quarta-feira, 1 de julho de 2020

Poderes dos Gnomos & Duendes

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Populares no folclore europeu, os gnomos e duendes, aos poucos, tem se destacado por aqui, também, quer seja em contos ou relatos. 
          Com uma aparência inconfundível e travessos por natureza, estes seres, representantes do Elemento Terra, são muito poderosos.


Os poderes dos Gnomos


  1. Força sobre humana: Mesmo sendo pequenos, eles podem suportar mais que o dobro de seu peso, então, é melhor não irritá-los.
  2. Velocidade: Essa parece ser uma habilidade comum entre todos os seres elementais, portanto, não seria diferente com os gnomos. Só para se ter uma ideia, eles podem ser tão velozes quanto o vento.
  3. Conhecem as propriedades das plantas: Pode parecer bobo, mas, não é. Ter o conhecimento sobre todas as propriedades medicinais, tóxicas e mágicas das plantas, torna os gnomos, grandes mestres de poções poderosas. Geralmente, eles usam seu conhecimento para o bem e costumam ajudar os humanos que os tratam bem e que precisem de sua ajuda.
  4. Teleporte: É a maneira mais comum de se viajar entre as dimensões, sendo, também, um poder comum entre a maioria dos Elementais.
  5. Domínio onírico: É a forma mais segura para os gnomos se comunicarem conosco, uma vez que eles ainda duvidam de nossas boas intenções. Eles sempre nos trazem mensagens importantes que devemos prestar a atenção.
  6. Telecinesia: Eles usam esse poder com moderação, especialmente quando em nossa dimensão, para não entregarem sua presença, mas, normalmente, é sempre com boas intenções, como nos fazer encontrar um objeto perdido ou nos afastar de um perigo (ele poderia te empurrar para trás, caso, você estivesse prestes a pisar em falso e cair em um buraco, por exemplo), ou, para mover algum tempero para a sua panela, já, que eles amam culinária e gostam de ajudar quem é atrapalhado na cozinha. Dizem que eles podem ensinar os humanos a cozinharem se eles permitirem.



Os poderes dos duendes



  1. Força sobre humana: Assim como os gnomos, os duendes são dotados de grande força física, o que garante que eles sejam bons de briga.
  2. Velocidade: Podendo se locomover tão rápido quanto o vento, você não vai querer apostar uma corrida com eles.
  3. Teleporte: É a maneira mais comum de se viajar entre as dimensões, sendo, também, um poder comum entre a maioria dos Elementais.
  4. Conhecem as propriedades das plantas: Ter o conhecimento sobre todas as propriedades medicinais, tóxicas e mágicas das plantas, torna os duendes, grandes mestres de poções poderosas.
  5.  Super salto: Com pernas curtas ou não, esses seres pouco amistosos, são ótimos saltadores e utilizam esse poder a seu favor quando em combate.
  6. Telepatia: Além de poderem se comunicar por telepatia, os duendes podem ouvir nossos pensamentos e colocar imagens em nossa mente, nos ludibriando dessa forma e nos atraindo para ciladas. Por exemplo, um duende malévolo pode te atrair para a beira de um penhasco ou para o meio de uma avenida movimentada, te fazendo acreditar que você está indo para um lugar mágico e cheio de fadinhas fofas.
  7. Domínio do campo onírico: Os duendes também podem te atacar quando você se encontra mais vulnerável (dormindo) e te proporcionar pesadelos terríveis e realistas, que te farão ficar com medo de fechar os olhos outra vez.
  8. Telecinesia: Não bastassem todos os poderes citados acima, os duendes, também, podem mover as coisas com a força da mente, fechando e abrindo portas conforme sua vontade, ou agindo como verdadeiros poltergeists e atirando objetos por toda parte.
  9. Teleportar objetos: Só por diversão, duendes podem fazer um objeto que estava em um lugar, aparecer em outro lugar inesperado.
  10. Pressentem o perigo: Não é raro no folclore, relatos desses seres avisando através de batidas ou assovios, os mineradores sobre os riscos de desabamentos e, assim, evitando que muitos deles encontrassem seu fim iminente.
  11. Podem causar doenças: Paralisia está entre o mal mais comum que os duendes podem causar a um ser humano, mas, acredita-se que eles são capazes até de matar, então, cuidado com eles.©

domingo, 14 de junho de 2020

Duendes do Folclore Português

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 Maruxinho


Fonte:

Os Maruxinhos são seres encantados do folclore do norte de Portugal no concelho de Chaves. São uma espécie de duendes que vivem nas ruínas de velhos castros ou nas grutas subterrâneas que passam por baixo das aldeias. Os maruxinhos são de pequena estatura, franzinos, tem o rosto enrugado e os olhos vivos, são orelhudos e possuem garras em vez de mãos. Os Maruxinhos são considerados seres espertos e matreiros que escondem-se em qualquer fresta.

Ainda é usada a expressão "És fino como um maruxinho!". para dizer que uma pessoa é esperta e matreira; ou que é miudinha e esguia, e em qualquer frincha se esconde. 




Olhapim


Os olhapins são seres do folclore popular português. São muito baixinhos, por isso também são chamados de anaios. São uma espécie de espíritos, duendes ou assombrações.
Os olhapins têm quatro olhos, dois para a frente e dois para trás por isso olham para todo o lado. Diferem dos olharapos por serem muito pequenos e os olharapos serem gigantes.



Fradinho da mão furada


 O Fradinho da mão furada é uma personagem mítica de uma das lendas portuguesas, uma espécie de duende caseiro. É um ser que tanto concede favores e benefícios como engana e prega partidas. Tem na cabeça um barrete encarnado, entra nos quartos de dormir, durante a noite, através do buraco da fechadura das portas e escarrancha-se à vontade em cima das pessoas, frequentemente causando grandes pesadelos.



Insonho

O Insonho ou pesadelo é um espírito do folclore português que pode ser tanto masculino quanto femino. Na cabeça tem uma carapuça que quando alguém consegue arrancá-lo, ele foge para o telhado e é obrigado a dar todo o dinheiro que lhe pedem até ele conseguir recuperar de volta a carapuça. O insonho tem uma mão muito pesada, "é um bicho que vem tapar a boca de quem está a dormir, mas como tem a mão furada não deixa morrer abafado".



João Pestana



O João Pestana, uma entidade mítica do sono, é um personagem da mitologia portuguesa. O João Pestana é o sono a chegar, um ser muito tímido e assustadiço que chega devagar quando está tudo silencioso, foge ao mínimo barulho. Quando ele chega os olhos fecham-se as pestanas juntam-se, por isso nunca nenhuma criança o viu. É equivalente ao Pedro Chosco, que deita nos olhos das crianças um grãozinho de areia para elas dormirem, e ao Sandman inglês. O João Pestana é tema frequente nas canções de ninar e nas rimas infantis.

O João Pestana é sempre aguardado com ansiedade, contrariamente a outras entidades malévolas e assustadoras do sono como a Maria-da-Manta e o Insonho. 


sábado, 13 de junho de 2020

Propriedades dos Cristais e Pedras

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Os cristais e as Pedras podem ser usadas para diferentes propósitos, como proteção, ancoragem, atrair amor, prosperidade, boa sorte, entre outras coisas. Antes de utilizá-los, no entanto, é necessário limpá-los, energizá-los e programá-los. Você pode clicar aqui para saber como fazer isso. A seguir, veja alguns delas:



Ametista


Pedra com propriedades curativas. Recomendada especialmente para quem está precisando se sentir mais motivado, afiar sua intuição, ou melhorar a capacidade de memorização.

Ágata Preta


Estimula a coragem, eleva a auto estima, e favorece o reconhecimento. Protege contra perigos físicos. Traz equilíbrio e estabilidade.

Citrino


Simboliza a luz do sol nascente, é ideal para ser usado no início de um novo projeto. Ajuda na realização pessoal, e a encontrar nosso verdadeiro lugar no mundo. Também protege contra Vampiros Energéticos.

Calcita Azul


Favorece a comunicação e equilibra as emoções, além de afastar as energias negativas.

Olho de Tigre


Protege contra a magia negra e o mau olhado. Atrai boa sorte e abundância. Recomendo principalmente para pessoas que necessitem de uma forte proteção espiritual.

Ônix


Atrai poder e realização pessoal.  Protege contra o mau olhado. Limpa o ambiente das impurezas astrais e também a aura de seu usuário. Ajuda a abandonar manias e vícios. Diminui a melancolia e a depressão, repele ataques espirituais, e traz auto controle.

Opala


Acalma as emoções, atraindo amor e paz. Desperta a intuição e ajuda na resolução de problemas. Desperta o dom da visão espiritual, fortalece a mediunidade. Restaura a paixão nos relacionamentos. Nos torna "invisíveis" para as forças das sombras, clareia pensamentos, diminui a timidez e purifica a aura.

Quartzo Verde


Traz equilíbrio emocional, saúde, afasta vampiros energéticos, recicla as energias, e traz boa sorte. Ajuda a acalmar os pensamentos, purifica a energia dos ambientes.


Quartzo Azul


Traz autoconfiança, facilitando a comunicação. Reduz o estresse e ajuda a combater a depressão e as crises de pânico. Auxilia na meditação e facilita a conexão com os anjos. Traz disciplina e serenidade. Afasta o medo e ajuda a harmonizar a mente.


