quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Como os elfos interagem com outros seres

 
Hoje, trago esse post a vocês contando como os elfos interagem uns com os outros e também com outros seres. Como há muito pouca informação sobre os elfos, tive de me basear em minhas próprias experiências, no que observei ao longo de onze anos interagindo com os elfos.


Elfos X Elfos



Elfos demonstram muito respeito aos irmãos mais velhos, aos pais e aos anciões. Você jamais verá um deles levantando a voz para a própria mãe.
    Eles vivem atualmente como as pessoas modernas, embora, ainda possam ter uma visão mais conservadora (como as pessoas do século atrás). Eles não são homofóbicos, mas não entendem muito bem o que leva uma pessoa a namorar com alguém do mesmo sexo. Como seres da fertilidade, eles acreditam que a realização máxima é se casar e ter filhos. Entretanto, há gays e lésbicas entre eles. Eles se respeitam, mas os anciões ainda não entendem esse comportamento, que pra eles é o fim do mundo. Em minhas viagens astrais, eu conheci um elfo homossexual que não se assumia porque sua família era muito conservadora, por isso, ele seduzia várias moças, mas não ficava com nenhuma. Lembro que ele me pediu pra fingir que estava na dele só para enganar seus amigos e nós fomos para o quarto e ficamos conversando por um bom tempo. Ele era lindo, com cabelos longos e louros, presos por um elástico, e um fofo.
    Ainda em minhas viagens astrais, tive problemas com a avó de Alfie (Dinorah) porque ela realmente não suportava a ideia de eu gostar também de garotas, ela só aceitou com o tempo quando entendeu que não podia me mudar.
    É claro que essas são as minhas experiências, limitadas a um grupo específico de elfos. Não tive contato com tantos elfos para afirmar que essa é a visão geral deles, posso falar apenas pelos que conheci. Os elfos nunca se importaram muito quando eu dizia a eles que gostava de garotas, nem o Alfie ligava.
    Elfos são muito unidos e se dividem em clãs. Sempre que qualquer decisão importante precisa ser tomada, o clã organiza uma reunião.
    Pra eles não existe essa de falar com todo mundo na família, mas ignorar fulano. Eles buscam sempre estar em harmonia uns com os outros e deixar suas diferenças de lado.
    Elfos costumam ser muito simpáticos, especialmente os comerciantes. Quando se consideram íntimos de alguém não tem medo de falar o que pensam ainda que magoem sem querer a pessoa. Se por um lado, eles pecam por excesso de sinceridade, por outro, não lidam bem com críticas e temos de escolher com cuidado as palavras quando formos contrariá-los.

   


Elfos X Humanos




A interação entre elfos e humanos pode ser um pouco complexa, às vezes, porque elfos são emotivos e travessos e detestam ser contrariados. Acho que “crianças mimadas” se aplica bem a eles. Pense em uns bichinhos rancorosos que demoram pra te perdoar se você os magoar? Por outro lado, elfos sempre estão abertos ao diálogo e se você conversar sério com eles, pode ser que se entendam. Gaion (minha guardiã) e eu nos entendemos muito bem e ela tem uma paciência angelical comigo. Ela me aconselha e quando eu não a ouço, ela deixa eu quebrar a cara e ver por mim mesma que não ouvir ela resulta nisso.
    Elfos são uma ótima companhia, especialmente para crianças porque são extrovertidos, falantes, gulosos e travessos. Os mais velhos adoram conversar e dar conselhos. Já os mais novos são hiperativos, curiosos e paqueradores.
    Quando gostam de alguém podem ser ótimos guardiões e companheiros para toda hora. Podem te consolar quando estiver triste, te aconselhar, moldar sonhos especiais, te ajudar nos trabalhos domésticos (através da “invocação” você consegue dividir o seu corpo com o elemental e pode sentir sua  influência) e deveres escolares (eles são muito bons em matemática) e também te inspirar (caso escreva, cante, componha, etc).
    Quando se apaixonam por um humano, são fiéis, carinhosos, românticos e sedutores, mas esperam o mesmo. Não lidam bem com traição e rejeição, por isso, se quiser namorar com um elfo e ao mesmo tempo com um humano, tem de avisar o elfo desde o começo da sua intenção e explicar a razão disso, senão você não quererá conhecer o lado ciumento e possessivo deles…
    Elfos podem se casar com um humano e até levá-lo para o seu reino.
    As crianças são dóceis e adoram brincadeiras e histórias. Por serem inocentes e terem pouca noção de que humanos são naturalmente medrosos, os elfinhos são sempre os primeiros a se mostrarem aos humanos, especialmente se houverem crianças brincando, eles vem para brincar também. São inofensivos, mas se perceberem que ficamos assustados com sua presença, fogem envergonhados no mesmo instante.
    Quando irritados com alguém, elfos podem atormentar a pessoa, lhe dando pesadelos (sentando-se sob o tórax de seu alvo), escondendo objetos de uso pessoal, trazendo uma maré de azar e até atacando fisicamente a pessoa com uma série de beliscões, também podem roubar a energia vital da pessoa, levando-a a exaustão.




