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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Duendes: Os guardiões da Terra e do oculto

 


Os duendes são alguns dos elementais da terra mais conhecidos e presentes no folclore de diversas culturas ao redor do mundo. Pequenos, ágeis e muitas vezes travessos, esses espíritos estão profundamente ligados à natureza, protegendo florestas, montanhas, campos e até mesmo lares que consideram dignos de sua presença.

Embora sejam frequentemente retratados como seres alegres e brincalhões, os duendes também possuem um lado reservado e vingativo, especialmente com aqueles que desrespeitam seu território ou tentam enganá-los. São seres de sabedoria ancestral, detentores de conhecimentos sobre ervas, minerais, segredos ocultos da terra e até mesmo sobre a fortuna e a sorte.


Origens e mitologia


Os duendes aparecem em várias tradições e lendas ao redor do mundo, cada cultura apresentando variações sobre sua aparência e comportamento:

Mitologia Celta - São associados ao povo das fadas e aos espíritos das florestas, muitas vezes descritos como ajudantes dos humanos ou como guardiões de tesouros escondidos.

Folclore Ibérico - Em Portugal e na Espanha, duendes são pequenos seres mágicos que vivem próximos às casas, ajudando ou atrapalhando os moradores dependendo de seu humor.

Lendas Germânicas e Nórdicas - Estão relacionados aos gnomos e kobolds, espíritos que protegem minas, cavernas e bosques, às vezes ajudando artesãos e ferreiros.

Histórias latino-americanas - Em países como México e Brasil, os duendes são conhecidos por pregar peças, mudar objetos de lugar e proteger a natureza de invasores.

Apesar de suas variações culturais, os duendes sempre compartilham algumas características principais: São pequenos, astutos, ligados à terra e dotados de poderes mágicos sutis.


Características e poderes


Os duendes geralmente são descritos como seres de pequena estatura, com roupas simples e cores terrosas, muitas vezes usando chapéus pontudos. Alguns tem orelhas pontudas e olhos brilhantes, enquanto outros podem se parecer com humanos em miniatura.

Seus principais poderes incluem:

Invisibilidade e ilusão - Podem se ocultar dos olhos humanos ou mudar sua forma para enganar curiosos.

Ligação com a terra e os elementos naturais - São exímios conhecedores das plantas, pedras e caminhos ocultos da floresta.

Proteção de tesouros e segredos - Muitos duendes guardam riquezas escondidas ou conhecimentos antigos.

Sorte e azar - Podem conceder boa sorte àqueles que os respeitam ou amaldiçoar aqueles que os desagradam.

Trabalho artesanal e feitiçaria natural - Alguns são habilidosos em criar objetos mágicos e encantamentos.

Embora sejam amigáveis com quem demonstra respeito e humildade, os duendes

podem se tornar brincalhões ou vingativos se forem provocados.


Simbolismo e energia


Os duendes simbolizam:

A conexão com a terra e a natureza - São guardiões do equilíbrio ecológico e do mundo oculto.

O inesperado e o místico - Sua presença traz reviravoltas e aprendizados inesperados.

A sabedoria e o conhecimento perdido - Representam os mistérios ancestrais e o saber dos antigos.

A sorte e a fortuna - Algumas culturas acreditam que encontrar um duende pode trazer prosperidade.

Os duendes também ensinam a valorização das pequenas coisas da vida, mostrando que a verdadeira magia está nos detalhes.


Como interagir e trabalhar com sua energia


Os duendes são seletivos com quem escolhem interagir, mas algumas práticas podem ajudá-los a atrair sua simpatia:

Criar um pequeno altar para os duendes, com pedras, folhas e oferendas como leite, mel ou pão.

Manter o ambiente limpo e respeitar a natureza, pois eles se ofendem com bagunça e destruição ambiental.

Fazer pedidos com humildade e gratidão, pois eles rejeitam a arrogância e a ganância.

Deixar pequenos presentes em locais naturais, como moedas ou cristais, para honrá-los.

Evitar mentiras e falsidades, pois os duendes valorizam a honestidade e podem se vingar de enganadores.


Invocação dos Duendes


Se deseja chamar a presença dos duendes para proteção ou sorte, pode recitar um pequeno encantamento:


“Pequenos guardiões da terra e do lar,

Brincalhões e sábios, venham me guiar!

Com respeito e verdade, eu os saúdo,

Que sua magia me envolva em escudo!”


Lembre-se de sempre agradecer e não exigir nada, pois os duendes podem ajudar, mas nunca aceitam ordens.


Cuidados ao lidar com duendes


Não tente enganá-los ou explorá-los, pois eles podem trazer azar ou desaparecer. Respeite seu espaço, pois são seres livres e não gostam de ser forçados a nada. Mantenha a harmonia no ambiente, pois brigas e energias negativas os afastam.

Se tratados com respeito e simpatia, os duendes podem se tornar aliados poderosos, trazendo prosperidade, alegria e uma conexão profunda com a terra e seus segredos. ©

sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

Garraduende: O poder mágico dos duendes na garrafa

 


Na magia popular, o garraduende, ou duende na garrafa, é um ser mágico que vive em um recipiente consagrado, como uma garrafa ou jarro, para ajudar na realização de desejos, proteção e atração de prosperidade. Esses pequenos espíritos, com sua energia travessa e poderosa, precisam ser tratados com respeito, pois podem ser aliados incríveis ou se tornarem indiferentes se negligenciados. Neste post, exploraremos como cuidar de seu garraduende, como fazer pedidos, quais palavras usar e uma invocação especial para os duendes.


O que é o garraduende?


O garraduende é um duende invocado e "hospedado" em uma garrafa ou jarra preparada magicamente. Ele atua como um espírito guardião ou ajudante pessoal, respondendo a oferenda e pedidos feitos por quem o abriga. Tradicionalmente, a garrafa onde o duende reside é decorada com cores vibrantes, como verde, dourado ou vermelho, que representam sorte e magia.

Esses duendes são travessos, mas extremamente leais se tratados com cuidado. Além de ajudar na realização de desejos, eles também podem proteger o lar contra energias negativas e trazer prosperidade.



Como tratar seu garraduende com oferendas


Para manter seu garraduende feliz e ativo, é essencial cuidar bem dele, oferecendo pequenos presentes e respeito. Aqui estão algumas orientações:

Escolha um local adequado: Coloque o garraduende em um altar ou espaço especial, onde ele não seja perturbado. Certifique-se de que o local seja limpo e bem cuidado.

Decore a garrafa: Adicione fitas, símbolos mágicos ou pequenos cristais para torná-la atraente. Os duendes gostam de coisas belas e vibrantes.

Ofereça os itens que ele aprecie: Moedas brilhantes (especialmente douradas). Mel, frutas doces ou pequenos doces. Pequenos cristais, como quartzo ou ametista. Ervas frescas, especialmente margaridas e violetas. Incensos de aroma doce, como canela ou baunilha.

Entrega das oferendas: Coloque os itens ao lado ou dentro da garrafa, dependendo de como você preparou o espaço. Ao entregar a oferenda, diga:


"Pequeno guardião desta garrafa,

Receba este presente que faço com graça.

Que sua alegria cresça a cada dia,

E que juntos compartilhemos magia".



Como fazer pedidos ao garraduende


Os pedidos ao garraduende devem ser claros, diretos e feitos com respeito. Siga estas etapas:

Crie um ambiente tranquilo: Acenda uma vela (preferencialmente verde ou dourada) e um incenso para criar uma atmosfera mágica.

Fale com sinceridade: Dirija-se ao duende em voz alta ou mentalmente, sempre com gentileza.

Formule o pedido: Seja específico e claro, evitando exigir coisas irreais ou mal-intencionadas. Por exemplo:


"Garraduende, guardião do meu lar,

Com respeito, venho aqui te falar.

Peço tua ajuda, com todo cuidado,

(Descreva o pedido, como: "Que a prosperidade venha ao meu lar" ou "Que eu consiga alcançar minha meta com sabedoria").

Que tua magia me ajude a alcançar,

E sempre prometo contigo cuidar".


Ao terminar, agradeça ao duende e reafirme seu compromisso de cuidar dele.



Invocação para os duendes


Se você ainda não tem um garraduende ou deseja atrair a atenção dos duendes em geral, pode recitar uma invocação poderosa. Essa prática ajuda a estabelecer conexão com esses seres mágicos:


"Duendes da terra, do musgo e da flor,

Espíritos antigos, de graça e vigor,

Escutem meu chamado, com coração aberto,

Que sua magia traga ao meu lar, proteção e afeto.

Atravessem o véu, aceitem minha oração,

Que juntos possamos criar conexão".


