domingo, 1 de março de 2020

Os elfos & os animais

Imagem por Pixabay


⚠️ Conteúdo sensível: Este post contém temas como magia intensa, elementos sombrios e referências simbólicas à morte ou transformação espiritual.



        Os elfos têm uma relação de amor e ódio com os animais e a própria natureza. Não vou mentir aqui e dizer que eles são seres de luz, perfeitos e preocupados com outros seres além deles próprios; os elfos são uma raça difícil de lidar, fechados em seu próprio mundo e fieis às suas tradições e princípios, dificilmente mudam sua forma de pensar e/ou agir. É o jeito deles, a forma como têm funcionado desde sempre. A vida no Reino Encantado nem sempre é fácil, há pobreza, exploração e maldade, os próprios contos de fadas em suas versões originais nos mostram essa faceta obscura, porém realista. Não vamos nos enganar acreditando que a Elfland é uma terra perfeita porque não é, como tudo no Universo, essa terra de "encantos" está dividida em sombras e luz. A Luz é habitada pelos seres de elevada consciência, aqueles que amam e zelam pelos animais e pela natureza e tem um carinho especial por nós, seres humanos, são os elfos da luz.
     As Sombras estão divididas em duas categorias; Cinzas e Escuridão. As cinzas ficam entre a luz e a escuridão, é o meio da Elfland, a parte onde se encontram os elfos que ainda não evoluíram o suficiente para habitar a luz e nem são perversos o bastante para se refugiarem na escuridão. Estes são chamados Elfos Cinzentos ou Selvagens, aqueles que comumente são representados portando arco e flechas. Guiados pela paixão e pela ganância, dificilmente se importam com alguém que não seja de sua família. Eles são belos - pelo menos a maioria o é -, mas não se deixe enganar por isso, beleza nunca foi e nunca será sinônimo de bondade, especialmente na Elfland.

      A Escuridão fica logo após as Cinzas, é uma parte onde a luz solar não alcança, e por isso mesmo, muitas pessoas afirmam que está localizada no subterrâneo, é onde estão os elfos perversos, aqueles que desprezam toda e qualquer forma de vida e não tem nenhuma compaixão de quem cai em seus domínios, são piores que os Trolls, os Goblins e outras criaturas, porque enquanto os Trolls, por exemplo tem motivos - eles desprezam os humanos porque só conhecem a nossa pior faceta, a que mata e destrói sem piedade - pra nos odiar, os elfos da escuridão se deleitam em machucar principalmente almas puras e inocentes, como crianças. O ódio faz parte deles desde sempre, e não procure um motivo, eles são assim e ponto, até os outros elfos os temem e os evitam.

        Bem, agora que conhecem um pouquinho sobre os três tipos de elfos que existem, que tal conhecer qual a relação deles com os animais e a natureza em si? Ok.Vamos lá!

         Os elfos da luz tem profundo respeito e carinho pelos animais, muitos, inclusive, são vegetarianos. Os animais que os elfos mais gostam é o coelho porque representa a fertilidade, o cavalo porque representa a liberdade selvagem, e o gato que muitas vezes é dito como um elfo disfarçado. Há até um tipo de elfo (não confunda com Bakeneko) que se transforma apenas em gato, um gato que visivelmente é diferente do gato comum devido a sua aparência, podendo ter listras azuis ou símbolos élficos marcados em alguma parte de seu corpo, ou as orelhas divididas. É um gato muito forte e ágil, com grande sabedoria, e que pode falar. Mas assim como as fadas, os elfos também gostam muito de cães, que para eles representa proteção e lealdade acima de todas as coisas. Também é uma das formas que os elfos podem assumir, e nessa condição são ferozes e mortais aos seus inimigos.
          Os elfos da luz possuem uma boa relação com outros seres elementais, mas não admitem em se reino seres com uma aura obscura.

         Os elfos cinzentos são egoístas e não ligam muito com a natureza e os animais, na verdade, eles tem dificuldade em compreender que tudo e todos dependem uns dos outros para continuarem a existir, também são descrentes e só acreditam em algo se virem com seus próprios olhos. Árvores para eles são apenas um monte de mato se não tiver frutos.
 Animais só tem utilidade até certo ponto e quando deixam de ter, eles simplesmente se desfazem destes. É horrível pensar que um elfo age assim, ainda mais quando nos lembramos dos belos, sábios e bondosos elfos de Tolkien, mas a realidade é sempre diferente do que os filmes e livros contam a maioria das vezes. 
Elfos Cinzentos adoram carne e se estiver meio crua, tanto melhor para eles. Eles tem um apetite voraz e estão quase sempre comendo, doces e carnes, principalmente. Eles podem usar casacos, sapatos e bolsas com pele ou couro de animal e até colares de dentes (muitos dentes de crianças humanas ou élficas), sim é assustador.

