sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Feitiços para os elfos



Para direcionar seu pedido aos elfos, antes, é importante saber qual tipo de elfo deve receber seu pedido. Não se preocupe, pois, normalmente, ele é enviado automaticamente para o elfo mais apto a recebê-lo e realizá-lo, mas, você pode agilizar o processo, cuidando de certos detalhes a saber...


A cor da vela...



Nem todos os rituais pedirão velas, mas os que pedirem serão específicos. Caso, esteja criando o próprio feitiço, lembre-se de que "vermelho" é usado para atrair amor, força e sensualidade.
      "Verde"  traz dinheiro e esperança.
      "Branco" evoca a paz, mas também é um ótimo substituto de todas as cores. Eu não recomendo que opte sempre pela vela branca, e sim, quando não houver alternativa. Vocês podem ler mais sobre velas e suas respectivas correspondências no blog A Era Das Bruxas. Mas a respeito dos elfos as cores que mais usaremos, serão as citadas acima.



🍀A sua intenção...



Como adepta da magia natural, eu asseguro que se sua intenção estiver fraca, seu feitiço será inútil. O poder da bruxa está em sua segurança pessoal, em sua fé de aquilo dará certo, cedo ou tarde.


🍀A sua energia...



Sempre tente imantar os objetos que utilizará no feitiço com a sua energia, isso é fácil de fazer, basta aproximar sua mão do objeto (sem tocá-lo) e visualizar um pouco de energia fluindo de sua mão até o objeto, isso o carregará com a energia necessária para o processo mágico.


Cuidado com as substituições...



Substituir uma erva por outra deve ser em último caso, quando não encontrar a erva em questão. As ervas que estão ali, tem um propósito, uma energia ou correspondência especial, então, se for substituí-la, busque por uma com igual funcionalidade mágica. Você pode saber mais sobre ervas e suas respectivas funções e correspondências no blog Deleite Das Ninfas.



A fase lunar...



Nunca é demais lembrar que as fases lunares influenciam os feitiços e rituais de diferentes maneiras. Para rituais que visem expulsar energias negativas, prefira a Lua Minguante. Para rituais de amor, a Lua Cheia.


Se atente às palavras...



Você deve pronunciar as palavras com firmeza. Se forem cantadas, é importante que sejam cantadas com segurança. Pode criar suas próprias palavras de encerramento ou conclusão para reforçar o encanto, por exemplo: "Eu entrego meu desejo aos elfos do amor, realizem meu pedido, por favor".
       Nem sempre precisa ter rimas, rimas são mais para fadas. Elfos são diretos e práticos na maioria das vezes e agradecem quando também o somos.


E agora, deixo pra vocês, alguns feitiços para serem realizados com a ajuda dos elfos.




Aos elfos do amor....




                    Esquecer um amor



Na primeira noite de Lua Minguante, pegue uma vela preta e a quebre ou corte em sete partes, não precisam ser do mesmo tamanho. Em uma folha de papel branco, sem listras, escreva sete vezes o nome de quem deseja esquecer. Corte ou rasgue em sete pedaços o papel com o nome da pessoa em cada pedaço. Pode cortar antes se preferir e escrever depois. Enquanto escreve o nome da, visualize que ela se afasta mais e mais de você e que você não se sente triste por isso. Ao contrário, é como se tirasse um peso de seu coração. Acenda os pedaços da vela e em cada um queime um pedaço do papel enquanto diz a cada vez :

"Elfos do amor, afastem de meu coração, quem só me traz dor, libertem-me dá mágoa e do rancor, que fulano também me esqueça e todo amor entre nós, desapareça".

Deixe os pedaços de vela queimarem até o fim, e se algum deles se apagar, refaça o feitiço, outra noite. Agora se mais de um toco se apagou, significa que a pessoa em questão o prendeu com algum feitiço de amarração e os elfos o estão a alertar. Refaça o feitiço!



                Conquistar um amor...



Na Lua Cheia, escreva seu nome em uma vela rosa, e o nome de quem deseja conquistar em outra vela, também rosa. Em um pires, acenda as velas, elas devem estar bem próximas, se conseguir uni-las com a cera, tanto melhor. Circunde as velas com mel e açúcar (quanto mais, me, só tenha cuidado para não fazer lambança). Salpique um pouco de pó dos elfos nas chamas das velas e diga:

"Pelos elfos do amor, fulano a mim, vêm, apaixonado e encantado, louco e amarrado, venha, fulano, venha".




                     Ter amor próprio




Esse é para quem tem dificuldade em ver algo de bom em si mesmo.
         Em uma Lua cheia, prepare um banho com pétalas de rosas cor-de-rosa e brancas (use quantas julgar necessárias) e um lírio branco ou azul. Acrescente um punhado de açúcar e erva-doce. Acenda um incenso de violeta e diga as seguintes palavras antes de jogar o banho do pescoço para baixo:

"Amigos élficos, despertem em mim o amor próprio, que eu perceba a pessoa encantadora que sou, devolvam-me a esperança, tragam-me a segurança, que eu possa revelar em um olhar toda a beleza que em minha alma inflama, e quando sorrir, a todos, possa seduzir, eu me encho de amor, eu me encho de esplendor.




                     Seduzir alguém



Na lua cheia, escreva o seu nome e o nome da pessoa que deseja em uma vela vermelha. Escreva os nomes um por cima do outro (o da pessoa, primeiro). Coloque a vela num pires e circunde-a de mel e açúcar, diga:

"Elfos da paixão, me façam encantar e seduzir todos os olhares que a mim se voltarem, bela como uma flor, doce como o mel, irresistível, eu sou".

