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sexta-feira, 20 de março de 2020

A diferença entre Duende e Gnomo

Imagem por Pixabay

Muitas pessoas confundem esses dois seres, acreditando que são a mesma coisa, mas não são. Há diferenças entre eles e a principal, talvez seja o fato de os duendes serem naturalmente inclinados a serem malévolos enquanto os gnomos, geralmente, são benévolos. Confira a seguir as principais diferenças entre esses seres para que você nunca mais os confunda!


O duende

Imagem por Sudipttaaup por Pixabay

Duende é uma criatura do folclore ibérico, latino-americano e filipino. O termo espanhol "duende" originou-se como uma contração da expressão "dueño de casa" ou "duen de la casa", que signifca "dono de casa", e foi originalmente conceituado como um espírito travesso que habita uma casa.
       As primeiras histórias com a criatura são antigas, mas ele só recebeu esse nome no século 13, quando a palavra "duende" passou a incluir-se no vocabulário espanhol. Há várias criaturas similares aos duendes em outros países. Nos contos medievais irlandeses do século 14 nasceu o Leprechaun, um anãozinho que esconde um pote de ouro no fim do arco-íris.
       A maioria dos contos folclóricos envolvendo os duendes, os retratam como seres extremamente apegados à propriedades e bens materiais, e algumas vezes, a pessoas. Não se atrai um duende para a casa porque ele já está lá antes mesmo de a casa ser construída, por isso, tentar expulsá-lo de sua morada é impossível. Ele atacará com tudo o que tem para se proteger e isso inclui assombrar ao extremo os moradores da casa, agindo como um verdadeiro demônio. Não à toa, o duende já foi considerado por muitos como um mini demônio avarento e luxurioso, já que ele pode ser tão cruel quanto um.  Alguns místicos, inclusive, preferem não classificá-lo como um Elemental, mas ele é.
        Se se apegar a um dos moradores da casa onde habita, mesmo que a pessoa se mude, o duende a seguirá para qualquer lugar que ela for. Ele costuma assediar as mulheres, erguendo suas saias, tocando seus corpos e até as observando enquanto se trocam ou tomam banho, e podem ir além, atacando os pretendentes da mulher; com pesadelos, paralisia do sono, beliscões e em casos extremos quando o duende se torna muito possessivo, provocar acidentes ou mesmo assassinar quem se ouse se aproximar de seu objeto de desejo. 
       Eles também podem se ligar à homens (os contos não especificam se essa ligação tem ou não algum desejo homossexual por parte do duende) e serem tão possessivos quanto seriam com as mulheres. Geralmente, eles trazem sorte e riqueza a quem escolhem proteger, mas algumas exigências devem ser respeitadas como lhes dar um quarto e um lugar à mesa com direito a comida e a bebida, e NUNCA, JAMAIS... Permitir que algum convidado zombe deles porque nos contos, isso nunca termina bem, já que o duende costuma responder com muita violência. Padres já tentaram expulsá-los, mas não obtiveram êxito porque esses seres são anteriores ao Cristianismo. Eles já eram temidos antes mesmo de receberem o nome o qual os conhecemos atualmente.
       A aparência do duende é a de um homem velho, que mede entre 30 a 60 centímetros e se veste com roupas antigas como é representado o Leprechaun. Ele tem temperamento forte, se irrita facilmente, dificilmente perdoa, é vingativo, e gosta de brincadeiras de mau gosto. Não apresenta nenhuma fraqueza contra o ferro. É um ser mais ativo durante a noite e faz muito barulho enquanto caminha ou faz qualquer coisa, podendo ser ouvidos passos, palmas e pancadas nas paredes enquanto ele se move. Gostam de fumo e bebida. Odeiam animais domésticos que sempre entregam sua presença, por isso, podem ser cruéis com os mesmos.
         Duendes, assim como Djinns podem ser presos em garrafas e forçados a realizarem desejos, no entanto, só se deve tentar aprisioná-los se souber o que está fazendo porque se tentar e falhar, a retaliação do duende será certa.



