolos podem assombrar os moradores de uma residência, e adoecer os animais domésticos até matá-los.
     Se um kobold for descoberto - o que nem sempre acontece -, podem ficar inativos enquanto seguem quem o descobriu por anos.
       Em algumas regiões, os kobolds são conhecidos por nomes locais, como Galgenmannlein do Sul da Alemanha e o Heinzelmannchen de Colônia.




                       Kobolds da terra


   Os primeiros kobolds eram considerados espíritos das árvores, e os alemães medievais esculpiam imagens de kobolds em cera ou raiz de mandragora por acreditarem que estes espíritos permaneciam na planta mesmo depois de cortada. Essas efígies kobolds tinham de trinta a sessenta centímetros de altura, usavam roupas coloridas, e tinham bocas grandes. A expressão do século XVII, "rir como um kobold", pode ser uma referência a esses bonecos, e significaria "rir alto e calorosamente". Estas efígies kobolds foram armazenadas em recipientes de vidro e madeira.




                         Kobolds da água



Klabautermann é um tipo de kobold da água, que vem de vive em navios e é benéfico para a tripulação.
         Um Klabautermann irá bombear a água do porão, providenciar a carga, e martelar, reparando os furos na madeira. Acredita-se que sejam especialmente úteis em momentos de perigo, impedindo que o navio afunde. O Klabautermann está associado a madeira do navio em que vive.
        O comportamento benevolente do Klabautermann dura enquanto a tripulação tratar a criatura respeitosamente. Um Klabautermann não deixará seu navio até que ele esteja prestes a afundar. Marinheiros supersticiosos do século XIX, exigiam que outros respeitassem o Klabautermann. Ellet registrou um boato de que uma equipe até mesmo jogou seu capitão ao mar por negar a existência do Klabautermann.
        A visão de um Klabautermann é um mau presságio e, no século XIX era a visão mais temida entre os marinheiros, pois eles só se tornavam visíveis para quem estava prestes a morrer, ou quando o navio estava prestes a afundar.





                         Kobolds do fogo


Kobolds do fogo são chamados de drakes, draches ou puks.
      Um conto do Altmark, gravado pelo estudioso anglo-saxão Benjamin Thorpe em 1852, descreve o kobold como "uma faixa de fogo com uma cabeça larga, que geralmente treme de um lado para o outro". Uma lenda do mesmo período, tirada de Pechule, perto de Luckenwald, diz que o kobold voa pelo ar como uma faixa azul e carrega grãos. Se uma faca ou um aço em fogo for lançado nele, ele explodirá e deixará cair o que carregava.
        O kobold entra e sai de uma casa pela chaminé. Este tipo de kobold usaria um casaco vermelho e uma boina ou chapéu da mesma cor. Uma lenda do folclorista Joseph Snowe, de um lugar chamado Alte burg em 1839, fala de uma criatura na forma de um ser pequeno e grosso, nem menino nem homem, mas semelhante à condição de ambos, vestido em uma túnica solta, usando um chapéu alto de bordas largas em sua cabeça diminuta.
        O kobold Hodekin (também conhecido como Hudekin e Hutchen) tem entre 0,3 e um 1m de altura, cabelo e barba ruivos, e usa roupas vermelhas ou verdes, chapéu vermelho, e pode até ser cego.
       Alguns contos descrevem kobolds se apresentando como pastores à procura de trabalho, pequenos homens enrugados em capuzes pontiagudos, outros, se parecem com crianças pequenas.
         Segundo o dramaturgo e romancista XB Saint, os kobolds são os espíritos de crianças mortas e frequentemente aparecem com uma faca, que representa os meios pelos quais foram mortos. Heinzelmann, um kobold do castelo Hudermuhlen na região de Lunebur apareceu como um menino bonito, com cabelo louro encaracolado até os ombros, e vestido com um casaco de seda vermelha. Sua voz era suave e terna como a de um menino ou uma donzela.
         Em 1820, a espiritualista Emma Hardinge Britten gravou uma descrição dos kobolds feita por madame Kalodzy, que ficou com camponeses chamados Dothea e Michael Englbretch:


→ Estávamos prestes a sentar para tomar chá quando Mille Gronin chamou nossa atenção para a luz constante, redonda e do tamanho de um prato de queijo, que apareceu de repente na parede do pequeno jardim em frente à porta da cabana em que estávamos sentados. Antes que qualquer um de nós pudesse se levantar para examiná-lo, mais quatro luzes aparecem quase simultaneamente, com a mesma forma, variando em tamanho. Ao redor de cada um deles havia o contorno escuro de uma pequena figura humana, negra e grotesca, mais parecida com uma pequena imagem esculpida em madeira negra e brilhante, do que qualquer outra coisa que eu pudesse compará-los. Dorothea beijou suas mãos para essas formas assustadoras, e Michael se curvou em grande reverência. Quanto a mim e a meus companheiros, ficamos tão espantados, mas divertidos com essas formas cômicas, que não podíamos nos mexer ou falar até que eles próprios desapareceram, um a um.




                     Tentar vê-los é perigoso


Uma lenda fala de uma criada que se interessa pelo kobold de sua casa e pede para vê-lo. O kobold se recusa, alegando que olhar para ele seria aterrorizante. Implacável, a criada insiste, e o kobold diz a ela para encontrá-lo mais tarde e trazer um balde de água fria. O kobold espera pela empregada, nu e com uma faca de açougueiro nas costas. A criada desmaia e o kobold a acorda com água fria. Em uma variante, a criada vê um bebê morto flutuando em um barril cheio de sangue, anos antes, a mulher havia tido um filho bastardo, o matado e escondido em tal barril.
        Lendas contam que aqueles que tentam enganar um kobold e fazê-lo se mostrar, são punidos. Por exemplo, Heinzelmann enganou um nobre, o levando a achar que ele estava escondido em um jarro. Quando o nobre cobriu a boca do jarro a fim de de capturar a criatura, o kobold o repreendeu.
         Quando um homem jogou cinzas e joio para tentar ver as pegadas do rei Goldemar, o kobold o cortou em pedaços, colocou-o no espeto, assou-o, ferveu as pernas e a cabeça e comeu-o.
          A Heinzelmannchen de Colônia abandonou a cidade quando a esposa de um alfaiate espalhou ervilhas na escada, numa tentativa de ver o kobold se materializando ao tropeçar.



                 Os kobolds domésticos


Os kobolds domésticos estão ligados a um lar específico. Algumas lendas afirmam que cada casa tem um kobold residente, independente dos desejos ou necessidades de seu proprietário. Os meios pelos quais um kobold entra em uma nova casa variam de conto a conto. Uma tradição afirma que o kobold entra em uma nova casa, anunciando-se a noite, espalhando lascas de madeira pela casa e colocando sujeira ou estrume de vaca nas latas de leite. Se o dono da casa deixar aparas de madeira pela casa e beber o leite sujo, o kobold passa a residir.
         O kobold heinzelmann do castelo Hudermuhlen chegou em 1584 e anunciou-se batendo e fazendo outros sons. Se alguém tiver pena de um kobold na forma de uma criatura fria e molhada (criança, pássaro, gato, etc) e levá-lo para dentro para aquece-lo, o espírito passa a residir ali.
      Os kobolds domésticos, geralmente, vivem na área do lar de uma casa, embora, alguns prefiram partes menos frequentadas da casa como celeiros e estábulos, ou a adega.
        A noite, os kobolds terminam os afazeres domésticos: afugentam as pragas, limpam os estábulos, alimentam e cuidam do gado e dos cavalos, lavam os pratos e panelas, e varrem a cozinha.
       Outros kobolds ajudam comerciantes e lojistas. Uma lenda de Colônia, registrada por Keightley, afirma que os pandeiros da cidade, no início do século dezenove, nunca precisaram contratar ajuda porque, a cada noite, os kobolds conhecidos como Heinzelmannchen precisavam de tanto pão quanto um padeiro.
          Um
Kobold pode trazer riqueza para sua casa na forma de grãos e ouro. Uma lenda de Saterland e East Friesland, gravada por Thorpe em 1852, fala de um kobold chamado Abun. Apesar de ter apenas cerca de um pé de altura, ele podia carregar uma carga de centeio na boca para as pessoas com quem vivia e fazia isso diariamente, desde que ele recebesse uma refeição de biscoitos e leite. No entanto, os presentes kobold podem ser roubados dos vizinhos, consequentemente, algumas lendas dizem que os presentes de um kobold são demoníacos ou malignos.
          Kobolds trazem boa sorte e ajudam seus anfitriões desde que estes cuidem dele. O kobold Heinzelmann encontrou coisas que haviam sido perdidas. Ele tinha uma rima que gostava de cantar:

"Se tu, aqui, me deixares ficar,
Boa sorte terás sempre,
Mas se assim fores tu me perseguir,
Sorte nunca se aproximará do lugar".