Quartzo Rosa


Possibilita a cura interior, traz harmonia e paz em relacionamentos e ao ambiente familiar. Repele as energias negativas.


Quartzo Branco


Amplia e purifica as energias das pessoas e ambientes, age como canalizador, e pode ser deixado próximo dos outros cristais para aumentar os poderes deles.


Selenita


Fortalece a espiritualidade e aumenta o contato com guias e mestres espirituais. Purifica a energia do local, das pessoas, e até de outros cristais.

Sodalita


Ativa a percepção e desperta a intuição, aumentando a conexão com nosso Eu Superior. Ajuda na meditação, acalmando o pensamento e induzindo facilmente ao estado de transe. Fortalece o intelecto.


Turmalina Negra


Neutraliza todas as formas de magia negra e todos os tipos de feitiços e ataques psíquicos, além de afastar o mau olhado e purificar nossa energia, nos ajudando a encontrar soluções para problemas difíceis. ©

Como limpar e programar cristais

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Os Cristais são ótimos para ajudarem na ancoragem de Elementais, atraírem sorte, amor, força, prosperidade, proteção, entre outras coisas. Cada um possui uma ou mais propriedades e você deve conhecê-las antes de programar seus cristais para que eles façam exatamente o que espera que façam.
           Você tratar seus cristais com cuidado e respeito porque alguns elementais como os Gnomos costumam fazer deles, suas moradas. Inclusive, há uma crença antiga que diz que se você encontrar uma pedra ou cristal que tenha um furo, e esse furo tenha sido provocado de forma "natural" e não por outra pessoa, esse seria um cristal das fadas, habitado por uma delas, e poderia ser usado para se comunicar com elas. Outro cristal que possui a fama de ser habitado por seres elementais é o belo quartzo fantasma.
            

Como limpar seus cristais


 Água e sal grosso

 Encha uma tigela de vidro com água fria e acrescente dois punhados de sal grosso (serve comum). Com cuidado, coloque os cristais no fundo da tigela, e deixe-os de molho por vinte quatro horas se for a primeira vez que os limpa, caso contrário, deixe apenas por três horas.
         Infelizmente, nem todos os cristais são resistentes, então, esse método deve ser adotado com cautela, se possível, faça só na primeira vez que adquirir o cristal, e isso se ele não for frágil como a Turmalina, a Selenita e a Hematita.

Leite

Se você preferir pode fazer usar leite em vez de água salgada. Em uma tigela de vidro, coloque um pouco de leite (pode acrescentar água se quiser), e com cuidado, coloque os cristais no fundo da tigela, também, pode colocá-los antes. Como no método anterior, deixe-os de molho por vinte e quatro horas se for a primeira vez, caso contrário, no máximo por três horas. Recomendo que misture água no leite porque a primeira vez que fiz só com leite, os meus cristais ficaram desbotados.


Água da chuva

Sem dúvida, essa é a forma mais fácil de limpar seus cristais, os colocando na chuva para que fiquem livres de todas as impurezas. Apenas tome cuidado para eles não serem levados pela chuva.


Luz solar e lunar

Deixe seu cristal exposto ao ar livre por vinte quatro horas para que tome a luz solar e lunar.


Defumação

Se tiver um incenso, passe os cristais pela fumaça dele, visualizando que ele está ficando livre das impurezas.



Como energizar os cristais

 
Depois de realizar a limpeza do cristal, é recomendado energizá-lo. É como se você fosse recarregar as baterias dele. Veja diferentes formas:
  • Luz do sol: deixar o seu cristal exposto à luz do sol é uma boa forma de energizá-lo. Prefira colocá-lo sobre a luz da manhã, que é mais suave e procure saber qual é o tempo exato que o seu cristal precisa de sol para se energizar, alguns precisam de horas e outros só podem ficar poucos minutos expostos ao sol.
  • Luz da lua: a luz da lua também a ajuda a energizar. A lua possui uma energia mais feminina, delicada, sensitiva. Portanto, pode deixar o seu cristal tomar um banho de lua pela noite toda, de preferência na lua crescente ou cheia.
  • Terra: os cristais vieram da terra portanto podem ser recarregados quando em contato com ela. Você pode enterrar os seus cristais no seu quintal ou num vaso de planta, mantendo-o lá por 24 horas ou pode simplesmente colocá-lo no chão por algumas horas que ele também energiza.
  • Com as mãos: você mesmo pode energizar o seu cristal: coloque-os entre as mãos e vá girando até que ele aqueça. Em seguida, inspire profundamente imaginando uma luz branca entrando por suas narinas até o seu pulmão e expire essa energia em cima do seu cristal.


Como programar seu cristal

 

Com a ajuda dos Quatro Elementos 
Você precisará de:

➹Uma vela branca comum (representando o Fogo)
➹Um incenso (representando o Ar) com a energia que corresponda ao seu intento, por exemplo, se você deseja atrair prosperidade, deve usar o incenso de canela; se deseja atrair amor, o incenso de rosa (vermelha para paixão). Se preferir, pode utilizar uma pena em vez de o incenso, é mais prático se você não tem um a mão ou se já trabalha com os Silfos.
➹Uma tigela pequena de vidro com água (representando a Água)
➹Um pires com sal ou terra (representando o Fogo)

Como fazer:

Acenda a vela e o incenso. Pegue o cristal e passe-o pela fumaça do incenso (caso tenha optado pela pena, passe a pena nele) e diga:

"Com a energia dos Silfos e do Elemento Ar, eu consagro você".

Passe o cristal pela chama da vela rapidamente e com muito cuidado para não queimá-lo ou se queimar. Pode só aproximá-lo se preferir. Diga:

"Com a energia das Salamandras e do Elemento Fogo, eu consagro você".

Aproxime o cristal da tigela com água e o mergulhe nela ou pode aspergir um pouco de água sobre ele, se preferir. Diga:

"Com a energia das Ondinas e do Elemento Água, eu o consagro".

Aproxime o cristal do pires e jogue uma pitada de sal ou terra sobre ele. Diga:

"Com a energia dos Gnomos e do Elemento Terra, eu o consagro".

Agora, aproxime o cristal do seu rosto e diga-lhe com firmeza:

"Em nome da Divindade, eu o consagro para realizar a minha vontade".

A seguir, você deve dizer ao cristal o que ele deve fazer. Se ele é próprio para atrair sorte, é sorte que você deve pedir ou algo semelhante, por exemplo: "sorte no amor, sorte no dinheiro, sorte nos estudos, etc".  Consulte antes o significado de cada cristal antes de programá-los.
       Finalize, dizendo com determinação:

"Se é a sorte que almejo, então, seja realizado meu desejo".

Deixe o cristal entre os objetos que usou para o ritual, ou, então, no pires junto com a terra (só recomendo se for terra porque o sal pode desbotar o cristal) até que a vela termine de queimar. Depois, você pode enxaguar seu cristal na água da torneira ou limpá-lo com um paninho, caso tenha sujado com terra, e usá-lo normalmente.


Com que frequência deve limpar o cristal?


Eu recomendo que o limpe uma vez por mês, e que tente escolher métodos menos agressivos, a menos que seu cristal sirva como proteção, porque nesse caso, ele, com certeza, absorverá muitas energias negativas.


O que fazer quando o cristal quebrar?


Quando um cristal se quebra, é porque ele já cumpriu sua função. Nesse caso, você deve enterrá-lo e não jogá-lo no lixo. Se vários de seus cristais quebrarem, mesmo sendo novos e estando longe do alcance de pessoas e animais, pode significar que a energia está muito pesada, nesse caso em particular, eu recomendo que tente utilizar outro método para realizar seu intento, ou tente um cristal mais potente como o Olho de Tigre, que atua contra as forças das trevas e contra a magia negra. ©