Tome um banho com pétalas de uma rosa vermelha, tomilho e mel. Vista sua melhor lingerie vermelha, e passe em seus lábios, um pouco do mel do pires.





Aos elfos da prosperidade....




       Pó dos elfos para atrair dinheiro



Em um pilão, macere seis trevos de quatro folhas, noz moscada, canela em pau, cravos da Índia e sementes de romã. Coloque a mistura em um pires ou xícara. Acenda uma vela verde e um incenso de canela. Coloque as mãos sob o pó sem tocá-lo. Feche os olhos. Visualize uma luz dourada ou verde saindo de suas mãos e indo para o pó, enquanto diz:

"Oh, elfos, me tragam a prosperidade, ajudem-me a alcançar a felicidade, que eu conquiste tudo o que almejo, que se torne realidade o meu desejo".

Deixe a vela e o incenso queimarem até o fim. Guarde, então, o pó em um vidrinho devidamente etiquetado. Pode salpicar esse pó na sua carteira, nos cantos de sua casa e/ou comércio, ou usá-lo em feitiços que visem atrair dinheiro ou sorte. Como você, certamente percebeu, é um pó comestível, então, não precisa se preocupar caso animais domésticos o provem. Não oferece nenhum risco a eles.




Aos elfos protetores...




          Se proteger de Elementais sombrios



Para não ter pesadelos, você pode gravar a cruz dos trolls (ou Trollkors) na guarda de sua cama, mas acredita-se que para ela ter mais eficácia, deve ser gravada em ferro. Alguns sites vendem Trollkors, mas antes de comprar a sua, observe se é de ferro, pois só o ferro pode repelir os Elementais sombrios, e até evitar possíveis raptos.



                 Ao seu elfo guardião



Acenda uma vela azul e ore ao seu elfo guardião:

"Sábio guardião, me ajude com seus conselhos quando eu mais precisar, que assim como você, eu sempre esteja disposto a estender a mão aos outros sem jamais julgar, que minha magia sempre seja voltada ao bem, e meus pensamentos, também, que como os elfos, eu seja luz, não trilho o caminho que trilho, enquanto é você quem me conduz ". ©

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Aparência dos Elementais e espíritos mágicos




Elementais estão em constante evolução como nós, seres humanos, e, por isso, não é estranho que eles sejam vistos de uma forma em uma época para serem vistos de outra numa época posterior. 

Confira a seguir a aparência dos elementais descrita no folclore, na mídia, e nos relatos de quem afirmou já ter tido contato com estes seres.



Os Elfos





No Folclore: São descritos como seres altos, belos, de pele albina, e com cabelos longos (mesmo os homens) e louros. Não encontrei nenhuma menção a orelhas pontudas. Se vestiriam com trajes brancos, e dependendo do lugar onde fossem avistados, poderiam ser vistos, usando também uma capa verde de capuz.
Na mitologia Nórdica, não havia elfos sombrios, apenas elfos benévolos. Os chamados “elfos” sombrios, na realidade, seriam anões, residentes em Svartalfheim, que, se vissem a luz do sol, imediatamente, se transformariam em estátuas de pedra como os goblins.
Ainda, segundo a Mitologia Nórdica, os elfos benévolos residiriam em Ljossalfheim, e seriam muito queridos pelos deuses nórdicos.
Na Mitologia Celta, elfos não eram vistos como muito diferentes das fadas, podendo ser benévolos ou malévolos, ou, ainda, indiferentes aos humanos e outros seres. Eram, fisicamente, descritos como belos e elegantes como os elfos nórdicos.
Na mídia: A imagem que temos dos elfos, hoje, é graças ao criador de O Senhor Dos Anéis, o Tolkien. Então, os elfos são representados como seres belos, altos, elegantes, e com ar angelical. Podem usar trajes delicados como na Era Medieval, ou, então, exibirem trajes de guerra – se forem elfos guerreiros –. Alguns, podem ter olhos que parecem brilhar como a elfa de A Saga. Nem todos são loiros, alguns, podem ter cabelos negros como a elfa que aparece em O Dragão Do Natal, ou Arwen de O Senhor Dos Anéis.
Em Relatos: Foram vistos com orelhas pontudas e trajando vestes semelhantes às dos filmes; ou, como uma celebridade favorita, amigo de infância, ou, em sua forma real. Quando vistos em sua forma real, nem sempre foram descritos com orelhas pontudas, mas tinham cabelos longos, estes, podendo ser louros ou negros. Também podiam ter cabelos curtos. A maioria, utilizava roupas modernas. As elfas podem ou não usar maquiagem.