Em troca dos favores de um kobold, a família deve deixar uma porção de sua ceia ou cerveja ao espírito e tratar o kobold com respeito, nunca zombando ou rindo dele. Um kobold espera ser alimentando no mesmo lugar na mesma hora todos os dias, ou no caso de Hutchen, uma vez por semana e nos feriados.
       Uma tradição diz que sua comida favorita é grits ou mingau de água (?).
       Contos falam de kobolds com seus próprios quartos, o kobold Heinzelmann tinha seu próprio quarto no castelo, completo com mobília e diz que o rei Goldemar dormiu na mesma cama com Neveling Von Hardenberg. Ele exigiu um lugar à mesa e uma barraca para seus cavalos.
          As lendas dizem que kobolds menosprezados se tornam malévolos e vingativos, afligido hospedeiros errantes com doenças sobrenaturais, desfiramentos e ferimentos. Suas "brincadeiras" vão desde espancar os servos até assassinar aqueles que o insultam.
          Um homem santo visitou a casa de Heinzelmann e se recusou a aceitar os protestos do kobold que ele era cristão. Heinzelmann o ameaçou e o nobre fugiu. Outro nobre recusou-se a beber em honra do kobold, o que levou o Heinzelmann a arrastar o homem até o chão e sufoca-lo perto da morte.
             Quando um empregado sujou o Koft Hodekin, o borrifando com água suja, Hodekin pediu que o jovem fosse punido, mas o mordomo descartou o comportamento como uma brincadeira infantil. Hodekin esperou que o servo fosse dormir e então, o estrangulou, e jogou um de seus membros em uma panela sobre o fogo. O cozinheiro chefe o repreendeu pelo assassinato, e o Hodekin espremeu sangue de sapo na carne que estava sendo preparada para o bispo. O cozinheiro repreendeu novamente o espírito e este o jogou da ponte levadiça.
          Mesmo os kobolds amistosos não são completamente bons, e os kobolds domésticos podem fazer travessuras sem motivos aparente. Eles escondem objetos, empurram pessoas quando elas se curvam para pegar algo, e fazem barulho à noite para manter pessoas acordadas.
             O rei Goldemar gostava de tocar harpa e jogar dados.
              Uma das brincadeiras de Heinzelmann era beliscar os bêbados para vê-los brigar entre si.
            Heinzelmann gostou das duas filhas de seu senhor e assustou seus pretendentes para que as mulheres nunca se casassem.




                      É difícil se livrar de um   



 Contos folclóricos falam de pessoas tentando se livrar de kobolds travessos. Em um conto, um homem com um celeiro assombrado por kobolds, coloca toda a palha em um carrinho, queima o celeiro e parte para começar do zero. Enquanto se afasta, olha para trás e vê o kobold sentado. "já era hora de sairmos", diz o kobold.
        O senhor do castelo Hudermuhlen não gostava de Heinzelmann e tentou fugir dele, no entanto, o kobold se transformou em uma pena e viajou com eles, sendo descoberto apenas na pousada, onde disse ao seu senhor :

— Por que foge de mim? Eu posso facilmente te seguir em qualquer lugar e estar onde você está. É muito melhor que retorne a sua propriedade e não a deixe por minha conta. Você, vê bem que, se eu quisesse, poderia tirar tudo o que você tem, mas não estou inclinado a fazê-lo.

O exorcismo de um padre funciona em alguns contos, o bispo de Hikdesheim conseguiu exorcizar Hodekin do castelo. Um outro exorcista, no entanto, tentou afugentar Heinzelmann, e o kobold rasgou o livro sagrado do sacerdote, espalhando as páginas pelo quarto e o perseguindo para longe.
            Insultar um kobold pode afastá-lo, mas não sem uma maldição, quando alguém tentava ver sua verdadeira forma, Goldemar deixava a casa e prometia que a sorte deixaria aquele lar.
      As ações que Hutchen considera insultantes incluem dar-lhe roupas, apressa-lo em seu trabalho e deixar uma roda de carroça na frente dele.

Relato: um passeio pelo umbral

Heather se mudou para uma casa de duas peças ou três. À princípio, pensei que ela estivesse me deixando ali sozinha, mas não temi. Encontrei me com os vizinhos e eles estavam chateados porque um deles, apesar de morar naquela humilde vila, se dizia rico. Os outros se negavam a acreditar, e se queixavam que se fosse verdade, ele deveria ajudar nos reparos da vila em vez de deixar por conta deles. O homem parecia preocupado em provar que de fato era rico e me deu mil reais. Os homens ao lado ficaram perplexos. Meu vizinho pediu que eu o seguisse até sua casa, e eu o segui. Conheci sua esposa, uma loura pálida. Eles pareciam pobres e eu quis recusar o dinheiro, mas o homem manteve a pose e insistiu que eu aceitasse. Eu aceitei, agradeci e voltei para a casa, pensando em publicar um livro com aquele dinheiro. Heather voltou mais tarde e pediu emprestado meu dinheiro, eu desconversei e me arrumei e saí. Não é que não quisesse emprestar dinheiro a ela. Lhe sou grata por tudo, mas ela fez algo que me desagradou, por isso, estou me preparando para deixar sua casa, e dessa vez, espero que para sempre.
        Fui até uma lanchonete e até que fui bem recebida pelos clientes, que diferente da última vez, não foram hostis. Uma mulher até me ofereceu um lugar para sentar.
         Me aproximei do balcão e perguntei o que tinham no cardápio. A mulher respondeu, mas não reconheci nenhum nome daqueles lanches. Acabei pedindo o que um homem pediu. Pão francês com alface e um molho branco muito saboroso. Quando o homem ao meu lado sugeriu que faltava apenas uma fatia de presunto para que o sanduíche ficasse perfeito, eu concordei com ele. A mulher entrou na cozinha irritada e voltou, trazendo um frasco de catchup. Ela colocou um pouco no meu lanche e ainda me cobrou doze reais pelo lanche, e nove reais pelo catchup. Pois é, acho que tomate lá deve ser raridade.
       Deixei o balcão por um instante, procurando uma mesa, mas percebi que todas estavam ocupadas por pessoas translúcidas. Voltei ao balcão e os bancos também estavam ocupados. Disse que comeria no caminho e fui embora.
         Dei uma volta e quando retornei a lanchonete, percebi que estava tudo diferente. As fachadas das lojas e as casas pareciam antigas e abandonadas. A lanchonete havia sumido e se transformado em um tipo de igreja, onde um pastor pregava para uma dúzia de pessoas. O salão onde a pregação acontecia ficava nos fundos. Havia um lance de escadas e um corredor largo calçado antes de chegar ao salão. No lado esquerdo, antes de chegar ao salão, ficavam os banheiros. Cabines do lado direito, e pias antigas e enferrujadas no lado esquerdo. Pedi a mulher para usar o banheiro e ela disse que o marido não gostava que ninguém entrasse ali enquanto ele estivesse pregando. Eu assegurei a ela que ele estava distraído e não perceberia, e fui até o banheiro. O lugar me q arrepios e desisti de usá-lo. Voltei, e percebi que o culto havia chegado ao fim ou o pastor liberara as pessoas. Estava prestes a sair de fininho quando o pastor me chamou e pediu para que eu esperasse porque ele precisava falar comigo. Sentei-me nos degraus da escada, sentindo-me exausta.
        Depois de dispensar seus fiéis, o pastor ajoelhou-se ao meu lado, e a mulher sentou-se ao meu lado. Ele disse que eu deveria voltar quando tivesse mais tempo porque ele me libertaria de meus demônios. Aflita, perguntei se ele podia mesmo fazer aquilo, e que eu estava com tempo. Ele se sentou ao meu lado, perturbado, e passou a mão no pescoço de sua esposa, que abaixou a cabeça, assustada. Então, ele se voltou a mim e abriu a boca, exibindo presas vampirescas. No mesmo instante tentou me atacar. Eu o empurrei e fugi. Seus fiéis estavam parados no lado de fora e percebi que todos eram vampiros. Corri e eles me seguiram. Passei por um grupo de pessoas e elas também fugiram. Uma enchente veio ao nosso encontro, e perdemos nossos chinelos na fuga. Paramos em frente a uma casa de portas duplas de madeira e uma garotinha indiana se mostrou histérica. Me irritei com ela e me aproximei dela. Sua mãe não sabia se a defendia de mim ou dos monstros. Peguei a garotinha no colo e quando ela me olhou assustada, eu disse que não deixaria ninguém fazer mal a ela. Ela sorriu, aliviada. Abri as portas da casa e coloquei as pessoas na casa junto com a garotinha. E voltei para buscar os chinelos. Os vampiros que estavam parados porque não se atreviam a cruzar a água corrente, ameaçaram avançar. Eu corri, e a água aumentou. As pessoas sumiram ou eu as deixei para trás na confusão. Sei que encontrei com um rapaz que estava na forma do Kylie e uma moça que estava na forma da Karen Gillan. Entramos numa casa e fomos para o segundo andar. A água continuava aumentando de volume, mas o pior era que tinha um monstro nela, semelhante a um polvo, porque tinha tentáculos. O monstro podia eletrocutar quem se aproximasse dele, assim como uma água viva. Os vampiros gritavam do outro lado, ansiosos para que a água cessasse para então, nos atacarem.
         Desesperados, fechamos todas as portas e janelas e as bloqueamos com mobílias pesadas. Eu tive de assumir o controle porque o casal estava muito nervoso, especialmente o rapaz. A garota parecia mais forte que ele na hora de arrastar as mobílias por isso, me foi mais útil.
        Ouvimos uma voz feminina nos chamar e tiramos o armário da porta. Uma loura estava boiando na água e tentava nos convencer que estava tudo bem, que era só uma ilusão e que podíamos sair dali. Eu tive certeza que fora os vampiros que a mandaram. O rapaz quis acreditar nela, e eu precisei impedi-lo de deixar a água. O monstro veio de repente e eletrocutou a mulher. Envolveu-a com seus tentáculos e a afundou naquelas águas sujas e agitadas. Fechamos a porta e a bloqueamos com um armário e colchões. A água começava a nos alcançar. O rapaz se sentou no colchão, derrotado.
        Vi uma porta atrás de nós e o chamei. Um quarto a minha frente, outro ao lado, e uma porta aberta que levava aos fundos. Vistoriei os cômodos, pensando numa forma de nos refugiarmos neles. A garota sumiu de repente e acho que ela fugiu, a menos que fosse uma viajante astral como eu. Ela sumiu de repente, quando entrou em um cômodo vazio. Eu lamentei porque sabia que ela seria mais útil que o rapaz. Disse a ela que nos protegeria, e quando o mandei a um quarto, procurar por algo que servisse como arma, despertei.