terça-feira, 2 de junho de 2020

Minha experiência com a Regressão à vidas passadas

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Boa noite, queridos leitores! Como estão? Está um friozinho gostoso aqui, e a neblina ocultou os prédios que ficam em frente à minha casa. Fico imaginando que delícia morar em um daqueles apartamentos agora, olhar para baixo e só ver névoa, como se as fadas estivessem voando por ali. Rsrs.
        Nem todos escolhem ter um dom, ou, pelo menos, acreditam que não... No entanto, nunca se sabe se essa foi uma decisão nossa no momento da reencarnação. Já li algumas histórias espíritas onde algumas pessoas escolheram ter esse dom para ajudarem outras pessoas e almas sofredoras. É nobre e digno de admiração, e aposto que quando estamos desprendidos de nosso corpo físico e nos damos conta da grandeza do universo e de Deus, nos sentimos suficientemente elevados para pensarmos assim e nos disponibilizarmos a ajudar os outros, mas quando retornamos para esse plano existencial, não somos capazes de nos lembrar o que planejamos e tudo o que resta é aquele sentimento lá no fundo de nossos seres, que muitos chamam de consciência, nos lembrando que devemos nos importar e fazer algo. Infelizmente, nem sempre ouvimos nossa consciência.
             Pode parecer que a reencarnação fere o livre arbítrio, mas eu a vejo como Causa e Consequência, você colhe o que planta, e depois, se cuidou bem de sua plantação, terá uma colheita farta, mas, caso contrário, terá de correr atrás do prejuízo. Reencarnação é isso.
                Às vezes, você sente mais dor do que acha que pode suportar, mas se olhar para trás, pode ser que você se assuste com o que verá. Não significa que todos que sofrem merecem sofrer. Lembro que li - também é um livro espírita - sobre uma moça que já tinha alcançado sua evolução espiritual e não precisava mais retornar para a Terra, mas ela escolhia voltar, ainda assim para ajudar outras pessoas a evoluírem, e ela sempre escolhia as encarnações mais sofridas. Quem sabe não é o seu caso? Talvez, você tenha um papel bonito e importante a desempenhar na vida de alguém próximo ou não a você. Talvez, você só precise superar sua própria dor e olhar para além de você... É claro que é preciso discernimento e MUITA iluminação para compreender essas palavras, porque, nesse mundo, infelizmente, existem pessoas que não querem ser salvas e, bem... Se martirizar por elas não irá salvá-las, só encurtar sua jornada aqui e aumentar a dívida cármica delas.
                  Você pode se desviar da programação escolhida para sua jornada nessa vida - livre arbítrio - e seguir uma rota completamente oposta à prevista e isso só resultará em dois resultados: O primeiro pode te levar ao resultado que pretendia alcançar na trilha programada, ou, seja, você tomou um atalho, mas chegou ao destino previsto.
               O segundo te leva a um caminho que pode atrasar seu aprendizado e fazer com que você se sinta frustrado e arrependido tanto NESSA vida quanto na outra e nos pós vida. Não estou brincando! É o caso de gente que se suicidou só para depois descobrir que poderia ter superado seus problemas e encontrado algo lindo que daria sentido a tudo. E como para cada ação há uma reação, ao tomar uma decisão assim, você alterará a rota de outras pessoas que também tinham algo para aprender com você ou te ensinar.
                   Você ficará tão perdido e arrependido que o que puder fazer para reparar seu erro, você fará, nem que isso inclua, viver só para salvar vidas em uma próxima encarnação... Como um tipo de Peter Petrelli (Heroes). As pessoas vão te admirar é verdade, mas, esse caminho é perigoso também porque, na ânsia de salvar cada vida como se salvasse a própria, você se matará aos poucos. É bonito e nobre ser um tipo de herói moderno, mas não se mate, salvando os outros. Permita que mais alguém te ajude a fazer isso, porque, talvez, sua próxima encarnação pode te ensinar a precisar dos outros... 
                    Obsessores são um caso interessante e renderiam um post enorme sobre, mas resumindo, eles são tão vítimas quanto algozes. Podemos esquecer o mal que fizemos aos outros - nessa vida e em outra -, mas eles nunca esquecem e, dificilmente perdoam. Espíritos podem ficar presos ao ódio, à dor, e a sensação de impotência e impunidade, e podem levar mais tempo para aceitarem a reencarnar enquanto o oposto pode acontecer com quem os machucou, que pode até ter se arrependido e aceitado passar por algo semelhante em uma encarnação futura para sentirem na pele o que fizeram ao outro. Já, suas vítimas, ainda presas ao medo e à dor, acabam sendo atraídas até seu antigo algoz - já que só pensam nele - e quando o veem, independente da forma que tenha nessa encarnação, sempre o reconhecem. E o que acontece se elas veem alguém que as machucou tanto, vivendo plenamente? Isso as revolta e, muitas vezes, oferecem uma chance de retaliação. Assim, surgem os obsessores.
               Alguns obsessores só querem que quem os feriu, sintam sua dor e, em geral, quando isso acontece, eles se dão por satisfeitos e se afastam. Outros, no entanto, ainda querem mais e mais. O que você pode fazer nesse caso, é orar por eles porque a dor e o medo os cegou a ponto de acreditarem que se se permitirem ser bons novamente, se tornarão vítimas novamente.
                 Os dons espirituais podem se tanto uma bênção quanto uma maldição, dependendo de como você lida com eles, como utiliza esse dom e, o principal, de sua energia.
                    Eu fiz algumas regressões e elas foram muito intensas. Quanto mais eu volto ao passado, mais percebo que todas as vezes em que fui uma moça ingênua e sonhadora, mais as pessoas - especialmente homens - me humilharam e me fizeram sofrer muito. Era visível a injustiça nisso e teve vezes em que eu parei e pensei: "mas eu fui praticamente uma santa, por que isso?", logo depois me peguei pensando: "tomara que esse verme infeliz que me machucou, esteja ardendo no inferno". Isso se encaixou perfeitamente às vidas seguintes, onde eu sempre era boazinha demais em uma vida, aí, na seguinte, eu era a femme fatalle, tão linda quanto malvada, disposta a brincar com os corações dos homens, mas, independente do quão fria, cruel, esperta e desapegada, eu tentasse ser, ainda morria pelas mãos de um homem. Por que?
                Então, eu passei a ser a mulher que só queria curtir ao máximo, sem se preocupar com o amanhã, mas, o resultado seguia o mesmo... Morta por causa de um homem. Não era um homem específico - pelo menos, eu acho -, tipo... Em uma vida, eu me casei apaixonada e tive um filho, mas, meu filho morreu, ainda criança, e meu marido não se importou tanto quanto eu, se preocupando mais com seus negócios, eu definhei, e vi que, mesmo no meu velório, ele não derramou uma só lágrima.
                Em outra vida, eu fui uma moça inconsequente, que acabou se tornando uma prostituta e estuprada em um carro, esfaqueada e depois, jogada para morrer sozinha em um beco escuro. Daí, vem meu medo de carro, de becos e escuro. O mais interessante é que tenho uma mancha de nascença onde eu teria sido esfaqueada. Pelo menos, quando morri nessa encarnação, o espírito da minha avó - que era uma pessoa muito querida -, veio me buscar e eu me lembro de que a abracei e me senti feliz e segura em seu abraço.
                     E na última vida que eu vi e que descobri ser a causa para eu detestar echarpes, colares e qualquer coisa em meu pescoço, além de me sentir insegura quando avisto grupos masculinos, eu era uma moça muito bonita, que me envolvi com um criminoso e achei que traí-lo era uma boa ideia. Pois é... Juízo zero. Ele descobriu, invadiu minha casa, com pelo menos mais quatro homens enquanto eu estava com meu amante, e quando fui até sala, eu vi aqueles homens nojentos, sentados no meu sofá, fazendo gestos obscenos e dizendo coisas nojentas. Meu amante foi espancado e morto na minha frente, e eu, enquanto lutava por minha vida e tentava em vão escapar, só tive tempo de pegar uma faca e correr para os fundos. No desespero para não ser violentada e depois assassinada, eu mesma decidi me matar e cortei minha garganta. Não morri tão rápido quanto pensei que morreria. Senti muita dor e agonia enquanto sentia meu sangue vazando. O pior foi ver aqueles homens rindo da minha dor, principalmente aquele que era meu namorado. Talvez, eu esteja expondo minha verdadeira identidade ao contar esse último relato, mas eu sinto que devo e um amigo me disse para seguir minha intuição.
                Analisando essas vidas em seus mínimos detalhes, eu entendi que não posso reclamar da minha situação atual, porque é como um descanso para minha alma, porque eu sempre fui muito intensa em minhas encarnações, e nem sempre aproveitei como deveria, minha infância e adolescência. Eu acho que foram poucas as vezes em que deixei que alguém realmente tomasse conta de mim, que confiei e que só vivi um dia de cada vez. Tudo isso gerou uma ansiedade que tenho hoje e que diz: "todos estão casando, tendo filhos, conquistando coisas, e você está ficando para trás". Por mais difícil que seja, eu entendo e estou me esforçando - por todas as mulheres que fui no passado - a não me desesperar nem correr atrás de um casamento que sei que não me fará feliz, ou, filhos, que sei que não preencherão meu vazio. Minha missão nessa vida é só descansar e quebrar o ciclo, porque é na próxima vida que o bicho vai pegar.
                 Agora, eu só preciso entender, perdoar, me curar emocionalmente, e orientar outras pessoas que, como eu, também se sentem perdidas e deslocadas por aqui. E, Deus é bom e sábio. Eu tive a chance de encontrar uma antiga amiga (dessa vida que citei por último) e, embora, eu não tenha sido suficientemente madura para tratá-la como ela merecia, ainda mais, quando novamente ela precisava de mim, eu sinto muito carinho por ela e desejo do fundo do meu ser que ela se cure e seja feliz com a pessoa que ela escolheu para viver ao seu lado. Que Deus a ajude, a cure e a abençoe, e que quando eu a encontrar novamente - nessa ou em outra vida -, eu possa ter a honra de ser a amiga que ela merece.
                  Eu também refleti sobre certas pessoas que Deus insiste em fazer voltarem a minha vida e, por mais que eu sofra porque sempre acho mais fácil mandá-las sumirem da minha frente, eu sei que preciso amadurecer e encará-las nos olhos, mesmo que isso me assuste e me machuque, porque, pode ser minha chance de reparar qualquer coisa que eu possa ter feito em uma vida anterior ou, mesmo nessa. Mas, não é fácil quando algumas pessoas preferem esfregar na sua cara que você errou em vez de só tentarem ouvir o que você tem a dizer sobre isso. Todos temos nossa parcela de culpa. Ninguém é inteiramente bom ou mal. Aquele homem tão frio que foi meu marido na vida passada e que não derramou uma lágrima por mim... Quem sabe se eu voltar mais, não descubra que uma vida mais antiga, fiz pior com ele, ou, talvez, eu soubesse que ele seria uma alma difícil e tenha escolhido ajudá-lo... Muitas possibilidades. Entendem que não é tudo preto no branco? Espero, sinceramente que esse post os ajudem a refletir sobre suas próprias vidas e que lhes dê força e ânimo para seguirem.
               Minha empatia sempre esteve presente, mas aflorou principalmente quando cheguei à fase adulta. Não vou mentir e dizer que é o máximo saber como algumas pessoas se sentem porque não é. A impressão que tenho é que sou como uma esponja, sempre absorvendo a dor de todo mundo. Não é legal. Eu sempre fujo das pessoas depressivas porque a dor que elas sentem, me engole como um buraco negro, e eu termino sofrendo por elas e por mim que não posso ajudá-las. Então, me sinto de mãos atadas. Ainda estou tentando encontrar uma forma de chegar às essas pessoas sem me machucar. Eu mesma, já sou uma alma muito ferida, e tenho de aprender a lidar com minha própria dor e insegurança. Eu disfarço bem, mas sou tão insegura e medrosa, que ainda acho que o lugar mais seguro do mundo é no meu quarto, embalada pelas canções felizes que ouço. Não vou quebrar essa bolha porque como disse anteriormente, eu já vivi demais, é hora de descansar e me permitir ser apenas a parte sonhadora e doce, que infelizmente, não pude ser anteriormente.
                    Eu ia falar sobre como comecei a Viajar Astralmente e como isso funciona para mim, mas deixarei isso para o próximo post para esse não ficar tão extenso. Não temos um canal no You Tube porque nenhuma das autoras se sente confortável para mostrar seus rostos para uma câmera. Gostamos das vidas tranquilas que levamos. Não é tão glamouroso quanto ser youtuber, nem lucrativo. Realmente, escrevemos por amor, e embora, muitos achem que isso é burrice, não ligamos. Enquanto tiver ao menos um leitor aqui, a gente continua, porque ajudar os outros não tem preço. Não são apenas palavras. Lembro que muitas vezes, me sentindo deprimida, peguei um livro ao acaso ou, mesmo acessei algum blog, e li palavras semelhantes que me fizeram sorrir e me encheram de esperança. Até o próximo post! ©


