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sábado, 8 de agosto de 2026

Casamentos entre seres feéricos e humanos: amores impossíveis nas antigas lendas

 

Há histórias em que uma pessoa se apaixona por alguém que pertence a outra aldeia, outro povo ou outro reino. E há histórias muito mais estranhas, nas quais a distância entre os amantes não pode ser percorrida por nenhuma estrada.

De um lado está o mundo humano. Do outro, um reino invisível, encantado ou sobrenatural.

Entre ambos existe apenas uma promessa.

Em diferentes tradições folclóricas e literárias encontramos narrativas sobre homens e mulheres que se unem a seres não humanos: mulheres feéricas, habitantes do Outro Mundo, donzelas sobrenaturais, elfos e djinns. Algumas dessas uniões começam com amor; outras, com sedução, encantamento ou mesmo captura. Quase todas, porém, compartilham uma característica inquietante: o casamento só pode existir enquanto determinada condição for respeitada.

Não faça determinada pergunta.

Não pronuncie certo nome.

Não revele o segredo de sua esposa.

Não toque em determinado objeto.

Não tente impedir que ela volte para seu povo.

Quando a proibição é quebrada, o mundo sobrenatural reclama aquilo que lhe pertence.

E o casamento termina.

Esse motivo é tão difundido que aparece, com muitas variações, em tradições de diferentes regiões. Um dos exemplos estudados pelos folcloristas é o conjunto de narrativas conhecido como o ciclo da “donzela-cisne”, no qual uma mulher sobrenatural permanece entre os humanos porque um homem consegue impedir seu retorno ao outro mundo. Quando ela recupera aquilo que lhe permite partir, abandona a vida humana. A pesquisadora Barbara Fass Leavy observa que variantes desse tipo de narrativa aparecem em numerosas culturas.

Mas essa é apenas uma das formas assumidas pelo estranho casamento entre mortais e seres de outro mundo.

A esposa que veio do Outro Mundo

Imagine um homem caminhando sozinho por uma região afastada.

Talvez seja noite. Talvez exista água por perto: um lago, uma fonte, um rio. Ou talvez ele esteja atravessando uma colina, um bosque ou algum daqueles lugares que, no imaginário tradicional, parecem pertencer simultaneamente a dois mundos.

Então ele a encontra.

Ela é bela, mas existe algo nela que não parece inteiramente humano.

O encontro transforma-se em união e, por algum tempo, a criatura sobrenatural vive como esposa mortal. Ela participa da casa, da família e, em algumas variantes, tem filhos.

Mas existe uma condição.

E é justamente aí que começa a tragédia.

Nas histórias do tipo da donzela-cisne, o homem frequentemente controla algum objeto ou elemento que permite à mulher retornar à sua verdadeira natureza. Quando ela finalmente o recupera, parte para o lugar de onde veio. Em certas variantes, o marido precisa então procurá-la no mundo sobrenatural.

Vistas apenas como contos maravilhosos, essas histórias parecem falar sobre fadas e encantamentos. Mas pesquisadores também as interpretaram como narrativas sobre casamento, separação, pertencimento e a posição da mulher que deixa seu grupo de origem para viver entre pessoas que não são as suas.

A criatura sobrenatural é, literalmente, a esposa estrangeira.

Ela vive na casa humana, mas nunca deixa completamente de pertencer ao outro lado.

As amantes feéricas dos romances medievais

Quando entramos na literatura medieval europeia, encontramos outro motivo fascinante: a amante feérica.

Ela surge diante de um cavaleiro humano, oferece amor, riqueza, proteção ou acesso a uma realidade maravilhosa, mas frequentemente exige fidelidade a uma regra.

Nos romances medievais, essas mulheres não correspondem necessariamente à imagem moderna da “fadinha” diminuta, alada e delicada. A tradição britânica das fadas sofreu grandes transformações ao longo dos séculos. O historiador Ronald Hutton observa que, entre os séculos XII e XVII, as representações de elfos e fadas nas fontes britânicas passaram por um processo de mudança até formar uma concepção mais coerente de um povo ou reino feérico.

Nos romances, a mulher feérica pode ser poderosa, aristocrática, perigosa e perfeitamente capaz de determinar as condições do relacionamento.

Um exemplo célebre aparece em Lanval, lai medieval atribuído a Marie de France. O cavaleiro Lanval encontra uma misteriosa dama sobrenatural que se torna sua amante e lhe concede abundância, impondo-lhe, porém, uma condição: ele não deve revelar o relacionamento.

Naturalmente, a proibição acaba sendo quebrada.

Esse padrão: uma mulher sobrenatural que oferece amor e benefícios a um homem mortal, submetendo a relação a determinadas condições, tornou-se recorrente nos romances medievais. A historiadora da literatura Helen Cooper identifica a “fairy mistress”, a amante feérica, como uma figura importante da literatura medieval e renascentista.

Aqui, portanto, não estamos necessariamente diante de um casamento no sentido jurídico ou religioso. Muitas vezes trata-se de uma união amorosa entre um mortal e uma mulher pertencente ao reino feérico.

E isso é importante porque as histórias antigas são mais variadas do que a fórmula moderna “humano se casa com princesa fada” pode sugerir.

Thomas de Erceldoune e a Rainha das Fadas

Outro personagem ligado ao encontro amoroso entre humanos e habitantes de Fairyland é Thomas de Erceldoune, associado posteriormente à figura lendária de Thomas the Rhymer.

No romance medieval, Thomas encontra uma mulher extraordinária que se revela ligada ao reino das fadas. Ele a acompanha para Fairyland e entra em contato com uma realidade que não obedece às regras comuns do mundo humano.

A tradição posteriormente transformou Thomas em profeta e personagem do folclore escocês. O próprio romance combina sua aventura no país das fadas com profecias relacionadas à história da Escócia.

Mais uma vez, o relacionamento não deve ser confundido simplesmente com um casamento convencional.

O que encontramos é algo talvez ainda mais antigo e inquietante como motivo narrativo:

o humano que se torna amante de uma mulher do Outro Mundo e, por causa dela, atravessa a fronteira entre as realidades.

É um amor que funciona também como passagem.

Apaixonar-se pela fada significa aproximar-se de Fairyland.

E os elfos?

Aqui precisamos fazer uma distinção importante.

Hoje é muito fácil imaginar elfos como um povo semelhante aos humanos: belos, longevos, habitantes das florestas e perfeitamente capazes de se apaixonar e casar com mortais.

Essa imagem deve muito à fantasia literária moderna.

Os elfos das tradições germânicas e nórdicas antigas são mais difíceis de encaixar nesse modelo. As fontes não apresentam uma única “sociedade élfica” padronizada equivalente àquela encontrada em muitos romances, jogos e filmes contemporâneos.

Além disso, na história cultural britânica, as categorias de “elfo” e “fada” mudaram e se sobrepuseram de maneiras complexas. Estudos sobre a tradição feérica mostram justamente que as concepções medievais e modernas desses seres passaram por transformações significativas.

Por isso, é arriscado afirmar simplesmente que “segundo os antigos, elfos frequentemente se casavam com humanos”.

O que podemos dizer com maior segurança é que as tradições europeias conhecem abundantemente encontros amorosos, sexuais e matrimoniais entre humanos e seres sobrenaturais, alguns deles descritos como fadas, mulheres feéricas ou seres que traduções e interpretações posteriores aproximaram dos elfos.

O casamento entre um humano e um “elfo” exatamente no sentido que damos à palavra na fantasia contemporânea é, em grande medida, uma elaboração literária posterior.

E isso não torna as histórias antigas menos fascinantes.

Pelo contrário: os seres encontrados nelas são geralmente muito mais estranhos.

Quando o amante pertence ao povo dos djinns

Muito longe das colinas encantadas da Grã-Bretanha encontramos outra tradição de uniões entre humanos e seres sobrenaturais.

No mundo árabe e islâmico aparecem os jinn ou djinns.

É importante não chamá-los simplesmente de “fadas árabes”. Os jinn pertencem a uma tradição cultural e religiosa própria e possuem um lugar importante na cosmologia islâmica. No Alcorão, são apresentados como seres dotados de consciência e responsabilidade moral; há jinn que escutam a revelação e creem nela.

Mas histórias sobre relações entre jinn e humanos não começaram necessariamente com o Islã.