Gnomos

Imagem por Pixabay
 

 Na obra do alquimista suíço Paracelso, no século 16, surgem os gnomos, exímios artesãos que vivem isolados nas florestas, mas que podem se aproximar dos humanos se sentirem que suas intenções são boas. Ao contrário dos duendes, os gnomos são, em sua maioria, benévolos. Medindo cerca de 15 centímetros, tem uma aparência bem humanoide e perfeita - diferentes dos anões mágicos -, se vestem com roupas antigas e, assim, como são representados nas estatuetas de jardins, podem ou não usar gorros. Eles vivem em colônias e produzem tudo o que precisam. São alegres e benévolos. Gostam de ajudar os humanos, cuidando de suas plantas e até plantando novas para eles (se alguma plantinha nova surgiu no seu quintal sem você tê-la plantado, pode ter sido obra de um gnomo e é uma boa ideia pesquisar sobre as propriedades da planta antes de pensar em arrancá-la, eles podem estar tentando passar algum aviso... Talvez, você esteja doente ou ficará em breve e aquela planta possua alguma propriedade medicinal que possa ajudar). Eles, também, podem jogar algum tempero na panela quando estivermos distraídos, conferindo assim, um sabor especial a nossa receita.
      Alguns gnomos podem ser solitários e quando se mudarem para uma casa humana, habitarem um cristal ou planta, ou algum cantinho limpo e confortável, que ele ache que não será perturbado. Os gnomos, ao contrário dos duendes, são silenciosos e procuram chamar o mínimo possível de atenção para eles. Em sua casa poderia viver uma família de gnomos e você nem perceberia, já que eles são mais na deles e não gostam muito de interferir nos assuntos humanos. No entanto, eles nos observam e até torcem por nós. Muitas vezes, quando estamos correndo como loucos atrás de um objeto e não o encontramos porque esquecemos onde o guardamos, eles podem achar e trazer para nós. Também podem nos abençoar, conferindo sorte e boa disposição. Mesmo sendo pequeninos, às vezes, podem terminar algum trabalho que deixamos pela metade.
         Os gnomos também podem ser vistos por animais de estimação e quando isso acontece, eles fogem e se escondem. Não maltratam os animais como os duendes.
           Creme de leite, moedas douradas, grãos e miniaturas de pás, os deixam contentes, assim, como imagens deles espalhadas pela casa ou pelo jardim. Se você tem algum animal de estimação, deixe balas de canela ou moedas escondidas em um cantinho onde você ache que o gnomo encontrará e que seu animal de estimação não alcance.
         Os goblins são inimigos dos gnomos e algumas colônias de duendes estão sempre em guerra contra eles. 
        Gnomos podem ser atraídos para as nossas casas e se comunicarem conosco, principalmente através dos sonhos. Para um gnomo ir embora, basta lhe dar qualquer peça de roupa e ele nunca mais voltará.