       Já os Elfos Escuros ou Negros, se dedicam à caça não apenas por necessidade, mas por diversão, caçando espécies raras do reino mágico - há uma infinidade de animais e plantas que sequer sonhamos ou imaginamos nos reinos elementais -. Por onde passam trazem a escuridão sempre os acompanha, e não raro, os pobres elfos das cinzas sempre fogem desesperados quando a escuridão se aproxima de repente. São os elfos malévolos que trazem dor e destruição por onde passam, violando donzelas, saqueando mercearias, roubando, espancando e mesmo matando quem tiver o azar de cruzar seu caminho. Sempre que a escuridão vem, os elfos cinzentos se escondem onde podem. A escuridão só não chega à parte mais elevada do Reino, à morada dos elfos da luz, que tem uma poderosa guarda.

        Quando a escuridão se vai, os elfos cinzentos saem aos poucos de seus esconderijos e continuam suas vidas de onde pararam. Se eles sofrem com isso? Claro que sofrem, mas nada podem fazer, a não ser esforçar-se para evoluir e mudar-se para a parte de luz do reino. 

Só que não é fácil para um elfo evoluir. Precisa-se de MUITA paciência e tempo e carinho porque bater na mesma tecla um milhão de vezes é difícil. Eles podem levar anos ou mesmo séculos para compreender algo que para nós é simples. 

Bem que dizem que perdoar é divino e é para poucos. É complicado para um elfo pedir perdão ou perdoar alguém, mesmo explicando a razão ou o porque, eles são vingativos e só aprendem do pior jeito, sentindo na própria pele, então paciência é fundamental para a evolução de um elfo cinzento. E quanto aos elfos negros leva-se mais tempo e paciência ainda, porque sua evolução sim é mais demorada, até ele passar a ser um elfo cinzento tem chão... Imagine então a vir se tornar um elfo de luz? É um processo MUITO longo. E o pior é que em se tratando de Elementais deve-se sempre esperar o inesperado. ©
 


*Atenção: Se for copiar este texto, não esqueça de colocar os créditos a autora ou ao blog. Não haja como um filhote de goblin! Plágio é crime!


sábado, 29 de fevereiro de 2020

Elementais em diferentes culturas


Os Elementais estão ligados as forças da natureza, os quatro Elementos: Ar, Água, Terra e Fogo. Dependendo da cultura e crenças locais, podem assumir variadas formas, serem adorados ou temidos.
          Os egípcios os chamavam de Ifrits; em alguns países da África eles são os Yawahu, em outros, os Ghoddis; os persas chamavam-nos de Daevas; entre os povos da Ásia ele eram chamados de Phiyes; entre os gregos eles eram os Daemons e no Japão são conhecidos por Oni (uma classe de espíritos que está incluída entre os Youkai). Entre os romanos, eram chamados de Genius Loci (Gênio Local) e eram alvos de adoração pela qual erigiam-se templos. Mesmo no folclore brasileiro, alguns personagens (como a Caipora e Mãe-d’água) possuem características comuns aos elementais.
          Paracelso, em toda sua extensa obra, fez várias citações diretas a respeito dos elementais. O alquimista teria tomado conhecimento e interessado-se pelo tema em suas viagens ao oriente. Segundo ele, os quatro elementos originais do universo eram constituídos de dois princípios distintos: um metafísico (sutil e vaporoso) e outro físico (substância corporal). Os elementais seriam seres compostos do primeiro princípio, uma substância conhecida por éter. De outro modo, os corpos dos elementais são constituídos de uma matéria trans substancial; que, em momento algum, se assemelha ao corpo físico dos homens.
       Ainda, segundo Paracelso, “os Elementais não são espíritos porque têm carne, sangue e ossos; vivem e se reproduzem; eles falam, agem, dormem, acordam e, consequentemente não podem ser chamados, propriamente, espíritos. Estes seres ocupam um lugar entre Homens e Espíritos, são semelhantes a ambos; lembram homens e mulheres em sua organização e forma, e lembram espíritos na rapidez de sua locomoção”; ainda “Os Elementais possuem habitações, roupagens, costumes, linguagem e governo próprios, no mesmo sentido que as abelhas têm suas rainhas e os bandos e/ou comunidades animais têm seus líderes” (Philosophia Occulta – Tradução de Franz Hartman).
O alquimista medieval ainda afirma que os elementais não são imortais. Sua longevidade estaria entre 300 e 1000 anos. Ao morrerem, se desintegram e retornam a substância da qual se originou. Os elementais pertencentes ao plano terrestre têm uma probabilidade menor de vida; enquanto os elementais do ar tendem a viver por um período maior. Os seres humanos, por não disporem de total desenvolvimento de suas capacidades psíquicas e espirituais, não seriam capazes de ver ou se relacionar diretamente com os elementais.