Pesquisas apontam para narrativas de romances e relações entre humanos e jinn em materiais árabes anteriores ao Islã, e tradições posteriores continuaram a desenvolver o tema.

A ideia tornou-se suficientemente conhecida para que estudiosos e juristas muçulmanos discutissem uma pergunta extraordinária:

seria possível um humano casar-se com um jinn?

O casamento com um jinn: lenda, crença e debate religioso

Nesse ponto, folclore e religião se encontram, mas não devem ser confundidos.

A existência dos jinn faz parte da cosmologia islâmica. Isso não significa, porém, que histórias populares sobre casamentos entre humanos e jinn sejam automaticamente doutrina islâmica.

Ao longo do tempo, estudiosos muçulmanos discutiram justamente a possibilidade e a legitimidade dessas supostas uniões. Um estudo filológico do texto medieval Ākām al-Marjān fī Aḥkām al-Jān, obra dedicada aos jinn, mostra que o tema do casamento entre humanos e jinn chegou a receber discussão específica, incluindo argumentos sobre sua ocorrência e sua proibição.

As opiniões não foram uniformes.

Existiram autores que admitiram a possibilidade dessas relações, enquanto outros rejeitaram ou condenaram a ideia. Portanto, seria incorreto dizer que existe uma única posição histórica islâmica afirmando simplesmente que humanos podem se casar com jinn. O que existe é uma longa discussão religiosa e folclórica sobre essa possibilidade.

E talvez seja justamente essa ambiguidade que tenha dado tanta força às histórias.

Porque um jinn não precisa aparecer como um monstro.

Pode aparecer como amante.

Pode apaixonar-se.

Pode sentir ciúme.

Pode oferecer conhecimento ou proteção.

E pode desejar que o humano atravesse uma fronteira que talvez jamais consiga atravessar de volta.

Filhos de dois mundos

Depois do casamento sobrenatural surge inevitavelmente outra pergunta:

essas uniões poderiam gerar filhos?

O motivo dos descendentes de humanos e seres sobrenaturais aparece em diversas tradições, mas deve ser tratado como elemento de lenda, literatura ou crença, não como fato biológico demonstrado.

Nas histórias, porém, a criança nascida de dois mundos possui enorme força simbólica.

Ela pertence à humanidade, mas carrega algo do Outro Mundo.

É o resultado vivo da quebra de uma fronteira.

Em algumas narrativas genealógicas europeias, ancestrais sobrenaturais chegaram a ser associados a famílias e linhagens. A figura da esposa ou amante feérica podia, assim, deixar de ser apenas personagem de uma aventura e transformar-se em explicação lendária para a origem extraordinária de uma descendência.

O sobrenatural entrava na família.

E permanecia nela através do sangue.

Por que quase sempre existe uma proibição?

Um dos aspectos mais curiosos dessas histórias é a repetição das condições impossíveis.

O mortal consegue viver com a criatura sobrenatural, mas somente se obedecer a uma regra.

Esse detalhe não é mero enfeite narrativo.

A proibição marca a fronteira entre os mundos.

Enquanto o humano respeita o tabu, a união impossível pode continuar. Quando ele o viola, a verdadeira diferença entre os amantes reaparece.

A esposa não era completamente humana.

O marido nunca teve controle verdadeiro sobre o Outro Mundo.

O amante não poderia permanecer para sempre em Fairyland.

O segredo não poderia ser contado aos demais mortais.

Aquilo que parecia um casamento comum revela então sua natureza extraordinária.

E a porta se fecha.

Nem todos esses antigos “casamentos” eram histórias de amor

Existe ainda uma diferença importante entre essas narrativas e o modo como costumamos imaginar romances sobrenaturais hoje.

Muitas histórias antigas estão longe de apresentar relacionamentos baseados em amor romântico e consentimento mútuo.

No ciclo da donzela-cisne, por exemplo, a mulher sobrenatural pode ser impedida de retornar ao seu mundo porque um homem esconde aquilo que lhe permitiria partir. Barbara Fass Leavy chama atenção justamente para a dimensão de aprisionamento presente em muitas dessas narrativas.

Em outros contos, é o humano que é seduzido, levado ou mantido no mundo sobrenatural.

Portanto, essas histórias podem falar tanto de amor quanto de posse, desejo, casamento, separação, medo do estrangeiro e impossibilidade de conciliar mundos diferentes.

Talvez seja por isso que sobreviveram durante tanto tempo.

O casamento como uma ponte perigosa

Se colocarmos lado a lado uma esposa feérica das tradições europeias e um amante jinn das tradições árabes e islâmicas, não devemos concluir que se trata do mesmo ser com nomes diferentes.

Não se trata.

As culturas, religiões, épocas e concepções sobrenaturais são distintas.

Mas existe um motivo narrativo que atravessa muitas delas:

o amor entre seres que não deveriam pertencer ao mesmo mundo.

Essas histórias perguntam o que aconteceria se a fronteira fosse atravessada não por um guerreiro ou feiticeiro, mas por alguém apaixonado.

E a resposta quase nunca é simples.

Às vezes o humano recebe riquezas.

Às vezes adquire conhecimentos secretos.

Às vezes nasce uma criança.

Às vezes ele visita o reino sobrenatural.

E às vezes acorda sozinho, muitos anos depois, sem saber se aquilo que viveu foi uma bênção ou uma desgraça.

Quando o Outro Mundo chama seu filho de volta

Existe algo melancólico por trás de muitas dessas narrativas.

Por mais que a criatura sobrenatural permaneça na casa humana, ela continua pertencendo a outro lugar.

Um dia encontra novamente sua antiga veste.

Um segredo é revelado.

Uma promessa é quebrada.

Uma porta proibida é aberta.

E então ela se lembra.

Além das colinas existe um reino que os humanos não enxergam.

Além do deserto há habitantes que nossos olhos não alcançam.

Além da floresta existe uma estrada que aparece somente para quem conhece o caminho.

A esposa olha uma última vez para a casa onde viveu.

Talvez olhe para o marido.

Talvez para os filhos.

E parte.

Não porque todas as tradições contem exatamente essa história, mas porque esse é um dos grandes temas das narrativas de uniões sobrenaturais: o amor pode aproximar dois mundos, mas nem sempre consegue apagar a fronteira entre eles.

É justamente essa fronteira que torna essas antigas histórias tão encantadoras.

Elas transformam o casamento — algo familiar, doméstico e humano — em uma passagem para o desconhecido.

E talvez escondam um aviso que atravessou séculos de narrativas:

quando alguém se apaixona por um habitante do Outro Mundo, nunca deve esquecer que, por mais humano que esse amor pareça, uma parte do ser amado continuará pertencendo ao lugar de onde veio. ©

segunda-feira, 17 de março de 2025

São Patrício e o St. Patrick’s Day: A Festa Verde da Irlanda! ☘️




Se tem uma festa que todo mundo já ouviu falar, mas nem sempre sabe a história por trás, é o Dia de São Patrício! Afinal, quem nunca viu aquelas imagens de multidões vestidas de verde, bebendo cerveja e celebrando como se não houvesse amanhã? Mas você sabe quem foi São Patrício e por que ele é tão importante na Irlanda? Pega sua pint de Guinness e vem comigo descobrir! 🍺




Quem Foi São Patrício?




Apesar de ser o padroeiro da Irlanda, São Patrício não nasceu irlandês! Isso mesmo! Ele nasceu na Grã-Bretanha, por volta do ano 385 d.C., e foi capturado por piratas irlandeses quando ainda era adolescente. Durante anos, viveu como escravo na Irlanda, até que conseguiu escapar. Mais tarde, porém, ele decidiu voltar à ilha… mas dessa vez como missionário, levando o cristianismo para os povos celtas.

Ele usava o trevo de três folhas ☘️ para explicar a Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), e essa se tornou uma de suas marcas registradas. Com o tempo, sua missão ganhou força, e ele ajudou a converter grande parte da população irlandesa ao cristianismo.

São Patrício faleceu no dia 17 de março de 461 d.C., e essa data se tornou um feriado nacional na Irlanda. Mas o que começou como uma celebração religiosa, ao longo dos séculos, se transformou em uma festa gigante!




Como o St. Patrick's Day é Comemorado?




Hoje, o St. Patrick's Day é celebrado não só na Irlanda, mas no mundo todo! E as tradições incluem:

☘️ Vestir-se de verde – Dizem que usar verde nesse dia traz sorte e evita beliscões dos duendes!