As Fadas





No Folclore: Podiam ser pequenas e aladas como as pixies, e nessa forma, nem sempre utilizariam roupas, mas quando utilizassem, seriam simples. As pixies podem alterar sua forma e tamanho (como todos os elementais), mas, geralmente, em sua forma natural, poderiam ser facilmente confundidas com crianças, não apenas por sua aparência angelical, mas por sua altura que seria a mesma de uma criança de seis anos.
As fadas, também podiam ser descritas como altas e possuidoras de uma beleza feérica. Houve, um tempo em que albinos e ruivos naturais eram ditos como fadas por causa de sua beleza incomum. Fadas, podiam se vestir como humanos, mas sempre, com roupas elegantes. Em seu reino feérico, costumavam usar capas com capuzes, vermelhas, cinzas ou verdes. Também podiam usar vestidos brancos e longos, e esconder seus rostos atrás de véus. Não há menções de fadas em tamanho adulto com asas, se elas não as possuíam, ou se as escondiam com algum encanto, permanece um mistério.
No entanto, nem todas as fadas eram descritas como mulheres fisicamente perfeitas, e podiam possuir variadas formas e tamanhos, podendo ser baixinhas, gordinhas, e mesmo, feias – não necessariamente nessa ordem -.
Na mídia: A imagem que temos das fadas, atualmente é como a Cristal de Uma Fada Em Nossas Vidas, loura, olhos azuis, alada, bondosa, e um pouco excêntrica. Temos também as fadas de O Clube Das Winx, as de Barbie, e as de Tinker Bell. Gosto de como as fadas são representadas em Tinker Bell porque não são todas iguais, possuem aparências diferentes, e também personalidades diferentes. Já em Winx, elas são estilosas e não se vestem muito diferente dos humanos; então, observando isso, os filmes não são tão bobos assim.
Em relatos: Como nem toda pessoa está familiarizada com Folclore das fadas, não foi difícil confundir uma aparição das mesmas com um fantasma. Muitas fadas, ainda se vestem a caráter, e imagino que uma albina, vestida de branco, pode ser assustadora se você estiver sozinho em casa.
Encontros com Banshees também foram descritos ao longo dos séculos, e, quando elas não usavam uma capa cinza ou vermelha de capuz, se vestiam toda de branco e escondiam seus rostos atrás de véus, também brancos.



As ninfas





Na Mitologia: Ninfas podiam ser vistas, trajando vestidos delicados e quase transparentes, ao estilo grego antigo. Também podiam ser vistas nuas a nadar nos lagos ou a correr nos prados. Eram descritas como belas e atraentes, com uma beleza angelical.
Na mídia: A imagem que temos das ninfas são as mesmas das pinturas antigas, descritas acima. Semelhantes as humanas, só o que as difere, é a sua beleza feérica, sua delicadeza e seus trajes esvoaçantes. Também, não é incomum, serem retratadas, usando coroas de flores em suas cabeças, ou entre árvores e arbustos, muitas vezes, sendo parte humana, parte planta.
Nos relatos: Geralmente, são vistas da mesma forma que na mitologia e na mídia, mas, algumas vezes, se apresentam, usando vestidos modernos.



Os Gnomos





No Folclore: Gnomos medem aproximadamente de 15 a 30 centímetros mais ou menos. Assim, como as pixies, podem, facilmente, serem confundidos com crianças, à primeira vista. São tradicionais em sua forma de se vestir, utilizando roupas antigas, quase sempre verdes ou marrons. Possuem um capuz pontiagudo. Podem ou não ter barbas, depende da idade. Gnomos crianças são muito fofinhos, possuindo bochechas rosadas, e olhinhos curiosos.
Na mídia: São representados da mesma forma que no folclore, embora, muitas vezes, sejam confundidos com duendes ou anões mágicos.
Nos relatos: Também costumam ser vistos como nas representações folclóricas e da mídia. Podem se fingir de estátuas quando no jardim ou no mato numa forma de tentarem ludibriar os humanos a acreditarem que se tratam apenas de meros enfeites de jardim, mas basta piscar os olhos, e eles desaparecerão num instante.



Os Duendes

  


No Folclore: São descritos com a altura aproximada de até 40 centímetros. Quase sempre com a aparência de homens idosos, com barbas longas. Podem se vestir de forma semelhante aos gnomos.
Na mídia: Podem ser representados com a pele verde e, quase sempre fumando um cachimbo. Também podem ser fisicamente semelhantes aos anões de O Hobbit.
Nos Relatos: Foram descritos como no folclore e na mídia.



Os Goblins





No Folclore: São pequenos – podendo medir mais ou menos 30 centímetros no máximo – e feios, com a pele verde, orelhas pontudas e largas, e com os rostos semelhantes aos de sapos.
Na mídia: São retratados como no folclore, mas podem ficar ainda mais feios, dependendo de onde aparecerem. Normalmente são populares em RPGs.
Nos relatos: Nem todos eram feios, mas tinham uma aparência animalesca.




Anões




Na mitologia: São descritos como homens de baixa estatura e com barbas bem cuidadas. Se vestem como os duendes, mas não possuem capuzes. Residentes em Nidavellir, temem a luz solar, assim como os elfos sombrios de Svartalfheim. Podem ser feios ou belos. Comumente associados a Terra.
Na mídia: Eles fora destaque em O Hobbit, por isso, acredito que, até hoje, é a melhor representação deles.
Nos relatos: Os islandeses os descreviam exatamente como na mitologia nórdica.






Asrai


 

No Folclore: Medem cerca de quinze centímetros mais ou menos. São belas e podem possuir uma aparência translúcida, uma vez que seu corpo parece formado a partir da água.
Na Mídia: Asrai só foi retratada em livros esotéricos e livros de fantasia.
Em relatos: Se apresentou da mesma forma que descrita no folclore.



Mavkas





No Folclore: Essas ninfas sombrias, possuem as costas ocas e podres como madeira. Também podem ter a pele enrugada, seios flácidos e olhos totalmente brancos. No entanto, se mostram como belas donzelas para ludibriar os homens e lhes fazer mal.
Na mídia: Aparecem apenas em pinturas e desenhos, ora como uma mulher atraente, ora como uma mulher de aspecto fantasmagórico.