Relato: Levadas pelas sereias

Sonhei que estava com Wili. Voltávamos do mercado, quando houve alguma confusão e perdemos nossa trilha. Tomamos um atalho então por um condomínio, que a princípio, parecia grande, mas conforme seguíamos pelo mesmo, os corredores se tornavam estreitos, e as saídas, raras. Dávamos para portões de grades, pequenos, com comprimento até os joelhos, e casas simples. Havia algumas pessoas e elas não pareciam nada simpáticas. Tive a infelicidade de cruzar o caminho de um cachorro semelhante a um Pit Bull, e ele investiu contra mim, mordendo minha mão. Não, correção, prendendo, porque seus dentes não chegaram a afundar em minha pele. Dois homens estranhos, com ar rústico e trajes desgastados, e a pele encardida, me ajudaram, afastando o cão de mim. Agradeci, e Wili perguntou pela saída. Um dos homens que tinha barba e cabelos negros, apontou uma porta. Uma vizinha apontou para nós, irritada, e disse algo que não me lembro. Acho que ela pediu que os homens nos detivessem. Wili e eu cruzamos a porta, correndo. A nossa frente havia um corredor branco e luminoso, e várias portas. Abrimos uma porta e fomos para uma cozinha. Um dos homens nos alcançou. Demos a volta na mesa enquanto corríamos, e escapamos pela porta dos fundos, indo para o quintal. Pulamos o muro e paramos em outro quintal. Escalei uma árvore e subi no muro. Wili estava ao meu lado, mas em um instante em que me distrai, ele simplesmente sumiu. Ouvi vozes alteradas atrás de mim, e pulei o muro. Fui para a rua e fugi. Encontrei um grupo de garotas no que parecia uma estação, e elas eram minhas conhecidas ou nos amigamos rapidamente. Elas estavam com malas e trouxas. Iam viajar não sei para onde. Conversamos um pouco e eu fiquei de ir com elas, até que percebi que os homens de antes se aproximavam, e tive de fugir. Corri muito até passar em frente a uma casa que me parecia familiar. Só que a casa estava em estado de abandono. Só um jovem que eu conheci ainda morava lá. Voltei e subi em cima do muro, me ocultando atrás de um arbusto grande enquanto espiava o rapaz cozinhando um tipo de mingau amarelo. Quando pensei em entrar na casa para surpreendê-lo, ele sentiu minha presença e se voltou em minha direção, furioso. Desci do muro quase caindo e mal pisei o chão e o rapaz saiu da casa, atravessou o corredr estreito antes de chegar ao portão, e me surpreendeu, me agarrando e empurrando contra a parede. Ele gritou comigo, perguntando o que eu estava fazendo em sua casa, e eu tentei acalmá-lo, pedindo que ele se lembrasse de mim, porque éramos amigos. Ele se lembrou quando fiz algumas menções de nossos encontros, e me soltou, recuando e se desculpando, dizendo que fazia muito tempo, que ele havia se esquecido. Disse que tinha uma surpresa pra ele e pedi que ele me seguisse. Ele me seguiu. Andamos um pouco até que nos encontramos com as garotas de antes. Ele, novamente quis assumir um semblante sombrio, que me parecia puramente defensivo. Creio que ele temia as outras pessoas porque a maioria não fora gentil com ele. Eu o acalmei, dizendo que tinha um presente de sua mãe, que ela sentia saudades dele. Não era verdade, e só disse aquilo para acalmá-lo antes que ele investisse contra as minhas amigas. Elas me encararam nervosas, e eu sorri, pedindo que elas entregassem o presente dele. Uma delas revirou sua trouxa e pegou uma caixa vazia e me deu. Eu entreguei ao rapaz e quando ele a abriu, eu consegui ludibria-lo, forjando uma ilusão, um tipo de holograma de castelo medieval que supostamente vinha da caixa. Disse que aquela era uma caixa mágica e ele sorriu, encantado. Disse a ele para só abrir a caixa quando quisesse se sentir perto da mãe. Ele a fechou e nos convidou para ir até a sua casa. Aceitei e as outras me seguiram.
          A casa dele era ainda mais simples por dentro, alguns caixotes e uns poucos utensílios e objetos. As garotas não passaram da varanda, incomodadas com um odor fétido de fezes que vinha de dentro da casa. A princípio, não senti, até uma delas dizer num sussurro para mim que não aguentava mais ficar ali. Ele nos convidou para passar a noite ali e eu até considerei aceitar, mas recusei porque estava seguindo as garotas.
        Perguntei a elas de onde eram e aonde pretendiam ir, e elas me contaram que vieram conhecer as praias, mas haviam perdido uma amiga. Não estavam todas preocupadas com ela, achavam que ela havia retornado ao hotel ou se aventurado por aí.
        Segui com as garotas, deixando para trás meu velho amigo. Elas foram para a praia em uma canoa. Só então percebi como elas se vestiam, usavam vestidos brancos de mangas longas, com laços vermelhos na cintura e chapéus brancos. Seus cabelos eram castanhos e ondulados. Pareciam damas do século dezenove.
        Não estava no barco com elas, mas de alguma forma eu estava lá, porque conseguia ver a tudo o que acontecia.
       Navegando pelas águas claras, elas se encantaram com uma cascata a sua frente, e se animaram, deixando a canoa. Eram umas seis moças se não me engano. Enquanto se divertiam, jogando água umas nas outras, um grupo de nove ou mais sereias louras, com caudas laranjada e amarelas se moveu nadando em direção a elas. Uma das garotas percebeu a movimentação e mergulhou, se afastando das amigas. Ao mergulhar, a garota foi surpreendida por uma sereia, que a encantou, e a levou consigo para o fundo das águas. Outra sereia veio até a superfície e deixou as outras garotas confusas e desnorteadas. As sereias haviam raptado a primeira amiga das garotas e as estavam esperando porque pretendiam levar todas as garotas, uma a uma.
          A garota levada foi cercada pelas belas sereias que a guiaram, nadando velozmente para mais fundo. Passaram por um facho de luz e um arco prateado surgiu acima de suas cabeças, e as imagens de seis sereias brilharam no arco, abrindo um portal. Elas o cruzaram, mas não tive tempo de ver o que tinha além dele porque, infelizmente, despertei.

Não sei se foi apenas um sonho, ou se de fato, vi sereias. Não Seria a primeira vez. Havia certo realismo em tudo aquilo, por mais surreal que fosse. Mas se foi apenas um sonho, então devo confessar que fico feliz em ter uma imaginação tão fértil.
         Hoje, sonhei com os seres do mar falando comigo, dando - me instruções, mas me recordo muito vagamente.

Feitiços para os elfos

Para direcionar seu pedido aos elfos, antes, é importante saber qual tipo de elfo deve receber seu pedido. Não se preocupe, pois, normalmente, ele é enviado automaticamente para o elfo mais apto a recebê-lo e realizá-lo, mas, você pode agilizar o processo, cuidando de certos detalhes a saber...