☘️ Desfiles animados – As cidades da Irlanda fazem desfiles grandiosos, mas Nova York e Chicago também têm comemorações enormes!

☘️ Cerveja, muita cerveja 🍻 – A Guinness, cerveja típica irlandesa, é a estrela do dia, e muitos bares oferecem versões tingidas de verde para entrar no clima.

☘️ Rios tingidos de verde – Sim, Chicago leva a comemoração tão a sério que tinge o rio de verde todos os anos!

☘️ Música e dança 🎶 – A música celta e as famosas danças irlandesas são parte essencial da festa.

☘️ Leprechauns e o pote de ouro 🏆 – Os duendes travessos da mitologia irlandesa também aparecem nas decorações da festa!




Curiosidades sobre o St. Patrick's Day






✅ Nem sempre a cor da festa foi verde! Antigamente, o azul era associado a São Patrício, mas o verde acabou dominando por causa do trevo e das paisagens da Irlanda.

✅ A primeira parada de St. Patrick's Day não foi na Irlanda! Foi nos Estados Unidos, em 1737, feita por imigrantes irlandeses.

✅ A Guinness bate recordes no dia 17 de março! Estima-se que mais de 13 milhões de pints sejam consumidas no mundo nessa data.

✅ Na Irlanda, o feriado já foi mais religioso do que festivo. Até os anos 1970, os pubs ficavam fechados no dia 17 de março. Hoje? Bem, digamos que a tradição mudou um pouquinho… 😆




Vale a Pena Comemorar?




Com certeza! O St. Patrick's Day é uma celebração cheia de energia, cultura e boas vibrações. Você não precisa estar na Irlanda para entrar no clima—basta vestir algo verde, colocar uma música celta pra tocar e brindar à vida!

E aí, você já comemorou o St. Patrick's Day alguma vez? Me conta nos comentários! ☘️🍺

terça-feira, 2 de junho de 2020

Minha experiência com a Regressão à vidas passadas

Imagem por Pixabay

⚠️ Conteúdo sensível: Este post contém temas como magia intensa, elementos sombrios e referências simbólicas à morte ou transformação espiritual.