Anões Mágicos

Imagem de Pixabay

Os anões aparecem frequentemente nos mitos e lendas nórdicas e germânicas, onde são vistos como tendo seus próprios chefes e atribuições diversas.
          Os anões germânicos habitam as montanhas e na terra e são fartamente associados à sabedoria, mineração e artesanato. São descritos como curtos e feios. 
         Na Edda em Prosa de Snorri Sturluson, os anões nasceram dos vermes que roíam o cadáver do gigante Ymir; mas conforme a versão descrita na Edda Poética (A Profecia da Vidente), eles surgiram dos ossos e do sangue do gigante Blain. Os primeiros anões foram nomeados pelos deuses de Mótsognir e Durinn. Temos ainda vários de seus nomes mencionados nessa balada, são: Dvalinn, Nár, Náli, Nain, Dain, Bívör, Bávör, Bömbur, Nóri, Ori, Oin, Vig, Vindalf, Þorinn, Fíli, Kíli, Víli, Þrár, Þráinn, Þekk, Lit, Vitr, Nyr, Andvari, Alf, Yngvi, Eikinskjaldi, Fjalar, etc. Entre eles temos os quatro anões guardiões dos quadrantes: Norðri (Norte), Austri (Leste), Suðri (Sul), e Vestri (Oeste).
           Snorri Sturluson não distinguiu os anões e os Elfos da Noite, ou elfos escuros (Svartálfar), mas enquanto os primeiros vivem em Nidavellir, um dos chamados Nove Mundos criados pelos deuses, e alguns deles habitam até mesmo em Midgard, os Elfos da Noite vivem em Svartalfaheim, situado logo acima de Niflheim. Mas de qualquer forma os anões são seres que vivem debaixo da terra, no subterrâneo, pois a luz tem o poder de transformá-los em pedra.
            Os anões são hábeis artífices; são particularmente peritos no trabalho de forja, faziam não só armas dos deuses mas também as joias das deusas; Thor lhes deve seu famoso martelo Mjölnir, Frey seu navio mágico e seu javali de ouro, Sif seus cabelos de ouro, Freyja seu colar de ouro Brisingamen, e Odin a lança Gungnir que nada podia deter; Odin também possuía o anel Draupnir, que, como o anel de Andvari, tinha o poder de multiplicar as riquezas de quem o tivesse em seu poder. Entretanto, os anões também possuem má reputação, pois são vistos usualmente como gananciosos, quando diante dos metais preciosos, e além disso ladrões e trapaceiros.
         A crença nos anões foi sem dúvida a mais popular de todas; até o século XVIII, na Islândia, os camponeses mostravam rochedos e colinas afirmando, com a mais absoluta convicção, que lá moravam verdadeiros formigueiros de pequeninos anões do mais agradável aspecto. Entre os quais, eram os mineiros os mais afeitos a tais crenças, pois, trabalhando sob a terra, estavam no território onde se acreditava habitar esses pequeninos seres, que eram, igualmente, os senhores dos metais; por isso dizia-se, quando um mineiro encontrava um anão nas galerias subterrâneas, era sinal de que um bom e belo "filão" estava próximo, pois atribuía-se aos anões só trabalharem onde a terra escondia preciosos tesouros.

Conclusão


Duendes, Gnomos e Anões tem algumas características em comum, mas são diferentes em vários aspectos. Enquanto os duendes e os anões são gananciosos, avarentos e luxuriosos, os gnomos se preocupam apenas em viver em paz e de preferência longe dos humanos que os desapontam muito com sua cobiça e falta de empatia. 
        Anões temem a luz solar (e a deusa nórdica solar Sunna, que com um único olhar pode transformá-los em pedras) e o deus Frey pode ser contatado para ajudar a lidar com eles, ou, então, a deusa Sunna, mas enquanto Frey tentaria uma conciliação, Sunna não perderia tempo e os puniria imediatamente. Nem os anões e nem os duendes temem o ferro, mas os gnomos temem e podem ser feridos por ele. Os duendes parecem não ter uma fraqueza específica, mas, ainda assim, podem ser controlados por magia e aprisionados em garrafas, sendo forçados a concederem desejos a seu mestre.
      Duendes, geralmente, são difíceis de serem contatados (e não é recomendável tentar) porque já estão fortemente ligados à alguma propriedade e lugar, mas se responderem ao seu chamado, podem se apegar a você e a sua propriedade e tem seu lado bom e ruim... Se você der sorte e atrair um bom duende, é possível que perca sua amizade, caso se mude de casa... E se atrair um duende ruim, bem, você sabe. E se ele já estiver na casa antes de você, a casa é dele, então, quem deve se mudar é você (é assim que ele pensa e não importa quem paga as contas no fim do mês, é impossível convencê-lo, ou você aprende a viver com ele ou se muda). Eles não gostam muito de humanos e o Leprechaun em particular sempre foge quando vê um humano se aproximar.
          Anões preferem lugares escuros e são ativos à noite, mas podem ser contatados - propositadamente ou não - e, como alguns transitam entre os Reinos Elementais, é possível esbarrar com algum sem querer. Já aconteceu comigo algumas vezes quando realizei Viagens Astrais. Eles nunca se mostraram amigáveis ou gentis, por isso, me afastei o mais rápido que pude. Todos os anões que encontrei, eram medrosos e se desculparam e se afastaram quando mencionei que era protegida pelos elfos. Eles temem a luz solar mais que tudo. Não são muito de se aproximarem de humanos, é mais fácil você ir até eles que o contrário.
              Gnomos podem ou não gostar de humanos, mas ainda que não gostem, eles nunca se voltarão contra um, preferindo se afastar. Eles, geralmente usam seus poderes para ajudar e não prejudicar. Podem ir embora para nunca mais voltarem se receberem qualquer peça de roupa. Eles podem ser atraídos sem medo, mas deve-se sempre tratá-los com respeito porque eles são sérios e podem se afastar se não se sentirem respeitados. Também deve-se ser paciente porque eles demoram mais que as fadas para darem qualquer indício de sua presença. Não é qualquer pessoa que pode vê-los, mas quem desenvolve algum grau de vidência (o que não é impossível), então, da próxima vez que ver algum engraçadinho perguntando se precisa "fumar" para ver um, lembre-se que o que você precisa mesmo é paciência, persistência e, claro, abrir seu Terceiro Olho. ©