🍀A cor da vela...


Nem todos os rituais pedirão velas, mas os que pedirem serão específicos. Caso, esteja criando o próprio feitiço, lembre-se de que "vermelho" é usado para atrair amor, força e sensualidade.
      "Verde"  traz dinheiro e esperança.
      "Branco" evoca a paz, mas também é um ótimo substituto de todas as cores. Eu não recomendo que opte sempre pela vela branca, e sim, quando não houver alternativa. Vocês podem ler mais sobre velas e suas respectivas correspondências no blog A Era Das Bruxas. Mas a respeito dos elfos as cores que mais usaremos, serão as citadas acima.



🍀A sua intenção...


Como adepta da magia natural, eu asseguro que se sua intenção estiver fraca, seu feitiço será inútil. O poder da bruxa está em sua segurança pessoal, em sua fé de aquilo dará certo, cedo ou tarde.


🍀A sua energia...


Sempre tente imantar os objetos que utilizará no feitiço com a sua energia, isso é fácil de fazer, basta aproximar sua mão do objeto (sem tocá-lo) e visualizar um pouco de energia fluindo de sua mão até o objeto, isso o carregará com a energia necessária para o processo mágico.


🍀Cuidado com as substituições...


Substituir uma erva por outra deve ser em último caso, quando não encontrar a erva em questão. As ervas que estão ali, tem um propósito, uma energia ou correspondência especial, então, se for substituí-la, busque por uma com igual funcionalidade mágica. Você pode saber mais sobre ervas e suas respectivas funções e correspondências no blog Deleite Das Ninfas.



🍀A fase lunar...


Nunca é demais lembrar que as fases lunares influenciam os feitiços e rituais de diferentes maneiras. Para rituais que visem expulsar energias negativas, prefira a Lua Minguante. Para rituais de amor, a Lua Cheia.


🍀Se atente às palavras...


Você deve pronunciar as palavras com firmeza. Se forem cantadas, é importante que sejam cantadas com segurança. Pode criar suas próprias palavras de encerramento ou conclusão para reforçar o encanto, por exemplo: "Eu entrego meu desejo aos elfos do amor, realizem meu pedido, por favor".
       Nem sempre precisa ter rimas, rimas são mais para fadas. Elfos são concisos na maioria das vezes e agradecem quando também o somos.


E agora, deixo pra vocês, alguns feitiços para serem realizados com a ajuda dos elfos.




💖Aos elfos do amor....



                   💔Esquecer um amor


Na primeira noite de Lua Minguante, pegue uma vela preta e a quebre ou corte em sete partes, não precisam ser do mesmo tamanho. Em uma folha de papel branco, sem listras, escreva sete vezes o nome de quem deseja esquecer. Corte ou rasgue em sete pedaços o papel com o nome da pessoa em cada pedaço. Pode cortar antes se preferir e escrever depois. Enquanto escreve o nome da, visualize que ela se afasta mais e mais de você e que você não se sente triste por isso. Ao contrário, é como se tirasse um peso de seu coração. Acenda os pedaços da vela e em cada um queime um pedaço do papel enquanto diz a cada vez :

"Elfos do amor, afastem de meu coração, quem só me traz dor, libertem-me dá mágoa e do rancor, que fulano também me esqueça e todo amor entre nós, desapareça".

Deixe os pedaços de vela queimarem até o fim, e se algum deles se apagar, refaça o feitiço, outra noite. Agora se mais de um toco se apagou, significa que a pessoa em questão o prendeu com algum feitiço de amarração e os elfos o estão a alertar. Refaça o feitiço!



               💕Conquistar um amor...


Na Lua Cheia, escreva seu nome em uma vela rosa, e o nome de quem deseja conquistar em outra vela, também rosa. Em um pires, acenda as velas, elas devem estar bem próximas, se conseguir uni-las com a cera, tanto melhor. Circunde as velas com mel e açúcar (quanto mais, me, só tenha cuidado para não fazer lambança). Salpique um pouco de pó dos elfos nas chamas das velas e diga:

"Pelos elfos do amor, fulano a mim, vêm, apaixonado e encantado, louco e amarrado, venha, fulano, venha".




                    💟Ter amor próprio



Esse é para quem tem dificuldade em ver algo de bom em si mesmo.
         Em uma Lua cheia, prepare um banho com pétalas de rosas cor-de-rosa e brancas (use quantas julgar necessárias) e um lírio branco ou azul. Acrescente um punhado de açúcar e erva-doce. Acenda um incenso de violeta e diga as seguintes palavras antes de jogar o banho do pescoço para baixo:

"Amigos élficos, despertem em mim o amor próprio, que eu perceba a pessoa encantadora que sou, devolvam-me a esperança, tragam-me a segurança, que eu possa revelar em um olhar toda a beleza que em minha alma inflama, e quando sorrir, a todos, possa seduzir, eu me encho de amor, eu me encho de explendor.




                    💘Seduzir alguém



Na lua cheia, escreva o seu nome e o nome da pessoa que deseja em uma vela vermelha. Escreva os nomes um por cima do outro (o da pessoa, primeiro). Coloque a vela num pires e circunde-a de mel e açúcar, diga:

"Elfos da paixão, me façam encantar e seduzir todos os olhares que a mim se voltarem, bela como uma flor, doce como o mel, irresistível, eu sou".

Tome um banho com pétalas de uma rosa vermelha, tomilho e mel. Vista sua melhor lingerie vermelha, e passe em seus lábios, um pouco do mel do pires.






🍀Aos elfos da prosperidade....



       ✨Pó dos elfos para atrair dinheiro


Em um pilão, massere seis trevos de quatro folhas, noz moscada, canela em pau, cravos da Índia e sementes de romã. Coloque a mistura em um pires ou xícara. Acenda uma vela verde e um incenso de canela. Coloque as mãos sob o pó sem tocá-lo. Feche os olhos. Visualize uma luz dourada ou verde saindo de suas mãos e indo para o pó, enquanto diz:

"Oh, elfos, me tragam a prosperidade, ajudem-me a alcançar a felicidade, que eu conquiste tudo o que almejo, que se torne realidade o meu desejo".

Deixe a vela e o incenso queimarem até o fim. Guarde, então, o pó em um vidrinho devidamente etiquetado. Pode salpicar esse pó na sua carteira, nos cantos de sua casa e/ou comércio, ou usá-lo em feitiços que visem atrair dinheiro ou sorte. Como você, certamente percebeu, é um pó comestível, então, não precisa se preocupar caso animais domésticos o provem. Não oferece nenhum risco a eles.




✡Aos elfos protetores...



          ✡Se proteger de Elementais sombrios


Para não ter pesadelos, você pode gravar a cruz dos trolls (ou Trollkors) na guarda de sua cama, mas acredita-se que para ela ter mais eficácia, deve ser gravada em ferro. Alguns sites vendem Trollkors, mas antes de comprar a sua, observe se é de ferro, pois só o ferro pode repelir os Elementais sombrios, e até evitar possíveis raptos.



                ✡Ao seu elfo guardião


Acenda uma vela azul e ore ao seu elfo guardião:

"Sábio guardião, me ajude com seus conselhos quando eu mais precisar, que assim como você, eu sempre esteja disposto a estender a mão aos outros sem jamais julgar, que minha magia sempre seja voltada ao bem, e meus pensamentos, também, que como os elfos, eu seja luz, não trilho o caminho que trilho, enquanto é você quem me conduz ". ©

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Relato: Testemunha de uma traição

Sonhei que um senhor me chamou para fazer uma diária em seu casarão e eu fui guiada por um mordomo muito chato até os fundos onde ele me mandou varrer todas as folhas caídas no chão. Vinha vindo uma tempestade, o céu começava a escurecer e venta várias forte quando dois ou três carros elegantes pararam em frente a propriedade e eu abri o portão. Eram os convidados que jantariam aquela noite ali, entre eles, um casal esnobe que me olhava com escárnio, mas eu fingia não notar isso e me esforçava para ser simpática. Uma das minhas irmãs mais velhas, o filho recém nascido e o marido também foram convidados. Eles me entregaram algumas coisas para que eu as guardasse, eu olhei e dei uma garrafa de bebida para um dos homens, dizendo para não se esquecerem de levá - la e entreguei outra garrafa cheia pela metade a minha irmã, dizendo algo como "E não vamos nos esquecer das moças".
Quando entreguei a garrafa ao marido da minha irmã, eu olhei de uma forma estranha, como quem conhece os podres de alguém e soltei um comentário irônico a respeito. Claro que isso não passou despercebido pela minha irmã que se aproximou de mim quando todos esperavam na porta por ela. Ela insistiu em saber o que eu sabia a respeito do marido dela, eu tentei disfarçar e dizer que só estava brincando, perguntei o nome do marido dela quando me confundi o chamando de Marcelo e balancei a cabeça afirmando que sempre esquecia o nome dele. Ela me disse que era Miguel e eu disse "Ah, como o anjo"! Mas sabia que de anjo aquele homem não tinha nada. A beira das lágrimas, minha irmã suplicou para que eu revelasse o que sabia, eu alternei olhares entre seu marido e ela e então lhe disse num sussurro - que era como conversávamos para que os outros não nos ouvissem sendo que eu disfarçava, ocasionalmente elevando a voz ao dizer uma ou outra frase banal para que eles não suspeitassem sobre o que verdadeiramente falávamos - que se contasse a ela o que sabia, a destruiria. Ela insistiu. Nervosa, eu encarei o marido dela que me encarava. O segredo que eu guardava era que ele a traía com outra. Despertei antes de se dar o desfecho do sonho.