Os reinos dos elementais



Segundo Paracelso, os elementais dividem-se em quatro “categorias” distintas, sendo que cada uma está associada a um reino da natureza. Em outras interpretações, os elementais também estão associados a um ponto cardeal e a um dos quatro principais signos do zodíaco; sendo os gnomos ao norte e ao signo de Touro, ondinas ao oeste e ao signo de Escorpião, salamandras ao sul e ao signo de Leão e silfos ao leste e ao signo de Aquário.
Na citação direta de Paracelso: “habitam os quatro elementos: Ninfas, na água; Silfos, no ar; Pygmies, da terra e Salamandras, no fogo. São também chamados Ondinas, Silvestres, Gnomos e Vulcanos. Cada espécie somente pode habitar e locomover-se no Elemento ao qual pertence e nenhum pode subsistir fora do Elemento apropriado. O Elemento está, para o Elemental, como a atmosfera está para o Homem; como a água para os peixes e nenhum deles sobrevive em elemento pertencente à outra classe. Para o Ser Elemental o Elemento no qual ele vive é transparente, invisível e respirável, como a atmosfera para nós mesmos” (Philosophia Occulta – Tradução de Franz Hartman).



Gnomos



Os gnomos são os elementais correspondentes ao reino da terra e subdividem-se em duas classes: os Pygmies e uma segunda classe denominada Espíritos das Árvores e das Florestas que abrange os silvestres, os sátiros, os pans, as dríades, hamadríades, durdalis, elfos e os duendes.

Os Pygmies atuam com pedras preciosas e metais que inclui o corte dos cristais-de-rocha e o desenvolvimento dos veios minerais. São guardiões de tesouros ocultos e habitam cavernas e subterrâneos que as antigas tradições escandinavas denominavam Land of the Nibelungen (Terra dos Nibelungos). Os Espíritos das Árvores e das Florestas estão associados a elementos da natureza terrena de um modo geral, como as Hamadríades que nascem e morrem com as plantas ou árvores das quais fazem parte.
De um modo mais abrangente, os elementais pertencentes ao reino da terra e à vida vegetal, atuam na própria criação e proteção dos indivíduos, rejeitando nutrientes, preservando as sementes, entre outras atividades.
Há uma organização social formada por famílias de gnomos e uma hierarquia encabeçada por um rei. Sobre seu comportamento, alguns autores afirmam que são seres hábeis, inteligentes e amigáveis ao ser humano. Outras fontes asseguram que podem ser extremamente maldosos. Entretanto, em qualquer situação, após conquistar sua confiança, o gnomo torna-se solícito e cooperativo. Seriam, ainda, excelentes companheiros para auxiliar no sucesso de tarefas mágicas, desde que estas fossem realizadas com propósitos benéficos. Caso contrário, ao perceber más intenções e sentir-se traído, o elemental volta-se contra o mago.




Ondinas



As ondinas são os elementais pertencentes ao reino da água. Por uma associação natural do simbolismo da água ao polo feminino da criação, os seres deste reino são comumente representados como mulheres. Há diversas classes de ondinas, como oreádes, nereidas, náiades e as mais populares sereias. Estando cada classe relacionada a uma situação determinada, como rios, lagos, cachoeiras e oceanos.
As ondinas são capazes de interagir livremente com criaturas aquáticas. Em seu aspecto “físico”, uma ondina possui o dorso de uma mulher e os membros inferiores substituídos por uma cauda de peixe. Embora, eventualmente, possam transfigurar-se provisoriamente em humano e conviver normalmente entre os homens. Relatos sobre ondinas (geralmente classificadas como sereias) que emitem um canto hipnótico e atraem marinheiros às profundezas das águas são comuns em diversas culturas. Em seu comportamento, são consideradas seres emotivos e amigáveis com o homem, a ponto de servir aos humanos.


Salamandras



As salamandras estão relacionadas ao fogo. De acordo com as crenças dos místicos medievais, não há fogo ou calor sem que as salamandras atuem. Entre os elementais, são consideradas as mais poderosas e menos amistosas ao homem. Do mesmo modo que os outros elementais, as salamandras estão subdivididas em classes. A mais conhecida destas classes e denominada Acthnici.
            Sobre estes seres, Paracelso diz que “salamandras têm sido vistas de diversas formas desde bolas de fogo até línguas de fogo, correndo sobre os campos ou espreitando nas casas”. Outras crenças atribuíam aparições de salamandras em uma forma esférica flutuando pela noite acima das águas; também como forquilhas de chamas sobre os rebanhos de ovelhas (esta segunda situação é conhecida como o Fogo de Santelmo).
Seu aspecto assemelha-se a lagartos. Ainda, para que um humano possa conectar-se com estes seres, eram fabricados incensos que, através da fumaça produzida, estes elementais poderiam se manifestar.



Silfos



Os silfos pertencem ao quarto reino da natureza, o ar. Porém, o ar (como elemento) referido não é a atmosfera propriamente dita, e sim uma substância muito mais sutil e intangível ao homem. Entre os silfos, enquadram-se as conhecidíssimas Fadas.

Era comum a crença de que estes seres habitavam o cume das mais altas montanhas da Terra ou as nuvens. Segundo as antigas crenças, os silfos têm por função modelar os cristais de gelo para que transformem-se em flocos de neve. Sua longevidade atingia em torno de 1000 anos e teriam a capacidade de transmutar temporariamente sua aparência de modo a se assemelharem aos humanos. Seu comportamento é alegre, volúvel e excêntrico.