               
*Se copiar qualquer texto desse blog, não esqueça de atribuir à fonte do texto à Perséfone de Recanto Élfico. Obrigada. Algumas informações foram retiradas da Wikipédia, mas o restante do texto foi escrito pela autora.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Nuberu


O Nuberu (asturiano e cantábrico), o nubero (castelhano) ou o nubeiro (galego) - literalmente "The Clouder" - é um personagem da mitologia castelhana , asturiana , cantábrica , galega e do norte . Segundo a mitologia asturiana, o Nuberu (também conhecido nas Astúrias ocidentais como Reñubeiru ou Xuan Cabritu) é a divindade das nuvens e tempestades.

Em algumas histórias, ele é um indivíduo; em outras, o Nuberu é uma espécie de seres anões, com o poder de controlar o clima. Às vezes, é representado como um homem de barba grossa, que usa couros de cabra e um chapéu grande. Sua aparência muda de região para região, mas geralmente são idosos, alados, escuros e terrivelmente feios. Quando ele é percebido como uma única entidade, Nuberu se veste com peles escuras e couro, viaja em uma carruagem puxada por lobos e usa um adesivo para cobrir um olho ferido ou ausente. Ele, ou eles, pode ser terrivelmente cruel com as pessoas, danificando campos e pastagens, embora ele também possa ser muito gentil com aqueles que o ajudaram antes. O mito nos diz que ele mora na cidade de Orito, no Egito. Os folcloristas pensam que Nuberu é um remanescente asturiano do antigo deus Taranis, que também governava o céu e era adorado nas Astúrias até a Idade Média. Outros folcloristas conectam Nuberu a Thor ou Donar , ou mesmo a Odin, pois ambos são astutos e carecem de olho. Outros folcloristas, como Aurelio del Llano, defendem as origens fenícias dessa tradição.

Na Espanha, seu paralelo mais próximo é o Entiznáu, da Extremadura , outra criatura maligna do clima com aparência escura e poder sobre tempestades, que compartilha descrição e roupas com Nuberu, mas tem tamanho diferente.


A tradição asturiana



Nas Astúrias, ele é geralmente considerado uma única entidade mágica que recebe vários nomes. Há muito tempo, os Nuberu chegaram às Astúrias montando uma nuvem, mas ele teve muita sorte e caiu no chão: depois pediu abrigo, mas ninguém quis ajudá-lo até que, tarde da noite, um camponês teve pena dele. Em agradecimento por sua ajuda, Nuberu irrigou seus campos, deu-lhe boas colheitas e continuou a fornecer chuva para as pessoas da região. A história conta que, alguns anos depois, esse camponês teve que fazer uma longa viagem ao Egito e, quando chegou àquela terra, ouviu que sua esposa estava prestes a se casar com outro homem, pensando que o marido, depois de tantos anos de ausência, já morreu. O camponês então pediu ajuda a Nuberu e juntos eles viajam de volta às Astúrias montando nas nuvens e chegam a tempo de impedir o casamento. Nas aldeias asturianas, é comum tocar os sinos para exorcizar Nuberu.