Os silfos




Na mitologia: São descritos como seres translúcidos e de pele muito branca. Alguns podem ter olhos negros ou vermelhos, e asas de morcegos (silfos das tempestades), muito bonitos fisicamente, podem ser confundidos com anjos. Por alterarem sua forma e tamanho, às vezes, podem se mostrar como pequenos seres alados, ou ainda como orbes coloridas.
Na mídia: São pequenos e alados, com orelhas pontudas, trajando roupas brancas e esvoaçantes.
Em relatos: São descritos como homens jovens, e belos, semelhantes a anjos; foram, ainda, vistos como orbes de luzes coloridas, e como seres translúcidos, envoltos em névoa ou luz feérica.



Kitsunes




No folclore: Podem assumir a forma humana, mostrando-se sempre como uma pessoa jovem e bela, mas, ao que parece, a transformação nunca é completa, e sempre se pode identificar uma kitsune por sua cauda ou orelha.
Na mídia: É representada tanto como uma raposa comum, como uma raposa com duas ou nove caudas. Na forma humana, sempre exibe orelhas de raposa e uma cauda.
Relatos: Sempre eram vistas como mulheres belas e atraentes que abordavam os homens em lugares desertos, às vezes, para lhe fazer mal, outras, para pregar-lhe uma peça.



Os Nixes




No folclore: O Nix é descrito como um homem belo, atraente, e elegante que costuma tocar violino nas cachoeiras. Pode assumir a forma de um peixe, de uma serpente, ou, ainda, de um tesouro para ludibriar humanos e dessa forma, atraí-los para as águas.
A nixe é retratada como uma bela mulher, com cauda de peixe. Assim como as sereias, seu canto é mortal para os humanos, e a canção do Nix também.
Na mídia: São retratados como no folclore.
Nos relatos: A Nixe deixa as águas e sempre apresenta a barra da saia molhada, já o Nix, a orelha fendida e, claro, seu inseparável, violino.



As Lamiak

 


No folclore: São descritas como belas mulheres de pés de pato, garras de aves ou cauda de peixe.
Na mídia: Mulheres de cabelos dourados com pés de pato.
Nos relatos: Sempre esconde parte do corpo na água, ou, o melhor, os seus pés, ou como a Nixe, usa uma saia longa, cuja barra se percebe molhada.



Ondinas





No folclore: São mulheres belas e atraentes como as nixes, mas que não possuem caudas como as sereias.
Mídia: São mulheres vestidas com longos e delicados vestidos, comandando ondas ou nadando entre golfinhos.
Nos relatos: Confundidas muitas vezes com fantasmas.


Selkies





No folclore: Seres belos que na água seriam focas e fora da d’água, caso retirassem suas peles, semelhantes a humanos.
Na mídia: Pessoas atraentes vestindo ou retirando uma pele de foca.
Nos relatos: São descritos como no folclore.




As Russalkas




No folclore: Semelhante as Mavkas, possuem a aparência cadavéricas, com olhos brancos sem pupilas. Se apresentam nuas ou então usando longos vestidos brancos. Para ludibriar as pessoas, se mostram como donzelas vestidas em trajes leves, e cantam uma doce canção enquanto trançam seus longos cabelos.
Na mídia: Retratadas como no folclore.
Em relatos: Retratadas como no folclore.



Os Jinnis




No folclore: Sua aparência varia, dependendo de sua classe. Por exemplo, os Marid são azuis com olhos na mesma cor que brilham como chamas. Há djins vermelhos, verdes, amarelos e negros. Quando se apresentam aos humanos, podem assumir a forma humana. Também podem assumir a forma de objetos inanimados.

Na mídia: São retratados como seres que podem ser feitos de névoa da cintura para baixo. Possuem a pele azul, verde, etc, e se vestem como árabes. Quase sempre aparecem saindo de uma lâmpada mágica.
Em relatos: Foram avistados como orbes, névoa, objetos inanimados, sombras, formas indistintas, e vozes. Dificilmente mostram sua verdadeira forma a um humano. Estabelecem contato maior através dos sonhos. ©



sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Relato: Um encontro com os pixies

Eu me chamo White, e hoje, tive um sonho esquisito, e como tenho uma amiga wicca, sei que o que vi foram Elementais. 
          Eu estava em um lugar que não me lembro, agora. Vi um "bichinho" azul ao lado de uma plantinha, e acho que foi aí que tudo começou. Vendo aquele bichinho fofo (ele parecia um teletubbie misturado com smurf), eu sorri, e deixei uma folha ao seu lado, e acho que no momento em que fiz isso, o irritei.
             Quando olhei para o lado esquerdo, vi duas fadas, vestidas de preto, voando uma ao lado da outra, de costas para mim. Eu nunca sonhei com Elementais, antes (pelo que me lembro), no máximo com os espíritos de algumas pessoas queridas, e espíritos ruins, mas sei que é muito difícil ver fadas sem nem ter uma certa conexão, por mais que eu saiba que sou um pouco médium.
           Nesse momento, eu comecei a voar, sério, mas não era voar, VOAR, era mais como se meu corpo perdesse a gravidade, e foi estranho, já que eu sentia meu corpo físico todo tensionando. Nesse momento, foi quando ouvi uma tal de "Sasa" (nome mesmo), e uma voz que começou a falar comigo, dizendo para eu ter cuidado, ou o Fortuno iria atrás de mim. Durante isso, eu senti um líquido na minha nuca, e toquei ela várias vezes, mas não sentia nada no físico.