Recite a invocação com calma, preferencialmente me espaço natural ou diante do altar onde estará seu garraduende.



Conclusão


O garraduende é um aliado mágico incrível que requer cuidado e respeito para que sua energia se manifeste plenamente. Ofereça presentes, trate-o como um companheiro mágico e faça seus pedidos com sinceridade e clareza. Ao criar um relacionamento harmonioso com ele, você pode desbloquear um mundo de possibilidades, prosperidade e proteção.

Lembre-se: assim como os duendes cuidam de nós, devemos cuidar deles. Crie um vínculo baseado em respeito mútuo, e seu garraduende será uma presença mágica e poderosa em sua vida.




As duendes fêmeas: Encantadoras guardiãs do reino mágico

 


As fêmeas dos duende, muitas vezes ofuscadas por seus pares masculinos, em lendas populares, são seres fascinantes que habitam os recantos ocultos das florestas, campos e colinas. Conhecidas por sua beleza misteriosa e habilidade em proteger a natureza, elas são criaturas mágicas que carregam o espírito brincalhão e a energia vibrante da terra. Neste post, vamos explorar sua aparência, comportamento, como atraí-las com oferendas e uma invocação para estabelecer contato com elas.


Aparência das duendes fêmeas


As duendes fêmeas são descritas como pequenas e encantadora figuras humanoides, com uma altura que varia entre 15 e 30 centímetros. Seus traços são delicados e etéreos, frequentemente associados a um brilho suave que emana de sua pele ou cabelos. Seus olhos são grandes, brilhantes e expressivos, refletindo a sabedoria ancestral e a conexão mágica com o ambiente ao seu redor.

Os cabelos das duendes fêmeas podem ser de tons variados, como castanho, dourado, avermelhado ou até verde, sempre em harmonia com as cores da natureza. Elas preferem trajes feitos de elementos naturais, como folhas, pétalas de flores e fios de seda produzidos por insetos. Suas roupas muitas vezes brilham à luz da lua, dando-lhes uma aparência de pequenas estrelas terrestres.



Comportamento das duendes fêmeas


Essas criaturas mágicas são protetoras da natureza, responsáveis por cuidar de flores, ervas e pequenos animais. Elas têm um temperamento alegre e brincalhão, mas são muito cautelosas com estranhos. Caso percebam um humano com más intenções ou desrespeitoso pela natureza, podem pregar travessurar, como esconder objetos ou provocar pequenos incidentes.

Elas amam música, dança e tudo que envolva energia positiva. Podem ser vistas durante o crepúsculo ou o amanhecer, dançando em círculos em clareiras iluminadas pela luz da lua ou pequenos vagalumes. Apesar de sua natureza lúdica, as duendes fêmeas têm uma seriedade protetora quando se trata de preservar o equilíbrio natural.


Como atraí-las com oferendas



Se você deseja atrair a atenção das duendes fêmeas, precisará mostrar respeito pela natureza e oferecer itens que as encantem. Aqui estão algumas dicas:

Escolha um local mágico: Um jardim bem cuidado, uma clareira na floresta ou um espaço próximo a uma fonte de água limpa são lugares ideais.

Prepare as oferendas: Pequenos pedaços de frutas doces, como maçãs, morangos e uvas. Mel puro ou um pouco de leite fresco. Flores silvestres, especialmente margaridas, violetas e campânulas. Pedrinhas brilhantes ou cristais (como quartzo ou ametista).

Crie um altar natural: Use musgos, galhos e folhas para montar um espaço convidativo. Coloque as oferenda em um prato de barro ou diretamente no solo.

Evite perturbar a natureza: Certifique-se de que o local esteja limpo e que suas ações não prejudiquem o ambiente. Isso demonstra respeito e aumenta as chances de interação.



Invocação para as duendes fêmeas


Para fortalecer sua conexão com as duendes fêmeas, você pode recitar uma invocação respeitosa e cheia de intenção positiva. Aqui está uma sugestão:


"Pequenas guardiãs do reino encantado,

De riso leve e coração dourado,

Venham a mim, com paz e amor,

Escutem este humilde clamor.

Ofereço aqui minha devoção,

Com respeito e pura intenção.

A natureza protejo com cuidado,

Duendes fêmeas, sejam meu legado".


Recite a invocação com calma, ao som do vento ou do canto dos pássaros, preferencialmente em um momento de silêncio e tranquilidade.



Conclusão


As duendes fêmeas são seres que nos lembram da importância de respeitar a natureza e viver em harmonia com ela. Atrair sua presença não é uma tarefa simples, pois exige paciência, pureza de coração e um profundo respeito pelo meio ambiente. Mas, caso consiga estabelecer uma conexão, será agraciado com sua energia mágica e proteção.

Cuide do mundo ao seu redor, ofereça sua gratidão à terra e, quem sabe, um dia, você sentirá a presença delicada e encantadora dessas guardiãs mágicas.



domingo, 12 de janeiro de 2025

Duendes e como atraí-los

 


Os duendes são criaturas mágicas que povoam o imaginário popular em várias culturas ao redor do mundo. No folclore, eles são geralmente retratados como seres pequenos, travessos e encantados, que habitam florestas, campos ou até mesmo lares humanos. Embora sejam conhecidos por sua natureza brincalhona, os duendes também podem ser aliados valiosos ou causar pequenos problemas, dependendo de como são tratados.


Quem são os duendes?


Na mitologia, os duendes fazem parte do reino das fadas e seres elementais. Eles estão frequentemente associados à terra e possuem habilidades mágicas, como se tornarem invisíveis, protegerem tesouros escondidos ou realizarem pequenos feitos sobrenaturais. Em diferentes culturas, os duendes recebem nomes variados, como leprechauns na Irlanda ou kobolds na Alemanha.

No Brasil, os duendes foram incorporados ao folclore por meio de influências europeias e são frequentemente retratados como protetores da natureza e das casa, com personalidades que oscilam entre o bem-humorado e o asturo.



Como agradar os duendes


Agradar um duende pode trazer boa sorte e harmonia para sua casa ou jardim. Aqui estão algumas dicas:


Crie um espaço para eles: Um pequeno cantinho no jardim ou dentro de casa pode ser dedicado aos duendes. Inclua elementos naturais, como pedras, plantas, e até miniaturas, que eles adoram.


Ofereça presentes simples: Eles gostam de pequenos gestos de gentileza. Ofereça itens como moedas brilhantes, doces, ou até um copo de leite com mel.


Respeite a natureza: Duendes são protetores da flora e da fauna. Plantar árvores, cuidar de jardins e evitar o desperdício de recursos naturais são formas de ganhar sua simpatia.


Evite atrapalhar o descanso deles: Dizem que os duendes preferem a noite para suas atividades. Mantenha a área que você dedica a eles em paz durante o dia.



Como desagradá-los


Assim como podem trazer sorte, os duendes também podem causar travessuras se forem desrespeitados. Evite esses comportamentos para não irritá-los:


Destruir a natureza: Cortar árvores desnecessariamente, poluir ou maltratar animais pode ser interpretado como uma ofensa direta aos duendes.


Roubar seus pertences: Se você encontrar algo que pareça "perdido", como moedas ou pequenos objetos em locais inusitados, evite pegá-los sem permissão. Pode ser que algo pertença a eles.


Zombar ou ignorar sua presença: Mesmo que você não acredite, respeitar as crenças relacionadas aos duendes é importante. Ironizar ou desdenhar pode atrair brincadeiras inconvenientes, como o desaparecimento de objetos pessoais.


Esquecer promessas feitas: Se você pedir ajuda a um duende ou fizer algum trato com ele, cumpra sua palavra. Eles não toleram promessas quebradas.



Feitiço para atrair os duendes


Se você deseja atrair duendes para sua casa ou jardim, este feitiço simples e seguro pode ajudá-lo a criar uma conexão com esses seres mágicos. Prepare-se para embarcar nesse ritual que combina respeito, intenção e magia!


Materiais necessários:


*Um punhado de terra fresca ou uma pequena planta (representando a conexão com a natureza)

*Três moedas brilhantes (símbolo de prosperidade e gratidão)

*Mel ou açúcar (um agrado aos duendes)

*Uma vela verde (cor da natureza e da magia dos duendes)

*Uma tigela ou recipiente pequeno

*Papel e caneta


O passo a passo do feitiço:


Escolha o local ideal: Encontre um espaço tranquilo e natural para realizar o feitiço. Pode ser no seu jardim, em uma varanda com plantas ou até dentro de casa, desde que você crie um ambiente acolhedor para os duendes.