Yōkai

(cultura japonesa)



Yōkai (lit. demônio, espírito, ou monstro), também escrito como youkai, é uma classe de criaturas sobrenaturais do folclore japonês, que inclui o Oni (lit. “ogro”), a kitsune (lit. “raposa”) e a yuki-onna (lit. “mulher da neve”). Alguns são humanos com características de animais, ou o contrário, como o Kappa (lit. “criança do rio”) e o Tengu (lit. “cães sagrados”). Um yōkai, geralmente, tem algum tipo de poder sobrenatural ou espiritual, e assim encontros com humanos tendem a ser perigosos. Um yōkai que tem a habilidade de se transformar é chamado de obake. O termo yōkai é ambíguo, e pode ser usado para designar todo tipo de monstro e criatura sobrenatural. Para que não fiquem mais dúvidas, Youkais também podem ser classificados como Elementais!
         Na folclorística japonesa tradicional, os yokai são classificados (não muito diferente das ninfas da mitologia grega) por localização ou fenômeno associado à sua manifestação. Yokai são indexados no livro Sogo Nihon Minzoku Goi (“Um Dicionário Completo do Folclore Japonês”), como segue:

*Yama no ke (montanhas), michi no ke (caminhos), ki no ke (árvores), mizu no ke (água), umi no ke (o mar), yuki no ke (neve), oto no ke (som), duosutsu no ke (animais reais ou imaginários).
Han'yō (lit. yōkai mestiço) são seres híbridos, comumente retratados como filhos da relação entre yōkai e humanos, mantendo alguns poderes demoníacos, mas com um lado humano, ou de alguma outra espécie envolvida na história. Muito presente nas mitologias de vários mangás de sucesso, como InuYasha e Yu Yu Hakusho.



Oni

(Cultura japonesa)




Oni são criaturas da mitologia japonesa. O termo Oni é equivalente ao termo “demônio” ou “ogro”, porque tais podem descrever uma variedade grande das entidades. Onis são criaturas populares da literatura, arte e teatro japonês.
          Um oni é humanoide; eles geralmente são grandes, mas às vezes, pequenos, e têm rostos de homens, macacos ou bestas e ocasionalmente até de pássaros. Frequentemente possuem chifres que variam desde pequenas protuberâncias a chifres longos, pontudos e espiralados que formam arcos como em um antílope, ou lisos como os chifres de um dragão. Selvagens na natureza, raramente vestem muito mais do que um fundoshi.
           A variação mais famosa dos oni – com chifres como de um boi e trajando um fundoshi de pele de tigre, pode ser relacionado ao kimon, a porta do demônio, através da qual os infortunados do mundo devem passar. A porta é encontrada no noroeste, ou no sentido do ushi-tora – Ushi e tora que são os sinais do boi e do tigre.
Por outro lado, a aparência dos oni é derivada provavelmente dos demônios chineses, importados dos contos do submundo budista. Emma-Daiō, o rei do jigoku (inferno), é imaginado às vezes como tendo dois assistentes, o aka-oni (ogro vermelho) e o ao-oni (ogro azul ou verde).
          O oni ni kanabō possui um porrete cravejado com pontas de ferro, o kanabō. Mesmo que uma arma tão poderosa pareça desnecessária nas mãos de uma besta tão amedrontadora, de qualquer maneira esses onis são descritos frequentemente carregando estes instrumentos destrutivos.
          O oni pode certamente ser encontrado torturando os pecadores no inferno, e ameaçam também seres humanos neste mundo, procurando nas montanhas e povoados de lugares distantes, e montando nas nuvens como os espíritos do vento e do trovão.
Enquanto nos contos folclóricos os onis são geralmente criaturas maliciosas, antropófagas a serem temidas e destruídas por heróis errantes, o oni pode também ter uma função protetora. As telhas onigawara, encontradas na extremidade de telhados japoneses são assim chamadas porque são curvadas originalmente dessa forma para se assemelharem à cara de um ogro, com semblantes ferozes, pretendendo espantar espíritos prejudiciais.
Oni é uma parte chave do feriado japonês conhecido como setsubun. Este festival marca o começo da primavera, e o ano novo no antigo calendário lunar. Pessoas com máscaras do ogro são ritualmente afastados, simbolicamente protegendo o ano vindouro do infortúnio e do mal. Há muito tempo, o oni poderia ser repelido pelo fedor de sardinhas ardentes e outros métodos, mas hoje é o mais popular lançar grãos de soja (que é dito o oni odiar) e gritando "Oni wa soto! Fuku wa uchi!" (“Para fora com demônios! Venha a felicidade!”).