O Nuberu controla o clima à vontade e diverte-se provocando tempestades e vendavais, atingindo animais com raios e arruinando as colheitas de homens com granizo. Ele não hesitará em usar o raio como arma se for atacado ou incomodado. Entre o povo da Cantábria e Astúrias, ele é temido pelos danos que causa nas aldeias. Noites de chuva e tempestades são atribuídas a ele. Por esse motivo, durante a madrugada, os moradores acendem velas e tocam sinos para assustá-lo. Os pescadores temem o Nuberu porque o culpam pelos fortes ventos do noroeste do Mar Cantábrico , o que os obriga a voltar às pressas para o porto, onde pessoas preocupadas os aguardam.




Tradição Cantábria



Na mitologia cantábria, os Nuberus são muitas vezes, uma multidão de pequenas criaturas, não uma única. Eles são descritos como pequenos, gordinhos e travessos, com sorrisos diabólicos em seus rostos demoníacos e pequenas asas negras. Eles não são tão maus quanto os Nuberu asturianos, mas ainda são poderosos e imprudentes, e sentem grande alegria por causar miséria e destruir a propriedade dos seres humanos. Eles são culpados pelas tempestades fortes e chuvosas que desencadeiam durante a noite e quebram o telhado das casas. Tradicionalmente, os moradores costumavam acender velas e fazer os sinos tocarem o mais alto possível durante as noites nubladas, para assustar os pequenos demônios. No entanto, os cantábricos que mais temem os nuberus não são proprietários de casas, mas marinheiros, que os culpam pelas galernas terríveis e imprevisíveis (tempestades repentinas) do mar da Cantábria. 


A tradição galega 



No sul da Galiza, os Nubeiros têm a aparência de pequenos homens peludos com uma cauda longa e torcida. Eles voam em nuvens cinzentas e causam tempestades secas de verão, raios e desastres semelhantes. Os nuberus galegos também têm medo de sinos e às vezes podem se assustar com o som ou com o contra-encantamento de um padre. Noutras partes da Galiza, o Nubeiro é um homenzarrão coberto de peles de lobo ou de cabra e associado a tempestades, iluminação, neblina e, em menor grau, a avalanches. Nuberu forja um raio sozinho em sua oficina de ferro nas montanhas e, quando ganha o suficiente, sai e cavalga pelo céu para causar tempestades e lançar suas criações. Ele está com um olho faltando, então seu objetivo é menos que perfeito. Esta versão do Nuberu desce à Terra algumas vezes, vestida como viajante, para observar seus trabalhos manuais, ou perguntar quando ele acidentalmente perde uma nuvem. É a versão que mais se assemelha às divindades nórdicas.



Tradição castelhano 



Devido à sua condição de terra fronteiriça, os mitos castelhanos são particularmente ecléticos e se assemelham aos da região com a qual se encontram mais próximos, criando uma mistura das narrativas acima mencionadas com elementos pesados ​​do Entiznau da Extremadura. Os castelhanos não consideram Nuberos tão maus quanto as outras regiões e tendem a acolher a chuva que trazem durante o outono, mas culpam seus aspectos mais perversos de raios e incêndios causados ​​por tempestades de verão. Para evitar que os desastres causam essas criaturas, tradição recomenda queimando a grama seca nas épocas certas para se certificar de que os pequenos demônios não têm alvo a atingir.







terça-feira, 5 de março de 2019

Karzelek



Karzełek (diminutivo de karzeł – um pequeno, usado para descrever um anão não-fantástico) ou Skarbnik (o Tesoureiro) na mitologia polonesa vive em minas e no funcionamento do subterrâneo. São os guardiães das gemas, cristais e metais preciosos. Protegerão mineradores do perigo e os conduzirão de volta quando estiverem perdidos. Também conduzem os mineradores aos veios de minério. Às pessoas que são más ou os insultam são mortíferos; os empurrando para abismos escuros ou os enviando por túneis, que desabam sobre elas. Arremessar rochas, assobiar ou cobrir a cabeça de alguém são ações que são ofensivas ao Skarbnik que avisará o ofensor com um punhado de solo bombardeado em sua direção, antes de tomar uma atitude séria. A palavra tesoureiros ainda é um mistério, o nome polonês continua sendo o nome de mais próxima semelhança.