Monte o altar dos duendes: Coloque a tigela no centro do espaço escolhido. Dentro dela, coloque o punhado de terra ou planta, as moedas e um pouco de mel ou açúcar. Esse será o "presente" para os duendes.


Acenda a vela verde: Acenda a vela e coloque-a ao lado da tigela. A vela simboliza a energia mágica e a luz que guiará os duendes até você. Enquanto a vela queima, concentre-se em suas intenções.


Escreva o convite: No papel, escreva uma mensagem convidando os duendes para a sua casa. Use palavras gentis e respeitosas, como:

"Queridos duendes, guardiões da natureza e da magia, convido vocês a visitarem meu lar. Trago gratidão, respeito e boas intenções. Que esta oferta seja um símbolo da minha admiração por sua energia. Sejam bem-vindos!".


Ofereça o convite: Coloque o papel dobrado na tigela, junto com os outros itens. Enquanto faz isso, visualize os duendes recebendo seu convite com alegria.


Finalize o feitiço: Permita que a vela queime até o fim (em segurança) ou apague-a com cuidado, agradecendo aos duendes por sua atenção. Deixe o altar montado por pelo menos três dias para que os duendes possam encontrar sua oferta.


Dicas para potencializar o feitiço:


Escolha um bom momento: Realize o feitiço em uma noite de lua cheia ou crescente, períodos associados à prosperidade e energia mágica.


Mantenha o espaço limpo e harmonioso: Duendes gostam de locais bem cuidados.


Seja paciente: Os duendes podem demorar um pouco para aparecer. Fique atento a pequenos sinais, como objetos deslocados, sons suaves ou até um sentimento de leveza no ambiente.


Cuidado e respeito com os duendes: Os duendes são seres sensíveis e exigem respeito. Nunca exija nada deles e, uma vez que os atrair, continue demonstrando gratidão. Lembre-se: Tratar a natureza e os outros com bondade é a melhor forma de manter boas energias ao seu redor.


Agora que você sabe como realizar esse feitiço, prepare seu altar e abra seu coração para a magia dos duendes. Quem sabe eles tragam sorte, proteção e um toque de travessura para a sua vida?

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Realizar um desejo com a ajuda do duende Jinbus


 Se você quer realizar um desejo, o duende Jinbus pode lhe ajudar, lhe trazendo boa sorte. Para isso, você precisará escrever o nome em uma vela verde e acendê-la em uma noite de lua crescente e oferecer uma maçã fresca bem vermelha para ele, dizendo-lhe:

"Amigo Jinbus, ajude-me a alcançar o que almejo,

Para realizar meu desejo,

Torne forte minha sorte,

E um presente de dou pelo que me dás".

Prometa um presente a Jinbus, podendo ser uma fruta, doces ou moedas ou um agradecimento público, o que achar melhor. Depois que seu desejo se realizar, não se esqueça de pagá-lo ou ele poderá se aborrecer e retirar a boa sorte que lhe deu.©

domingo, 14 de junho de 2020

Duendes do Folclore Português

Imagem por Pixabay

 Maruxinho


Fonte:

Os Maruxinhos são seres encantados do folclore do norte de Portugal no concelho de Chaves. São uma espécie de duendes que vivem nas ruínas de velhos castros ou nas grutas subterrâneas que passam por baixo das aldeias. Os maruxinhos são de pequena estatura, franzinos, tem o rosto enrugado e os olhos vivos, são orelhudos e possuem garras em vez de mãos. Os Maruxinhos são considerados seres espertos e matreiros que escondem-se em qualquer fresta.

Ainda é usada a expressão "És fino como um maruxinho!". para dizer que uma pessoa é esperta e matreira; ou que é miudinha e esguia, e em qualquer frincha se esconde. 




Olhapim


Os olhapins são seres do folclore popular português. São muito baixinhos, por isso também são chamados de anaios. São uma espécie de espíritos, duendes ou assombrações.
Os olhapins têm quatro olhos, dois para a frente e dois para trás por isso olham para todo o lado. Diferem dos olharapos por serem muito pequenos e os olharapos serem gigantes.



Fradinho da mão furada


 O Fradinho da mão furada é uma personagem mítica de uma das lendas portuguesas, uma espécie de duende caseiro. É um ser que tanto concede favores e benefícios como engana e prega partidas. Tem na cabeça um barrete encarnado, entra nos quartos de dormir, durante a noite, através do buraco da fechadura das portas e escarrancha-se à vontade em cima das pessoas, frequentemente causando grandes pesadelos.



Insonho

O Insonho ou pesadelo é um espírito do folclore português que pode ser tanto masculino quanto femino. Na cabeça tem uma carapuça que quando alguém consegue arrancá-lo, ele foge para o telhado e é obrigado a dar todo o dinheiro que lhe pedem até ele conseguir recuperar de volta a carapuça. O insonho tem uma mão muito pesada, "é um bicho que vem tapar a boca de quem está a dormir, mas como tem a mão furada não deixa morrer abafado".



João Pestana



O João Pestana, uma entidade mítica do sono, é um personagem da mitologia portuguesa. O João Pestana é o sono a chegar, um ser muito tímido e assustadiço que chega devagar quando está tudo silencioso, foge ao mínimo barulho. Quando ele chega os olhos fecham-se as pestanas juntam-se, por isso nunca nenhuma criança o viu. É equivalente ao Pedro Chosco, que deita nos olhos das crianças um grãozinho de areia para elas dormirem, e ao Sandman inglês. O João Pestana é tema frequente nas canções de ninar e nas rimas infantis.

O João Pestana é sempre aguardado com ansiedade, contrariamente a outras entidades malévolas e assustadoras do sono como a Maria-da-Manta e o Insonho. 


terça-feira, 26 de maio de 2020

Relatos com Duendes

Imagem por Pixabay

Boa-noite, queridos. Como recebi muitos relatos com duendes, reuni aqui os melhores nesse post. Espero que gostem. Se tiverem mais relatos semelhantes a esses, podem enviá-los para o nosso email adancadasfadas@gmail.com Estamos publicando todos. A quem nos enviou seu relato, agradecemos muito, e todos estão sendo respondidos por email. Postamos aqui apenas os relatos, mantendo as respostas dos mesmos privadas por respeito a quem nos enviou.


Relato 1



Me chamo Igor e tenho 14 anos. Não gosto de duendes, nunca gostei. Eles me causam medo e desconforto desde que eu era pequeno. Por esse motivo, nunca assisti os filmes do Hobbit e até desisti de O Senhor Dos Anéis por causa daquele anão ruivo que implicava com aquele elfo que não lembro o nome. Sei que os anões de O Hobbit não são duendes, mas a descrição deles batem bastante com a do duende e como não acredito em anões mágicos, para mim, duende e anão mágico dá no mesmo.
           Uma manhã, eu sofri com paralisia do sono e vi um duende parado aos pés da minha cama. Ele era um homem velho, com barba, e roupas antigas. Era muito feio. Ele sorriu de forma maligna e enfiou a mão embaixo do meu cobertor e agarrou o meu pé. Eu nunca senti tanto desespero em minha vida e acho que foi esse sentimento que me deu forças para despertar. Eu me sentei, puxando as pernas rapidamente, e não consegui mais pegar no sono, com medo daquela desgraça do satanás voltar. Eu nunca tentei contatar um duende nem gnomo nem elfo, nem nada do tipo, antes. Sempre quis atrair um silfo, mas, nem fiz um ritual ainda. Seria possível que esse duende já estive aqui na minha casa? Li em um post que isso é possível. Não quero ver mais ele, ele não pareceu ser do bem. 

(E-mail respondido por Perséfone)


Relato 2


Olá, podem me chamar de Sarah, pois, prefiro não me identificar. Algum tempo atrás eu fiz uma Viagem Astral para ir até a dimensão dos elfos e não tive dificuldades para entrar em transe, mas acabei adormecendo e tendo um sonho lúcido. Eu estava no meu quarto e ouvi um barulho de algo estalando embaixo da minha cama quando me curvei para olhar embaixo da cama e agarrei a ponta da colcha, senti duas mãos pequenas, mas fortes, me empurrarem. Caí da cama e enquanto me levantava, vi horrorizada, um velho muito feio, que usava um capuz, saltar sobre a cama.
          Eu sabia que era um duende porque já estudo Wicca a um tempo, então, sei reconhecer um duende quando vejo um. Ele não parecia nada amigável. 
        Tentei correr até a porta, mas ele correu de modo veloz e saltou, chegando até a porta antes de mim. Eu me desesperei e fui em direção à janela, mas ele me alcançou e agarrou o meu pé. Caí no chão e senti ele tentando erguer a minha saia. Eu gritei. Me virei e o chutei e soquei a cara dele. Ele investiu contra mim com mais fúria. Eu não desisti e consegui me levantar e correr até a cama e agarrar um peso de papel em formato de pirâmide, que tenho na mesa do meu computador, que fica ao lado da minha cama. Ergui o punho, ameaçando bater naquele ser e ele pulou e gritou, furioso, me insultando em uma língua que eu não entendia. Eu gritei por ajuda e consegui despertar. Passei a temer os duendes desde, então. Não aconselho que ninguém evoque esses seres. Eu sei que existem elementais benévolos e malévolos, mas acredito que os duendes são a exceção, eles são maus e ponto.