Boa noite, queridos leitores! Como estão? Está um friozinho gostoso aqui, e a neblina ocultou os prédios que ficam em frente à minha casa. Fico imaginando que delícia morar em um daqueles apartamentos agora, olhar para baixo e só ver névoa, como se as fadas estivessem voando por ali. Rsrs.
        Nem todos escolhem ter um dom, ou, pelo menos, acreditam que não... No entanto, nunca se sabe se essa foi uma decisão nossa no momento da reencarnação. Já li algumas histórias espíritas onde algumas pessoas escolheram ter esse dom para ajudarem outras pessoas e almas sofredoras. É nobre e digno de admiração, e aposto que quando estamos desprendidos de nosso corpo físico e nos damos conta da grandeza do universo e de Deus, nos sentimos suficientemente elevados para pensarmos assim e nos disponibilizarmos a ajudar os outros, mas quando retornamos para esse plano existencial, não somos capazes de nos lembrar o que planejamos e tudo o que resta é aquele sentimento lá no fundo de nossos seres, que muitos chamam de consciência, nos lembrando que devemos nos importar e fazer algo. Infelizmente, nem sempre ouvimos nossa consciência.
             Pode parecer que a reencarnação fere o livre arbítrio, mas eu a vejo como Causa e Consequência, você colhe o que planta, e depois, se cuidou bem de sua plantação, terá uma colheita farta, mas, caso contrário, terá de correr atrás do prejuízo. Reencarnação é isso.
                Às vezes, você sente mais dor do que acha que pode suportar, mas se olhar para trás, pode ser que você se assuste com o que verá. Não significa que todos que sofrem merecem sofrer. Lembro que li - também é um livro espírita - sobre uma moça que já tinha alcançado sua evolução espiritual e não precisava mais retornar para a Terra, mas ela escolhia voltar, ainda assim para ajudar outras pessoas a evoluírem, e ela sempre escolhia as encarnações mais sofridas. Quem sabe não é o seu caso? Talvez, você tenha um papel bonito e importante a desempenhar na vida de alguém próximo ou não a você. Talvez, você só precise superar sua própria dor e olhar para além de você... É claro que é preciso discernimento e MUITA iluminação para compreender essas palavras, porque, nesse mundo, infelizmente, existem pessoas que não querem ser salvas e, bem... Se martirizar por elas não irá salvá-las, só encurtar sua jornada aqui e aumentar a dívida cármica delas.
                  Você pode se desviar da programação escolhida para sua jornada nessa vida - livre arbítrio - e seguir uma rota completamente oposta à prevista e isso só resultará em dois resultados: O primeiro pode te levar ao resultado que pretendia alcançar na trilha programada, ou, seja, você tomou um atalho, mas chegou ao destino previsto.
               O segundo te leva a um caminho que pode atrasar seu aprendizado e fazer com que você se sinta frustrado e arrependido tanto NESSA vida quanto na outra e nos pós vida. Não estou brincando! É o caso de gente que se suicidou só para depois descobrir que poderia ter superado seus problemas e encontrado algo lindo que daria sentido a tudo. E como para cada ação há uma reação, ao tomar uma decisão assim, você alterará a rota de outras pessoas que também tinham algo para aprender com você ou te ensinar.
                   Você ficará tão perdido e arrependido que o que puder fazer para reparar seu erro, você fará, nem que isso inclua, viver só para salvar vidas em uma próxima encarnação... Como um tipo de Peter Petrelli (Heroes). As pessoas vão te admirar é verdade, mas, esse caminho é perigoso também porque, na ânsia de salvar cada vida como se salvasse a própria, você se matará aos poucos. É bonito e nobre ser um tipo de herói moderno, mas não se mate, salvando os outros. Permita que mais alguém te ajude a fazer isso, porque, talvez, sua próxima encarnação pode te ensinar a precisar dos outros... 
                    Obsessores são um caso interessante e renderiam um post enorme sobre, mas resumindo, eles são tão vítimas quanto algozes. Podemos esquecer o mal que fizemos aos outros - nessa vida e em outra -, mas eles nunca esquecem e, dificilmente perdoam. Espíritos podem ficar presos ao ódio, à dor, e a sensação de impotência e impunidade, e podem levar mais tempo para aceitarem a reencarnar enquanto o oposto pode acontecer com quem os machucou, que pode até ter se arrependido e aceitado passar por algo semelhante em uma encarnação futura para sentirem na pele o que fizeram ao outro. Já, suas vítimas, ainda presas ao medo e à dor, acabam sendo atraídas até seu antigo algoz - já que só pensam nele - e quando o veem, independente da forma que tenha nessa encarnação, sempre o reconhecem. E o que acontece se elas veem alguém que as machucou tanto, vivendo plenamente? Isso as revolta e, muitas vezes, oferecem uma chance de retaliação. Assim, surgem os obsessores.
               Alguns obsessores só querem que quem os feriu, sintam sua dor e, em geral, quando isso acontece, eles se dão por satisfeitos e se afastam. Outros, no entanto, ainda querem mais e mais. O que você pode fazer nesse caso, é orar por eles porque a dor e o medo os cegou a ponto de acreditarem que se se permitirem ser bons novamente, se tornarão vítimas novamente.
                 Os dons espirituais podem se tanto uma bênção quanto uma maldição, dependendo de como você lida com eles, como utiliza esse dom e, o principal, de sua energia.
                    Eu fiz algumas regressões e elas foram muito intensas. Quanto mais eu volto ao passado, mais percebo que todas as vezes em que fui uma moça ingênua e sonhadora, mais as pessoas - especialmente homens - me humilharam e me fizeram sofrer muito. Era visível a injustiça nisso e teve vezes em que eu parei e pensei: "mas eu fui praticamente uma santa, por que isso?", logo depois me peguei pensando: "tomara que esse verme infeliz que me machucou, esteja ardendo no inferno". Isso se encaixou perfeitamente às vidas seguintes, onde eu sempre era boazinha demais em uma vida, aí, na seguinte, eu era a femme fatalle, tão linda quanto malvada, disposta a brincar com os corações dos homens, mas, independente do quão fria, cruel, esperta e desapegada, eu tentasse ser, ainda morria pelas mãos de um homem. Por que?
                Então, eu passei a ser a mulher que só queria curtir ao máximo, sem se preocupar com o amanhã, mas, o resultado seguia o mesmo... Morta por causa de um homem. Não era um homem específico - pelo menos, eu acho -, tipo... Em uma vida, eu me casei apaixonada e tive um filho, mas, meu filho morreu, ainda criança, e meu marido não se importou tanto quanto eu, se preocupando mais com seus negócios, eu definhei, e vi que, mesmo no meu velório, ele não derramou uma só lágrima.
                Em outra vida, eu fui uma moça inconsequente, que acabou se tornando uma prostituta e estuprada em um carro, esfaqueada e depois, jogada para morrer sozinha em um beco escuro. Daí, vem meu medo de carro, de becos e escuro. O mais interessante é que tenho uma mancha de nascença onde eu teria sido esfaqueada. Pelo menos, quando morri nessa encarnação, o espírito da minha avó - que era uma pessoa muito querida -, veio me buscar e eu me lembro de que a abracei e me senti feliz e segura em seu abraço.
                     E na última vida que eu vi e que descobri ser a causa para eu detestar echarpes, colares e qualquer coisa em meu pescoço, além de me sentir insegura quando avisto grupos masculinos, eu era uma moça muito bonita, que me envolvi com um criminoso e achei que traí-lo era uma boa ideia. Pois é... Juízo zero. Ele descobriu, invadiu minha casa, com pelo menos mais quatro homens enquanto eu estava com meu amante, e quando fui até sala, eu vi aqueles homens nojentos, sentados no meu sofá, fazendo gestos obscenos e dizendo coisas nojentas. Meu amante foi espancado e morto na minha frente, e eu, enquanto lutava por minha vida e tentava em vão escapar, só tive tempo de pegar uma faca e correr para os fundos. No desespero para não ser violentada e depois assassinada, eu mesma decidi me matar e cortei minha garganta. Não morri tão rápido quanto pensei que morreria. Senti muita dor e agonia enquanto sentia meu sangue vazando. O pior foi ver aqueles homens rindo da minha dor, principalmente aquele que era meu namorado. Talvez, eu esteja expondo minha verdadeira identidade ao contar esse último relato, mas eu sinto que devo e um amigo me disse para seguir minha intuição.
                Analisando essas vidas em seus mínimos detalhes, eu entendi que não posso reclamar da minha situação atual, porque é como um descanso para minha alma, porque eu sempre fui muito intensa em minhas encarnações, e nem sempre aproveitei como deveria, minha infância e adolescência. Eu acho que foram poucas as vezes em que deixei que alguém realmente tomasse conta de mim, que confiei e que só vivi um dia de cada vez. Tudo isso gerou uma ansiedade que tenho hoje e que diz: "todos estão casando, tendo filhos, conquistando coisas, e você está ficando para trás". Por mais difícil que seja, eu entendo e estou me esforçando - por todas as mulheres que fui no passado - a não me desesperar nem correr atrás de um casamento que sei que não me fará feliz, ou, filhos, que sei que não preencherão meu vazio. Minha missão nessa vida é só descansar e quebrar o ciclo, porque é na próxima vida que o bicho vai pegar.
                 Agora, eu só preciso entender, perdoar, me curar emocionalmente, e orientar outras pessoas que, como eu, também se sentem perdidas e deslocadas por aqui. E, Deus é bom e sábio. Eu tive a chance de encontrar uma antiga amiga (dessa vida que citei por último) e, embora, eu não tenha sido suficientemente madura para tratá-la como ela merecia, ainda mais, quando novamente ela precisava de mim, eu sinto muito carinho por ela e desejo do fundo do meu ser que ela se cure e seja feliz com a pessoa que ela escolheu para viver ao seu lado. Que Deus a ajude, a cure e a abençoe, e que quando eu a encontrar novamente - nessa ou em outra vida -, eu possa ter a honra de ser a amiga que ela merece.
                  Eu também refleti sobre certas pessoas que Deus insiste em fazer voltarem a minha vida e, por mais que eu sofra porque sempre acho mais fácil mandá-las sumirem da minha frente, eu sei que preciso amadurecer e encará-las nos olhos, mesmo que isso me assuste e me machuque, porque, pode ser minha chance de reparar qualquer coisa que eu possa ter feito em uma vida anterior ou, mesmo nessa. Mas, não é fácil quando algumas pessoas preferem esfregar na sua cara que você errou em vez de só tentarem ouvir o que você tem a dizer sobre isso. Todos temos nossa parcela de culpa. Ninguém é inteiramente bom ou mal. Aquele homem tão frio que foi meu marido na vida passada e que não derramou uma lágrima por mim... Quem sabe se eu voltar mais, não descubra que uma vida mais antiga, fiz pior com ele, ou, talvez, eu soubesse que ele seria uma alma difícil e tenha escolhido ajudá-lo... Muitas possibilidades. Entendem que não é tudo preto no branco? Espero, sinceramente que esse post os ajudem a refletir sobre suas próprias vidas e que lhes dê força e ânimo para seguirem.
               Minha empatia sempre esteve presente, mas aflorou principalmente quando cheguei à fase adulta. Não vou mentir e dizer que é o máximo saber como algumas pessoas se sentem porque não é. A impressão que tenho é que sou como uma esponja, sempre absorvendo a dor de todo mundo. Não é legal. Eu sempre fujo das pessoas depressivas porque a dor que elas sentem, me engole como um buraco negro, e eu termino sofrendo por elas e por mim que não posso ajudá-las. Então, me sinto de mãos atadas. Ainda estou tentando encontrar uma forma de chegar às essas pessoas sem me machucar. Eu mesma, já sou uma alma muito ferida, e tenho de aprender a lidar com minha própria dor e insegurança. Eu disfarço bem, mas sou tão insegura e medrosa, que ainda acho que o lugar mais seguro do mundo é no meu quarto, embalada pelas canções felizes que ouço. Não vou quebrar essa bolha porque como disse anteriormente, eu já vivi demais, é hora de descansar e me permitir ser apenas a parte sonhadora e doce, que infelizmente, não pude ser anteriormente.
                    Eu ia falar sobre como comecei a Viajar Astralmente e como isso funciona para mim, mas deixarei isso para o próximo post para esse não ficar tão extenso. Não temos um canal no You Tube porque nenhuma das autoras se sente confortável para mostrar seus rostos para uma câmera. Gostamos das vidas tranquilas que levamos. Não é tão glamouroso quanto ser youtuber, nem lucrativo. Realmente, escrevemos por amor, e embora, muitos achem que isso é burrice, não ligamos. Enquanto tiver ao menos um leitor aqui, a gente continua, porque ajudar os outros não tem preço. Não são apenas palavras. Lembro que muitas vezes, me sentindo deprimida, peguei um livro ao acaso ou, mesmo acessei algum blog, e li palavras semelhantes que me fizeram sorrir e me encheram de esperança. Até o próximo post! ©


Referências bibliográficas

1. A Obsessão, Allan Kardec
2. Memórias de um suicida, Yvone A. Pereira
3. Amor e Obsessão, Marcelo Prizmic
4. Thomas - Vida e Morte, Marcelo Prizmic
5. Cinco Dias No Umbral, Osmar Barbosa
6. Dramas da obsessão, Yvone A. Pereira
7. A obsessão e seus mistérios, Carlos B.




domingo, 12 de abril de 2020

Como reconhecer uma pessoa enfeitiçada

Imagem por Pixabay


⚠️ Conteúdo sensível: Este post contém temas como magia intensa, elementos sombrios e referências simbólicas à morte ou transformação espiritual.