Referências bibliográficas

1. A Obsessão, Allan Kardec
2. Memórias de um suicida, Yvone A. Pereira
3. Amor e Obsessão, Marcelo Prizmic
4. Thomas - Vida e Morte, Marcelo Prizmic
5. Cinco Dias No Umbral, Osmar Barbosa
6. Dramas da obsessão, Yvone A. Pereira
7. A obsessão e seus mistérios, Carlos B.




terça-feira, 26 de maio de 2020

Relatos com Duendes

Imagem por Pixabay

Boa-noite, queridos. Como recebi muitos relatos com duendes, reuni aqui os melhores nesse post. Espero que gostem. Se tiverem mais relatos semelhantes a esses, podem enviá-los para o nosso email adancadasfadas@gmail.com Estamos publicando todos. A quem nos enviou seu relato, agradecemos muito, e todos estão sendo respondidos por email. Postamos aqui apenas os relatos, mantendo as respostas dos mesmos privadas por respeito a quem nos enviou.


Relato 1



Me chamo Igor e tenho 14 anos. Não gosto de duendes, nunca gostei. Eles me causam medo e desconforto desde que eu era pequeno. Por esse motivo, nunca assisti os filmes do Hobbit e até desisti de O Senhor Dos Anéis por causa daquele anão ruivo que implicava com aquele elfo que não lembro o nome. Sei que os anões de O Hobbit não são duendes, mas a descrição deles batem bastante com a do duende e como não acredito em anões mágicos, para mim, duende e anão mágico dá no mesmo.
           Uma manhã, eu sofri com paralisia do sono e vi um duende parado aos pés da minha cama. Ele era um homem velho, com barba, e roupas antigas. Era muito feio. Ele sorriu de forma maligna e enfiou a mão embaixo do meu cobertor e agarrou o meu pé. Eu nunca senti tanto desespero em minha vida e acho que foi esse sentimento que me deu forças para despertar. Eu me sentei, puxando as pernas rapidamente, e não consegui mais pegar no sono, com medo daquela desgraça do satanás voltar. Eu nunca tentei contatar um duende nem gnomo nem elfo, nem nada do tipo, antes. Sempre quis atrair um silfo, mas, nem fiz um ritual ainda. Seria possível que esse duende já estive aqui na minha casa? Li em um post que isso é possível. Não quero ver mais ele, ele não pareceu ser do bem. 

(E-mail respondido por Perséfone)


Relato 2


Olá, podem me chamar de Sarah, pois, prefiro não me identificar. Algum tempo atrás eu fiz uma Viagem Astral para ir até a dimensão dos elfos e não tive dificuldades para entrar em transe, mas acabei adormecendo e tendo um sonho lúcido. Eu estava no meu quarto e ouvi um barulho de algo estalando embaixo da minha cama quando me curvei para olhar embaixo da cama e agarrei a ponta da colcha, senti duas mãos pequenas, mas fortes, me empurrarem. Caí da cama e enquanto me levantava, vi horrorizada, um velho muito feio, que usava um capuz, saltar sobre a cama.
          Eu sabia que era um duende porque já estudo Wicca a um tempo, então, sei reconhecer um duende quando vejo um. Ele não parecia nada amigável. 
        Tentei correr até a porta, mas ele correu de modo veloz e saltou, chegando até a porta antes de mim. Eu me desesperei e fui em direção à janela, mas ele me alcançou e agarrou o meu pé. Caí no chão e senti ele tentando erguer a minha saia. Eu gritei. Me virei e o chutei e soquei a cara dele. Ele investiu contra mim com mais fúria. Eu não desisti e consegui me levantar e correr até a cama e agarrar um peso de papel em formato de pirâmide, que tenho na mesa do meu computador, que fica ao lado da minha cama. Ergui o punho, ameaçando bater naquele ser e ele pulou e gritou, furioso, me insultando em uma língua que eu não entendia. Eu gritei por ajuda e consegui despertar. Passei a temer os duendes desde, então. Não aconselho que ninguém evoque esses seres. Eu sei que existem elementais benévolos e malévolos, mas acredito que os duendes são a exceção, eles são maus e ponto.


Relato 3



Me chamo Renata e tenho 33 anos. Sou de Minas. Sempre achei as imagens de duendes bonitinhas e eu via algumas naqueles filmes americanos e desejava ter também algumas no meu jardim. Um dia, eu encontrei duas imagens muito gracinhas em uma lojinha de artigos decorativos e não resisti. Comprei-as e as coloquei entre as minhas plantinhas no meu jardim. Comprei também um incenso e acendi em frente as imagens e fui para dentro. Meu cachorrinho, Gusto, um Dachshund preto, começou a latir do nada e a rosnar muito bravo. Eu estranhei porque o Gusto é mansinho, nem para os gatos ele late. Desconfiei que houvesse algo errado e fui até lá, ver. Ele estava encarando as imagens dos duendes. Pensei que ele estivesse incomodado com o cheiro do incenso e o deixei entrar na sala, mas ele continuou latindo e arranhando a porta, louco para sair. Apaguei os incensos, mas ele só se acalmou quando levei as imagens para a cozinha e as coloquei sobre a mesa. 
           Na hora do almoço, eu notei que o Gusto ficou parado na entrada, encarando a mesa. Chamei ele, pensando que ele estava com fome, mas ele inclinou a cabeça para o lado, depois choramingou e se afastou. Ele não comeu aquele dia e ficou muito triste. Vez ou outra, ele choramingava e eu fiquei preocupada. Me perguntei se era o caso de levá-lo a um veterinário. 
            À noite, quando eu fui dormir, tive a impressão de ter visto um vulto pequeno no corredor. Pensei que fosse o Gusto que tivesse entrado sem que eu percebesse e fui atrás, chamando por ele. Não o encontrei. Fui até à janela da sala e vi o meu cachorro, encolhido em seu cestinho. Ele me olhou com seus olhinhos triste e choramingou. Senti uma presença muito forte atrás de mim e me assustei quando meu cachorro rosnou e latiu. Me virei, mas não havia nada atrás de mim. Revistei a casa só por garantia e quando me convenci que estava sozinha, me deitei e dormi. Tive um pesadelo. Dois duendes, idênticos àquelas estátuas que comprei, estavam em minha casa, furiosos e quebravam tudo enquanto gritavam e xingavam em uma língua estranha. Eu não entendia nada do que eles diziam e implorava para eles irem embora e não destruírem minhas coisas, mas eles continuavam e ignoravam minha presença. Eu me irritei e fui até o armário e agarrei uma das estátuas e a joguei com força no chão. Um dos duendes se quebrou como estátua e aquilo foi muito estranho. Eu congelei, encarando o corpo dele, partido em pedaços. O outro duende me encarou com ódio. Disse algo e fugiu, correndo de modo desajeitado.
                 Na manhã seguinte, eu levantei e peguei aquelas duas estátuas e joguei-as no lixo. Me senti inquieta e perturbada o dia todo. Vez ou outra, eu ia até a varanda e até o portão, esperando pelo caminhão de lixo. Quando o caminhão, finalmente veio, eu ri, aliviada, e até cumprimentei um dos homens que veio recolher meu lixo. Ele me respondeu, sorrindo. Voltei para dentro e meu cachorro veio correndo, todo feliz, ao meu encontro. Nossa! Senti como se tivesse tirado um peso enorme de meus ombros. Nunca mais quis saber de imagens desses seres em casa. Hoje, coleciono imagens de fadas e anjos, e posso garantir que nunca mais passei por nada parecido.