Relato 3



Me chamo Renata e tenho 33 anos. Sou de Minas. Sempre achei as imagens de duendes bonitinhas e eu via algumas naqueles filmes americanos e desejava ter também algumas no meu jardim. Um dia, eu encontrei duas imagens muito gracinhas em uma lojinha de artigos decorativos e não resisti. Comprei-as e as coloquei entre as minhas plantinhas no meu jardim. Comprei também um incenso e acendi em frente as imagens e fui para dentro. Meu cachorrinho, Gusto, um Dachshund preto, começou a latir do nada e a rosnar muito bravo. Eu estranhei porque o Gusto é mansinho, nem para os gatos ele late. Desconfiei que houvesse algo errado e fui até lá, ver. Ele estava encarando as imagens dos duendes. Pensei que ele estivesse incomodado com o cheiro do incenso e o deixei entrar na sala, mas ele continuou latindo e arranhando a porta, louco para sair. Apaguei os incensos, mas ele só se acalmou quando levei as imagens para a cozinha e as coloquei sobre a mesa. 
           Na hora do almoço, eu notei que o Gusto ficou parado na entrada, encarando a mesa. Chamei ele, pensando que ele estava com fome, mas ele inclinou a cabeça para o lado, depois choramingou e se afastou. Ele não comeu aquele dia e ficou muito triste. Vez ou outra, ele choramingava e eu fiquei preocupada. Me perguntei se era o caso de levá-lo a um veterinário. 
            À noite, quando eu fui dormir, tive a impressão de ter visto um vulto pequeno no corredor. Pensei que fosse o Gusto que tivesse entrado sem que eu percebesse e fui atrás, chamando por ele. Não o encontrei. Fui até à janela da sala e vi o meu cachorro, encolhido em seu cestinho. Ele me olhou com seus olhinhos triste e choramingou. Senti uma presença muito forte atrás de mim e me assustei quando meu cachorro rosnou e latiu. Me virei, mas não havia nada atrás de mim. Revistei a casa só por garantia e quando me convenci que estava sozinha, me deitei e dormi. Tive um pesadelo. Dois duendes, idênticos àquelas estátuas que comprei, estavam em minha casa, furiosos e quebravam tudo enquanto gritavam e xingavam em uma língua estranha. Eu não entendia nada do que eles diziam e implorava para eles irem embora e não destruírem minhas coisas, mas eles continuavam e ignoravam minha presença. Eu me irritei e fui até o armário e agarrei uma das estátuas e a joguei com força no chão. Um dos duendes se quebrou como estátua e aquilo foi muito estranho. Eu congelei, encarando o corpo dele, partido em pedaços. O outro duende me encarou com ódio. Disse algo e fugiu, correndo de modo desajeitado.
                 Na manhã seguinte, eu levantei e peguei aquelas duas estátuas e joguei-as no lixo. Me senti inquieta e perturbada o dia todo. Vez ou outra, eu ia até a varanda e até o portão, esperando pelo caminhão de lixo. Quando o caminhão, finalmente veio, eu ri, aliviada, e até cumprimentei um dos homens que veio recolher meu lixo. Ele me respondeu, sorrindo. Voltei para dentro e meu cachorro veio correndo, todo feliz, ao meu encontro. Nossa! Senti como se tivesse tirado um peso enorme de meus ombros. Nunca mais quis saber de imagens desses seres em casa. Hoje, coleciono imagens de fadas e anjos, e posso garantir que nunca mais passei por nada parecido.




Relato 4



Me chamo Ana e tenho 16 anos. Sou de Nova Alvorada Do Sul, e já acompanho o blog a um tempo. Adoro os posts obre elfos, e sou muito fã de vocês, garotas.
     Enfim, o meu relato é o seguinte...  Eu sonhei que estava voltando da casa de uma amiga e ainda eram 21:17 H, mas, como de costume, as ruas estavam desertas. É uma cidade pequena e a maioria das pessoas dorme e se levanta cedo. As ruas do bairro onde moro são especialmente escuras e eu sempre pedalo rapidamente, temendo ser encurralada por algum marginal. Não que seja uma cidade violenta, mas sempre achei melhor não abusar da sorte. No meu sonho, eu pedalava normalmente porque ainda não havia alcançado as ruas escuras. Eu curtia o ar noturno e via algo de mágico na forma como os galhos das árvores balançavam, eu me sentia livre e feliz, quando aquela sensação boa foi substituída por algo desconfortável. Senti um frio na barriga e ouvi algo rangendo atrás de mim. Virei minha cabeça por um instante e vi algo que quase me fez cair da bicicleta. Um homem baixo, vestido com uma roupa verde, de um veludo que parecia brilhar mesmo sobre a fraca luz dos postes. Seus cabelos eram de um vermelho vivo e sua barba longa também. Seus olhos eram negros. Ele estava em uma bicicleta estilo croisinha preta e pedalava rapidamente enquanto vinha em minha direção. Eu me virei e pedalei o mais rápido que pude, mas quanto mais pedalava, mais percebia que ele se aproximava porque o ruído ficava mais próximo. Me atrevi a olhar para o lado, uma vez, e ele estava bem atrás de mim. Senti minhas mãos tremerem e quase perdi a direção. Pedalei por mais tempo e me dei conta de que estava prestes a cruzar a última esquina iluminada, que depois dela, eu praticamente mergulharia em sombras porque só depois de três esquinas é que haveria outro poste de iluminação. Eu desejei que aparecesse alguém na rua para me ajudar, qualquer um, mas sabia que aquela hora, seria impossível.
            Pedalei, quase perdendo o fôlego, me perguntando até quando resistiria, e quando estava na metade do caminho escuro, olhei para trás e vi aquele homem parado na  esquina, iluminado pela luz do último poste de luz. Parecia que ele havia desistido de me perseguir. Eu ri, me sentindo meio doida, mas não diminuí meu ritmo, doida para chegar em casa.
                 Minha casa fica ao lado de um salão abandonado que, antigamente, já foi um bar. Hoje, ele não tem mais portas, e dá muito medo à noite, porque, vez ou outra, algum morador de rua vem passar a noite nele. Só tem uma chave do portão e geralmente fica em casa. Naquele horário meus pais estão em casa, mas meu pai dorme cedo e é minha mãe e minha irmã que ficam na sala vendo novela e esperando por mim. Eu tenho de chamá-las e esperar, torcendo para que nenhum doido saía do salão e me arraste para lá. Já ouvi algumas histórias desse tipo, por isso, a paranoia. Quando voltei para a casa e desci da bicicleta, minhas pernas estavam tão dormentes que não me aguentei em pé e caí. Foi quando ouvi aquele ruído de novo e me virei, chorando. A rua atrás de mim estava tão deserta quanto antes. Ouvi um assobio e virei meu rosto, vendo o homem ruivo parado na entrada do salão. Ele me encarou inexpressivo e eu desmaiei. Foi então que despertei e levei algum tempo para me convencer de que fora apenas um sonho. Pesquisando mais sobre duendes, eu cheguei a esse blog. O mais assustador nessa história é que eu estava em um canal no you tube, lendo os comentários após assistir um vídeo e o de uma garota me arrepiou, ela mencionou um homem ruivo de olhos negros que a teria perseguido em uma bicicleta em um sonho. Coincidência? Eu não sei. Morro de medo de um dia estar voltando para a casa e o pesadelo se tornar realidade. Se eu não acreditava em duendes, agora, eu acredito, mas estou muito assustada. O que será que ele queria comigo?©

(email respondido por Lily Melville)



sexta-feira, 20 de março de 2020

A diferença entre Duende e Gnomo

Imagem por Pixabay

Muitas pessoas confundem esses dois seres, acreditando que são a mesma coisa, mas não são. Há diferenças entre eles e a principal, talvez seja o fato de os duendes serem naturalmente inclinados a serem malévolos enquanto os gnomos, geralmente, são benévolos. Confira a seguir as principais diferenças entre esses seres para que você nunca mais os confunda!