Lilith Melville:

Wiccana, auto-iniciada. Professora de História. Escritora. Blogueira nas horas vagas. Tenho grande interesse por Angeologia e Vampirologia.

segunda-feira, 4 de março de 2019

Anões



Os anões aparecem frequentemente nos mitos e lendas nórdicas e germânicas, onde são vistos como tendo seus próprios chefes e atribuições diversas.
Os anões germânicos habitam as montanhas e na terra e são fartamente associados à sabedoria, mineração e artesanato. Às vezes, os anões são descritos como curtos e feios, embora alguns questionem que esse é um desenvolvimento posterior que se origina de retratos cômicos dos seres.
Na Edda em Prosa de Snorri Sturluson, os anões nasceram dos vermes que roíam o cadáver do gigante Ymir; mas conforme a versão descrita na Edda Poética (A Profecia da Vidente), eles surgiram dos ossos e do sangue do gigante Blain. Os primeiros anões foram nomeados pelos deuses de Mótsognir e Durinn. Temos ainda vários de seus nomes mencionados nessa balada, são: Dvalinn, Nár, Náli, Nain, Dain, Bívör, Bávör, Bömbur, Nóri, Ori, Oin, Vig, Vindalf, Þorinn, Fíli, Kíli, Víli, Þrár, Þráinn, Þekk, Lit, Vitr, Nyr, Andvari, Alf, Yngvi, Eikinskjaldi, Fjalar, etc. Entre eles temos os quatro anões guardiões dos quadrantes: Norðri (Norte), Austri (Leste), Suðri (Sul), e Vestri (Oeste).
Snorri Sturluson não distinguiu os anões e os Elfos da Noite, ou elfos escuros(Svartálfar), mas enquanto os primeiros vivem em Nidavellir, um dos chamados Nove Mundos criados pelos deuses, e alguns deles habitam até mesmo em Midgard, os Elfos da Noite vivem em Svartalfaheim, situado logo acima de Niflheim. Mas de qualquer forma os anões são seres que vivem debaixo da terra, no subterrâneo, pois a luz tem o poder de transformá-los em pedra.
Os anões são hábeis artífices; são particularmente peritos no trabalho de forja, faziam não só armas dos deuses mas também as jóias das deusas; Thor lhes deve seu famoso martelo Mjölnir, Frey seu navio mágico e seu javali de ouro, Sif seus cabelos de ouro, Freyjaseu colar de ouro Brisingamen, e Odin a lança Gungnir que nada podia deter; Odin também possuía o anel Draupnir, que, como o anel de Andvari, tinha o poder de multiplicar as riquezas de quem o tivesse em seu poder. Entretanto, os anões também possuem má reputação, pois são vistos usualmente como gananciosos, quando diante dos metais preciosos, e além disso ladrões e trapaceiros.
A crença nos anões foi sem dúvida a mais popular de todas; até o século XVIII, na Islândia, os camponeses mostravam rochedos e colinas afirmando, com a mais absoluta convicção, que lá moravam verdadeiros formigueiros de pequeninos anões do mais agradável aspecto. Entre os quais, eram os mineiros os mais afeitos a tais crenças, pois, trabalhando sob a terra, estavam no território onde se acreditava habitar esses pequeninos seres, que eram, igualmente, os senhores dos metais; por isso dizia-se, quando um mineiro encontrava um anão nas galerias subterrâneas, era sinal de que um bom e belo "filão" estava próximo, pois atribuía-se aos anões só trabalharem onde a terra escondia preciosos tesouros; um desses tesouros é célebre na poesia épica alemã Nibelungenlied: o rei dos Nibelungos, do qual o anão Alberich era o guarda; Siegfried, o herói dos Nibelungos, apropriara-se desse tesouro fabuloso depois de ter vencido o anão Alberich e ter dele exigido juramento de fidelidade.