Elfos X Fadas



Os elfos sentem pelas fadas o mesmo fascínio que nós sentimos, infelizmente isso não é recíproco porque fadas não confiam neles (aliás em ninguém que não seja do povo delas). Elfos tem muita informação sobre fadas e, inclusive, um dos rituais que fiz para contatar as fadas foi graças a um livro sobre elas que uma bibliotecária a qual a Heather (mãe de Alfie) me apresentou me mostrou.
    Elfos parecem se dar melhor com as pixies (um tipo de fada desprezada pelas outras), embora não demonstrem tanto fascínio pelas mesmas.




Elfos X Ninfas



Elfos sabem da importância das ninfas e por isso as respeitam, mas não demonstram nenhum fascínio pelas mesmas, não como demonstram pelas fadas ou pelas humanas. Não raro, alguma elfa se junta a dança das ninfas ou repousa a sombra de  suas árvores a fim de que tenham suas energias recicladas por estes seres igualmente encantadores.©




terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Elfos raptores

      Os elfos, segundo as crenças celtas, raptam e deixam prisioneiros em seu reino os homens.
    Eis aqui o relato de uma lenda escocesa recolhida por Walter Scott, que ilustra a crença:

     Um tecedor perde sua mulher. Essa morre entre convulsões e seu cadáver fica tão desfigurado que os vizinhos pensam que os elfos a raptaram e substituíram seu verdadeiro corpo. Quando o tecedor está considerando seriamente voltar a se casar, sua esposa morta lhe aparece numa noite e diz que não está morta, mas sim cativa dos elfos e, que pode, se ainda a ama fazê-la voltar daquele triste reino de "Elfland". Porém, o homem acaba não fazendo o que o fantasma lhe pede.
   Outro relato foi recolhido na Dinamarca: Um camponês perde sua mulher. Uma noite em que passa perto de um Monte de Elfos vê sua esposa dançando com outras pessoas. Como ele a chama pelo nome, ela se vê obrigada a segui-lo, porém a sua vida não voltou a ser como antes: a mulher não parava de chorar na cozinha. O mais simples dos mortais que tenha ocasião de conhecer o País dos Elfos, jamais vai se recuperar, pois dizem que a experiência é tão deslumbrante, fazendo com que a vida humana não seja mais interessante. Isso deve-se, por serem os elfos os mais perfeitos músicos e dançarinos que aos olhos e ouvidos humanos não existe nada mais belo de ser visto e ouvido na terra. Lembrando que isso só vale para quem vai para a Terra dos elfos bondosos, pois a Terra dos elfos maldosos é um lugar ao qual nenhum mortal desejaria permanecer por muito tempo.

     As histórias de raptos de seres humanos por parte dos elfos abundam muitas crônicas populares na Europa. Walter Scott conta-nos assim o testemunho de um tal Pennant, raptado para uma viagem de observação que ocorreu em 1769:


 Um pobre visionário que estava trabalhando em Breadalbane, foi levado pelo ar e passando por cima de um muro à um campo de trigo contínuo. Rodeavam-lhe uma multidão de homens e mulheres, entre os quais reconheceu várias pessoas mortas há muitos anos. Essas pessoas iam e vinham como abelhas sobre a plantação, roçando apenas a ponta do trigo, falando uma língua desconhecida com uma voz cavernosa. Foram lhe empurrando rudemente em todas as direções, porém quando murmurou o nome de Deus desapareceram todos, salvo uma mulher que bateu em seu ombro e o obrigou a aceitar um encontro para às sete da tarde daquele mesmo dia. O homem viu então que seus cabelos estavam atados com duplos nós (conhecidos como "anéis de elfos") e quase já tinha perdido o uso da palavra. Manteve sua promessa e ficou esperando a mulher que chegou voando. Ela pouco falou, pois tinha muita pressa e não poderia ficar com ele, e ordenou que partisse, afirmando que nada de ruim iria lhe acontecer.