Relato 4



Me chamo Ana e tenho 16 anos. Sou de Nova Alvorada Do Sul, e já acompanho o blog a um tempo. Adoro os posts obre elfos, e sou muito fã de vocês, garotas.
     Enfim, o meu relato é o seguinte...  Eu sonhei que estava voltando da casa de uma amiga e ainda eram 21:17 H, mas, como de costume, as ruas estavam desertas. É uma cidade pequena e a maioria das pessoas dorme e se levanta cedo. As ruas do bairro onde moro são especialmente escuras e eu sempre pedalo rapidamente, temendo ser encurralada por algum marginal. Não que seja uma cidade violenta, mas sempre achei melhor não abusar da sorte. No meu sonho, eu pedalava normalmente porque ainda não havia alcançado as ruas escuras. Eu curtia o ar noturno e via algo de mágico na forma como os galhos das árvores balançavam, eu me sentia livre e feliz, quando aquela sensação boa foi substituída por algo desconfortável. Senti um frio na barriga e ouvi algo rangendo atrás de mim. Virei minha cabeça por um instante e vi algo que quase me fez cair da bicicleta. Um homem baixo, vestido com uma roupa verde, de um veludo que parecia brilhar mesmo sobre a fraca luz dos postes. Seus cabelos eram de um vermelho vivo e sua barba longa também. Seus olhos eram negros. Ele estava em uma bicicleta estilo croisinha preta e pedalava rapidamente enquanto vinha em minha direção. Eu me virei e pedalei o mais rápido que pude, mas quanto mais pedalava, mais percebia que ele se aproximava porque o ruído ficava mais próximo. Me atrevi a olhar para o lado, uma vez, e ele estava bem atrás de mim. Senti minhas mãos tremerem e quase perdi a direção. Pedalei por mais tempo e me dei conta de que estava prestes a cruzar a última esquina iluminada, que depois dela, eu praticamente mergulharia em sombras porque só depois de três esquinas é que haveria outro poste de iluminação. Eu desejei que aparecesse alguém na rua para me ajudar, qualquer um, mas sabia que aquela hora, seria impossível.
            Pedalei, quase perdendo o fôlego, me perguntando até quando resistiria, e quando estava na metade do caminho escuro, olhei para trás e vi aquele homem parado na  esquina, iluminado pela luz do último poste de luz. Parecia que ele havia desistido de me perseguir. Eu ri, me sentindo meio doida, mas não diminuí meu ritmo, doida para chegar em casa.
                 Minha casa fica ao lado de um salão abandonado que, antigamente, já foi um bar. Hoje, ele não tem mais portas, e dá muito medo à noite, porque, vez ou outra, algum morador de rua vem passar a noite nele. Só tem uma chave do portão e geralmente fica em casa. Naquele horário meus pais estão em casa, mas meu pai dorme cedo e é minha mãe e minha irmã que ficam na sala vendo novela e esperando por mim. Eu tenho de chamá-las e esperar, torcendo para que nenhum doido saía do salão e me arraste para lá. Já ouvi algumas histórias desse tipo, por isso, a paranoia. Quando voltei para a casa e desci da bicicleta, minhas pernas estavam tão dormentes que não me aguentei em pé e caí. Foi quando ouvi aquele ruído de novo e me virei, chorando. A rua atrás de mim estava tão deserta quanto antes. Ouvi um assobio e virei meu rosto, vendo o homem ruivo parado na entrada do salão. Ele me encarou inexpressivo e eu desmaiei. Foi então que despertei e levei algum tempo para me convencer de que fora apenas um sonho. Pesquisando mais sobre duendes, eu cheguei a esse blog. O mais assustador nessa história é que eu estava em um canal no you tube, lendo os comentários após assistir um vídeo e o de uma garota me arrepiou, ela mencionou um homem ruivo de olhos negros que a teria perseguido em uma bicicleta em um sonho. Coincidência? Eu não sei. Morro de medo de um dia estar voltando para a casa e o pesadelo se tornar realidade. Se eu não acreditava em duendes, agora, eu acredito, mas estou muito assustada. O que será que ele queria comigo?©

(email respondido por Lily Melville)



domingo, 24 de maio de 2020

Relato: A sombra que me perseguia

Imagem por Google
Olá, podem me chamar de Verônica, pois, prefiro não me identificar. Tenho 27 anos. À alguns anos, eu me mudei para uma casa e episódios estranhos começaram a ocorrer comigo. Eu sentia muito sono e não importava o quanto eu dormisse ou quanta cafeína consumisse, continuava com sono, e nada me dava mais prazer que fechar a porta do meu quarto e dormir no escuro. Como estava de férias e não tinha muito o que fazer mesmo, eu aproveitava para me permitir aquela "folga".
         Havia um problema no nosso gerador e, por conta disso, nossa eletricidade era instável. O dono da casa não se preocupava muito em fazer a manutenção. Chamei um eletricista, mas, como ficaria cara para consertar algo que não era meu, deixei por isso mesmo, afinal, não pretendia ficar ali por muito tempo. 
         Eu morava com minha mãe e meu irmão, mas eles não ficavam muito tempo em casa, preferindo ficar na casa da minha avó quando não estavam trabalhando e estudando. Como eu sempre estava cansada, ficava em casa. 
          Às vezes, a eletricidade caía e eu ia para a sala porque ficava com medo, já, que a casa era grande e tinha jeito de mau assombrada. Eu sei, era estranho dormir em um quarto escuro, mas sentir medo quando a luz acabava e eu estava fora do quarto. É que era diferente... Bastava levar a minha mão até o interruptor e apertá-lo e a luz encheria meu quarto novamente. De uma forma estranha, eu me sentia segura ali na sala e era estranho porque normalmente eu não ficava na sala, exceto quando a luz acabava. Imaginava que se a casa fosse de fato, assombrada, o quarto da minha mãe seria o provável lugar onde o espírito ficaria. Não que eu fosse paranoica ou tivesse uma imaginação fértil, mas a cidade onde ficava essa casa, não é raro que pessoas se suicidem. Por pouco, não alugamos uma casa onde um senhor se matou, mas a esposa dele nos contou a história, mas, ainda que não tivesse contado, saberíamos porque ninguém queria alugar a casa por conta disso.
           Eu acabei me acostumando as quedas de luz e até passei a utilizar velas, era um saco, mas não havia jeito. Até que passei a sofrer com paralisia do sono. Era horrível. Eu ouvia as vozes dos meus familiares, mas não conseguia me mover nem abrir os olhos. Passei a ver com frequência, uma sombra que deixava o meu quarto por volta do meio-dia e ia para o quarto da minha mãe. Fiquei na cozinha uma vez, vigiando para ver quando a sombra voltaria para o meu quarto. Levei quase uma semana para descobrir porque sempre me distraía com uma coisa e outra, mas, uma tarde, por volta das seis, eu estava entrando em casa, quando vi a sombra deixando o quarto da minha mãe e indo para o meu. Meu sangue gelou. Então, aquilo ficava no meu quarto comigo até o amanhecer? Fiquei tão assustada, que, por alguns dias, dormi na sala, mas acabei voltando para o quarto porque me sentia muito desconfortável dormindo no sofá, sem contar, que me sentia vigiada.
                No entanto, voltar para o meu quarto, foi, sem dúvida, um erro. Se, antes, eu apenas sofria com a angustiante paralisia em meu corpo, agora, eu podia ver a sombra de um homem alto, parado em um canto, me observando. Eu me desesperava. A cada vez, ele estava mais próximo de mim. Chegou ao ponto de subir em cima de mim e me enforcar. Eu sempre orava nessas horas e era o que me dava forças para me mover e abrir os olhos. Tomei pavor do escuro e parei de dormir com a luz apagada e a porta trancada. Com a luz acesa, ele não vinha e eu dormia em paz, mas, se por qualquer descuido, alguém apagasse a luz, ou eu adormecesse durante o dia e só despertasse à noite, ele me atacava.
             Uma manhã, despertei ao ouvir minha mãe falando com minha avó pelo telefone e, pelo que ouvi, eu fiquei curiosa e ouvi a conversa em silêncio. Minha mãe contou à minha avó que uma senhora que lhe vendeu um frango, lhe falou que o antigo morador daquela casa, foi um traficante, que teria sido baleado na varanda, corrido até a sala e morrido ali. Eu fiquei com muito medo e percebi que a sensação de ser observada, a sombra, a paralisia do sono e todo o resto, não era somente a minha imaginação. A casa era mesmo assombrada. Nos mudamos algum tempo depois e eu levei meses até me permitir dormir novamente no escuro. Foi uma péssima ideia. Aquela sombra voltou e, dessa vez, estava mais agressiva que antes. Apertou o meu pescoço com mais força e eu senti o seu ódio, mas decidi enfrentá-la e pensei com raiva: "Se afaste de mim porque não tenho mais medo de você". Ela recuou imediatamente, quase se tivesse assustada e eu consegui me libertar da paralisia do sono. Porém, naquela mesma noite, eu sonhei com um jovem de pele muito branca, quase pálida, cabelos longos e loiros, vestido com calças de suspensório e uma camisa branca de mangas longas. Ele devia ter entre 19 e 26 anos mais ou menos. Era bonito, mas era visível o rancor e a dor em seu olhar. Ele me disse que era ele, a sombra que me perseguia e que ele, na verdade, estava procurando por minha avó, porque ele a conhecera em outra vida e ela fora seu grande amor. Ele disse que estava ansioso para reencontrá-la e muito feliz, mas, que quando só encontrou a mim em vez dela, ficou furioso. Ele tirou um saco de veludo do bolso e jogou algumas moedas douradas à beira do rio onde estávamos. Eu percebi que ele estava ensopado como se tivesse estado na água. Deduzi que provavelmente, morreu afogado.
             "Eu quis te fazer engolir moeda por moeda", ele me disse com ódio. Lembrei que uma vez, durante a paralisia que sofri, senti algo ser enfiado em minha garganta e não soube o que era, até agora.
           Desaparecemos da beira do rio e no instante seguinte, estávamos no quarto de minha avó, onde ela estava dormindo. O rapaz se deitou ao lado dela e a abraçou, sorrindo. Então, me disse: "Mas, agora, graças a você, eu a encontrei, você a trouxe até mim, agora, ela e eu ficaremos juntos". Senti que ele estava sendo sincero. Olhei para minha avó e ela sorriu, ainda dormindo. Eu despertei. Não posso deixar de pensar sobre isso, que conheci esse rapaz em uma vida passada e, certamente, impedi que ele ficasse com o amor de sua vida, minha vó. Fiquei triste por ele. Contei o sonho para a minha vó e ela acreditou em mim. Só espero que esse espírito encontre a paz e que eu consiga dormir no escuro sem medo, porque, ainda tenho medo de apagar a luz e ele voltar. ©