Se você suspeita que é vítima de um feitiço ou que alguém, próximo a você, é, então continue lendo esse post!
      Um feitiço é uma ação mágica que tem como finalidade alterar a realidade, quer seja, abrindo portas ou fechando-as. Quanto maior o feitiço (o que ele pode alcançar), maior o preço a se pagar pelo mesmo. Quem assiste a essas séries como Charmed e The Vampire Diaries e outras semelhantes onde bruxas e magia são temas recorrentes, certamente já ouviram falar sobre Equilíbrio, que ele não deve ser violado, que mexer com certas magia é arriscado... Nem tudo é papo furado. 
       Desde que o mundo é mundo, existe o equilíbrio, e as coisas seguem seu curso natural. Às vezes, tem-se a sensação de que tudo é premeditado, que "aconteceu porque estava escrito", e na maioria das vezes, é assim, mas para quem sabe trabalhar a magia, é possível tomar atalhos, evitar certas rotas e até criar um novo caminho bem diferente do original. Mas, veja bem... Isso é arriscado porque ao alterar qualquer coisa, você não está alterando apenas a SUA história, mas as de outras pessoas à sua volta. Se você ia conhecer o verdadeiro amor da sua vida, mas fez um feitiço para trazer de volta um ex amor, acabou de mudar isso... Ou pior, você o conhecerá, mas como tudo tem seu preço, vocês não ficarão juntos e aí é sofrimento na certa.
         Também, é possível que você fique preso a alguém que não te ame (se não nessa vida, em outra) e essa pessoa pode não ser tão legal quanto deveria... É uma possibilidade entre tantas. A divindade é criativa na hora de cobrar suas dívidas.
        Mas como alguém que está enfeitiçado se sente? Depende muito do tipo de feitiço, das entidades envolvidas, do propósito, mas tentarei ser objetiva com base nas minhas pesquisas.

Pensamento Obsessivo

Quem é vítima de um feitiço de amor não consegue parar de pensar na pessoa que o enfeitiçou. Não importa quanto tempo tenha se passado (às vezes, você viu aquela pessoa a tipo... Uns três anos e do nada começa a pensar nela sem motivo aparente), se o ama ou não, é uma obsessão e não cessa até que você veja a pessoa, e isso, quando cessa. Não estou exagerando. É o caso daquelas pessoas que todo o tempo que passa com o ser amado, ainda é pouco. Elas estão "Doentes de amor".
       Faz parte do feitiço, dominar a mente do enfeitiçado, pois, dominando a mente, domina-se o coração. Você só precisa pensar muito em alguém para amá-lo ou odiá-lo. Quando é um feitiço de amor, na maioria das vezes, uma entidade está envolvida e ela se mostra ao enfeitiçado, assumindo a forma do objeto de sua "paixão", por isso é que o ser amado é sempre perfeito aos olhos do "apaixonado", porque a entidade sempre o representará de forma que se torne irresistível ao enfeitiçado. Sonhos eróticos não incomuns, faz parte do processo e é sempre mais fácil dominar as pessoas através de seus desejos mais íntimos. Você pode mentir para os outros e até para si mesmo, mas não para a entidade envolvida porque ela te envolve lentamente em uma armadilha, da qual, você só se liberta se tiver MUITA força de vontade.


Tem pesadelos ou sonhos recorrentes


Se você sonha com frequência com uma pessoa, ela pode estar te enfeitiçando (claro, se não for um cantor coreano, sejamos sensatas, garotas! Eu também queria ser enfeitiçada pelo Jimin, mas
certas coisas só acontecem no universo das fictions) ou, até te visitando astralmente (parece surreal, mas é possível a um Viajante Astral experiente). Para entender a intenção dessa pessoa é preciso observar com atenção esses "sonhos". Como eles são? Tem um teor erótico ou romântico? Se tiverem, você já sabe que se trata de um feitiço de amor. Por outro lado, se são pesadelos apenas, a intenção é mais insidiosa. Você deve agir rapidamente e buscar se proteger de todas as formas. Ataques astrais são reais e podem ser piores que ataques físicos.

Mudanças bruscas no humor


Se você tem mudado de humor de repente, sem motivo aparente ou ao se lembrar de uma pessoa específica, desconfie. O enfeitiçado está em uma luta constante para manter sua própria vontade, mas a entidade que o persegue também está em uma luta constante... Para dominá-lo.


Se sente observado e/ou ouve vozes


Outro forte indício de que se está sendo vítima de feitiçaria é sentir que não está sozinho, mesmo quando você é a única pessoa em casa e não tem nenhum animal de estimação por perto. A sensação pode vir acompanhada do som de passos, o som de uma respiração próximo demais a você, vozes que sussurram seu nome e até vultos. Esses indícios também são comuns em feitiços de amor porque como eu disse no post anterior, nem todo feitiço de amor é bonito. Quem você acha que faz esses feitiços acontecerem? Um anjo? Uma fadinha? Uma deusa do amor? Depende da pessoa que está realizando o feitiço, do que ela acredita e pratica, então, sim, podemos esbarrar em um praticante de magia negra que use demônios ou entidades sombrias, e levando em conta o padrão vibracional destes seres, eles não serão tão agradáveis com o enfeitiçado e quanto mais o mesmo reagir, mais desagradáveis esses seres se tornarão.


Se sente amarrado

Alguns feitiços são tão fortes que quebram a vontade do enfeitiçado, tirando o seu ânimo para se alimentar, se levantar da cama e fazer as coisas mais básicas. Parece que nada faz sentido sem a pessoa amada. E quando não se trata de um feitiço de amor? Ainda é possível se sentir amarrado? Claro que sim! Alguém que sinta inveja ou ódio de você, pode querer te parar e qual seria a melhor forma? Isso mesmo, te amarrando. Por isso, esteja atento aos sinais. Se você não consegue mais fazer o que fazia como fazia, pode muito bem estar amarrado.


Sente dores ou arrepios


Se você já foi ao médico, mas, ainda assim, sente pontadas no peito ou como se alguém te beliscasse, ou, então, sente arrepios frios pelo corpo, pode estar sendo vítima de vodu. Essa prática é mais comum no Brasil do que se imagina e pontadas no corpo podem ser um indício claro de se está sendo vítima dessa forma de magia. Extremamente forte, o vodu realmente pode trazer o enfeitiçado para o feiticeiro, mas pelo que notei ao longo dos anos (duas pessoas próximas a mim praticavam essa forma de magia), nem sempre o enfeitiçado vem rendido de amores, ele ainda mantêm alguma resistência,  o que ocasiona muitas brigas no relacionamento. Talvez, meus conhecidos só não dominassem corretamente essa prática, mas, ainda assim, causava o efeito desejado (pelo menos, eles acharam que sim).


Nem todos os feiticeiros se dão ao trabalho de desmancharem seus feitiços, sabia disso? Por isso, se esses seres egoístas se cansarem de te amar, simplesmente baterão a porta em sua cara e você ficará sofrendo se não se libertar. Outros feitiços são quase impossíveis de serem quebrados.
        Como se libertar? Não vou dizer que é fácil. Uma pessoa apaixonada é pior do que a Jade da novela O Clone, não entende, não aceita que certas coisas não são para ser. Eu já me apaixonei uma vez e sei como é horrível perder o controle e idolatrar o outro como a um deus, especialmente se esse outro não te corresponder à altura de seus sentimentos. Primeiro, você tem de se perguntar com sinceridade, você gosta de sofrer? É sério, porque tem gente que diz que não gosta de sofrer, mas continua buscando o sofrimento. Nada é inevitável. Entenda isso? 
         Ok. Uma vez que você decida parar de sofrer, faça uma lista com os defeitos de quem te faz sofrer e foque neles. Você precisa se lembrar deles sempre que aquela bad bater. Fugir de músicas românticas ajuda. Outra coisa é buscar uma distração para não pensar naquela pessoa. E se você acha ou tem certeza de que está enfeitiçado, tem de quebrar isso. Comece com um banho de descarrego. Todo mundo tem sal e água em casa, certo? Coloque três punhados de sal (o ideal é que seja grosso, mas o sal comum também serve) em uma bacia ou balde e jogue do pescoço para baixo depois do seu banho comum. Isso limpará sua aura das impurezas. O ideal é que seja feito em uma Lua Minguante, mas se não dá para esperar por uma, então, faça logo. Não perca tempo!
        Se tiver sálvia, queime um pouco, ou então, algum incenso como o de arruda ou quebra-demanda para limpar a energia de sua casa. Faça um feitiço para fechar o seu corpo (tem alguns em vários sites por aí, é só procurar) ou tenha a oração do São Miguel Arcanjo sempre por perto para orar quando se sentir mal. Ainda que você não seja muito ligado a Igreja, não faz mal nenhum se aproximar de um arcanjo ou outro porque eles protegem, não apenas contra demônios e espíritos inferiores, mas, também, contra Elementais sombrios. Elementais, normalmente temem anjos (djinns mostram resistência contra eles e podem se tornar mais agressivos, mas é a única coisa que os para) e os respeitam. Outra coisa que você tem de entender que nada - por mais sombrio que seja - está acima da Divindade (Deus, Deusa, o que preferir) e anjos são seres de pura luz e bondade que servem a Divindade, então, não tenha medo de pedir ajuda a uma força maior, às vezes, é a única coisa que pode te libertar. No próximo post, trarei algumas dicas para você se libertar de qualquer feitiço que possa ter sido lançado contra você. Sério? Qualquer feitiço pode ser quebrado, basta querer. Gratidão por lerem. ©



Se você sente ou acredita que foi enfeitiçada (o), faça o seguinte feitiço para se libertar:




sábado, 11 de março de 2017

Algumas receitas fáceis para agradar aos Elementais



Às vezes, uma receita caseira agrada mais aos Elementais do que algo comprado pronto em um supermercado. Está bem que nem todos sabem cozinhar e, não julgo! Mas separei algumas receitas fáceis que você pode tentar preparar em sua casa para oferecer aos Elementais. Sempre que for fazer algo para oferecer a eles, pode dividir também com sua família, sem problema, contanto que a primeira fatia sempre seja ofertada a eles. Pode deixar em seu altar, no jardim, entre as plantas, ou mesmo escondidinho embaixo da cama ou em algum outro lugar. Se puder, deixe também, um copinho com leite ou suco, e uma moeda dourada. Eles adoram!