 Orfeu e Eurídice no País dos elfos


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  Segundo ainda, crenças celtas, é para o País dos Elfos que vão, voluntariamente ou não, os mortos. Todo mundo conhece a célebre lenda de Orfeu e Eurídice. É sabido que o músico grego não vacilou em descer até o fundo dos Infernos para buscar a esposa morta. Entretanto, uma lenda celta conta que o lugar onde Eurídice estava prisioneira não era os Infernos, mas o País dos Elfos. Orfeu, rei da Trácia, ao norte da Grécia, encontrou um dia sua mulher Eurídice chorando nos jardins de seu palácio. Eurídice lhe contou que havia adormecido à sombra de uma árvore utilizada para enxertos (essas árvores eram conhecidas por demarcar as fronteiras entre o mundo dos humanos e o povo do Reino das Fadas), e havia sonhado que um rei dos elfos vinha buscá-la para conduzi-la, através de uma escura galeria, até seus domínios encantados. Depois a conduziu de volta até sua árvore e ordenou, sob pena de um terrível castigo, que no dia seguinte lhe esperaria naquele mesmo lugar. Eurídice não se atrevia a desobedecer o senhor élfico e estava bem decidida a esperar sua triste sorte junto à árvore. Para conjurar a sorte, Orfeu fez guardar a árvore por seus melhores soldados, porém no dia seguinte, ao meio-dia, Eurídice desapareceu no ar, levada pelo rei dos elfos. Louco de dor, o rei da Trácia abandonou seu trono e se tornou ermitão, não levando consigo mais do que uma lira. Se dizia que sua música era tão bela que as lebres deixavam de correr e os pássaros de cantar. As vezes, Orfeu assistia as cavalgadas das fadas e dos elfos que galopavam pelo campo, e ouvia o som de seus cornos de caça. Um dia viu passar em sua frente umas belas fadas caçadoras, montadas em cavalos brancos e levavam cada uma um falcão na mão. Orfeu as seguiu correndo. Observou como deslizavam até o interior de uma rocha e desapareceram num túnel escuro. Seguindo-as chegou até uma clareira verde onde deparou-se com um maravilhoso castelo de torres brancas. Orfeu entrou no tal castelo e descobriu uns mortais dormindo nas posições que estavam quando os elfos os raptaram. Havia guerreiros combatendo, crianças brincando, mulheres ocupadas fiando... Todos estavam imóveis, com o gesto detido na eternidade de um instante. Chegou finalmente ao pátio central do castelo, e nele estava o rei dos elfos perto de Eurídice, que dormia embaixo da árvore, exatamente na mesma posição que estava há dez anos no palácio de Orfeu. O rei-músico da Trácia se inclinou então, ante ao soberano dos elfos e se ofereceu para tocar-lhe uma música. Então Orfeu pegou sua lira e tocou uns acordes tão belos que o próprio rei dos elfos ficou maravilhado. E, quando o mortal parou de tocar, o príncipe élfico lhe rogou para continuar com a música, prometendo lhe conceder uma recompensa como pagamento de seus serviços. Orfeu se pôs a tocar de novo e logo, quando chegou o momento, reclamou o que lhe devia: a mulher adormecida à sombra da árvore. Então o rei dos elfos tentou retratar-se: -"Não pode ser, seria um casal muito desigual. Ela é jovem e bela, e tu és velho e desgastado. Seria indecoroso ficarem juntos". Porém Orfeu replicou; "Todavia seria mais indecoroso para vós não cumprir vossa promessa". Preso ao trato, o elfo libertou a Eurídice de seu encantamento. A jovem acordou e se jogou nos braços de Orfeu, que a levou consigo através do escuro túnel. E, enquanto alguns autores afirmam que a perdeu de novo naqueles labirintos escuros, outros afirmam que regressaram sem problemas até a luz do mundo dos humanos, voltando a seu reino e viveram felizes o resto de sua vida.

Envie seu relato!


Se você já teve alguma experiência física ou alguma vez sonhou com elfos, gnomos, duendes e etc, e quiser compartilhar sua experiência conosco é só enviar um email para:

adancadasfadas@yahoo.com

Jamais divulgarei seu email nem postarei as respostas do mesmo (apenas o relato).
Se não quiser que eu divulgue seu nome também é só assinar o email com um apelido ou o seu nome mágico.