O duende

Imagem por Sudipttaaup por Pixabay

Duende é uma criatura do folclore ibérico, latino-americano e filipino. O termo espanhol "duende" originou-se como uma contração da expressão "dueño de casa" ou "duen de la casa", que signifca "dono de casa", e foi originalmente conceituado como um espírito travesso que habita uma casa.
       As primeiras histórias com a criatura são antigas, mas ele só recebeu esse nome no século 13, quando a palavra "duende" passou a incluir-se no vocabulário espanhol. Há várias criaturas similares aos duendes em outros países. Nos contos medievais irlandeses do século 14 nasceu o Leprechaun, um anãozinho que esconde um pote de ouro no fim do arco-íris.
       A maioria dos contos folclóricos envolvendo os duendes, os retratam como seres extremamente apegados à propriedades e bens materiais, e algumas vezes, a pessoas. Não se atrai um duende para a casa porque ele já está lá antes mesmo de a casa ser construída, por isso, tentar expulsá-lo de sua morada é impossível. Ele atacará com tudo o que tem para se proteger e isso inclui assombrar ao extremo os moradores da casa, agindo como um verdadeiro demônio. Não à toa, o duende já foi considerado por muitos como um mini demônio avarento e luxurioso, já que ele pode ser tão cruel quanto um.  Alguns místicos, inclusive, preferem não classificá-lo como um Elemental, mas ele é.
        Se se apegar a um dos moradores da casa onde habita, mesmo que a pessoa se mude, o duende a seguirá para qualquer lugar que ela for. Ele costuma assediar as mulheres, erguendo suas saias, tocando seus corpos e até as observando enquanto se trocam ou tomam banho, e podem ir além, atacando os pretendentes da mulher; com pesadelos, paralisia do sono, beliscões e em casos extremos quando o duende se torna muito possessivo, provocar acidentes ou mesmo assassinar quem se ouse se aproximar de seu objeto de desejo. 
       Eles também podem se ligar à homens (os contos não especificam se essa ligação tem ou não algum desejo homossexual por parte do duende) e serem tão possessivos quanto seriam com as mulheres. Geralmente, eles trazem sorte e riqueza a quem escolhem proteger, mas algumas exigências devem ser respeitadas como lhes dar um quarto e um lugar à mesa com direito a comida e a bebida, e NUNCA, JAMAIS... Permitir que algum convidado zombe deles porque nos contos, isso nunca termina bem, já que o duende costuma responder com muita violência. Padres já tentaram expulsá-los, mas não obtiveram êxito porque esses seres são anteriores ao Cristianismo. Eles já eram temidos antes mesmo de receberem o nome o qual os conhecemos atualmente.
       A aparência do duende é a de um homem velho, que mede entre 30 a 60 centímetros e se veste com roupas antigas como é representado o Leprechaun. Ele tem temperamento forte, se irrita facilmente, dificilmente perdoa, é vingativo, e gosta de brincadeiras de mau gosto. Não apresenta nenhuma fraqueza contra o ferro. É um ser mais ativo durante a noite e faz muito barulho enquanto caminha ou faz qualquer coisa, podendo ser ouvidos passos, palmas e pancadas nas paredes enquanto ele se move. Gostam de fumo e bebida. Odeiam animais domésticos que sempre entregam sua presença, por isso, podem ser cruéis com os mesmos.
         Duendes, assim como Djinns podem ser presos em garrafas e forçados a realizarem desejos, no entanto, só se deve tentar aprisioná-los se souber o que está fazendo porque se tentar e falhar, a retaliação do duende será certa.



Gnomos

Imagem por Pixabay
 

 Na obra do alquimista suíço Paracelso, no século 16, surgem os gnomos, exímios artesãos que vivem isolados nas florestas, mas que podem se aproximar dos humanos se sentirem que suas intenções são boas. Ao contrário dos duendes, os gnomos são, em sua maioria, benévolos. Medindo cerca de 15 centímetros, tem uma aparência bem humanoide e perfeita - diferentes dos anões mágicos -, se vestem com roupas antigas e, assim, como são representados nas estatuetas de jardins, podem ou não usar gorros. Eles vivem em colônias e produzem tudo o que precisam. São alegres e benévolos. Gostam de ajudar os humanos, cuidando de suas plantas e até plantando novas para eles (se alguma plantinha nova surgiu no seu quintal sem você tê-la plantado, pode ter sido obra de um gnomo e é uma boa ideia pesquisar sobre as propriedades da planta antes de pensar em arrancá-la, eles podem estar tentando passar algum aviso... Talvez, você esteja doente ou ficará em breve e aquela planta possua alguma propriedade medicinal que possa ajudar). Eles, também, podem jogar algum tempero na panela quando estivermos distraídos, conferindo assim, um sabor especial a nossa receita.
      Alguns gnomos podem ser solitários e quando se mudarem para uma casa humana, habitarem um cristal ou planta, ou algum cantinho limpo e confortável, que ele ache que não será perturbado. Os gnomos, ao contrário dos duendes, são silenciosos e procuram chamar o mínimo possível de atenção para eles. Em sua casa poderia viver uma família de gnomos e você nem perceberia, já que eles são mais na deles e não gostam muito de interferir nos assuntos humanos. No entanto, eles nos observam e até torcem por nós. Muitas vezes, quando estamos correndo como loucos atrás de um objeto e não o encontramos porque esquecemos onde o guardamos, eles podem achar e trazer para nós. Também podem nos abençoar, conferindo sorte e boa disposição. Mesmo sendo pequeninos, às vezes, podem terminar algum trabalho que deixamos pela metade.
         Os gnomos também podem ser vistos por animais de estimação e quando isso acontece, eles fogem e se escondem. Não maltratam os animais como os duendes.
           Creme de leite, moedas douradas, grãos e miniaturas de pás, os deixam contentes, assim, como imagens deles espalhadas pela casa ou pelo jardim. Se você tem algum animal de estimação, deixe balas de canela ou moedas escondidas em um cantinho onde você ache que o gnomo encontrará e que seu animal de estimação não alcance.
         Os goblins são inimigos dos gnomos e algumas colônias de duendes estão sempre em guerra contra eles. 
        Gnomos podem ser atraídos para as nossas casas e se comunicarem conosco, principalmente através dos sonhos. Para um gnomo ir embora, basta lhe dar qualquer peça de roupa e ele nunca mais voltará.


Anões Mágicos

Imagem de Pixabay

Os anões aparecem frequentemente nos mitos e lendas nórdicas e germânicas, onde são vistos como tendo seus próprios chefes e atribuições diversas.
          Os anões germânicos habitam as montanhas e na terra e são fartamente associados à sabedoria, mineração e artesanato. São descritos como curtos e feios. 
         Na Edda em Prosa de Snorri Sturluson, os anões nasceram dos vermes que roíam o cadáver do gigante Ymir; mas conforme a versão descrita na Edda Poética (A Profecia da Vidente), eles surgiram dos ossos e do sangue do gigante Blain. Os primeiros anões foram nomeados pelos deuses de Mótsognir e Durinn. Temos ainda vários de seus nomes mencionados nessa balada, são: Dvalinn, Nár, Náli, Nain, Dain, Bívör, Bávör, Bömbur, Nóri, Ori, Oin, Vig, Vindalf, Þorinn, Fíli, Kíli, Víli, Þrár, Þráinn, Þekk, Lit, Vitr, Nyr, Andvari, Alf, Yngvi, Eikinskjaldi, Fjalar, etc. Entre eles temos os quatro anões guardiões dos quadrantes: Norðri (Norte), Austri (Leste), Suðri (Sul), e Vestri (Oeste).
           Snorri Sturluson não distinguiu os anões e os Elfos da Noite, ou elfos escuros (Svartálfar), mas enquanto os primeiros vivem em Nidavellir, um dos chamados Nove Mundos criados pelos deuses, e alguns deles habitam até mesmo em Midgard, os Elfos da Noite vivem em Svartalfaheim, situado logo acima de Niflheim. Mas de qualquer forma os anões são seres que vivem debaixo da terra, no subterrâneo, pois a luz tem o poder de transformá-los em pedra.
            Os anões são hábeis artífices; são particularmente peritos no trabalho de forja, faziam não só armas dos deuses mas também as joias das deusas; Thor lhes deve seu famoso martelo Mjölnir, Frey seu navio mágico e seu javali de ouro, Sif seus cabelos de ouro, Freyja seu colar de ouro Brisingamen, e Odin a lança Gungnir que nada podia deter; Odin também possuía o anel Draupnir, que, como o anel de Andvari, tinha o poder de multiplicar as riquezas de quem o tivesse em seu poder. Entretanto, os anões também possuem má reputação, pois são vistos usualmente como gananciosos, quando diante dos metais preciosos, e além disso ladrões e trapaceiros.
         A crença nos anões foi sem dúvida a mais popular de todas; até o século XVIII, na Islândia, os camponeses mostravam rochedos e colinas afirmando, com a mais absoluta convicção, que lá moravam verdadeiros formigueiros de pequeninos anões do mais agradável aspecto. Entre os quais, eram os mineiros os mais afeitos a tais crenças, pois, trabalhando sob a terra, estavam no território onde se acreditava habitar esses pequeninos seres, que eram, igualmente, os senhores dos metais; por isso dizia-se, quando um mineiro encontrava um anão nas galerias subterrâneas, era sinal de que um bom e belo "filão" estava próximo, pois atribuía-se aos anões só trabalharem onde a terra escondia preciosos tesouros.