Relato enviado por: White.
Obs: o relato foi respondido por email pela autora do blog.
Você também pode enviar seu relato para: adancadasfadas@gmail.com

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Relato: Visitada por um gnomo



Há exatamente um ano e um mês atrás, aconteceu uma coisa muito esquisita comigo... Eu estava no meu quarto deitada no colchão, e a Safira (minha cachorra) estava solta, deitada no chão também, eu estava conversando com uma pessoa no facebook sobre bruxaria, e a Safira não parava de olhar para o meu guarda-roupas e para a janela (ela ficou nesse ciclo um tempão, olhando para o guarda-roupas e depois para a janela), parecia que ela estava vendo alguma coisa invisível (eu até pensei em fantasmas já que a energia da minha casa é muito pesada) só que eu não conseguia ver nada, então, por isso, não dei muito bola, mas, aí, depois, ela ficou olhando fixamente para a janela, e começou a latir, nessa hora, eu vi um serzinho um pouquinho maior que o meu dedo médio parado na minha janela, eu não conseguia ver o rosto porque ele era muito pequeninho, eu só conseguia ver um montão de pontinhos de luz da cor dourada envolta desse ser (eu não soube distinguir se aquelas luzes eram realmente douradas ou prateadas depois, ficou confuso na minha mente). 
         Eu fiquei alguns segundos olhando pra esse ser. Na hora que ele viu que eu tava olhando para ele, ele deu um impulso (como se fosse um pulo) para voar e caiu um pouquinho longe do chão da minha janela (ele deu um impulso como se fosse pular e voou um pouquinho para cair no lugar que ele desejava, entende? não sei explicar muito bem essa parte, desculpa), ele caiu aonde a minha cachorra estava deitada (ela até levantou e foi para perto de mim nessa hora), aí eu levantei correndo do colchão e fui ver se tinha realmente alguma coisa no chão, mas não havia mais nada, porém, comecei a sentir alguém andando pelo o meu colchão (nessa hora eu já estava deitada, e coberta da cabeça aos pés, literalmente, foi tudo muito rápido), eu dei um grito e disse que tinha um demônio no meu quarto e comecei a pedir a Deus mentalmente para tirar essa "coisa" do meu quarto, não conseguia mais ver esse ser, mas conseguia sentir ele andando de um lado pro outro pelo meu colchão, eu senti que ele levantou a minha coberta um pouco para ver o que tinha debaixo dela (nessa hora eu fiquei realmente desesperada, deu até pra sentir o ventinho quando ele levantou ela), e eu também senti e ouvi ele batendo na parede do meu quarto como se estivesse se jogando nela (acho que ele fez isso para me assustar mais ainda), depois disso ele sumiu... aí ficou o sentimento de "será que eu vi mesmo essa coisa? Eu to ficando maluca? isso é real?".
         Tudo isso quando ocorreu, já era de noite e a minha janela, obviamente, estava aberta (mas ela tem grades), acho que ele foi atraído pelo meu quarto porque, uns dias atrás, antes desse acontecimento, eu estava fortemente querendo ver algum elemental, e eu moro num condomínio que tem muita festa, muita animação, as crianças ficam correndo/brincando de noite pela rua, e a minha vó tem um jardim ENORME de frente pra janela do meu quarto (ele é muito bem cuidado, ela tem muito amor as plantas) será que esse ser mora ali? Eu acho que ofendi esse ser, eu estava nervosa, fiquei com medo, e não soube como agir, ele não me passou medo na hora, mas como sou muito escandalosa abri maior bocão, deveria pedir desculpas, mas não sei como fazer isso corretamente (a minha família toda é evangélica do tipo fanática, eu sou a unica que acredita nessas coisas). Eu gostaria de saber a sua opinião sobre o assunto, você acha que poderia ter sido uma fada? eu já tive acontecimentos estranhos desse tipo comigo antes, mas tudo isso acontecia quando eu era criança, e depois de um tempo tudo isso sumiu da minha vida, eu fiquei muito mal até (porque eu sempre desejei estar em contato com a magia). Hoje, um ano e um mês depois desse acontecimento, eu estou tentando desesperadamente ver alguma coisa que seja mágica, mas não consigo mais, o que eu faço? algumas pessoas dizem que antes, do meu condomínio ser um condomínio, aqui era uma cova, outros dizem que era um clube para cavalos, então, eu não sei ao certo o que era esse local, antes.


*Relato enviado por:  Maria Helena.
 Obs: O relato foi respondido pela autora do blog através do email.

domingo, 4 de março de 2018

Goblins






Goblins são criaturas geralmente verdes que se assemelham a duendes. Fazem parte do folclore nórdico, nas lendas eles vivem fazendo brincadeiras de mau gosto. Podem ser equiparadas aos trasgos e tardos do folclore português.
O termo goblin origina-se do francês antigo "gobelin", evoluído do latim medieval "gobelinus", que parece estar relacionado a "cobalus", do grego κόβαλος (kóbalos): "enganador" ou "desonesto".
Os goblins são normalmente associados ao mal. Diz-se que são feios e assustadores, fazem feitiçarias, estragam a comida, travam guerras contra os gnomos.
Em algumas mitologias os goblins possuem grande força. Normalmente por serem seres de pouca inteligência e hábitos selvagens, moram em cavernas ou pequenas cabanas construídas com paus e peles de animais. Sua grande capacidade de sobrevivência os faz seres presentes em quase qualquer ambiente, sendo possível serem encontrados em montanhas, pântanos, desertos, pedreiras, florestas ou cidades.

Vivem em bando, com uma comunidade precária semelhante a uma sociedade de homens primitivos. Dentre seus armamentos se encontra a clava, o machado de pedra, a zarabatana, além de pequenas lanças e pedras.

Eles pertencem ao grupo dos goblinóides dividindo-se em goblins, hobgoblins (parecidos aos goblins, porém maiores - de 1,40 m até a altura de um ser humano normal - e mais evoluídos) e os bugbears (maiores que um ser humano normal, muito mais fortes que os goblins e com a habilidade de se transformarem em ursos).