Não achou o que procurava?


Se você não encontrou o que procurava, pode deixar sua sugestão de post aqui mesmo nessa página. Eu pesquisarei sobre o tema proposto e se conseguir reunir informações relevantes, prometo postar em breve.


O duende veio brincar também!


Olá Daniele!

Eu me chamo Bruna e tenho 16 anos e não faz muito tempo que comecei a ler seu blog e gostei muito. Eu não sou muito experiente nesse tipo de assunto, porém de um tempo para cá os temas relacionados a Wicca e a elementais vem despertando bastante meu interesse. Eu desde criança fui criada como católica e assim continuei até os meu 13 ou catorze anos, quando me afastei da igreja e passei por uma fase meio ateísta/agnóstica e agora estou me reaproximando da fé e da espiritualidade. É tudo muito engraçado, é diferente de tudo que sempre fui acostumada. Para mim tudo isso sempre foi fantasia, coisa de conto de fadas rsrs. Desculpa se essa ultima parte soou meio ofensiva. Porém, quando eu era bem criança eu tive uma experiência um tanto estranha com elementais (na verdade um elemental) que eu gostaria de relatar.

Tudo aconteceu quando eu tinha 7 ou 8 anos. Naquele dia, eu e meu irmão estávamos dormindo no quarto dos meus pais. Como iria ficar muito apertado para quatro pessoas dormirem em uma cama de casal, minha mãe colocou um colchonete no chão para que eu e meu irmão pudéssemos dormir. Antes da hora de dormir eu estava brincando com umas bonecas e uns moveis de madeira no chão perto do colchonete. Minha mãe havia pedido para eu guardar os brinquedos, mas eu acabei ficando com sono e deixando eles espalhados no chão mesmo.

Então eu fui dormir na cama de cima com o meu pai e meu irmãozinho no colchonete com minha mãe. Nisso eu acabei acordando no meio da noite para ir no banheiro e quando eu olhei para os meus brinquedos eu vi um homenzinho meio dentuço, menor que eu que vestia uma camisa de manga comprida e um gorrinho mexendo nos meus brinquedos (não lembro se isso foi na ida ou na volta do banheiro). Eu não senti medo e apenas fiquei olhando para ele (eu acreditava que fosse um duende, mas hoje não sei). Ele pareceu ter percebido a minha presença e olhou para mim com sua “carinha de rato” e me encarou por um momento. Eu então pisquei e ele desapareceu. Depois disso eu apenas achei estranho, fiquei tentando absorver a situação um pouco e depois fui para a cama de baixo dormir perto da minha mãe e do meu irmão.

No dia seguinte eu fiquei super animada e saí contando para todas as minhas coleguinhas que eu tinha visto um duende, mas ninguém acreditou em mim. Então eu parei de ficar falando sobre isso para não me chamarem de maluca. E eu posso jurar que não foi um sonho, pois no dia seguinte eu havia acordado no colchonete, se foi um sonho então foi um sonho muito muito real.

A única coisa que eu acho estranho é que eu moro em apartamento e minha casa não é bem do tipo “atrativa” para elementais. É só um apartamento comum na cidade, e eu e minha família nunca tivemos ligação nenhuma com Wicca ou qualquer coisa do tipo (sempre fomos católicos). De qualquer maneira foi um acontecimento que meio que “me marcou”, então foi a partir desse dia eu passei a ver seres “mitológicos” com outros olhos. 
*Email respondido.
*Envie também seu relato para: adancadasfadas@yahoo.com

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

A influência das Bacantes



Sonhei que estava em uma casa com várias ninfas. Todas elas eram altas, brancas e tinham os cabelos negros, lisos e longos. Elas eram muito bonitas e andavam todas as nuas. Como eu estava com elas há algum tempo, também estava nua. Nós dançamos e, em um certo momento, elas me cercaram e me seduziram. É. Eu fui estuprada por um monte de ninfas gostosonas (garotos, morram de inveja!).
   As ninfas me levaram até à esquina da casa dos Marchesi (para quem não sabe, os Marchesi são uma família élfica que eu sempre vejo em meus sonhos recorrentes). Eu vi o namorado de Heather parado em cima de uma moto, conversando com outros elfos que estavam vestidos como motoqueiros. Seguindo as ordens das ninfas, eu me aproximei de Carlos (acho era esse o nome dele) e pedi sua ajuda para consertar um cano furado. Ele aceitou. Um outro elfo tentou alertá-lo de que eu o estava atraindo para uma cilada.
Eu me fiz de ofendida e disse que aquilo era mentira e, que tudo bem se ele não quisesse me ajudar. Eu me viraria sozinha.
  Carlos insistiu para consertar o cano. Eu pedi para que ele me seguisse. E o levei até à cozinha.