Envie também seu relato para: adancadasfadas@gmail.com

domingo, 26 de abril de 2020

Como é o casamento entre Elementais

Imagem por Pixabay
Boa tarde! Esse post é especialmente para quem sente curiosidade em saber com é o casamento entre Elementais, quer seja da mesma classe (elfo com elfa) ou classes diferentes (elfo com humana, etc). Já está aqui nos arquivos de postagens há um bom tempo e como ainda não foi marcado como publicado, peço desculpas se já estiver postado em outro blog como A Dança Das Fadas. Enfim, vamos ao texto porque ele promete!

Elementais são fisicamente semelhantes aos humanos, mas diferem dos mesmos, em sua forma de agir e pensar, podendo muitas vezes, nos surpreender com algumas atitudes.
      Por se apaixonarem ou se encantarem facilmente por alguém, não é de se estranhar que eles se casem, quase imediatamente. Eles até podem enrolar no namoro, mas não é comum, embora a união oficializada seja motivo de festa e alegria, nem sempre é assim. O pretendente, nem sempre tem o costume de pedir oficialmente a mão da mulher, a qual deseja tornar sua esposa, simplesmente acertando tudo com os familiares ou tutores da escolhida. Se os responsáveis gostarem do pretendente, combinam um almoço ou jantar onde as duas famílias se conhecem melhor e, se ao final dessa reunião tudo correr bem, ou seja, a família do noivo causarem uma boa impressão à família da noiva, o casamento tem a data marcada, caso contrário, o compromisso é desfeito. Mas o que poderia influenciar de forma positiva ou negativa na decisão dos pais ou da noiva? 
            No caso dos elfos há dois fatores importantes: Beleza e posses. Então, ou você é bonito ou é rico, ou os dois, caso contrário, as chances de ouvir uma negativa são grandes. 
              Ter uma boa saúde também pode contar pontos a seu favor porque as fadas desprezam pessoas, cuja saúde seja frágil, pois, muitas delas sofrem com isso, portanto, desejam unir-se a seres saudáveis - e isso, muitas vezes, é visto em lendas folclóricas de fadas -, na esperança de gerarem híbridos com uma saúde fortalecida. Como exemplos de lendas desse tipo, posso citar uma de uma camponesa irlandesa que se dizia assediada por duendes; segundo a mesma, eles espantavam todos os seus pretendentes e causavam o verdadeiro inferno em sua vida, atirando objetos nos visitantes, os beliscando ou empurrando, entre outras coisas desagradáveis. Suspeitando que um dos duendes pretendia gerar um híbrido com ela, a camponesa fez o impensável, tornando a si mesma infértil... A história não deixa claro como ela realmente fez isso, se foi através de algum chá que causaria infertilidade ou outro método mais agressivo, mas suspeito que tenha sido provocado por alguma erva, dada a toxicidade de algumas ervas antigamente. Os duendes, ao se darem conta do que ela fez, se afastaram e nunca mais voltaram, e a mulher pode enfim se casar e viver em paz até o fim de seus dias.
               Esse exemplo acima ilustra bem como pessoas com qualquer problema podem não ser mais tão atrativas para os seres elementais. Também, pelo mesmo motivo, eles costumam trocar suas crianças frágeis e doentes por crianças humanas e saudáveis.
            São raros, mas existem relatos de Viajantes Astrais que conheceram o refúgio dos exilados, são eles os cegos e inválidos e doentes mentais que envergonham as fadas. São seres lindos e luminosos, mas que por não terem uma asa ou uma perna são afastados de sua comunidade, vivendo em um vilarejo próprio. Eles vivem bem, no geral, em casas grandes e confortáveis, mas estão limitados ao seu refúgio, produzindo tudo o que precisam.
           Costumamos imaginar as fadas como seres benevolentes e empáticas, mas elas não são... Não, de todo, e elas nunca procuram os humanos à toa. A seguir, dois relatos que mostram como as fadas podem querer se apossar de algo que lhes esteja faltando. 

Relato 1:


Eu conseguir ir até o reino das fadas através de uma Viagem Astral e lembro que lá não era muito diferente desse mundo, as casas eram semelhantes, embora, mais elegantes. Eu estava caminhando por uma praça e vi uma garotinha loira muito fofa que estava parada com um sorvete de casquinha na mão. Próximo a ela, estavam outras duas garotinhas brincando. A garotinha loira deu alguns passos e tropeçou derrubando seu sorvete. As outras garotinhas, em vez de ajudarem-na, zombaram dela. A loira ficou com o rosto vermelho e quando tentou se afastar, andou de forma estranha e esbarrou em uma árvore. Só então, eu percebi que ela era cega. Fui até onde ela estava e as outras garotas fugiram. Tentei consolar a loirinha, mas ela chorava com ódio e disse que era sempre assim, que sempre a desrespeitavam por ela ser cega, mas que um dia, aquilo mudaria. Então, ela me estendeu a mão e me pediu para acompanhá-la até sua casa. Fiquei com pena dela e aceitei. Houve um clarão e de repente, e quando dei por mim, estava presa a uma cadeira em uma sala de paredes brancas. Ao meu lado tinha uma mesa comprida, cheia de materiais cirúrgicos. Não reconheci todos, só os que eu já havia visto em filmes e séries, os outros pareciam estranhos, primitivos. Tinham dois homens que estavam vestidos como médicos e entre eles, a garotinha. Perguntei o que estava acontecendo e ela disse que agora tomaria a luz de meus olhos. Isso foi estranho porque no mesmo instante em que eu estava nessa sala, estava diante da garotinha ainda na praça, então, acredito que, talvez, ela tenha me prendido em alguma ilusão para me amedrontar. Faz sentido quando penso nisso, agora.
        Senti meus olhos escurecerem enquanto os belos olhos azuis da fada começavam a enxergar a luz pela primeira vez. Ela começava a se maravilhar enquanto sua aura enegrecia porque ela falava em se vingar das outras fadinhas que zombavam dela. As fadinhas observavam a tudo, escondidas atrás de um arbusto e pareciam nervosas. Uma delas atirou uma pedra na cabeça da loira e isso me libertou de seu encanto, me ajudando tanto a escapar da cadeira na sala quanto me ajudando a me mover quando diante da fada, eu corri e enquanto me afastava, a vi chorando e lamentando enquanto voltava a ficar cega, e as outras corriam em volta dela, rindo e zombando. Confesso que senti pena quando a vi chorando, era apenas uma criança e era a criança mais linda que já vi, mas por trás daquele doce anjo, havia um demônio, eu não podia ficar. Despertei a seguir.


Relato 2


Estava acostumada a ir para o mundo das fadas quando dormia e isso era automático, tão logo eu fechava os olhos e já estava naquele encantador, porém, perigoso mundo. As fadas sempre foram elegantes, mas muito rígidas comigo. Diziam-me que eu podia aprender a tocar algum instrumento porque elas aprendiam a tocar um ainda crianças, que eu precisava emagrecer porque ter um corpo perfeito era importante, entre outras coisas. Sempre sofri com baixa auto estima, então, aquelas palavras me machucavam. Percebi que elas me vigiavam em minha casa porque começavam a descrever certas peças do meu guarda-roupas e sempre em tom depreciativo. Isso me irritou muito, mas o pior ainda estava por vir...
        Certa vez, eu estava reunida com uma família de fadas e essa família teve sua casa invadida por uns homens vestidos de preto e armados com punhais. Eles foram bem agressivos e me levaram como refém. Fui presa a uma maca em um quarto sujo e mal iluminado e o homem disse que ficaria com os meus olhos, com a luz deles e enfiou o punhal no meu olho esquerdo. Senti uma dor que nunca imaginei que sentiria e gritei, tentando me libertar. Felizmente, um fado daquela família veio em meu socorro e brigou com aquele homem, conseguindo me libertar. Eu fugi, com a mão em meu olho que sangrava e doía muito. Vaguei por ruas estranhas e velhas, com a sensação de estar em um lugar abandonado, e despertei, felizmente, bem.