Conclusão


Duendes, Gnomos e Anões tem algumas características em comum, mas são diferentes em vários aspectos. Enquanto os duendes e os anões são gananciosos, avarentos e luxuriosos, os gnomos se preocupam apenas em viver em paz e de preferência longe dos humanos que os desapontam muito com sua cobiça e falta de empatia. 
        Anões temem a luz solar (e a deusa nórdica solar Sunna, que com um único olhar pode transformá-los em pedras) e o deus Frey pode ser contatado para ajudar a lidar com eles, ou, então, a deusa Sunna, mas enquanto Frey tentaria uma conciliação, Sunna não perderia tempo e os puniria imediatamente. Nem os anões e nem os duendes temem o ferro, mas os gnomos temem e podem ser feridos por ele. Os duendes parecem não ter uma fraqueza específica, mas, ainda assim, podem ser controlados por magia e aprisionados em garrafas, sendo forçados a concederem desejos a seu mestre.
      Duendes, geralmente, são difíceis de serem contatados (e não é recomendável tentar) porque já estão fortemente ligados à alguma propriedade e lugar, mas se responderem ao seu chamado, podem se apegar a você e a sua propriedade e tem seu lado bom e ruim... Se você der sorte e atrair um bom duende, é possível que perca sua amizade, caso se mude de casa... E se atrair um duende ruim, bem, você sabe. E se ele já estiver na casa antes de você, a casa é dele, então, quem deve se mudar é você (é assim que ele pensa e não importa quem paga as contas no fim do mês, é impossível convencê-lo, ou você aprende a viver com ele ou se muda). Eles não gostam muito de humanos e o Leprechaun em particular sempre foge quando vê um humano se aproximar.
          Anões preferem lugares escuros e são ativos à noite, mas podem ser contatados - propositadamente ou não - e, como alguns transitam entre os Reinos Elementais, é possível esbarrar com algum sem querer. Já aconteceu comigo algumas vezes quando realizei Viagens Astrais. Eles nunca se mostraram amigáveis ou gentis, por isso, me afastei o mais rápido que pude. Todos os anões que encontrei, eram medrosos e se desculparam e se afastaram quando mencionei que era protegida pelos elfos. Eles temem a luz solar mais que tudo. Não são muito de se aproximarem de humanos, é mais fácil você ir até eles que o contrário.
              Gnomos podem ou não gostar de humanos, mas ainda que não gostem, eles nunca se voltarão contra um, preferindo se afastar. Eles, geralmente usam seus poderes para ajudar e não prejudicar. Podem ir embora para nunca mais voltarem se receberem qualquer peça de roupa. Eles podem ser atraídos sem medo, mas deve-se sempre tratá-los com respeito porque eles são sérios e podem se afastar se não se sentirem respeitados. Também deve-se ser paciente porque eles demoram mais que as fadas para darem qualquer indício de sua presença. Não é qualquer pessoa que pode vê-los, mas quem desenvolve algum grau de vidência (o que não é impossível), então, da próxima vez que ver algum engraçadinho perguntando se precisa "fumar" para ver um, lembre-se que o que você precisa mesmo é paciência, persistência e, claro, abrir seu Terceiro Olho. ©

               
*Se copiar qualquer texto desse blog, não esqueça de atribuir à fonte do texto à Perséfone de Recanto Élfico. Obrigada. Algumas informações foram retiradas da Wikipédia, mas o restante do texto foi escrito pela autora.

sábado, 4 de janeiro de 2020

Gancanagh


Esse é um feitiço interessante para atrair dinheiro fácil e alguns objetos de pouco ou muito valor com a ajuda da Kitsune, mas, devo alertá-lo (la) de que a raposa (ou kitsune) é uma criatura "travessa" que nos traz qualquer coisa que pedimos (claro, se acharem que merecemos), mas quase sempre através de meios ilícitos, ou seja, ela tira de uns para dar a outros, um tipo de Hobin-Hood do Reino Mágico, logo, não se assuste se dinheiro ou objetos aparecerem em sua casa, ou mesmo em seu caminho enquanto estiver andando pelas ruas. Nesses casos é sempre aconselhável manter o segredo, por dois motivos simples: Primeiro, porque sempre que recebemos algum presente ou graça do reino encantado, não devemos contar a ninguém ou o encanto pode se quebrar. Segundo, porque, sendo a raposa uma criatura astuta, pode muito bem, roubar esses objetos das casas mais próximas a sua – pois é, no fim a natureza selvagem dela sempre falará mais alto, já que na natureza, é comum que animais tirem sempre algo um do outro, por ser parte animal, parte espiritual, a raposa pode ser evoluída por um lado e menos evoluída por outro.

Você vai precisar de:


*1 vela laranjada
*1 vela verde
*Feijão branco
*1 moeda antiga
*2 varetas de incensos de canela
*Uma imagem de raposa (pode ser de papel, contanto que as patas estejam visíveis).


Como fazer:



Numa Lua Nova, acenda as velas uma de cada lado da imagem da raposa. Em frente a mesma, coloque uma tigela com feijão cozido (uma oferenda a raposa, elas adoram feijão mais que tudo). Coloque os incensos atrás da raposa. Embaixo da pata esquerda da raposa, coloque a moeda e diga:

"Da raposa, eu atraio a astúcia e a malícia,
Tão rápida e igualmente esperta,
Estou sempre atenta, sempre a espreita,
Eu vejo e logo obtenho o que desejo,
Não importa como, não importa quanto,
O que quero, com minha pata ligeira, eu conquisto".


Encare a raposa nos olhos e visualize-a se movendo, vindo até você, trazendo uma certa quantia de dinheiro e jogando para você. Se ela se mostrar amigável em sua visualização, aproxime sua mão da cabeça dela e se ela permitir, afague sua nova amiga. Se ela e mostrar desconfiada, tudo bem, não force a barra, recue devagar e deixe que ela se aproxime quando se sentir confortável, se no entanto, ela se mostrar selvagem e/ou agressiva, é um sinal de que você não merece a ajuda dela (o motivo eu não sei, pergunte a sua consciência, isso pode ser comum a pessoas que não tenham uma boa relação com os animais). Se a raposa for hostil, apague as velas e os incensos e dê o ritual por encerrado. Mas, se ao contrário, ela for amigável, agradeça-a e pode ir. No entanto, não se esqueça de deixar as velas e o incenso queimarem até o fim. Quanto ao feijão, normalmente, oferendas permanecem no altar por no mínimo três dias, mas se começar a cheirar mal, pode se desfazer dele antes desse tempo. Não se esqueça de recompensar a raposa com mais feijão sempre que ela trouxer um agrado, caso contrário, ela pode se ofender e encerrar a parceria.©


Giovanna Lynn:

Adepta da Magia Natural, sou eclética como bruxa e faço de tudo um pouco. Livros e música são meu mundo.


segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Duende Barbegazi

http://fc01.deviantart.net/fs71/f/2013/064/3/0/berserk_elfo_pack_by_spitfire95-d5x1de8.png
Duendes e gnomos são bonitinhos e podem passar anos em seu jardim sem que você desconfie de qualquer situação estranha, mas, segundo uma lenda bastante conhecida na França e na Suíça, existe um tipo de duende muito mais interessante do que este.

Segundo a Fantasy Encyclopedia, o Barbegazi é um tipo de gnomo de inverno, que sai de sua montanha apenas quando a neve começa a cair. Identificá-lo não é um problema: além da barba branca, ele tem pés gigantescos, que funcionam como pranchas de neve. Ele usa seus enormes pés para deslizar na neve de forma veloz.