Alguns tipos de Goblins:



Knockers (goblins batedores): Estes não são maus, ao contrário da maioria dos goblins. Habitam minas de estanho e cobalto, especialmente na Cornualha e Devon. Gostam de pregar peças, fazendo caretas e dançando de forma exótica, dando sustos nos mineiros, mas também podem avisar através de batidas onde há veios de minerais preciosos. Eles não gostam que assobiem ou falem palavrões e os mineiros que cometem essa descortesia recebem de troco uma chuva de pedras mágicas.

Kobolds - Velhos conhecidos de quem joga RPG, são a versão alemã dos Knockers. Mais travessos e costumam desfazer o trabalho dos mineiros, atrapalhando-os só por diversão. De vez em quando, ajudam, mas não é muito comum.

Wichtlein - Típicos da minas alemãs, habitam as minas e anunciam a morte de um mineiro batendo palmas ligeiramente três vezes. Também prenunciam acidentes, cavando e fazendo barulhos que imitam o trabalho dos mineiros.

Coblynau ou Koblernigh - São os goblins galeses e avisam sobre um rico veio de minério através de batidas com suas picaretas e martelos. Por vezes, apenas brincam, imitando o trabalho dos mineiros. Ao contrário dos goblins que são pequenos, os coblynays tem quase o tamanho de um homem comum, mas com a aparência de anões. Um grupo de 15 ou 16 deles foram vistos na paróquia de Bodfari, Denighshire. Eles estavam dançando freneticamente algum tipo de dança folclórica de forma rebelde e rápida. Estavam vestidos como soldados ingleses com lenços vermelhos com bolinhas amarelas na cabeça.

Bogil - É como chamam os exércitos de goblins de várias formas, alguns em formas de animais. Alguns desses exércitos são maus, mas outros simplesmente bagunceiros e gostam de pregar peças.



Puck - Um Hobgoblin sem modos e muito levado que ficou famoso graças a Shakespeare. Pode mudar de forma e está ligado ao Pooka irlandês e ao Puca galês.


Bogles - Um tipo de goblin de índole má que prefere gastar sua crueldade com assassinos e mentirosos.

Gorro vermelho - Um dos tipos mais cruéis de goblin, habita castelos e torres assombrados. A cor de seu gorro é acentuada por sangue humano.




Sobre a Autora:

Daniele Claudino nasceu em 1992, em Campo Grande – MS, onde, ainda vive atualmente. Fascinada por seres mágicos e sobrenaturais. Seu primeiro livro, O Amanhecer Das Feiticeiras foi publicado pela Editora Viseu, em 2018.

Trolls



Os Trolls são provenientes do folclore escandinavo. Descritos como gigantes horrendos como os ogros ou também como uma pequena criatura semelhante aos goblins. Vivem nas florestas e montanhas, cavernas ou grutas subterrâneas. Possuem caudas como os animais e comumente são descritos como maldosos ou estúpidos.
             Na literatura nórdica aparecem com várias formas e uma das mais famosas teria orelhas e nariz enormes. Nesses contos também lhe foram atribuídas várias características como a transformação dessas criaturas em pedras quando expostas à luz solas e ainda a perda de poder ao ouvirem o badalar dos sinos das igrejas.
            Os penhascos de pedra de Trold-Tindterne (Picos de Troll) no centro da Noruega são ditos serem dois exércitos de trolls que uma vez travaram uma grande batalha até o sol nascer quando então, foram transformados em pedras.
                Muitos contos falam de barganhas entre Trolls e humanos. Uma dessas histórias fala de um homem chamado Esbern que era apaixonado por uma moça, cuja pai não deixaria a filha casar-se até Esbern construir uma bela igreja. Um troll concordou em construir a igreja para Esbern com a condição de que se Esbern não descobrisse seu nome até o fim do trabalho, ele tomaria os olhos e a alma de Esbern para si. Por mais que tentasse, Esbern não conseguia descobrir o nome do troll. Ele se desesperou e sua amada orou por ele. Naquele momento, Esbern ouviu a esposa do troll cantar para seu bebê e em sua canção continha o nome de seu marido. Com isso, Esbern tornou-se livre do pagamento. Após o povo do norte da Europa se converter ao cristianismo, muitas de suas histórias passaram a contar com a oração como uma defesa contra os trolls.



Sobre a Autora:

Daniele Claudino nasceu em 1992, em Campo Grande – MS, onde, ainda vive atualmente. Fascinada por seres mágicos e sobrenaturais. Seu primeiro livro, O Amanhecer Das Feiticeiras foi publicado pela Editora Viseu, em 2018.

Brownies



Duende ou espírito doméstico do folclore da Inglaterra e Escócia, o brownie habita casas de família, onde executa labores domésticos enquanto seus habitantes dormem. Tais tarefas são feitas em troca de presentes entre os quais laticínios, sua comida preferida. Se oferecido pagamento ou roupas, o brownie, ofendido, abandona a casa sem deixar rastros, também pode desfazer tudo o que fez. Você pode agradar o brownie deixando-lhe uma oferenda como um pouco de creme de leite, um pão doce e quentinho ou um pedaço de bolo coberto com mel. Também pode servir um pouco de cerveja ou leite açucarado para eles. Antigamente na Escócia, havia as chamadas Pedras Dos Brownies onde eram depositadas oferendas a esses elementais.
         Os brownies são descritos como homenzinhos de pele amarronzada que mediriam entre 30 e 60 cm. São mais ouvidos do que vistos. De espírito prestativo e benéfico, podem se tornar malignos se contrariados.
          Espíritos domésticos que agem à maneira dos brownies também são encontrados em outras culturas, como por exemplo o tomte finlandês, o Heinzelmännchen alemão e o domovoi russo.
        A palavra portuguesa duende se origina do español dueño de casa (dono de casa) e exprime um conceito semelhante.