Agora não sei se isso aconteceu em tempo real, se foi apenas um sonho ou mais uma lembrança.

Importante observar que eu tinha a mesma consciência a qual possuo atualmente e que muitos elementos que se apresentaram no sonho eram modernos.

Não consegui reconhecer qual de minhas irmãs essa era, se Suoni ou Vitória, o que seria de fato esclarecedor, pois reconhecendo a minha irmã, saberia se era o Kol o traidor em questão ou não.

Relato: O lado cruel de Kol

Sonhei que tinha umas cinco irmãs e nos escondiamos embaixo de uma velha cama de casal. Estávamos apavoradas, fugindo de um vampiro maluco (porra, se era o Kol eu não sei, mas para o próprio bem dele, espero não). Não lembro como mas estava com uma garota mais jovem na rua quando fui perseguida por um homem vestido como um gótico e com cabelos negros e lisos à altura dos ombros. Me separei da minha suposta irmã enquanto corria porque sabia que o vampiro viria atrás de mim. Passei em frente a casa de um caçador de vampiros e ele prometeu me ajudar, nós acabamos por nos separar e eu fui parar nessa casa onde encontrei minhas irmãs. Não tinha como fugir dali porque a casa estava sendo vigiada por uns homens estranhos. Achamos que não caberíamos todas embaixo da cama mas demos nosso jeito depois que eu insisti, afinal não queria me separar delas. O vampiro veio até o quarto e logo descobriu nosso esconderijo, saiu por um instante e quando retornou, trouxe uma loira que carregava umas sacolas de compras de uma loja elegante. Ela tinha o convite para ir ao casamento de uma amiga. Bem, o vampiro e ela foram para a cama e a sacudiram muito enquanto transavam, esses nojentos. Minhas irmãs e eu ficamos com medo da cama ceder e desmoronar em cima de nós. Eu observei minhas irmãs, elas tinham entre 17 e 6 anos, me preocupei com as mais novas que não entendiam o que acontecia ali.
Quando o casal acabou, o vampiro se vestiu e saiu do quarto. A loira se vestiu e pegou o celular, ligando para a amiga, disse o que tinha acontecido e que não tinha certeza se ainda iria ao casamento dela. Aproveitei que ela estava distraída e saí debaixo da cama. Andei pela casa procurando aquele vampiro e só encontrei um de seus homens. Ainda assustada, perguntei por ele. O homem apontou uma direção e disse que já iria começar. Eu não entendi a que ele se referia, mas segui a direção indicada. Depois de passar por alguns corredores, eu o chamei em um sussurro certa de que ele me ouviria. Cheguei a varanda e encontrei um tipo de sacerdote. Logo o vampiro veio usando um elegante terno preto. No entanto, estava com a aparência de um velho, o que era estranho, já que ele era jovem...
Ele pareceu surpreso quando me viu porque esperava a loira para se casar com ela. Eu sabia que se ele se casasse com ela, mataria minhas irmãs e eu, então decidi me sacrificar por elas, me ajoelhei e disse que me casaria com ele, se em troca, ele deixasse minhas irmãs em paz. Ele disse que eu nunca me decidia se ficava ou não com ele e que isso o confundia, e pareceu chateado ao se expressar.
Olhei para mim e percebi que usava uma blusa grande branca e só, obviamente não era nada apropriado a um casamento.
O sacerdote disse uma ou duas frases em um idioma que talvez fosse latim e nos entregou uma taça, a qual ele bebeu metade do líquido antes de ouvir o som de sirenes se aproximando. Ele voltou nervoso e disse para eu beber o restante do líquido da taça, ele mesmo me deu na boca, ansioso. Fingi beber um pouco, mas ele quis que eu tomasse tudo, só tomei um gole e comecei a passar mal, sentindo fortes dores na barriga, logo entendi que aquilo era veneno. Felizmente a polícia e minha família chegou e minhas irmãs e eu fomos resgatadas enquanto o vampiro foi rendido pelos policiais e levado para o carro, eu fui em outro com Christova e minhas irmãs. O vampiro que tem tudo para ser Kol tentou se explicar chorando que tudo o que fez foi pela nossa filha, uma criança de talvez um ano com uma aparência peculiar, uma vampirinha. Ele tentou me mostrar a criança, mas Christova  falou pra ele cuidar da criança sozinho, eu a peguei dos braços dele e tomada pelo sentimento maternal, disse que cuidaria dela.

Relato: Vítima de um elemental psicopata

Sonhei que saía de casa com uma prima para fazer compras, mas já tinha algumas sacolas com frutas e legumes no banco de trás. Christova pediu para que tomássemos cuidado. Prometemos tomar. Minha prima estava triste porque uma prima nossa estava desaparecida. Não íamos as compras, íamos procurá-la. Fomos até uma casa abandonada e descemos do carro. Nos aproximamos de uma piscina enorme que era mais funda do que aparentava e talvez fosse um lago. Eu não me atrevi a entrar na água porque mesmo em sonho, sofro com hidrofobia. Foi minha prima que se lançou às águas e mergulhou fundo, vindo à superfície vez ou outra retomar o fôlego. Por fim ela encontrou uma caveira com cabelo loiro presa por pesadas correntes em uma cadeira no fundo da piscina ou lago. Era nossa prima. Eu conseguia ver através dos olhos de ambas por isso não precisei mergulhar para ver o que aconteceu a seguir.
Chamamos a polícia e toda a área foi isolada. Encontramos duas moças que eram nossas amigas e voltamos de metrô.
Eu vi em uma visão o assassino de minha prima, era um belo jovem de dezessete ou dezenove anos no máximo, loiro com franjinha. Ele era obcecado por ela e depois que a matou, arrancou a pele e os olhos dela. Seus olhos ele colou numa foto do rosto dela porque ele amava os olhos dela e sua pele ele guardou para usar em alguns artesanatos doentios sobre ela.

Relato: A vida com Kol

Acredito que seja uma lembrança de uma vida anterior porque conheci o Kol antes dessa reencarnação.

Sonhei que estava casada com Kol e tínhamos três filhos, dois bebês de colo (uma menina e um menino) e uma menina de doze anos que tinha os cabelos recém cortados um pouco acima dos ombros e tingidos num tom ruivo cobre.
Eu estava transtornada com o sumiço das crianças, quem sumiu primeiro foi a menina mais velha, acho que Kol não tinha noção que os gêmeos tinham sumido por que ele andava muito ocupado me traindo com uma loira que acho que era a babá das crianças. Estava tendo uma festa naquele fim de tarde e toda a família e os amigos e estavam presentes. Pedi para Vitória e seu marido não contarem pra Kol sobre os bebês e mentirem que eles estavam com eles, num momento de delírio enquanto chegava se estava tudo certo para a reunião, acabei falando dos bebês como se eles estivessem ali. Vitória me olhou com pena e só então me lembrei que os bebês não estavam mais ali.
Eu estava confusa e agindo no automático, os amigos de Kol combinavam uma forma de pregar uma peça nele, mentindo que haveria um contrato entre um sócio e a empresa deles. Eu achei a brincadeira cruel, mas deixei passar.
Fui para dentro e quando cheguei a cozinha, ouvi uma mulher conversando com um homem, debochando de mim porque Kol me traía. Eu me irritei e chamei os dois para irem para a varanda dos fundos. Perguntei aos dois se eles tinham filhos. O homem respondeu sem graça que sim e disse que não era ele que estava falando de mim. Disse a ele que não tinha nada pra falar com ele então e me voltei a mulher que me encarava tensa, disse que não estava nem aí se meu marido me traía com a baba ou com quem quer fosse, que estava mais preocupada com meus filhos e que se deixasse Kol naquele momento pareceria insensível.
Após desabafar, volte pra cozinha e enquanto cortava partes de um frango e guardava na geladeira, Kol finalmente deixou o escritório e se sentou na varanda com seus amigos, ele mal conseguia disfarçar o quanto estava frustrado, embora tentasse sorrir. Seus amigos o levaram para a sala e o sócio deles viu no noticiário que uma empresa que negociaria com eles, fechara acordo com outra, achei bem feito. Tive um acesso de choro na cozinha e fui para um cômodo vazio onde tinha uma barraquinha de lençóis, entrei nela e vi alguns brinquedos em miniatura, enquanto devaneava, Kol veio ver como eu estava, mas logo se foi quando disse que logo iria voltar pra reunião.
Eu fui pro banheiro e enquanto encarava meu reflexo no espelho vi minha filha mais velha, ela estava infiltrada em algum lugar, disse algo estranho sobre ser pura e eu a fiz jurar se era mesma, chorando, então acordei.