Se você já estava ficando com medo dele, não se preocupe: o Barbegazi costuma ajudar pessoas presas na neve. Ao encontrar alguém com dificuldades, ele faz sinais e assovios para que alguém possa ajudar. Caso ninguém esteja por perto, ele perde o medo de mostrar sua face e aparece para cavar ao redor da pessoa até que ela se veja livre da neve.


Sobre a Autora:

Daniele Claudino nasceu em 1992, em Campo Grande – MS, onde, ainda vive atualmente. Fascinada por seres mágicos e sobrenaturais. Seu primeiro livro, O Amanhecer Das Feiticeiras foi publicado pela Editora Viseu, em 2018.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Duende Trauko




O Trauco ou Trauko, segundo a mitologia Chilota tradicional do Chiloé, é uma criatura mítica humanóide de baixa estatura, com as pernas sem pés, similar a um duende, que vive nas florestas profundas.

O Trauco é uma entidade mítica que habita as matas de Chiloé, uma ilha no sul do Chile. Homens de Chiloé temem o Trauco, cujo olhar pode ser mortal. Tem um poderoso magnetismo, semelhante ao do Íncubo, que atrai mulheres jovens e de meia-idade.

A mulher que for selecionada pelo Trauco vai até ele, mesmo se estiver dormindo, e cai arrebatado aos seus pés. As mulheres escolhidas pelo Trauco não resistem à atração mágica e concordam em ter relações sexuais com o ele. Assim, o Trauco às vezes é utilizado como explicação para uma gravidez indesejada, principalmente em mulheres solteiras; as pessoas assumem ser o Trauco o pai ausente. Isto isenta a mulher de culpa, porque o poder do Trauco é irresistível.

De acordo com o mito, a esposa do Trauco é a maligna e feia Fiura.


Sobre a Autora:

Daniele Claudino nasceu em 1992, em Campo Grande – MS, onde, ainda vive atualmente. Fascinada por seres mágicos e sobrenaturais. Seu primeiro livro, O Amanhecer Das Feiticeiras foi publicado pela Editora Viseu, em 2018.

sábado, 28 de junho de 2014

Como os elementais da Terra amam



   Boa-noite adoráveis pestinhas orelhudos? Como vão? Eu vou bem, obrigada por perguntarem. Não. Espera... Vocês não perguntaram. 
   Eu sei que estou falando muito sobre amor nos meus posts, não estranhem. Como a ninfa que sou, estou sempre apaixonada por algo ou alguém. E devo aproveitar isso para falar sobre como a maneira que os elementais amam. Às vezes, eles agem de uma forma que nós faz questionar se eles são ou não capazes de sentir emoções humanas como o amor. Sabemos que eles sentem raiva, dor, desejo e medo. Mas, e quanto a amor? Eles são capazes de sentir amor? Sim ou não? O que você acha? Não precisa me responder. Responda a si mesmo.
  A seguir, vejamos como os diferentes elementais da Terra amam ou não.

Elfos


   Sim. Os orelhudos podem se apaixonar. Mas por serem criaturas desconfiadas e acharem que todos estão conspirando contra eles, evitam se relacionar com outros seres que senão os próprios elfos. Mas, mesmo entre eles, ainda rola algum preconceito. Tipo, elfos da Luz não se misturam aos elfos Cinzentos ou aos Selvagens. É contra as regras do Reino Élfico. A Luz e as Trevas não se misturam nunca.
   Os elfos podem admitir outros seres, como as ninfas e os duendes entre eles, mas isso não significam que confiam neles. Os elfos confiam apenas em sua própria família e nunca revelam seus segredos a outros seres. Especialmente, aos humanos. Vamos dizer, que de todos o seres, os que os elfos menos confiam são os humanos. Sabe como é... Nós temos a fama de assassinos de Hamadríades (ninfas das árvores), traidores, trapaceiros e ladrões. E eles preferem morrer que confiar em um humano. Mas, às vezes, os opostos se atraem (e se traem) e elfos se apaixonam por humanos. Claro que eles fazem até o impossível para não se apaixonarem, pois sabem que esse romance tem 90% de chances de dar errado. E por que daria errado? Por vários motivos. Vejamos:
  1. Eles não confiam em humanos;
  2. Seus costumes, sua moral e seu hábito são muito diferentes dos nossos;
  3. Como não confiam nem um pouquinho em humanos, eles tendem a ser extremamente ciumentos e possessivos;
  4. Eles sempre excluem o humano das decisões importantes; cada família se reúne quando precisa tomar uma decisão importante, e se os membros de puro sangue podem participar;
  5. Eles não perdoam traição; podendo matar a pessoa que os traiu (dependo da traição e do quanto o elfo gosta do humano);
  6. Eles não são muito a favor de uniões sem motivos para procriação; mas seu pensamento só vai até aí. Eles admitem pessoas que se relacionam com outras pessoas do mesmo sexo entre eles, mas ficam confusos quanto a orientação sexual deles, porque eles não entendem. Muitos casamentos entre elfos são arranjados à moda antiga, com a única intenção de aumentar a família ou o clã. Tenham isso em mente. No entanto, não significa que eles não possam se relacionar com pessoas do mesmo sexo, sendo outros elfos ou outros humanos. Minha elfa guardiã é bissexual. Já conheci um elfo durante uma viagem astral que me pediu para fingir estar com ele durante uma festa porque ele não queria que os outros soubessem que ele gostava de homens. Enfim, depende do elfo ou elfa. Eles não são contra esse tipo de relação, mas tem aquela mentalidade em formar uma família grande, com muitos filhos.
  7. Elfos admiram moças prendadas, aquelas que sabem cozinhar, lavar e passar. E admiram principalmente as artesãs. Bem, acho que eu estou desqualificada como esposa porque não sei sequer fritar um ovo. 
Tem vários outros motivos, mas chega de falar de elfos!

Duendes 


   Esses homenzinhos barbados são muito maliciosos. Não acredito que eles se apaixonem por ninguém. Ainda mais por humanas, mas há exceções (vi em alguns contos antigos). Até porque eles se divertem mais entrando embaixo das saias das moças, espiando elas enquanto elas tomam banho ou se trocam. Fora a fama que eles tem de paralisar mulheres durante a noite para drenarem sua energia como um íncubo. 
No entanto, há lendas e contos antigos que falam que alguns chegaram a se apaixonar ou ficar obcecados pela jovens mulheres da casa a ponto de espantar os pretendentes, assombrando-os e até ameaçando-os. Mas normalmente, duendes são sombrios e muitos não hesitam na hora de matar quem atravessar seu caminho, como no caso de um duende que foi apaixonado por uma mulher e matou um homem que fez mal a ela. 

Gnomos


  Eles podem ser do tamanho de uma caneta, mas tem um coração enorme! Sim. Eles se apaixonam e são românticos os pequeninos. Adoram presentear suas amadas com flores e também com frutas e legumes que eles mesmos cultivam. Entre eles, receber legumes, frutas ou vegetais é um grande gesto de carinho, visto que eles trabalham duro para cultivarem seus próprios alimentos. Pense neles como fazendeiros bacanas. Não exatamente ricos, mas com uma vida boa. Suas refeições são sempre fartas e suculentas. Adoram comida caseira (aquelas próprias do campo) e carne assada.
   Acredita-se que Tolkien tenha se inspirado nos gnomos para criar os famosos hobbits.
Se um gnomo se apaixona por uma mortal? Não sei. É possível. Mas acha que sendo ele tão pequenino e a humana tão grande poderia dar certo?

   Falando no geral, elementais da Terra, podem ser românticos e fieis quando verdadeiramente apaixonados. No entanto, eles encontram alguma dificuldade na hora de se relacionar com um humano, por causa de suas diferenças. Diferenças essas que podem ser grandes ou pequenas. ©