Ifrits
(cultura árabe)


Na mitologia árabe, ifrit (masculino), e ifritah (feminino), são os nomes dados a uma classe de Jinni (djins) infernais, notórios por sua grande força e astúcia.
Um ifrit ou Efreet (ou ifritah) apresenta-se como uma enorme criatura alada constituída de fogo que vive no subsolo e costuma frequentar ruínas. Armas comuns nada podem contra eles, todavia, sendo suscetíveis à magia, podem se tornar vítimas ou escravos de humanos que dominam as técnicas apropriadas. Os ifrits vivem numa sociedade organizada nos moldes tribais árabes, com reis, tribos e clãs. Geralmente, eles casam-se entre si, mas podem também casar-se com seres humanos. Na maioria das histórias, pessoas afortunadas encontram ifrits que foram presos por magos em lâmpadas mágicas e forçados a conceder desejos.
         Da mesma forma que os jinni (Djins) em geral, os ifrit podem ser descritos como crentes (no Islamismo) e infiéis, bons ou maus. Mais frequentemente, são retratados como perversos e impiedosos. Também é citado nas Mil e Uma Noites. ©












Fontes de pesquisa:
































quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Nuberu


O Nuberu (asturiano e cantábrico), o nubero (castelhano) ou o nubeiro (galego) - literalmente "The Clouder" - é um personagem da mitologia castelhana , asturiana , cantábrica , galega e do norte . Segundo a mitologia asturiana, o Nuberu (também conhecido nas Astúrias ocidentais como Reñubeiru ou Xuan Cabritu) é a divindade das nuvens e tempestades.

Em algumas histórias, ele é um indivíduo; em outras, o Nuberu é uma espécie de seres anões, com o poder de controlar o clima. Às vezes, é representado como um homem de barba grossa, que usa couros de cabra e um chapéu grande. Sua aparência muda de região para região, mas geralmente são idosos, alados, escuros e terrivelmente feios. Quando ele é percebido como uma única entidade, Nuberu se veste com peles escuras e couro, viaja em uma carruagem puxada por lobos e usa um adesivo para cobrir um olho ferido ou ausente. Ele, ou eles, pode ser terrivelmente cruel com as pessoas, danificando campos e pastagens, embora ele também possa ser muito gentil com aqueles que o ajudaram antes. O mito nos diz que ele mora na cidade de Orito, no Egito. Os folcloristas pensam que Nuberu é um remanescente asturiano do antigo deus Taranis, que também governava o céu e era adorado nas Astúrias até a Idade Média. Outros folcloristas conectam Nuberu a Thor ou Donar , ou mesmo a Odin, pois ambos são astutos e carecem de olho. Outros folcloristas, como Aurelio del Llano, defendem as origens fenícias dessa tradição.

Na Espanha, seu paralelo mais próximo é o Entiznáu, da Extremadura , outra criatura maligna do clima com aparência escura e poder sobre tempestades, que compartilha descrição e roupas com Nuberu, mas tem tamanho diferente.


A tradição asturiana



Nas Astúrias, ele é geralmente considerado uma única entidade mágica que recebe vários nomes. Há muito tempo, os Nuberu chegaram às Astúrias montando uma nuvem, mas ele teve muita sorte e caiu no chão: depois pediu abrigo, mas ninguém quis ajudá-lo até que, tarde da noite, um camponês teve pena dele. Em agradecimento por sua ajuda, Nuberu irrigou seus campos, deu-lhe boas colheitas e continuou a fornecer chuva para as pessoas da região. A história conta que, alguns anos depois, esse camponês teve que fazer uma longa viagem ao Egito e, quando chegou àquela terra, ouviu que sua esposa estava prestes a se casar com outro homem, pensando que o marido, depois de tantos anos de ausência, já morreu. O camponês então pediu ajuda a Nuberu e juntos eles viajam de volta às Astúrias montando nas nuvens e chegam a tempo de impedir o casamento. Nas aldeias asturianas, é comum tocar os sinos para exorcizar Nuberu.

O Nuberu controla o clima à vontade e diverte-se provocando tempestades e vendavais, atingindo animais com raios e arruinando as colheitas de homens com granizo. Ele não hesitará em usar o raio como arma se for atacado ou incomodado. Entre o povo da Cantábria e Astúrias, ele é temido pelos danos que causa nas aldeias. Noites de chuva e tempestades são atribuídas a ele. Por esse motivo, durante a madrugada, os moradores acendem velas e tocam sinos para assustá-lo. Os pescadores temem o Nuberu porque o culpam pelos fortes ventos do noroeste do Mar Cantábrico , o que os obriga a voltar às pressas para o porto, onde pessoas preocupadas os aguardam.




Tradição Cantábria



Na mitologia cantábria, os Nuberus são muitas vezes, uma multidão de pequenas criaturas, não uma única. Eles são descritos como pequenos, gordinhos e travessos, com sorrisos diabólicos em seus rostos demoníacos e pequenas asas negras. Eles não são tão maus quanto os Nuberu asturianos, mas ainda são poderosos e imprudentes, e sentem grande alegria por causar miséria e destruir a propriedade dos seres humanos. Eles são culpados pelas tempestades fortes e chuvosas que desencadeiam durante a noite e quebram o telhado das casas. Tradicionalmente, os moradores costumavam acender velas e fazer os sinos tocarem o mais alto possível durante as noites nubladas, para assustar os pequenos demônios. No entanto, os cantábricos que mais temem os nuberus não são proprietários de casas, mas marinheiros, que os culpam pelas galernas terríveis e imprevisíveis (tempestades repentinas) do mar da Cantábria. 