Buca



É a variação galesa do brownie que ajuda a bater manteiga se a cozinha e lareira estiverem limpos. Se for insultado, agirá como um poltergeist, atirando coisas e batendo nas paredes. Também dá beliscões, grita e bate em quem o aborrece. O buca odeia abstêmios e pessoas de nariz comprido.


Fenodoree



Um tipo de Brownie da ilha de man, é um ser completamente forte e muito bem disposto que trabalha duramente. Não é muito inteligente e, assim como os brownies pode se ofender se um humano lhe der roupas de presente.


Kilmoulis



Tipo de Brownie que habita moinhos e executa trabalhos. Como é muito brincalhão, às vezes, atrapalha mais do que ajuda. É muito feio, tem olhos miúdos e um nariz enorme o que dá a impressão que ele não tem boca.


Sobre a Autora:

Daniele Claudino nasceu em 1992, em Campo Grande – MS, onde, ainda vive atualmente. Fascinada por seres mágicos e sobrenaturais. Seu primeiro livro, O Amanhecer Das Feiticeiras foi publicado pela Editora Viseu, em 2018.

Como se comportar na presença de um elfo





Você vai fazer um feitiço para contatar os elfos e aí bate aquela dúvida: “Como se comportar na presença deles?”. O post de hoje é sobre isso. Bora conferir?



Dê atenção a sua aparência



Elfos são muito observadores e a primeira coisa que repararão será a sua aparência. Você não precisa estar elegantemente vestido como se fosse para uma festa, mas precisa vestir algo bonito, fazer um penteado legal e por uma corzinha no rosto. Mesmo se for mulher e for atrair uma elfa e não um elfo, aí sim é que tem de se arrumar porque os elfos, assim como as fadas, gostam de estar perto de pessoas bonitas. Se tiver os cabelos longos pode ajeitá-los numa bela trança lateral. Elfos são travessos e adoram trançar os cabelos dos outros (assim como os duendes e as ninfas), se você trançar seu cabelo primeiro evita que eles se sintam tentados a ver como eles ficam trançados depois. Teve uma época que eu sempre dormia com o cabelo trançado senão ele acordava cheio de nós.
      Os elfos com os quais eu lido tem demonstrado preferência por cores fortes como preto e vermelho, mas gostam também de azul e branco. Para você que está começando agora e gosta de preto, tente combinar essa cor com verde, branco, vermelho ou então amarelo. Elfos gostam de todas as cores, mas especialmente quando combinadas de forma harmônica. Se ainda estiver na dúvida, opte pelas tradicionais: Branco, amarelo e verde.
      Não esqueça do principal… O sorriso! Elfos são alegria pura e não gostam de ver ninguém sofrendo, logo se você insistir em ficar emburrado, só pra te tirar do sério, eles podem te pregar alguma peça.




Não tenha medo



O medo atrapalha porque os deixa pouco à vontade para se mostrarem a você, então, nada de sentir medo! Assista a O Senhor Dos Anéis, A Saga (é um filme muito legal, aliás, acho que é uma trilogia, chama “A Saga” mesmo) ou jogue o bom e velho RPG só para descontrair um pouco e pegar rápido o espírito da coisa. Além do mais, ver um filme (ler um livro ou jogar um jogo) deles vai ajudá-los a buscar em sua mente formas-pensamentos para se mostrarem a você.
        Sempre que um elemental deseja se mostrar a alguém, ele busca na mente da pessoa o que ela acredita sobre isso e sobre aquilo… Logo, alguém que nunca ouviu falar em elementais ou que não acredita neles, ainda assim pode vê-los e interagir com eles, embora, eles possam estar disfarçados como fantasmas ou anjos. Por que eles fazem isso? Simplesmente porque sabem que certas pessoas são teimosas e que, por mais que você explique a elas que há mais coisas entre o céu e a terra, elas escolhem não acreditar, então, os elementais preferem não perder tempo e paciência tentando convencer a ninguém e, portanto, se mostram dentro das possibilidades que lhe são apresentadas. Se você acredita em elfos, eles verão qual a sua ideia de elfo e aí a vestirão para se aproximarem e ao mesmo tempo te agradarem. Depois, conforme os laços forem se estreitando, eles revelam aos poucos a verdade sobre como realmente são.
       Alguns elfos acham engraçado a forma como os idealizamos (com trajes medievais e sempre armados com arco e flecha), mas ainda assim, aceitam se fantasiar como nos filmes e jogos só para nos agradar. Eles podem mudar a aparência física, então não espere que a primeira forma a qual eles se apresentem a você seja de fato a aparência real deles. Também não se surpreenda se der de cara com um Legolas ou uma Tauriel, porque eles podem alterar a aparência física e acham isso divertido!
        Elfos nem sempre confiam em humanos, por isso, não espere que ele diga seu verdadeiro nome (há muitas lendas e também feitiços entre o povo deles que pode se realizar com apenas um nome, por isso, isso é sagrado pra eles; também há crença de que elfos só recebem um nome na fase adulta), mas como você precisa chamá-lo por um nome, escolha você mesmo um para ele, ou, então, pergunte a ele como pode chamá-lo. Todos os elfos que mexo, fui eu quem tive de dar nomes a eles porque eles nunca me disseram seus nomes reais por mais que eu insistisse.