Havia muita água no chão. O elfo se abaixou e examinou o cano.

- Mate ele. - Sussurrou uma das ninfas que estavam invisíveis.
- Mate o elfo nojento, agora. - Sussurrou a outra.
- Use a faca que está sobre a pia. - Elas sussurravam de forma sedutora.

Eu olhei a faca, e a peguei. Mas quando ia esfaquear o elfo que estava agachado e de costas para mim, senti pena dele. Afinal, ele confiara em mim e viera me ajudar. Eu não podia matar alguém que não fizera nada a mim. Aquilo seria muito injusto.
Coloquei a faca de volta em cima da pia.

- Parece que cano está bom. - Disse ele ficando de pé e me encarando confuso.
- Mesmo? Puxa! Me desculpe por fazê-lo perder seu tempo. - Eu disse, rindo nervosamente.
- Não. Tudo bem. Foi um prazer. - Ele respondeu sorrindo.
- Eu te acompanho até à porta. - Eu disse.

Eu fechei a porta depois que ele saiu e saí pelos fundos.
As ninfas me levaram de novo na casa onde elas viviam e nós dançamos.

Acordei.


Alex: Só uma sereia me separa de um elfo

  Sonhei que eu estava em um barco de pesca, em alto mar. Acompanhada por marinheiros. Um deles era meu querido Alex. O que me faz pensar que todos os marinheiros eram, na verdade, elfos disfarçados.
   Billy - irmão de Alex - me levou até onde ele estava.
Alex estava trabalhando muito. Juntando cordas (para fazer o quê, eu não sei).

- Diga a ela que é verdade que vocês dois vão se casar. - Billy gritou para Alex.

Mesmo tão atarefado, Alex me olhou sorrindo e disse:

- Sim. É verdade.

- Essa é a melhor hora para conseguir qualquer coisa dele, quando ele está ocupado. - Billy me disse baixinho.

  Alex veio até onde eu estava. Segurou minhas mãos. Olhou em meus olhos e disse que ia se casar comigo. Ele não me perguntou se eu aceitava ou não me casar com ele. De alguma forma, ele sabia que eu aceitaria. Por isso, não me pediu em casamento. Me informou que nos casaríamos.
Muito contente, Billy anunciou aos outros marinheiros sobre o casamento e todos comemoraram. Muito felizes.
  Eu me sentei quietinha em um canto e fiquei observando os marinheiros trabalharem.
Alex se debruçou em uma parte do navio e observou o mar enquanto sentia o vento brincar com seus cabelos. Ele acompanhava o movimento do vento, mexendo os dedos, como se estivesse compondo uma canção. De repente ele arregalou os olhos ao ver uma cauda de peixe (laranja) enorme sair saindo debaixo do barco. Era uma sereia. E ela usou seus poderes telepáticos para atraí-lo para dentro da água. Eu estava longe de Alex, mas podia ver com os olhos dele e sentir tudo o que ele sentia. Ele estava muito assustado!
   Observamos a cauda da sereia. Era linda e fina - bem diferente das sereias dos filmes -. E, então, olhamos para parte de cima dela. A sereia era muito grande. Três ou quatro vezes maior que uma pessoa comum. Devia ter uns três metros de altura ou mais. Ela era morena clara. Tinha cabelos negros (que estavam presos em um coque e com duas mechas soltas).

 http://fc08.deviantart.net/fs70/i/2012/154/1/d/sereia_by_danielpilla-d50i9dj.jpg

  Ela nos observou em silêncio, sem piscar ou se mover. Ela era muito assustadora por ser gigante.
Os marinheiros estavam desesperados e gritavam por Alex.
Eu pulei na água para ir atrás de Alex.
Quando eu vi a sereia, eu quase chorei de medo. Ela era muito grande. E o sonho era tão real.
A sereia me encarou em silêncio. Eu tive medo de me mover e ela se assustar e machucar Alex ou eu.

 "Ela sempre estará entre nós e nunca nos deixará ser felizes". - Alex me disse telepaticamente.

Por sorte, acordei.