Bombom (para os gnomos)


Para atrair a harmonia e a alegria.



*250 gramas de manteiga de cacau
*Chocolate
*Granulado ou coco

Derreta a manteiga de cacau em banho-maria. Quando esfriar, junte o chocolate e leve a uma panela em água morna. Mexa até dar consistência de enrolar. Em seguida, modele os bombons. Coloque-os em uma travessa de vidro. Coloque suas mãos sobre eles, mas sem tocá-los. Visualize uma luz dourada os envolvendo e diga baixinho:

Gnomos, pequeninos guardiões,
Habitantes de um Reino fantástico;
Ouçam meu chamado e, esse doce, tornem mágico,
Para que todos que o provem, experimentem a alegria,
Que suas almas se encham de harmonia!
Que de seus corações se aparte a agonia!
Que assim seja.


Jogue o granulado ou coco por cima deles. Leve à geladeira. Deixe de um a três bombons para os gnomos em um jardim ou em seu altar, e os outros, divida com sua família, amigos, etc.






Leite condensado com morangos (para os elfos)



Para a realização de um desejo.



Coloque 1 lata de leite condensado sem o rótulo em uma panela de pressão, cubra com água, tampe a panela e cozinhe por 30 minutos (ou mais se você quiser uma consistência mais firme) após começar a chiar. Deixe sair a pressão, retire a lata com cuidado e só abra quando ela estiver totalmente fria (pode colocar no congelador para gelar). Despeje em uma taça e coloque alguns morangos frescos e bonitos, canudinhos de bolacha ou chocolate e granulado ou coco, se quiser. Deixe num lugar especial para os elfos, entre as plantas de um jardim, ou num círculo de lírios ou gardênias, ou em seu altar, junto a três moedas douradas. Faça um desejo e prometa aos elfos dar-lhes outra taça do mesmo doce, caso o pedido se realize. Estabeleça um prazo (mas de acordo com o tamanho do seu desejo, seja razoável; pode pedir por um novo amor, uma promoção ou o que seu coração desejar) e não se esqueça que a dívida deve ser paga no mesmo local que for feito o acordo porque os Elementais não tem energia o suficiente para se deslocarem de um lugar para o outro sempre.



Pavê escondidinho (elfos e fadas)



*250 g de chocolate meio amargo,
*1 caixa de creme de leite,
*1 litro de sorvete de morango,
*1 pacote de biscoito wafer de chocolate (180 g),


Acenda uma vela cor-de-rosa e um incenso de mel. Diga:

As fadas e elfos, eu chamo agora,
Me ajudem nessa mágica hora,
É o fim da melancolia,
O início da alegria,
É esse o meu desejo,
Realizem o que almejo.


Então, coloque uma música alegre (não precisa ser celta, mas tem de ser uma melodia alegre que toque seu coração e te deixe feliz). Derreta o chocolate em banho-maria e misture com o creme de leite. Em um refratário, coloque o sorvete, acrescente uma camada de biscoito e por cima o creme de chocolate. Sirva em seguida e depois conserve no congelador. Para os Elementais, divida em duas taças ou pratinhos (um para os elfos e outro para as fadas) e deixe em seu altar ou em um jardim. O restante divida com sua família, amigos, etc.






Flores de balas (para ninfas, gnomos, fadas e elfos)




Em um pedaço de papel celofane, coloque no centro, uma bala de goma espetada em um palito. Em vola, coloque balinhas coloridas de goma ou confete. Feche o plástico e amarre com uma fitinha colorida. Essa é a oferenda mais fácil e deve agradar a todos os Elementais, e também as crianças humanas. Não deixe de presenteá-las também caso tenha filhos ou irmãos. Elementais adoram ver crianças felizes e só de verem os pequeninos sorrindo, eles já ficarão contentes.




Canjica (elfos)




*1/2 quilo de canjica
*3 xícaras (chá) de leite
*1/2 xícara (chá) de açúcar

Deixe a canjica de molho em água fria por 4 horas. Escorra, troque a água e leve para cozinhar em fogo brando até que os grãos fiquem macios. Quando os grãos estiverem macios, escorra a água e adicione leite, deixando ferver mais um pouco. Sirva e pratos fundos, adoçando e acrescentando mais leite (quente ou frio), se quiser.




Brigadeiro (elfos, gnomos e ninfas)



*1 lata de leite condensado
*1 colher (sopa) de manteiga ou margarina
*2 colheres (sopa) de chocolate em pó
*Chocolate granulado para decorar

Misture o leite condensado com a manteiga ou margarina e o chocolate em pó. Leve ao fogo, mexendo sempre, até desprender-se totalmente da panela (cerca de 10 minutos). Retire, passe para um prato untado com manteiga e deixe esfriar. Enrole em forma de bolinhas, passe-as pelo chocolate granulado e coloque-as em forminha de papel.




Beijinhos de coco (elfos, fadas, ninfas)




*1 lata de leite condensado
*2 xícaras (chá) de coco fresco ralado
*2 gemas
*1 colher (sopa) de manteiga ou margarina
*1 colher (chá) de essência de baunilha
*Açúcar cristal
*Confeito prateado para enfeitar (opcional)

Junte todos os ingredientes numa panela e leve ao fogo, mexendo sem parar, até se soltar da panela completamente. Despeje num prato untado com um pouco de óleo e deixe esfriar. Depois de frio, enrole os docinhos, passe-os pelo açúcar cristal, coloque-os em forminhas de papel e decore-os a gosto com confeito prateado.




Bolo de mel (ninfas, fadas, elfos, gnomos)




*1 xícara (chá) de mel
*5 colheres (sopa) de manteiga
*3 ovos
*2 xícaras (chá) de farinha de trigo
*3 colheres (chá) de fermento em pó

Bata o mel e a manteiga. Junte os ovos bem batidos, a farinha e o fermento. Despeje em forma untada com manteiga e leve ao forno regular.


quarta-feira, 26 de agosto de 2015

O que fazer com as sobras de materiais utilizados em um ritual


  Senti a necessidade de fazer este post, caso alguém tenha a mesma dúvida que ela – o que seria compreensível, afinal - . Então, depende muito do material usado no feitiço ou ritual. Se for um copo ou prato ou mesmo uma vasilha, você pode lavar e usar normalmente, como de costume. Eu sempre deixo de molho em água com sal grosso para limpar qualquer energia que possa ter ficado impregnada. Se for material descartável, como sobras de cera de velas ou incensos, pode jogar no lixo. Se for comida, pode enterrar. Eu sei que é estranho enterrar comida, mas é preferível a comer ou a jogar no lixo. Se você deu a comida como uma oferenda aos Elementais, por exemplo, precisaria da permissão deles para consumir depois, mas eu considero que uma vez dado a eles, é deles! Ou seja, você deu, está dado e ponto. Como bem se sabe, não é aconselhável comer da comida das fadas, tampouco beber da bebida delas. Caso contrário, você pertence a elas (além da vida e da morte, ou seja, entrega a sua alma a elas). Jogar comida fora é um pecado quando há tantas pessoas passando fome por aí, então, pense na melhor maneira de se livrar da comida oferecida às fadas. Muitas pessoas preferem colocar em um pratinho daqueles de aniversário e deixar num parque, ao pé de uma árvore. É uma ideia... Mas, fazer isso com muita frequência não me parece legal. O jeito é repensar nas oferendas. Eu mesma gosto mais de oferecer mel, sucos e balas aos elementais. Pois é bem mais fácil de se desfazer disso depois.