Encontros com Elementais Sombrios sempre são traumatizantes e deixam muita gente com medo de dormir com as luzes apagadas. Mas, e estes seres se casam também? Sim, e são extremamente possessivos com seus parceiros. São os piores cônjuges que podem haver e eles não vão se importar com sua saúde debilitada, sua esterilidade ou mesmo sua aparência. Enquanto você tiver energia e eles puderem extraí-la de você, eles permanecerão ao seu lado como íncubos/súcubos e se puderem obscurecer sua alma para que você se torne perverso como eles, farão sem pensar duas vezes. Mas não se engane, eles são terríveis, mas por trás deles sempre há outro ser ainda mais terrível e obscuro que os força a agirem assim e eles forçarão você e no futuro - caso se renda a eles -, será você forçando outra pessoa a agir de forma similar. É assim que o mal sobrevive. 
         E os duendes que deixaram a mulher depois de descobrirem que ela não podia mais ter filhos? Bem, o que posso dizer sobre isso é que eles não estavam interessados na energia dela e nem em sexo, eles só queriam se procriar com uma humana e ela parecia perfeita até não ser mais. Elementais tem propósitos bem definidos e é preciso ter consciência disso. Sabendo o que eles querem, você poderá encontrar uma forma de dar ou não isso a eles. Só saiba que eles são incansáveis e quando cismam com uma pessoa em particular, não importa se ela é outro elemental ou um humano, se o ama ou se o despreza, eles metem na cabeça que a terão e farão o possível para terem-na nem que a matem e fiquem com seus pedaços. Tem outro relato que já esteve postado aqui no blog, mas foi retirado onde uma viajante astral que tinha contato com fadas, relatou que ajudou uma fada a procurar pela prima desaparecida e elas encontraram sua caveira no fundo de um lago, e a prima usou seu poder para sentir a energia de sua parente e, dessa forma, ver através dos olhos dela o que aconteceu. Foi assim que ela descobriu que um fado era obcecado por ela e a assassinou quando ela terminou com ele, e arrancou a pele dela e a usou como parte da decoração em objetos, e os seus olhos que ele tanto gostava, colocou diante dele em um encaixe doentio de uma foto dela. Isso parece assustador demais para ter acontecido no encantado mundo das fadas, mas não devemos nos esquecer da origem dos contos de fadas e das lendas folclóricas, antes dos Grimm e da Disney começarem a enfeitar as fadas, elas eram seres sombrios, não muito diferente de nós, apenas possuindo mais conhecimento e poder mágico e vivendo em outra dimensão. Se engana quem pensa que as fada são seres atrasados, elas estão à nossa frente em conhecimento e tecnologia. Só não conseguiram ainda tomar essa mundo. Nem todas se importam com esse mundo na realidade, mas o djinns se importam e eles, incansáveis como são, não vão parar até conseguirem tomar o que acham que é deles.

Casamento com os Djinns 

   Os djinns - como mencionado em outros posts - estão correndo sério risco de extinção porque uma djinn fêmea só procria uma única vez na vida. Eles querem crescer em número, por isso, estão se unindo às humanas porque elas podem lhes dar mais filhos e os híbridos dessas uniões sempre são fortes e furiosos, verdadeiros psicopatas, então, são perfeitos para integrarem seu exército contra os próprios humanos. Não sabemos quando ou como a tal guerra djinn vai acontecer, ou se vai acontecer, mas acredito que eles já tem um plano muito bem estruturado. Eu falei tudo isso não para te assustar, mas para você saber que se interagir com um djinn, ele não é seu amigo. Ele pode ser bom para você, mas nunca vai confiar em você e se tiver de escolher entre você e ele mesmo, sempre escolherá ele. Nós humanos gostamos de romantizar tudo, acreditar que o amor sempre triunfa sobre o mal e que o amor muda os homens... Não muda! Elementais já nascem com um propósito e uma energia bem definida, são mais ou menos como os Servidores Astrais da Magia do Caos, eles já tem uma energia bem definida, mas enquanto Servidores podem ser reprogramados e até atingirem consciência de seus atos e escolherem mudar de atitude, os elementais raramente mudam. 
              Elementais são muito fechados em suas próprias comunidades e dificilmente interagem com outros elementais.
        Djiinniyeh (Djinns fêmeas) também podem se casar com humanos e até viverem com eles nessa dimensão em forma humana, mas essa relação é cheia de condições que devem ser respeitadas como não entrar no quarto da conjugue sem bater antes (correndo o risco de vê-la em uma forma real assustadora e traumatizante). Dizem que os filhos que a djinn tiver com o humano serão invisíveis para os humanos, ou seja, eles serão mais parte elemental que humano e, por isso, viverão na dimensão dos djinns. O oposto acontece com filhos de pais djinns e mães humanos, podendo esses serem criados na dimensão física e se misturarem aos humanos.
          As Djiinniyeh são muito zelosas com seus filhos e sempre atacam primeiro e perguntam depois se sentirem que seus filhos estão em perigo, também são extremamente possessivas em relação aos seus parceiros. Por esse motivo, dizem que quem tem uma delas como guardiã, está muito bem protegido contra qualquer mal físico ou astral, mas se tiver o azar de conquistar o coração dessa guardiã, não terá mais sorte no amor porque ela afastará todos os seus pretendentes por ciúme.


O casamento entre os elfos


O casamento é muito celebrado entre os elfos e certamente é motivo de orgulho e alegria. Elfos se casam principalmente para aumentarem a família, fortalecerem o clã e não ficarem sozinhos. Nem sempre se casam apaixonados, mas certamente, se casam, sentindo no mínimo, atração física. Elfos gostam muito de pessoas bonitas, mas ao contrário das fadas, não julgam apenas pela aparência, levando em conta também, a personalidade da pessoa.
          Pelo que vi nos poucos contos folclóricos, eles podem se casar com humanos e até levá-los para seu mundo mágico e lhes dar algum dom artístico, curar alguma enfermidade (se estiver ao alcance deles) ou deformidade - há um conto em que um grupo de fadas retira a corcunda de um homem - e lhes dar roupas e até riquezas, só depende dos elfos que você se relaciona. Eles são divididos em classes como nós, humanos, os ricos, os muito ricos, os pobres, os muito pobres, e o que estiver no meio. Porém, saiba que quanto maior a classe do elemental, mais exigente ele será, então, se você já se considera fisicamente perfeita (o), aprenda a dançar ou tocar algum instrumento aí, porque, se não, segundo os padrões deles, você não é tão perfeita (o) assim.
      Mas se você não quer um elfo nobre e só quer um elfo comum mesmo, bem... Seu carisma basta. Levando em conta que todos os elfos, sem exceção, são bonitos. A perfeição faz parte do DNA deles, por isso que os contos relatam as trocas de bebês deformados, porque eles não aceitam imperfeições em seu mundo perfeito. É triste, mas é assim que é.
       Casamentos entre elfos é muito baseado na confiança e na atração física. Sexo não falta.