A tradição galega 



No sul da Galiza, os Nubeiros têm a aparência de pequenos homens peludos com uma cauda longa e torcida. Eles voam em nuvens cinzentas e causam tempestades secas de verão, raios e desastres semelhantes. Os nuberus galegos também têm medo de sinos e às vezes podem se assustar com o som ou com o contra-encantamento de um padre. Noutras partes da Galiza, o Nubeiro é um homenzarrão coberto de peles de lobo ou de cabra e associado a tempestades, iluminação, neblina e, em menor grau, a avalanches. Nuberu forja um raio sozinho em sua oficina de ferro nas montanhas e, quando ganha o suficiente, sai e cavalga pelo céu para causar tempestades e lançar suas criações. Ele está com um olho faltando, então seu objetivo é menos que perfeito. Esta versão do Nuberu desce à Terra algumas vezes, vestida como viajante, para observar seus trabalhos manuais, ou perguntar quando ele acidentalmente perde uma nuvem. É a versão que mais se assemelha às divindades nórdicas.



Tradição castelhano 



Devido à sua condição de terra fronteiriça, os mitos castelhanos são particularmente ecléticos e se assemelham aos da região com a qual se encontram mais próximos, criando uma mistura das narrativas acima mencionadas com elementos pesados ​​do Entiznau da Extremadura. Os castelhanos não consideram Nuberos tão maus quanto as outras regiões e tendem a acolher a chuva que trazem durante o outono, mas culpam seus aspectos mais perversos de raios e incêndios causados ​​por tempestades de verão. Para evitar que os desastres causam essas criaturas, tradição recomenda queimando a grama seca nas épocas certas para se certificar de que os pequenos demônios não têm alvo a atingir.







quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Ojáncanu



O ojáncanu ou Ojancano é um monstro maligno da mitologia cántabro, O infortúnio da Cantábria, personifica o mal entre os cantábrios e representa o mal, a crueldade e a brutalidade. Selvagem, feroz e vingativa, esta criatura vive nas grutas profundas e sombrias dos lugares mais remotos de La Montaña e cujas entradas geralmente são fechadas com ervas daninhas e grandes rochas. Os mais velhos disseram que era assustador ver o Ojáncanu caminhar sobre a neve nas claras noites de janeiro. A mitologia reflete a crença de que os desfiladeiros e barrancos foram feitos por esses personagens míticos.
        Este gigante antropomórfico tem uma aparência enorme, com um único olho semelhante a um ciclope, sua voz é profunda como um trovão. Todo o seu imenso corpo é coberto por um cabelo áspero e avermelhado da crina e barba espessas, de onde cresce um cabelo branco, o único ponto fraco do ojáncanu. Geralmente, tem dez dedos em cada mão e em cada pé e duas fileiras de dentes. Acredita-se que cegar o único olho que ele possui na testa, ele morre.
         Por outro lado, a tradição diz que eles têm muito medo de sapos voadores e corujas. Quando um sapo voador toca o ojáncanu, ele morre se não receber uma folha de avelã verde manchada com sangue de raposa.
        Os Ojáncanos se alimentam de bolotas, das folhas do azevinho e dos animais e panículas de milho que roubam. Mas ele também comem morcegos e pássaros como andorinhas, além dos caules das amoreiras, e trutas e enguias são frequentemente roubadas dos pescadores.
       Entre os males que a mitologia cantábrica atribui a esse ogro está o de derrubar árvores, fontes ofuscantes, roubar ovelhas, sequestrar jovens pastores, destruir pontes, matar galinhas e vacas, abrir abismos e ravinas, arrastar rochas para charnecas e brañas onde eles pastam o gado, quebram as telhas, roubam imagens nas igrejas e deixam bojonas (com chifres defeituosos) para as vacas. Além disso, ele semeia amargura, orgulho, inveja e roubo entre os habitantes locais. Os recém-nascidos foram protegidos para que não fossem abduzidos por eles com unguentos de água benta .
         Ao mesmo tempo, existem versões que falam sobre a existência dos gentis Ojáncanos, nascidos um a cada cem anos, que podiam ser acariciados e ficaram gratos pela chegada dos maus Ojáncanos.
          Este monstro é considerado o ser mais popular na mitologia da Cantábria .