Relato: de volta para a elfland

Após a revelação anterior, decidi mais uma vez deixar Kol. Como esperado, Christova e cia intervieram em favor dele, tentando me impedir de ir embora para casa dos elfos. Os infelizes até me prenderam em um quarto e depois se mudaram de casa. Lembro que durante a mudança, um deles reclamava que não suportava mais ficar na forma de um menino, que no caso seria o Thiago aos dois anos.
Não sei se finalmente consegui chegar a Elfland ou se eles estavam fingindo ser os elfos, sei que vou prestar atenção nisso dessa vez.
Lembro que estava uma bagunça com móveis espalhados por toda parte em um casarão escuro. Estávamos na sala. As paredes e o chão eram de cimento e os sofás amarelos e antigos. Havia uma garota estranha com uma mala de rodinhas que dizia que era a minha irmã e que viera da Europa, desconfio que seja Vitória. Mas como ela se atreve a me seguir? Claro... O maldito do Kol... Mas o que quer que ela faça, vai cair na conta dele, eu juro.
Eu fui para o quinta e lembro que havia uns dois jovens sentados no chão, próximos ao portão. Eles tinham a pele morena, os cabelos escuros e pareciam cansados. Tinha um velho parado em frente ao portão e disse que estávamos passando por um teste de resistência, que deveríamos aproveitar a água, pois logo, ela seria desligada e o aquecedor também. Corri para dentro e ao avistar um grupo de jovens, avisei a eles sobre a água, eles riram e como se fosse uma competição, saíram correndo e pulando as janelas, eu entrei no embalo e pulei uma janela. Cheguei a lavanderia e só tinha o tanque para mim. Uma garota que acho que era Marina veio e pediu pra tomar banho ali, como ela estava na forma da minha prima, eu deixei. Eu peguei a mangueira e brinquei jogando água nela. Só então me dei conta de que ela estava frágil e doente, com os cabelos muito curtos e até encaracolados, com marcas roxas por toda a pele, parecia que tinha levado uma surra, ela também estava mais magra que o normal. Dava pena de ver. Meu palpite é que isso tenha sido obra do marido dela que ao saber da traição, deu um jeito de se vingar dela, esse covarde. Eu acho porque esse lance de cortar cabelo de mulher adúltera é tão viking, o povo dos elfos.
Sei que quando acabei de dar um banho em Marina e a enrolei em uma toalha, a outra garota que supostamente era Vitória, mas que também podia ser a minha bebê Gaion porque sonhei com ela depois, eu acho. Enfim, a garota veio e eu a ajudei a subir no tanque e lhe dei um banho. Pensei que Marina tinha ido pro quarto, mas ela voltou e ficou olhando com tristeza a forma como eu tratava a outra garota com tanto carinho. Eu até disse a ela que lhe daria um leite quente com chocolate.
Depois eu terminei o meu banho um pouco constrangida porque Marina não deixava de me encarar.
Fui pro quarto depois e arrastei algumas mobílias para lá como uma cama e uma estante. Também trouxe pisca piscas porque tenho medo do escuro. Willi me deu uma mãozinha com os móveis. Depois quando eu me deitei exausta para dormir pois já era noite, Alfie veio até o meu quarto e trouxe pisca piscas melhores, então ele saiu me deixando a sós.

Relato: Um vampiro atacando os elfos

Kol é um filho da puta mesmo, isso não é novidade, dessa vez, ele pelo menos me ouviu e bancou uma versão sexy e jovem de Drácula. O infeliz me atacou na casa dos elfos no quarto. Marina e Alfie vieram em meu socorro, eu sei porque os reconheci. Infelizmente, eles não puderam medir forças com esse infeliz e nem eu. Kol estava vestido de vermelho, usava um colar com pedras brancas e brilhantes, ele queria uma conta brilhante vermelho claro de um colar que há anos tem um povo que briga comigo pra conseguir, eu lembro que tinha todas as contas reunidas num belo colar mas o arrebentei e espalhei as contas em vários lugares, incluindo ralos e não me lembro mais onde, só sei que era poderoso e importante para um povo e alguém me disse para protegê-lo. Kol sabia que eu estava tentando reunir as contas e finalmente tirou a máscara provando que só estava comigo por interesse.
Eu disse que daria qualquer coisa a ele só pra ele deixar os elfos em paz e mostrei o colar que estava na minha mochila ou o melhor a conta presa em um cordão negro. Ainda não satisfeito, ele investiu contra nós e me pus na frente dos elfinhos. Kol ficou furioso e me agarrou, subindo em cima de mim, exibiu presas enormes e pontiagudas e tentou morder o meu quadril. Eu me desesperei e disse que daria a ele qualquer coisa que ele quisesse, ele disse que já tinha tudo o que precisava e tentou me morder novamente. Eu blefei, dizendo que aquela conta era falsa e no que ele saiu de cima de mim para conferir, Alfie agarrou a conta e a jogou contra a parede, a quebrando. Daí sim investimos contra esse infeliz e o colocamos pra fora..
Visualizei uma espada ou foi o Alfie que me deu e feri o Kol. Jogamos ele contra as grades dos portões e ele ficou preso ali pelo seu casaco, de cabeça baixa. Eu já estava planejando decapitar ele e queimá-lo, mas ele já parecia morto, então deixei os elfos cuidarem disso e fui para a cozinha. Parecia que os elfos iam abrir um restaurante porque recebiam um grande carregamento e já tinham até uma fachada bonita com jardim e um salão grande. Quando me aproximei da geladeira, Kol surgiu na minha cabeça e disse que precisávamos conversar sobre aquele sonho, eu não tinha consciência de que estava dormindo então disse a ele que depois. Ele estava sem o casaco, mas com uma camisa vermelha de mangas longas e calça preta antiga. Seus cabelos estavam longos, o que me confirma que era ele num sonho anterior atacando moças inocentes, bebendo seu sangue e tocando o terror. Pois é, Kol é um monstro, não perdi nada o deixando. Agora é tirar esse demônio da minha cabeça, porque ele insiste em me assombrar.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Como os elfos se divertem


Alegres por natureza, os elfos são muito festeiros, e sempre estão buscando pretextos para darem uma festa.
As reuniões entre os clãs, quase sempre terminam em festa, com banquetes e jogos. Nascimentos, aniversários e casamentos costumam ser celebrados com grande pompa, com direito a muita bebida, doces, e música.
No Solstício de Inverno, conhecido como Yule (que no Hemisfério Sul acontece no dia 21 de junho), os elfos podem ser contatados facilmente, pois costumam deixar suas moradas na Elfland para celebrar com os humanos. A Páscoa e o Natal também seriam dias propícios para contatá-los, pois são datas em que as pessoas estão mais amáveis e unidas, e os seres elementais, em especial, os elfos, apreciam essa união. Também veem pelos doces e presentes, óbvio! Por isso, considere seriamente presenteá-los, deixando uma meia natalina com doces e moedas no natal, ou um ovo (pode ser pequeno) na páscoa.
Você sempre pode aproveitar a energia das festas (familiares, em especial) para atrair a presença dos elfos. Para isso, acenda um incenso de lírio ou mel, antes de a festa começar (pode ser durante, não tem problema), e diga:

“Que possam os elfos a nós, se juntar

Trazendo fartura e alegria a este lar”.


Então, mentalize os elfos se aproximando, e fazendo parte de sua festa. Você, logo sentirá o efeito, quando todos se mostrarem mais animados que o comum.