      No caso de flores, você deve deixá-las ao pé de uma árvore frondosa ou enterrá-las e pedir aos devas da natureza para transformarem aquela planta, dando-lhe uma nova vida. Isso demonstra o seu respeito e gratidão para com as ninfas. Se, infelizmente, não tiver mesmo como enterrar as flores murchas, aconselho que as enrole num jornal antes de desfazer delas. O importante aqui é ser respeitoso mesmo depois do ritual, não apenas antes ou durante ele.

   Se assim como eu, você tem o costume de dar moedas douradas aos elementais, será mais prático guardá-las num cofrinho que enterrá-las a todo momento. Elementais adoram possuir coisas. Não os veja como seres gananciosos, mas como crianças que adoram colecionar objetos. E, eles tem um carinho especial por tudo o que possuem, especialmente, se tratar-se de um presente. Por isso, eles cuidam mesmo e custam a se desfazer de qualquer pertence que possuam.
     Você pode comprar um cofrinho pequeno e consagrar para determinado elemental. Então, sempre que puder, deposite algumas moedas. Pode fazer um tipo de trato, se quiser. Propondo ao elemental, lhe dar dinheiro quando conseguir dinheiro com a ajuda dele. Mas atenção. Se estabelecer um valor, jamais vá além dele, pois os elementais são sensíveis e se ofendem fácil. Por isso, se prometeu dar cinquenta centavos, dê sempre cinquenta centavos, nem menos nem mais. Se der menos, o elemental vai achar que você está sendo pão duro, e se der mais, ele vai considerar como uma esmola. Vai entender a mente dos bichinhos... Por isso que eu nunca estabeleço um valor. Digo apenas que serão moedas douradas e ponto. Funciona bem para mim e o cofrinho dos meus bakenekos está sempre cheio. Ah! Caso você precise pegar vez ou outra, algumas moedas emprestadas, deixe bem claro que devolverá depois. Diga que é um empréstimo e que você dará outras moedas. Senão o elemental pode achar ruim. Principalmente se for um gnomo, duende ou dragão – seres egoístas e avarentos por natureza - . Nesse caso, pagar com juros seria uma boa ideia. Vantajosa para ambos (antes que pergunte onde está a sua vantagem, eu digo, o elemental pode te trazer um pouco mais de sorte em agradecimento pela generosidade, isso claro, se você explicar bonitinho para ele como funciona esse lance de juros).

       Nunca mexa no cofrinho ou no porta-joias de outras pessoas, especialmente se desconfiar que a pessoa pode ser um bruxo, afinal, nunca se sabe se ela pediu a um elemental como um gnomo ou uma fada, para vigiar tais pertences. Eu acho que já disse isso antes em A Dança Das Fadas, que fadas adoram vigiar joias das casas onde passam algum tempo.
         Contatar um elemental é como convidá-lo a ser um amigo fiel e leal, um membro de sua família. Ele sempre – ou quase sempre – estará por perto. Podendo vigiar seus pertences e sua propriedade contra gente intrusa e intrometida.
        Enquanto há os elementais que se preocupam com as coisas de seus amigos humanos como se fossem suas próprias coisas, há também aquele tipo de elemental que finge que nada vê e nada ouve... Mas não dá para arriscar, né? O preço pode ser alto. Eu, por exemplo, por mais que me sinta tentada a mexer nas coisas da minha avó, fico na minha porque já tomei cada susto!


     Jamais queime flores ou plantas! Estará ofendendo dois elementais ao mesmo tempo – Ar & Fogo - . Esses elementais têm uma certa rivalidade entre si e por conta disso não se dão muito bem. Deve ser por isso que fadas não gostam muito de gatos porque os gatos estão associados a um elemental do fogo, o Bakeneko. Eu sempre digo isso, mas é importante se lembrar, já que os elementais ficam pior que uma garota em TPM quando irritados (palavra de quem todos os meses parece possuída pelo demônio quando em TPM:p).
     Tome cuidado também para não poluir rios ou fontes, despejando certos líquidos e etc. Não vai querer ofender as ninfas das águas ou as Ondinas... O jeito é jogar chás e sucos pelo ralo da pia mesmo. Melhor que ir naquela adorável fonte do seu jardim e despejar tudo lá. ©



quinta-feira, 9 de julho de 2015

Como cuidar de sua aura e canalizar energia

     Basicamente, a canalização é a extração de energia. Não é uma prática de uso exclusivo de bruxos iniciados e pode ser realizada por qualquer um. Aliás, muitas pessoas o fazem, mesmo que, de forma inconsciente. Por exemplo, quando você está triste e passa um tempo em seu jardim ou ao lado de seu bicho de estimação, há uma troca de energias entre vocês, mas nem sempre quando extraímos energia da natureza damos algo em troca, o que é injusto.
        Antes de realizar qualquer ritual, a bruxa deve se ligar à terra e realizar a troca de energias, ou seja, devolver a Mãe Terra a energia que não lhe serve mais e que está acumulada em seu corpo, em troca de nova energia extra - você sempre deve retirar energia a mais quando for realizar um ritual, porque metade dela se esvai durante o ato mágico -. Por isso, a canalização é tão importante. Sem a energia extra da canalização, você acaba "doando" sua energia vital e se cansando mais fácil. E, dependendo da complexidade do ritual (abrir ou fechar um portal, realizar um banimento de seres ou energias negativas e pesadas, etc) pode ser perigoso. Veja bem, se estiver no meio de um ritual de banimento contra vampiros astrais, eles vão fazer de tudo para te enfraquecer e ao mesmo tempo se fortalecerem. E adivinhe só como eles farão isso? Roubando sua energia, claro! Se um dia, tiver de realizar um ritual desse tipo, aconselho que, antes, peça ajuda a um deus ou deusa bom de briga como Thor ou Badb, a menos claro que você seja um - entre aspas - "caçador"  como os irmãos Winchester (tá para nascer caçadores mais fodas).
  

Ninfas

         Cristais e plantas são ótimas fontes de canalização, mas eu recomendo mais os cristais; primeiro, porque eles são próprios para isso, e, segundo, porque, dependendo de quão negativa seja a energia a qual se está tentando expulsar pode comprometer seriamente a vitalidade das plantas e dos elementais residentes nelas (como ninfas, gnomos e fadinhas). Aliás, tem pessoas com uma energia tão ruim que só de chegar perto daquela sua plantinha, ela seca e murcha. Geralmente, magos negros, pessoas carregadas, possuídas ou atormentadas por algum espírito maligno ou entidade (espíritos assim se grudam em suas vítimas - como parasitas que são - e drenam sua energia a todo momento, deixando a pessoa sonolenta, exausta, mal humorada e/ou deprimida).
        Tem muitos bruxos que gostam de "contratar" gnomos ou elfos para cuidarem de seus jardins e hortas, o que é interessante, uma vez que esses seres levam sua tarefa muito a sério, afastando pessoas invejosas, mal intencionadas ou ladras de sua área, com beliscões, arranhões, tapas, mordidas e o que mais eles puderem fazer. Muitos, podem ainda convocar insetos (formigas, abelhas, etc) para expulsar o invasor ou pessoa indesejada (é neguinho, vai entrando assim no jardim e uma bruxa, não!), mas ele nunca atacam o dono da casa ou a pessoa que os contatou, a menos, é claro, que este invente de destruir o jardim. Eu nunca consegui subornar um gnomo para ser meu jardineiro e os elfos que conheço são meio preguiçosos!
     Como nem sempre é possível contar com a colaboração de um elemental, você pode sempre recorrer aos bons e velhos cristais. Experimente colocar ao menos um em cada vaso de planta... Se devidamente consagrado, ele pode proteger e fortalecer a planta, além de aumentar o poder da ninfa, fauno ou o que seja que habite as plantas, arbustos e árvores de sua casa.
        Já num ritual, você usar um daqueles cristais que vem com um cordão, próprio para usar no pescoço durante essas ocasiões; ou colocar um cristal em cada direção (Leste é Ar, Oeste é Água, Sul e Fogo e Norte é Terra) correspondente aos 4 elementais, no círculo mágico. Ou ainda, pode canalizar energia diretamente deles, mas creio que funcione melhor se os cristais ficarem presentes na hora X.