Giovanna Lynn:

Adepta da Magia Natural, sou eclética como bruxa e faço de tudo um pouco. Livros e música são meu mundo.


sábado, 4 de janeiro de 2020

Gancanagh


Esse é um feitiço interessante para atrair dinheiro fácil e alguns objetos de pouco ou muito valor com a ajuda da Kitsune, mas, devo alertá-lo (la) de que a raposa (ou kitsune) é uma criatura "travessa" que nos traz qualquer coisa que pedimos (claro, se acharem que merecemos), mas quase sempre através de meios ilícitos, ou seja, ela tira de uns para dar a outros, um tipo de Hobin-Hood do Reino Mágico, logo, não se assuste se dinheiro ou objetos aparecerem em sua casa, ou mesmo em seu caminho enquanto estiver andando pelas ruas. Nesses casos é sempre aconselhável manter o segredo, por dois motivos simples: Primeiro, porque sempre que recebemos algum presente ou graça do reino encantado, não devemos contar a ninguém ou o encanto pode se quebrar. Segundo, porque, sendo a raposa uma criatura astuta, pode muito bem, roubar esses objetos das casas mais próximas a sua – pois é, no fim a natureza selvagem dela sempre falará mais alto, já que na natureza, é comum que animais tirem sempre algo um do outro, por ser parte animal, parte espiritual, a raposa pode ser evoluída por um lado e menos evoluída por outro.

Você vai precisar de:


*1 vela laranjada
*1 vela verde
*Feijão branco
*1 moeda antiga
*2 varetas de incensos de canela
*Uma imagem de raposa (pode ser de papel, contanto que as patas estejam visíveis).


Como fazer:



Numa Lua Nova, acenda as velas uma de cada lado da imagem da raposa. Em frente a mesma, coloque uma tigela com feijão cozido (uma oferenda a raposa, elas adoram feijão mais que tudo). Coloque os incensos atrás da raposa. Embaixo da pata esquerda da raposa, coloque a moeda e diga:

"Da raposa, eu atraio a astúcia e a malícia,
Tão rápida e igualmente esperta,
Estou sempre atenta, sempre a espreita,
Eu vejo e logo obtenho o que desejo,
Não importa como, não importa quanto,
O que quero, com minha pata ligeira, eu conquisto".


Encare a raposa nos olhos e visualize-a se movendo, vindo até você, trazendo uma certa quantia de dinheiro e jogando para você. Se ela se mostrar amigável em sua visualização, aproxime sua mão da cabeça dela e se ela permitir, afague sua nova amiga. Se ela e mostrar desconfiada, tudo bem, não force a barra, recue devagar e deixe que ela se aproxime quando se sentir confortável, se no entanto, ela se mostrar selvagem e/ou agressiva, é um sinal de que você não merece a ajuda dela (o motivo eu não sei, pergunte a sua consciência, isso pode ser comum a pessoas que não tenham uma boa relação com os animais). Se a raposa for hostil, apague as velas e os incensos e dê o ritual por encerrado. Mas, se ao contrário, ela for amigável, agradeça-a e pode ir. No entanto, não se esqueça de deixar as velas e o incenso queimarem até o fim. Quanto ao feijão, normalmente, oferendas permanecem no altar por no mínimo três dias, mas se começar a cheirar mal, pode se desfazer dele antes desse tempo. Não se esqueça de recompensar a raposa com mais feijão sempre que ela trouxer um agrado, caso contrário, ela pode se ofender e encerrar a parceria.©


Giovanna Lynn:

Adepta da Magia Natural, sou eclética como bruxa e faço de tudo um pouco. Livros e música são meu mundo.


sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Haltijas, forças elementais finlandesas


Um haltija (haltia) é uma criatura similar a um espírito, gnomo ou elfo na mitologia finlandesa que guarda, ajuda ou protege algo ou alguém. A palavra é possivelmente derivada do Gótico ''haltijar'', que se referia ao colono original de uma herdade - embora essa não seja a única etimologia possível.
A palavra também é usada no finlandês moderno para significar dependendo do contexto, titular, ocupante, senhor, mestre, dono, ocupante, possuidor, portador ou proprietário.
Há muitos tipos diferentes de haltijas, como haltijas da água e haltijas da floresta. Até mesmo cemitérios têm seus próprios haltijas (kalman väki, "povo da morte").

Assentamentos humanos também têm haltijas. Um tipo desses haltijas são o tonttu ou maan haltija (haltija da terra). O tonttu é a versão finlandesa do sueco tomte. O finlandês tonttu e o sueco tomte estão relacionados com as palavras tontti (finlandês) e tomt (sueco). Ambas as palavras têm o mesmo significado, que é "lote em construção". Mais tarde, tais espíritos locais também seriam referidos como um tomtegubbe ["velho homem da casa"] em sueco. O kotihaltija (elfo ou gnomo doméstico) é o tonttu que vive em cada lar. Ele cuida da casa e é importante tratá-lo com respeito. O saunatonttu vive na sauna e a protege, mas também se certifica de que as pessoas não se comportem inadequadamente nela. Joulutonttu é "duende de natal" em finlandês. Ao contrário dos elfos de Natal em alguns países, o finlandês joulutonttu não tem orelhas pontudas.

Existem até mesmo haltijas pessoais, que são espíritos protetores semelhantes a anjos no Cristianismo. Um deles se chama de "luonto", que significa "natureza".