Além das datas citadas acima, os elfos costumam se divertir muito em Gincanas Élficas. Não sei se algum autor chegou a mencionar qualquer coisa, por isso, não posso citar nenhuma fonte no momento. Descobri as Gincanas através de Viagens Astrais, e posso contar um pouco do que observei. Essas gincanas são dias dedicados a jogos e esportes. Alguns jogos são velhos conhecidos dos humanos, como corrida, corrida no saco e cabo de guerra, mas outros são desconhecidos, como cavalgadas em kelpies, em busca de animais exóticos; e batalha de tulpas, que é semelhante a um jogo de RPG. Jogado por dois participantes, ou em equipe, os elfos criam tulpas específicas que podem assumir variadas de formas, desde um lobo a um cavalheiro, e esses tulpas se enfrentam, lutando sob as ordens dos jogadores que os controlam. Esse jogo pode funcionar de duas formas: 1-Confronto de tulpa a tulpa (descrito há pouco); ou, 2-Confronto de tulpa X Jogador oponente.
            A segunda forma não é muito divertida se você não for um elemental ou não dominar bem os próprios poderes (caso seja um), porque o seu oponente lançará uma ou mais tulpas – que podem ter forma sombrias – para cima de você em um labirinto. Você tem de escapar do labirinto antes que o tulpa o imobilize – ele nunca te machuca, só te segura até o jogador que o controla se aproximar e declarar vitória sobre você –, também pode tentar escalar as paredes do labirinto (mas é uma trapaça), dar a volta e surpreender o seu oponente, o rendendo, mas, é arriscado por dois motivos: Primeiro, porque se você for pego trapaceando, o seu oponente pode lançar outras tulpas para te render, e você perde energia (sim, faz parte das regras, drenar parte de sua energia, caso perca).
         Segundo, os muros são muito altos, muralhas para ser exata, e se não souber voar, você pode se machucar (não que vá quebrar um braço ou morrer, caso isso, aconteça, - nem dor, sentirá – mas perderá energia). Se eu já consegui passar dessa fase? Uma vez, quando dominei a habilidade de voar, mas estou enferrujada, por isso, sempre perco. Para vencer esse jogo, basta ser um bom estrategista, e atacar na hora certa.
Também há apresentações musicais – competições, para ser mais clara –, literárias, e desafios (para os corajosos, apenas) malucos feitos por equipes, que incluem, uma série de coisas a fazer como buscar alguma espécie rara de planta, entrar em algum proibido, etc. E por isso, eu disse que é apenas para os corajosos. Tem muitos lugares no reino encantado que não devem ser visitados por humanos, por serem perigosos – são perigosos até para os próprios elementais, mas eles têm algo que não temos, poderes -.

E, por último, mas não menos importante, muitos elfos podem se divertir pregando peças em humanos: Trançando cabelos, escondendo objetos e/ou movendo os mesmos de lugar, entre assobiar, e bater palmas, etc. Também podem derrubar objetos, e mexer nos eletrônicos (ligá-los e desligá-los de repente, por exemplo), mas costumam fazer isso, mais quando querem se fazer notar. ©



E, aí gostaram do post?
Dúvidas? Sugestões? Deixem nos comentários, abaixo.
E se tiverem algum relato que queiram compartilhar comigo, envie para o seguinte e-mail: adancadasfadas@gmail.com
É isso, amores. Até o próximo!

Viagem Astral para encontrar os elfos



Realizei essa visualização que eu mesma criei para sonhar com os elfos. Eu recomendo que antes de fazê-la, primeiro, tente contatá-los através de outros rituais simples. Pode acender um incenso ou uma vela antes de fazer a visualização. Talvez não funcione de imediato, então, minha recomendação é que tente todas as noites antes de dormir. Não tem problema se dormir durante a visualização ou após a mesma. Lembre-se: A finalidade dela é justamente essa, dormir e sonhar com os elfos.


Feche os olhos e visualize um portal mágico em forma de um círculo, arco ou aro de flores perfumadas e coloridas, no ar ou uma libélula gigante feita de pura energia brilhante. Passe por esse portal e visualize um bosque muito florido. Sinta a grama em seus pés, a brisa em seu rosto e o perfume das flores. Perceba que tudo isso é real. Logo adiante, à sua frente, você avista uma estrada estreita coberta por pétala de flores. Siga por essa estrada, prestando atenção em seus passos e à paisagem ao seu redor. Repare que há uma canção instrumental de flauta tocando e parece vir de longe.
Continue caminhando pela estrada de flores, mas agora, preste atenção à canção. Conforme avança a estrada, note que a canção parece mais e mais próxima. Ao fim da estrada, Há uma clareira e no centro dela há um círculo de cristais coloridos e brilhantes que emanam as cores do arco-íris a cada brilho. Se aproxime do círculo de cristais e gentilmente os toque sem tirá-los de seu lugar, a terra. Ao tocar os cristais, sinta uma forte energia positiva.
Perceba que de repente a canção cessou. Sinta uma mão tocar levemente em seu ombro e vire-se para trás. Veja uma linda e sorridente elfa. Tão logo, você percebe que era ela quem tocava a canção ao ver uma flauta de ouro em sua mão. A elfa lhe estende a outra mão. Apanhe-a e siga-a. Só não coma nem beba nada que encontrar pelo caminho ou lhe for oferecido, pois quem come ou bebe no mundo dos elfos é obrigado a ficar lá para sempre. (c)

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Aparência dos Elementais



Não me lembro se já fiz algum post semelhante em A Dança Das Fadas (tempo em tempo, eu tenho que checar meus posts lá porque, com os outros blogs, fica difícil lembrar tudo o que postei), mas acredito que não fará mal repostar aqui, caso seja o caso.

Elementais estão em constante evolução como nós, seres humanos, e, por isso, não é estranho que eles sejam vistos de uma forma em uma época para serem vistos de outra numa época posterior. Parece que depende da crença das pessoas, de como elas acreditam que eles sejam, por exemplo, se achar que os elfos são como em O Senhor Dos Anéis, é assim que eles se mostrarão a você, já, se achar que eles são como no Harry Potter, eles aparecerão desse jeito, claro que estamos falando apenas da aparência, pois, a personalidade é outra coisa.
Confira a seguir a aparência dos elementais descrita no folclore, na mídia, e nos relatos de quem afirmou já ter tido contato com estes seres.



Os Elfos





No Folclore: São descritos como seres altos, belos, de pele albina, e com cabelos longos (mesmo os homens) e louros. Não encontrei nenhuma menção a orelhas pontudas. Se vestiriam com trajes brancos, e dependendo do lugar onde fossem avistados, poderiam ser vistos, usando também uma capa verde de capuz.
Na mitologia Nórdica, não havia elfos sombrios, apenas elfos benévolos. Os chamados “elfos” sombrios, na realidade, seriam anões, residentes em Svartalfheim, que, se vissem a luz do sol, imediatamente, se transformariam em estátuas de pedra como os goblins.
Ainda, segundo a Mitologia Nórdica, os elfos benévolos residiriam em Ljossalfheim, e seriam muito queridos pelos deuses nórdicos.
Na Mitologia Celta, elfos não eram vistos como muito diferentes das fadas, podendo ser benévolos ou malévolos, ou, ainda, indiferentes aos humanos e outros seres. Eram, fisicamente, descritos como belos e elegantes como os elfos nórdicos.
Na mídia: A imagem que temos dos elfos, hoje, é graças ao criador de O Senhor Dos Anéis, o Tolkien. Então, os elfos são representados como seres belos, altos, elegantes, e com ar angelical. Podem usar trajes delicados como na Era Medieval, ou, então, exibirem trajes de guerra – se forem elfos guerreiros –. Alguns, podem ter olhos que parecem brilhar como a elfa de A Saga. Nem todos são loiros, alguns, podem ter cabelos negros como a elfa que aparece em O Dragão Do Natal, ou Arwen de O Senhor Dos Anéis.
Em Relatos: Foram vistos com orelhas pontudas e trajando vestes semelhantes às dos filmes; ou, como uma celebridade favorita, amigo de infância, ou, em sua forma real. Quando vistos em sua forma real, nem sempre foram descritos com orelhas pontudas, mas tinham cabelos longos, estes, podendo ser louros ou negros. Também podiam ter cabelos curtos. A maioria, utilizava roupas modernas. As elfas podem ou não usar maquiagem.




As Fadas




No Folclore: Podiam ser pequenas e aladas como as pixies, e nessa forma, nem sempre utilizariam roupas, mas quando utilizassem, seriam simples. As pixies podem alterar sua forma e tamanho (como todos os elementais), mas, geralmente, em sua forma natural, poderiam ser facilmente confundidas com crianças, não apenas por sua aparência angelical, mas por sua altura que seria a mesma de uma criança de seis anos.
As fadas, também podiam ser descritas como altas e possuidoras de uma beleza feérica. Houve, um tempo em que albinos e ruivos naturais eram ditos como fadas por causa de sua beleza incomum. Fadas, podiam se vestir como humanos, mas sempre, com roupas elegantes. Em seu reino feérico, costumavam usar capas com capuzes, vermelhas, cinzas ou verdes. Também podiam usar vestidos brancos e longos, e esconder seus rostos atrás de véus. Não há menções de fadas em tamanho adulto com asas, se elas não as possuíam, ou se as escondiam com algum encanto, permanece um mistério.
No entanto, nem todas as fadas eram descritas como mulheres fisicamente perfeitas, e podiam possuir variadas formas e tamanhos, podendo ser baixinhas, gordinhas, e mesmo, feias – não necessariamente nessa ordem -.
Na mídia: A imagem que temos das fadas, atualmente é como a Cristal de Uma Fada Em Nossas Vidas, loura, olhos azuis, alada, bondosa, e um pouco excêntrica. Temos também as fadas de O Clube Das Winx, as de Barbie, e as de Tinker Bell. Gosto de como as fadas são representadas em Tinker Bell porque não são todas iguais, possuem aparências diferentes, e também personalidades diferentes. Já em Winx, elas são estilosas e não se vestem muito diferente dos humanos; então, observando isso, os filmes não são tão bobos assim.
Em relatos: Como nem toda pessoa está familiarizada com Folclore das fadas, não foi difícil confundir uma aparição das mesmas com um fantasma. Muitas fadas, ainda se vestem a caráter, e imagino que uma albina, vestida de branco, pode ser assustadora se você estiver sozinho em casa.
Encontros com Banshees também foram descritos ao longo dos séculos, e, quando elas não usavam uma capa cinza ou vermelha de capuz, se vestiam toda de branco e escondiam seus rostos atrás de véus, também brancos.