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Duende Domovoi

  Domovyk, também chamado Domovik, Domovoj, Domovoi ou Domovoy, é um tipo de Pixie e também Duende do folclore eslavo, mais abrangente na Rússia e Ucrânia, que pode assombrar uma casa ou cuidar de seus habitantes, podendo ser um ancestral da família se movendo com a mesma de casa em casa.
Sua aparência é de um ser humanoide pequeno, ancião, com aparência de mais de cem anos, com o corpo coberto de pelos grisalhos, exceto ao redor dos olhos, nariz e alguns que possuem chifres e cauda, mas muitas vezes pode mudar sua aparência, e podem se assemelhar aos habitantes da casa ou animais domésticos, eles são muito tranquilos e não incomodam ninguém, a não ser que a casa onde vivem esteja suja e bagunçada, eles também não gostam de espelhos.
Um Domovyk pode ser considerado um espírito do lar, principalmente na Rússia, onde a chegada do Cristianismo no final do século X, estes antigos deuses do lar, equivalentes a Hestia grega, tornaram-se perigosos e foram substituídos por duendes. Como os antigos deuses do fogo, os Domovyks continuam sendo importantes em lugares que tem lareiras (chaminés), uma das únicas maneiras de antigamente para aquecer os eslavos do frio.
Se houver crianças em casa, o Domovyk irá garantir que elas durmam sem ter pesadelos, consegue também prever o futuro, especialmente o infortúnio, assim como a Banshee, dando gritos, seus soluços representam a morte de alguém na casa, e se ele sorri, prevê bons tempos.
A Ucrânia considera o Domovyk como o espírito domestico, que vive em lugares das casas como lareiras e perto dos fogões, como todo duende, ele também gosta de fazer travessuras, principalmente com os vizinhos, roubando objetos, escondendo chaves, atrapalhando o sono e etc.
Pessoas que conseguem ver o Domovyk em casa costumam os chamar de um jeito amoroso, como vovô ou senhor, mas não são todas as pessoas da família que conseguem ver, por isso, deixam alimento para ele durante a noite, tal como um copo de leite e biscoitos e botas de pano vermelhas penduradas no pátio é outra forma de homenagear um Domovyk.
Na Polônia, depois de uma mudança, as pessoas colocam pedaços de pão e sal embrulhados em um pano branco para que os Domovyks possam vir e se instalar na nova casa. Para se livrar de um Domovoi rival, é preciso bater nas paredes com um feixe gritando ”avô Domovoi me ajude a achar e expulsar o intruso!”
Quando se ouve um bebê chorar, sem existirem bebês humanos dentro de casa, o que você estará ouvindo é um Domovoi bebê, neste caso, cubra o local de onde vem a voz com um lenço, e a mãe da criança lhe dará a resposta de qualquer pergunta, contanto que você não remova o tecido do bebê.
Se um membro da casa desagradar um Domovyk, o pior castigo que ele pode dar é provocar Poltergeist e um grande incêndio.

Fonte: http://misteriosfantasticos.blogspot.com.br/2011/07/domovyk-domovik-domovoi.html

domingo, 4 de agosto de 2013

Duende Galafuz

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     João Galafuz é o nome com que a superstição popular designa uma espécie de duende, que diz aparecer em certas noites, emergindo das ondas ou surgindo dos cabelos de pedras submersas, como um facho luminoso e multicor, prenúncio de tempestade e naufrágios.
    Crença dominante entre os pescadores e homens do mar, no estado de Pernambuco, nas cidades de Barreiros, na Praia do Porto e principalmente na ilha de Itamaracá, dizendo-se que esse duende marinho é a alma penada de um caboclo, que morreu pagão, acaso conhecido por João Galafuz. A superstição tem curso também em outros estados, notadamente em Sergipe, com o nome de Jean de La Foice, Fogo-fátuo ou Boitatá. (Gustavo Barroso, Terra de Sol).

sábado, 3 de agosto de 2013

Duende Guajara


   


     

Aparece nas noites de inverno, raras vezes nos dias de verão, fazendo barulhos, tais quais, vozes de animais, ruídos de caçador, pescador, colhedor de mel de abelhas e ainda fingindo cortar árvores.
Assusta os viajantes que passam perto do seu mangue, reduto natural, e também surge, como um pato, nas casas próximas, atrapalhando a calma habitual.
    De acordo com a tradição, o duende é invisível, derivando o pavor pela sua diversidade de simular sons. Além disso, açoita os cachorros, que podem falecer depois do terrível castigo. Aos viajantes impõe a companhia do medo ao gritar pelo caminho.
    É também chamado de Guari e Pajé do Rio. Suas características, de acordo com Câmara Cascudo, o aproximam do Saci, Curupira, Caipora, e por conta da moradia, há elementos do Pescador Encantado.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Duende Clion

Imagem de Capri23auto por Pixabay

O duende Clion é semelhante a um humano, mas mede 4 cm de altura.
Ele traz para nossa casa uma vibração de proteção pessoal a cada morador da casa é fiel à sua residência. Clion pode permanecer em uma única casa por décadas, mesmo que os moradores se mudem, e quando isso acontece, se ele não gosta dos novos moradores, os irrita até que eles se cansem e se mudem da casa.
       O contato com Clion costuma ser bem interessante, pois ele se torna divertido ou desagradável até que você reaja a presença dele conforme o agrade.
Ele possui hábitos noturnos, realiza pequenos trabalhos domésticos, cuida dos espíritos das plantas (ninfas), energiza todos os cantos da casa, e dessa forma faz muito barulho, que muitas vezes assusta e acorda os outros.
        Como trabalha bastante, sente fome e precisa ser alimentado e respeitado. Ele come quase de tudo, e até que os moradores percebam sua presença, eles beliscam restos ou pratos expostos na cozinha.
       Para invocá-lo, ofereça a ele pão de centeio com mel, deixando em canto bem escuro da casa. Acenda uma vela verde em um cômodo próximo e chame-o pelo nome.


Sobre a Autora:

Daniele Claudino nasceu em 1992, em Campo Grande – MS, onde, ainda vive atualmente. Fascinada por seres mágicos e sobrenaturais. Seu primeiro livro, O Amanhecer Das Feiticeiras foi publicado pela Editora Viseu, em 2018.


terça-feira, 14 de agosto de 2012

Leprechaun



 Leprechauns são originários da Irlanda e, como os irlandeses, são criaturas um tanto imprevisíveis.
Uma hora estão alegres, cantando e assoviando: de repente, ficam arredios e irritados sem causa aparente.
  Como acontece com todos estes seres, é importante que você veja o Leprechaun, antes que ele o veja, pois ele se torna então mais cooperativo e talvez possa levá-lo a um de seus potes de ouro escondido. Mas ele é muito astuto e traquina, capaz de desaparecer num piscar de olhos.
 O ouro é um prêmio raro.
Gostam de fumar seus cachimbos com toda calma e dificilmente podem ser enganados.
Adoram música e dança. Mas não vivem em comunidades porque são muito briguentos. Preferem o isolamento e o sossego de suas pequenas casas construídas nas raízes das grandes árvores irlandesas.
De vez em quando, são vistos fazendo movimentos giratórios como piões usando seus chápeus como eixo.
Após o seu trabalho diário, o Leprechaun gosta de se divertir à noite. Ele invade as adegas de vinho e "curte" sua bebedeira desenfreada no lombo dos carneiros ou cães pastores noite adentro.
Se algum dia, você encontrar um leprechaun escondido na floresta, prenda-o com firmesa em sua mão e não desvie os olhos dele por um só instante. Se piscar, mesmo que por fração de segundo, ele desapareçerá de sua vista. Mas se conseguir mantê-lo aprisionado pela força de seu olhar, o Leprechaun lhe revelará, em troca da liberdade, onde se esconde o pote de ouro no final do arco- íris. Mas cuidado, pois ele costuma enganar os outros, dando-lhes um falso ouro que pouco tempo depois, desaparece.

O Leprechaun é apresentado como um diminuto homemzinho, sempre ocupado a trabalhar em um único pé de sapato em meio às folhas de um arbusto ou "sob uma folha de labaça".
Ele é tido como o sapateiro do povo das fadas.

Acredita-se que eles tenham uma moeda de prata mágica, que volta à sua bolsa, depois de ser gasta.

Os Leprechauns são descritos como sempre alegres e vestidos à maneira antiga, com roupas verdes, um barrete vermelho ou um estranho chapéu de três pontas, avental de couro e sapatos com fivelas.

O nome Leprechaun é possívelmente originário do Gaélico Luacharma'n, significando meio corpo (no sentido de pequeno) ou Leith Brogan que significa sapateiro. Outra interpretação para a origem do termo seria a de Leprechaun vem de Luch-chromain, gaélico para "Pequeno Lugh corcunda".
 Na Irlanda é conhecido como um pequeno homem de roupas verdes, bigode, olhar simpático e um cachimbo na boca. Os Leprechauns não gostam de humanos e tem medo deles, mas quando se vem com boas intenções, eles dão-nos um par de sapatos. Os sapatos que eles fazem são muito bonitos e são feitos de materiais naturais, tais como, flores e gotas de orvalho. Além do seu cachimbo, estão sempre acompanhados pelo seu pequeno, velho e gasto martelo.
O leprechaun é muito pequeno, pois tem apenas 30 a 50 cm.

Sobre a Autora:

Daniele Claudino nasceu em 1992, em Campo Grande – MS, onde, ainda vive atualmente. Fascinada por seres mágicos e sobrenaturais. Seu primeiro livro, O Amanhecer Das Feiticeiras foi publicado pela Editora Viseu, em 2018.