Vamos falar um pouquinho de aura?

Nicole Kidman em Da Magia à Sedução

 

    Também é possível canalizar energia de outras pessoas. Basta tocá-la ou estar de posse de algum objeto pessoal dela (seria perfeito algo que a pessoa use com frequência como um anel, uma pulseira, um brinco, etc). Lembrando que você deve ter a permissão da pessoa, caso contrário, você estará roubando a energia dela, e bruxos do bem jamais tomam algo sem permissão. No momento em que você escolhe roubar energia dos outros, uma "sombra" enfraquece sua aura. Lembra quando a Branca decidiu dar uma de pagar Regina (sim, estou citando OUAT) na mesma moeda e uma mancha negra surgiu em seu coração? É quase a mesma coisa. 
         Todos nós temos uma aura quase tão luminosa quanto a das fadas. Porém, essa luz é visível apenas aos seres espirituais ou aos bruxos que tem o dom de ver auras. Quanto mais praticamos o bem (ou seja, ajudamos os outros e a nós mesmos e procuramos nutrir apenas bons sentimentos como o amor, a compreensão e o perdão) mais iluminada e forte fica a luz de nossas auras. E os seres de luz como anjos e fadas se sentem atraídos por pessoas assim e querem estar sempre por perto, orientando, protegendo e guiando-as para que sua luz não se apague. 
         Já os seres ruins que tem pouca ou nenhuma luz não suportam tanta "luminosidade" e saem correndo como o diabo foge da cruz.
          Manter uma aura iluminada não é uma tarefa fácil. Somos humanos e sempre somos postos a provas e vencer as tentações é difícil. Quando sentimos raiva de alguém, a luz de nossas auras se enfraquece... Quando perdemos a humildade e nos tornamos vaidosos ou orgulhoso - Vaidosos a ponto de nos acharmos melhores que os outros; e, Orgulhosos a ponto de, mesmo reconhecendo nossos erros não termos a humildade de pedir perdão -, tudo isso faz nossa luz se apagar aos poucos.
          Um humano sem luz é como uma fada sem asas ou uma sereia sem cauda... Um ser inquieto, sem brilho, sem paz, sem amor e alegria de viver. Alguns, quando perdem sua luz ou "suas asas" tornam-se maus, frios, vaidosos (no pior sentido da palavra) e rancorosos. Outros, mais sensíveis, se sentem tão vazios e incompletos que acabam tirando a própria vida... Atiram-se de um penhasco, crentes de que que, no último instante suas asas surgirão e se libertarão, mas tudo o que encontram ao fim da queda é frio, escuro e vazio... E depois disso o que vem é pior. Por isso, não importa qual seja o seu problema ou quão profunda seja a sua ferida, nunca desista de sua vida! NUNCA! Viver é um privilégio e muitos anjos e fadas dariam qualquer coisa só para serem humanos e sentir alguma coisa de vez em quando... Recupere suas asas! Recupere sua luz! Há tanta coisa bonita lá fora...


    E como recuperar a sua luz? Em primeiro lugar, afaste de sua mente, de seu coração e de sua vida tudo o que lhe causa dor, raiva ou aborrecimento. É um objeto? Jogue-o fora. É o colégio? Procure um que seja mais agradável. É o trabalho? Arranje outro. O marido, a namorada? Arranje um amante! Brincadeirinha! Haha. Avalie a situação e se houver mais contras que prós, se separe. Para que continuar ao lado de alguém que não te faz mais feliz? Isso é tolice!
          E quanto ao ex e/ou amor não correspondido, doí? Doí! Mas certas coisas, simplesmente não são para ser. Tenha um pouco de amor próprio! Saia com os amigos, conheça pessoas interessantes e PARE de perseguir seu ex! Puxa! Como é que você vai esquecê-lo, vigiando a timeline dele no Face? Aí, fica difícil. Fora que é masoquismo!
          Aprenda com seus erros e tente não cometê-los na próxima! É simples! Como andar de bicicleta... Você cai, às vezes. Mas é só levantar e seguir em frente, mais atento. Nem tudo é o fim do mundo! Adolescentes são muito emotivos e exagerados - eu pelo menos, fui assim -. Terminou com o namorado, quer morrer! Brigou com a BFF, quer morrer! Ficou sem mesada ou de castigo, quer morrer! Falta de vir aqui levar uns puxões de orelhas da tia Dani! Hunfp! >:/
         Qual o problema com essa geração que é tão pouco otimista? É falta de fé numa crença maior como num deus ou deusa. Tenho observado que pessoas que não adoram (adorar é mais que acreditar, é louvar, é honrar, glorificar) nenhum deus ou deusa são mais infelizes e sem esperanças - claro que nem todo mundo é assim, mas muitas pessoas o são - de um amanhã melhor. Por isso, escolha um deus ou deusa que lhe agrade, que tenha ficha limpa (alguns deuses como Zeus e Apolo tem um histórico muito sombrio e violento, por isso, sempre pesquise melhor as mitologias antes de contatar qualquer deus ou deusa para não tomar um susto depois) e que lhe inspire confiança (vale Jeová - o deus cristão) e bora ter fé! E se em qualquer momento decidir que a Wicca não serve para você, de boa... Existem outras religiões e cada um sabe o que é melhor para si e o que lhe faz bem. Eu me sinto bem na Wicca e funciona para mim. O importante é você se sentir bem consigo mesmo.


Como canalizar energia

    Provavelmente, você vai encontrar inúmeras formas de canalizar energia - algumas fáceis, outras não tão fáceis - e todas são válidas, mas vou deixar um exemplo aqui. Lembrando que você mesmo pode criar sua base para isso.
      Canalizar energia exige a habilidade de Visualização (pode-se ativá-la através de prática constante, abrindo o seu 'terceiro olho' ou ainda, com o auxílio de um elemental - uma kitsune seria perfeita para isso), portanto, se você ainda não domina essa técnica, recorra aos cristais que bem mais fáceis de manipular.

1 - Inspire e respire até relaxar.
2- Se for um objeto, segure-o com força e visualize a energia dele indo para você (no caso de o objeto pertencer a outra pessoa, pense nela e em qual energia em particular dela você deseja absorver, Força, Alegria, Poder, etc).
    Pode visualizar a energia em uma cor particular. Por exemplo, pode visualizar a Força na cor vermelha e o Poder na cor roxa ou preta.
        Tente sentir a energia fluindo através de você.
Se for experiente ou "sensível" sentirá o efeito da energia sob você, tão logo a absorva.
       Só tenha cuidado quando for absorver a energia de certas pessoas, porque, dependendo da quantidade que você absorver, essa energia pode demorar algum tempo (às vezes, semanas) antes de se esvair por completo de seu corpo. Pegar energia de alguém é como pegar roupas íntimas emprestadas, por isso, cuidado! Pense em que tipo de energia você não gostaria de sentir circulando em seu corpo. 
     Se a pessoa que lhe "doar" energia for uma pessoa desequilibrada (se estiver em desarmonia com os elementos ou depressiva, etc), você sentirá os efeitos disso em você. É uma consequência, um preço a se pagar. Tem suas vantagens e suas desvantagens. Acho que a única vantagem - além da proposta inicialmente - é que, assim como você absorve o pior da pessoa, também, pode absorver o seu melhor. Por exemplo, se ela tem o dom da clarividência, enquanto a energia dela estiver circulando por seu corpo, será possível que você ouça vozes ou veja ou sinta coisas. Mas isso, só enquanto  energia dela estiver em você.

3- Para canalizar energia da terra, coloque suas mãos sob o solo e "puxe" a energia, visualizando a entrar em seu corpo a cada inspiração. Se quiser se livrar da energia, é só fazer ao contrário e, o invés de visualizar que está absorvendo-a, visualize que está entregando-a a terra, mentalizando que os excessos estão se esvaindo de seu corpo e você se sentirá mais leve.

4- Também é possível absorver energia através do Ar, o Prana. Basta ficar ao ar livre e inspira e respirar várias vezes enquanto visualiza que está absorvendo a mais pura energia.

     No fim, canalização não é um nenhum bicho de sete cabeças e é tão simples que espanta! ©