As ninfas




Na Mitologia: Ninfas podiam ser vistas, trajando vestidos delicados e quase transparentes, ao estilo grego antigo. Também podiam ser vistas nuas a nadar nos lagos ou a correr nos prados. Eram descritas como belas e atraentes, com uma beleza angelical.
Na mídia: A imagem que temos das ninfas são as mesmas das pinturas antigas, descritas acima. Semelhantes as humanas, só o que as difere, é a sua beleza feérica, sua delicadeza e seus trajes esvoaçantes. Também, não é incomum, serem retratadas, usando coroas de flores em suas cabeças, ou entre árvores e arbustos, muitas vezes, sendo parte humana, parte planta.
Nos relatos: Geralmente, são vistas da mesma forma que na mitologia e na mídia, mas, algumas vezes, se apresentam, usando vestidos modernos.



Os Gnomos




No Folclore: Gnomos medem aproximadamente de 15 a 30 centímetros mais ou menos. Assim, como as pixies, podem, facilmente, serem confundidos com crianças, à primeira vista. São tradicionais em sua forma de se vestir, utilizando roupas antigas, quase sempre verdes ou marrons. Possuem um capuz pontiagudo. Podem ou não ter barbas, depende da idade. Gnomos crianças são muito fofinhos, possuindo bochechas rosadas, e olhinhos curiosos.
Na mídia: São representados da mesma forma que no folclore, embora, muitas vezes, sejam confundidos com duendes ou anões mágicos.
Nos relatos: Também costumam ser vistos como nas representações folclóricas e da mídia. Podem se fingir de estátuas quando no jardim ou no mato numa forma de tentarem ludibriar os humanos a acreditarem que se tratam apenas de meros enfeites de jardim, mas basta piscar os olhos, e eles desaparecerão num instante.



Os Duendes

 

 


No Folclore: São descritos com a altura aproximada de até 40 centímetros. Quase sempre com a aparência de homens idosos, com barbas longas. Podem se vestir de forma semelhante aos gnomos.
Na mídia: Podem ser representados com a pele verde e, quase sempre fumando um cachimbo. Também podem ser fisicamente semelhantes aos anões de O Hobbit.
Nos Relatos: Foram descritos como no folclore e na mídia.



Os Goblins





No Folclore: São pequenos – podendo medir mais ou menos 30 centímetros no máximo – e feios, com a pele verde, orelhas pontudas e largas, e com os rostos semelhantes aos de sapos.
Na mídia: São retratados como no folclore, mas podem ficar ainda mais feios, dependendo de onde aparecerem. Normalmente são populares em RPGs.
Nos relatos: Nem todos eram feios, mas tinham uma aparência animalesca.




Anões




Na mitologia: São descritos como homens de baixa estatura e com barbas bem cuidadas. Se vestem como os duendes, mas não possuem capuzes. Residentes em Nidavellir, temem a luz solar, assim como os elfos sombrios de Svartalfheim. Podem ser feios ou belos. Comumente associados a Terra.
Na mídia: Eles fora destaque em O Hobbit, por isso, acredito que, até hoje, é a melhor representação deles.
Nos relatos: Os islandeses os descreviam exatamente como na mitologia nórdica.






Asrai

 

No Folclore: Medem cerca de quinze centímetros mais ou menos. São belas e podem possuir uma aparência translúcida, uma vez que seu corpo parece formado a partir da água.
Na Mídia: Asrai só foi retratada em livros esotéricos, e no de fantasia, escrito pela escritora brasileira, Eddie Van Feu, Lua Das Fadas.
Em relatos: Se apresentou da mesma forma que descrita no folclore.



Mavkas




No Folclore: Essas ninfas sombrias, possuem as costas ocas e podres como madeira. Também podem ter a pele enrugada, seios flácidos e olhos totalmente brancos. No entanto, se mostram como belas donzelas para ludibriar os homens e lhes fazer mal.
Na mídia: Aparecem apenas em pinturas e desenhos, ora como uma mulher atraente, ora como uma mulher de aspecto fantasmagórico.



Os silfos

 

 



Na mitologia: São descritos como seres translúcidos e de pele muito branca. Alguns podem ter olhos negros ou vermelhos, e asas de morcegos (silfos das tempestades), muito bonitos fisicamente, podem ser confundidos com anjos. Por alterarem sua forma e tamanho, às vezes, podem se mostrar como pequenos seres alados, ou ainda como orbes coloridas.
Na mídia: São pequenos e alados, com orelhas pontudas, trajando roupas brancas e esvoaçantes.
Em relatos: São descritos como homens jovens, e belos, semelhantes a anjos; foram, ainda, vistos como orbes de luzes coloridas, e como seres translúcidos, envoltos em névoa ou luz feérica.



Kitsunes




No folclore: Podem assumir a forma humana, mostrando-se sempre como uma pessoa jovem e bela, mas, ao que parece, a transformação nunca é completa, e sempre se pode identificar uma kitsune por sua cauda ou orelha.
Na mídia: É representada tanto como uma raposa comum, como uma raposa com duas ou nove caudas. Na forma humana, sempre exibe orelhas de raposa e uma cauda.
Relatos: Sempre eram vistas como mulheres belas e atraentes que abordavam os homens em lugares desertos, às vezes, para lhe fazer mal, outras, para pregar-lhe uma peça.



Os Nixes




No folclore: O Nix é descrito como um homem belo, atraente, e elegante que costuma tocar violino nas cachoeiras. Pode assumir a forma de um peixe, de uma serpente, ou, ainda, de um tesouro para ludibriar humanos e, dessa forma, atraí-los para as águas.
A nixe é retratada como uma bela mulher, com cauda de peixe. Assim como as sereias, seu canto é mortal para os humanos, e a canção do Nix também.
Na mídia: São retratados como no folclore.
Nos relatos: A Nixe deixa as águas e sempre apresenta a barra da saia molhada, já o Nix, a orelha fendida e, claro, seu inseparável, violino.



As Lamiak

 

 


No folclore: São descritas como belas mulheres de pés de pato, garras de aves, ou, cauda de peixe.
Na mídia: Mulheres de cabelos dourados com pés de pato.
Nos relatos: Sempre esconde parte do corpo na água, ou, o melhor, os seus pés, ou como a Nixe, usa uma saia longa, cuja barra se percebe molhada.



Ondinas






No folclore: São mulheres belas e atraentes como as nixes, mas que não possuem caudas como as sereias.
Mídia: São mulheres vestidas com longos e delicados vestidos, comandando ondas ou nadando entre golfinhos.
Nos relatos: Confundidas, muitas vezes, com fantasmas.


Selkies





No folclore: Seres belos que na água seriam focas, e fora da d’água, caso retirassem suas peles, semelhantes a humanos.
Na mídia: Pessoas atraentes vestindo ou retirando uma pele de foca.
Nos relatos: São descritos como no folclore.




As Russalkas



No folclore: Semelhante as Mavkas, possuem a aparência cadavéricas, com olhos brancos sem pupilas. Se apresentam nuas. Para ludibriar os incautos, se mostram como donzelas vestidas em trajes leves, e cantam uma doce canção enquanto trançam seus longos cabelos.
Na mídia: Retratadas como no folclore.
Em relatos: Retratadas como no folclore.



Os Jinnis




No folclore: Sua aparência varia, dependendo de sua classe. Por exemplo, os Marid são azuis com olhos na mesma cor que brilham como chamas. Há djins vermelhos, verdes, amarelos e negros. Quando se apresentam aos humanos, podem assumir a forma humana. Também podem assumir a forma de objetos inanimados.
Na mídia: São retratados como seres que podem ser feitos de névoa da cintura para baixo. Possuem a pele azul, verde, etc, e se vestem como árabes. Quase sempre aparecem saindo de uma lâmpada mágica.
Em relatos: Foram avistados como orbes, névoa, objetos inanimados, sombras, formas indistintas, e vozes. Dificilmente mostram sua verdadeira forma a um humano. Estabelecem contato maior através dos sonhos. ©