Na mitologia estoniana um ser parecido é chamado haldjas, enquanto que o termo usado em estoniano para um titular, mestre ou proprietário é haldaja

A palavra Haltija às vezes é escrita como haltia. Hoje em dia, essa ortografia mais rústica muitas vezes se refere aos elfos dos livros de Tolkien ou de outros livros do gênero de fantasia.
     Alguns haltijas são divididos em raças ou povos, que são chamados de väki. Esta palavra significa tanto "força/poder" quanto "grupo/núcleo (de pessoas)" (e.g. väkiviina "bebida forte", sotaväki "militar"). O significado de "poder" é etimologicamente mais antigo; o significado de väki como "povo" é o resultado da antropomorfização de conceitos abstratos como "kalman väki", o poder dos espíritos mortos. Existem diferentes tipo de väkis de haltijas, como veden väki (povo da água) ou metsän väki (povo florestal).
    No entanto, väki não deve ser simplesmente traduzido para povo ou raça porque tem dois significados simultâneos: povo e poderes (mágicos). Às vezes väki é mais usado como "povo", referindo-se a um grupo de indivíduos haltijas. Às vezes väki é mais usado como "poder mágico", e então significa as qualidades de certos ambientes e elementos, ou poderes que causam e curam doenças. Normalmente, ambos os significados são verdadeiros ao mesmo tempo. Poderes mágicos são causados por grupos de haltijas.
         Por exemplo, se alguém fica doente durante a prática de natação, isso pode ser causado por väki de água que se apegue a uma pessoa. Neste sentido väki é mais como um poder mágico de água que pode tornar as pessoas doentes, mas também pode significar que espíritos haltija muito pequenos ou invisíveis estão apensos a uma pessoa. No entanto, se uma pessoa vai a pesca, ela pode pedir aos väki da água para que tragam peixes chamando haltijas individuais por seus nomes que pertençam a essa väki. No último caso, väki é mais entendido como um povo, mas também pode ser vista como uma força mágica (que atrai sorte).

Alguns väkis de haltijas:


    Väki da floresta (metsän väki) significa haltijas da floresta. O seu líder é Tapio, o rei da floresta. Significa, também, poderes mágicos da floresta.
    Väki da água (veden väki) significa haltijas de água. O seu líder é Ahti, o rei do mar. Veden väki é também o poder mágico de água que pode deixar as pessoas doentes ou curá-los.
    Väki de mulher (naisen väki) geralmente é entendido como poderes mágicos especiais das mulheres.
    Väki da morte (kalman väki) significa fantasmas e espíritos, mas também o poder mágico que pode ser encontrado em um cemitério. Este poder pode tornar as pessoas doentes e também pode ser usado contra outras pessoas.
    Väki de fogo: (tulen väki) significa espíritos do fogo, mas também as forças destrutivas do fogo e poder de cura de ar quente, por exemplo, em uma sauna.
    Väki da montanha (vuoren väki) geralmente se refere aos haltijas de morros e grandes rochas.
    Väki da madeira (puun väki) significa a raça de haltijas das árvores, e também o poder de madeira material, que pode causar dor se você for atingido por um objeto de madeira.
    Väki de ferro (raudan väki) significa haltijas de ferro. Eles podem machucar as pessoas que são atingidas por armas brancas. Väki de ferro também podem ser comandados para curar as feridas que causaram.

Imagina-se que väkis haltijas de diferentes ambientes e materiais conflitavam-se uns com os outros. Por exemplo, quando a madeira é queimada, um väki de fogo está ferindo um väki de madeira. Väkis de fogo podem ser usados para assustar outros väki. Por exemplo, caso você tenha ficado doente por conta de um väki de água que apegou-se a você enquanto estava nadando, este väki e a doença podem ser retirados na sauna, que contém um monte de väkis de fogo (ar quente).


Giovanna Lynn:

Adepta da Magia Natural, sou eclética como bruxa e faço de tudo um pouco. Livros e música são meu mundo.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Drude




No Folclore Alemão, o Drude é uma espécie de espírito noturno malévolo (um elfo, kobold ou bruxa) associado a pesadelos, predominante principalmente principalmente no sul da Alemanha. Acreditava-se que o druden participava da caçada selvagem (uma espécie de procissão fantasmagórica das fadas)  e era considerado uma classe particular de demônio na Hierarquia de Alfonso de Spina. A palavra também veio a ser usada como um termo genérico para "bruxa" no século XVI.
         O Drudenfuss (ou Drudenfuß ), literalmente "pé de drude" (também Alpfuss ), é o símbolo do pentagrama (no uso inicial também é um pentagrama ou um hexagrama), que acredita-se afastar demônios, explicitamente assim chamados em Goethe. Drudenfuss também é o nome alemão do pentagrama usado como dispositivo heráldico (alternativamente Drudenkreuz "cruz de drude" e Alpfuß, Alfenfuß "pé de elfo" ou Alpkreuz "elfo-cruz"), além do Pentalpha ou Fünfstern mais descritivo.
               Um Drudenstein é uma pedra com um orifício formado naturalmente no centro. Na Baviera, essas pedras eram penduradas em cômodos, em berços ou em estábulos para afastar pesadelos ou proteger cavalos contra crinas ou caudas. Drudenfuss é outro nome para visco.

O brasão de Weiler-Rems contendo um Drudenfuss