O casamento entre as fadas


As fadas preferem se unir à pessoas jovens e belas, e se possível, talentosas e com uma saúde boa. Elas são exigentes, é verdade. Reis ou Rainhas das fadas podem raptar mortais belas e talentosas para fazerem parte de seus haréns. Há algumas lendas que contam que eles adoravam raptar jovens noivas na véspera ou no dia de seu casamento. Por essa razão, quem estava noiva evitava usa cores que agradassem os elfos e as fadas como verde ou vermelho, por exemplo. Grávidas também corriam risco, já que os seres elementais sempre adoraram crianças. Imagine a esperteza do serzinho, já arranjar uma esposa grávida... Isso é que é preguiça de fazer as coisas direito.
       Quando as fadas ou os fados não podiam roubar uma esposa ou uma grávida, roubavam bebês ou crianças para serem seus filhos.
      Fadas podem se unir a elfos? Podem, mas não é comum. Embora os elfos as admirem tanto quanto os humanos as admiram, elas não gostam tanto assim deles. Então, esqueça aqueles filmes e jogos onde elfos e fadas vivem em completa harmonia e até se apaixonam porque as fadas se sentem superiores a todas as classes de elementais, e também se sentem superiores aos humanos. Não é raro relatos onde houve interação entre humanos e fadas, e as mesmas disseram com todas as letras que são superiores. Elas exigem ser tratadas como a realeza ou no mínimo com admiração e respeito. Menos que isso, pode ofendê-las.
        Fadas podem se casar com humanos e não é raro, mas para evitarem terem seus segredos revelados, elas levam seus conjugues humanos para o reino feérico, de onde eles nunca mais podem sair, nem depois de mortos (o reino das fadas é famoso por abrigar as almas dos mortos).
         As Gwragedd Annwn ("Esposas do Outro Mundo", em galês) são entidades amáveis que escolhem homens mortais como seus maridos.
     Uma lenda diz que vivem em uma cidade afundada em algum dos muitos lagos de Gales. As pessoas dizem ver torres debaixo d'água e ouvir o repicar de sinos.
      Em outros tempos, dizia-se que em todas as manhãs do dia do Ano Novo, podia ver-se um portal aberta em uma rocha próxima a um lago de Gales. Aqueles que ousasse atravessá-lo chegavam a um belo jardim situado em uma ilha no meio de um lago. Nesse jardim havia frutas saborosas, belas flores, e a música mais adorável, além de muitas outras maravilhas. Aqueles que fossem suficientemente corajosos para entrar eram recebidos pelas Gwragedd Annwn, que lhes ensinavam segredos assombrosos e os convidavam a ficar o quanto quisessem, com a condição de jamais levar qualquer coisa de seu jardim.
       Um visitante guardou em seu bolso uma flor que haviam lhe oferecido, pensando que lhe daria sorte. Porém, no momento em que deixou a ilha, a flor desapareceu e ele caiu inconsciente no chão. Desse dia em diante, o portal foi trancado e ninguém mais o atravessou.
      Outra lenda fala da dama do Llyn y Fan Fach ("Lago do Pequeno Pico"), uma lagoa próxima das Montanhas Negras. Segundo a versão contada por John Rhys em Celtic Folk-Lore, o caso teria se passado no século XII, em uma fazenda em Blaensawde, perto de Mydfai. Uma viúva mandava o único filho a milhas de distância vale acima para pastorear suas vacas as margens de Llyn y Fan Fach. Um dia, viu uma encantadora criatura remar de um lado para outro em um barquinho dourado sobre a superfície do lago. Apaixonou-se por ela e ofereceu-lhe o pão que trouxera como almoço. Ela olhou bondosamente para ele, mas respondeu que o pão estava muito duro e submergiu no lago.
       O jovem voltou para casa e contou para a mãe o ocorrido. A mãe simpatizou com ela e no dia seguinte deu ao filho, para levar consigo, uma massa não cozida para oferecer à fada, mas ela não a aceitou, dizendo que estava muito branca, e desapareceu de novo.
      Ao terceiro dia, a mãe entregou ao filho um pão ligeiramente tostado, que foi muito bem aceito, pois do lago surgiu um ancião de porte nobre e majestoso ladeado por suas duas lindas filhas, gêmeas idênticas. O ancião falou ao rapaz que se separaria de bom grado da filha, a qual ele havia se apaixonado, se fosse capaz de indicá-la.
     As damas feéricas eram parecidas como duas gotas d'água, e o jovem fazendeiro desistiria, desesperado, se uma delas não movesse ligeiramente o pé, com o que ele pôde reconhecer o cordão de sua sandália e escolhê-la, corretamente.
       O pai pediu como dote à filha tantas vacas quanto ela pudesse contar de uma só vez, e ela contou depressa. Porém advertiu a seu futuro marido que devia tratá-la bem e que a perderia se chegasse a bater nela por três vezes, sem motivo.
       A fada e o rapaz mortal casaram-se, foram muito felizes e tiveram três belos filhos, mas ela tinha estranhos costumes: chorava quando os demais se alegravam, como nos casamentos, e ria e cantava quando os demais estavam tristes, como no funeral de uma criança. Essas peculiaridades foram a causa para que o marido a repreendesse por três vezes com uma palmada, o suficiente para violar a proibição e fazer com que ela o abandonasse.
         Entretanto, ela não levou os três filhos. Visitou-os e lhes ensinou profundos segredos da medicina, com os quais se converteram nos famosos médicos de Mydfai, tradição que perdurou na família até o século XIX.

O casamento entre Kitsunes


Kitsunes podem se casar com humanos e terem filhos com os mesmos, mas, geralmente, elas fazem todo o possível para esconderem sua natureza mágica para não espantarem ses conjugues. As lendas variam sobre os filhos gerados a partir dessas uniões e divergem entre si; há quem afirme que a criança não terá poder algum, e há quem diga que ela terá ao menos metade do poder da kitsune.


O casamento entre as Sereias


O Fossegrim é um homem jovem e muito bonito, do Folclore Escandinavo, que aparece vestido de forma elegante, em frente a uma cachoeira, tocando violino, e pode atrair tanto homens quanto mulheres para sua doce e mortal canção. Ele pode se casar com uma mortal e viver com ela nessa dimensão, segundo as lendas, mas se ficar muito tempo afastado das águas, se aborrecerá e abandonará sua conjugue, retornando para as águas. Ele, também pode levá-la para seu reino aquático, afogando-a.
       O fossegrim podia barganhar com pescadores, prometendo riquezas em troca das mãos de suas filhas, por isso, que geralmente, pescadores e marinheiros não gostavam de ter uma mulher a bordo, temendo atrair os seres das águas. Há uma lenda que conta que à margem do lago Fagertän, um Fossegrim abordou um pescador, que trazia a bordo sua filha, e prometeu ao mesmo riquezas se em troca, ele lhe entregasse sua filha quando ela completasse dezoito anos. O pescador aceitou e quando a filha completou dezoito anos, ele a mandou ao encontro do fossegrim. Quando o fossegrim veio recebê-la alegremente e a convidou a descer à sua morada aquática, a moça sacou um punhal, disse que ele nunca a teria viva e se matou.
         O finfolk, da Escócia e Irlanda, é um ser semelhante à sereia e ao tritão que conhecemos, mas com mais interesse por humanos. Eles não podem casar-se entre si por serem amaldiçoados, e se quebrarem essa regra, a fêmea é obrigada a deixar a Finfolknheim (Como é conhecido seu reino), assumindo a forma humana e trabalhar para ganhar prata para manter a família. Extremamente territoriais, é possível que eles tenham uma treta com outros elementais da água como as sereias e as ninfas.
      São gananciosos e luxuriosos e nada românticos. Quando se interessam por um humano, simplesmente o raptam e depois que o levam para seu reino, se casam com ele e ponto. Consentimento para quê, né? Eles devem sentir muita revolta por não poderem se casar entre eles e dependerem de outras raças para continuarem a existir.
      Os homens costumam se disfarçar de pescadores para atraírem as mulheres. Então, fiquem espertas... Se estiverem próximas das águas e virem um pescador sem camisa, muito maravilhoso dando sopa e sorrindo para vocês, fujam! Outra opção seria jogar uma moeda de prata ou qualquer outro objeto de prata para longe, porque os Finfolks tem verdadeira obsessão por prata e se tiverem que escolher entre machucar você ou perseguir a prata, perseguirão a prata.
          Eles também podem assumir outras formas para atraírem humanos para a água, como um barco a remo vazio (jamais pulem em um barco a remo vazio ou você poderá estar pulando para a sua própria morte, caso seja um Finfolk disfarçado), plantas, animais marinhos, e peças de roupas ou ouro.
       Merrows são seres das águas irlandeses, semelhantes à sereias, muito lindas e gentis, que utilizam um gorro com penas vermelhas, costumam se apaixonar pelos homens mortais porque os Merrows machos são muito feios e, geralmente, malévolos. Tanto os machos quanto as fêmeas podem deixar seus reinos e se disfarçarem como gado sem chifres.
        Acredita-se que se os Merrows perderem seus gorros perdem a direção de suas casas.
       Os Selkies são seres das águas escocesas, muito atraentes, que se disfarçam de focas, e quando deixam as águas, escondem suas peles de focas. Os machos são irresistíveis às mulheres e, geralmente se aproximam das mulheres que se sentem tristes ou insatisfeitas, independente de elas serem casadas ou não. Podem se casar com um (a) humano (a), desde que este esconda sua pele de foca, mas se ele encontrar a pele, retorna para as águas sem pensar duas vezes, a menos, é claro, que ele (a) tenha lhe pedido para escondê-la, o que não seria incomum se ele (a) se apaixonasse por você. Segundo as regras dos Selkies, eles só podem se aproximar de um humano de sete em sete anos.
       


Persuadindo um Elemental a se casar com você


Elementais, especialmente os da Água, podem ser persuadidos a se casarem com um humano, bastando apenas que o humano corajoso (e bote coragem nisso) consiga roubar algo valioso para esse elemental, por exemplo, o pente de ouro da Lâmia, o gorro da Merrow, a pele de foca da Selkie, etc. O elemental concederá um pedido em troca do objeto, mas se ele não oferecer, saiba que ainda assim, você tem, então, antes de desperdiçar um desejo com um casamento, peça algo menos arriscado para o seu pescoço como um baú de tesouros ou ouro, sei lá. O elemental não vai deixar de procurar pelo objeto perdido e quando ele encontrar (e ele sempre encontra), vai abandoná-lo sem pensar duas vezes. Com um pouco de sorte, ele só vai embora mesmo, mas, geralmente, segundo as lendas, ele buscará por retaliação e te amaldiçoará ou te matará. Seres da água nunca deixam nada barato, então, muito cuidado ao lidar com eles porque eles afogam alguém sem o menor remorso, e há casos como o do Vodyanoi, em que o elemental pode raptar o mortal e escravizá-lo em seu reino. O Vodyanoi não afoga o humano e concede a ele, a habilidade de respirar embaixo da água, mas o mantêm cativo. Ele leva tanto homens quanto mulheres.©



 

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