Seja educado




Nada de piadinhas sem graça ou desrespeito ou os elfos podem lhe pregar uma peça nada agradável! Lembre-se que eles ouvem seus pensamentos… Podem não dizer nada, mas eles ouvem tão claro como se você tivesse dito em voz alta, então, tente não pensar coisas que possam ofendê-los ou irritá-los, se pensar, é só disfarçar, buscando uma justificativa para aquilo ou pense em várias coisas aleatórias. Outro truque para enganar esses telepatas é elogiá-los. Costuma funcionar logo após uma mancada. Pense “oh, que olhos lindos esse elfo tem! E por Sunna! Que cabelos maravilhosos”, isso apenas se você perceber que os ofendeu. Elementais são vaidosos e adoram elogios. 




Dê um presente a eles



Isso não é obrigatório, mas se quiser causar uma boa impressão a eles, dê alguma bijuteria ou um doce. Eles se agradam especialmente com bolo de chocolate ou coco, mas também serve cupcake, biscoitos e balas de leite e chocolate (ou hortelã). Para os elfos, dividir o alimento é algo sagrado é eles jamais negam alimento ou água a quem quer que seja, portanto, você também não deve negar a eles, ou eles podem se aborrecer e se afastar. Não significa que você é obrigado a dar-lhes sempre oferendas, mas quando o fizer, que seja de coração, porque eles são como crianças, adoram doces e nada os deixa mais felizes, esses fofos!





E se eles quiserem ficar?



Alguns elementais assumem o papel de guardiões e se insistirem em ficar ao nosso lado é porque eles desejam nos proteger ou se alegram com nossa companhia (ou os dois). Portanto, não estranhe se ainda sentir a presença dos elfos mesmo, dias após o ritual. Apenas estabeleça regras básicas de convivência, caso o elfo seja criança e se mostre levado. Basta falar sério com ele e explicar que ele deve se comportar porque é o que se espera de um ser mágico como ele. As broncas devem sempre conter uma persuasão com um elogio embutido, por exemplo: “Um elfo bonito ou tão poderoso não pode desperdiçar seu poder e tempo agindo como uma criança boba! Esperava mais de você, amigo!”. Dessa forma, você pode persuadi-lo a se comportar bem, uma vez que eles são meio narcisistas.





E… Deu ruim! E agora?



Se os elfos insistirem em ser indisciplinados, primeiro, tente uma conversa séria com eles. Então, tente dar-lhes uma oferenda para apaziguar-lhes, e se não funcionar, acenda uma vela para a deusa Sunna (na mitologia nórdica, essa deusa é conhecida também como a rainha dos elfos e dizem que com apenas um olhar, ela pode transformar em pedra elfos sombrios ou anões perversos) e explique a ela sua situação, peça-lhe por favor para que ela conscientize os elfos para que eles se comportem e não te aborreçam mais. Isso deve funcionar. Lembrando que os elfos só costumam ser travessos ou odiosos quando irritados ou ofendidos. Se tiver dificuldades em contatá-los ou quiser mais segurança em seus rituais, contate antes a deusa Sunna (você pode ler mais a respeito dela, em “deusas”, é só buscar nos marcadores do blog). ©

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Dias dos Elementais e Deuses


   Os elementais podem ser contatados em certos dias especiais do ano como nos Solstícios, no halloween até o dia 02 de novembro (dia dos finados), no dia 11 de novembro (dia de São Martin), no dia de São João e no natal.
  A seguir, veja os dias de novembro e dezembro em que alguns espíritos caminharão entre nós.

 

24 de novembro -  Berchta


Antiga comemoração de Berchta ou Percht, a Deusa Mãe da Alemanha e da Áustria. Chamada de "Mulher Elfo", ela sobrevoava a terra envolta em seu manto de neblina e fertilizava os campos e os animais. Como não tolerava a preguiça, ela inspecionava os teares e, caso encontrasse algum
trabalho malfeito ou alguma casa em desordem, ela arranhava ou feria a tecelã descuidada. Em suas festas, as pessoas comiam panquecas e bebiam leite, deixando uma parte para Berchta. Ela vinha comer furtivamente e, caso alguém espiasse, recebia como castigo uma cegueira temporária.
Ela desce nas noites entre 22 de dezembro e 6 de janeiro e percorre a terra em sua carroça, disfarçada, concedendo presentes a todos aqueles que foram generosos e punindo aqueles que foram preguiçosos.
Após o advento do cristianismo, ela foi convertida numa "bruxa" para as crianças nas histórias de contos de fadas.


1 de dezembro


Dia dos seres elementais nos países eslavos.
 Os povos eslavos acreditavam na existência de vários tipos de elementais ou o "Pequeno Povo", como eram chamados nas tradições celtas.
 Os Domovoj eram os elfos caseiros; eles moravam atrás das lareiras nas casas que eles tinham adotado e eram extremamente leais às famílias que os abrigavam.
Os Bannik viviam nos banheiros e gostavam de encontrar uma vasilha com água
fresca colocada a seu dispor após o anoitecer.
Os Vazila cuidavam do cavalos e os Bagan, das cabras e das ovelhas.
Os Poleviki, os elfos dos campos, viviam nos trigais e prejudicavam as
colheitas se não recebessem agrados e respeitos.
Homenagens celtas para as Senhoras Verdes, os elfos que moram nos carvalhos, teixos, salgueiros, freixos, pimheiros ou macieiras.
Todas as árvores deveriam ser tratadas com respeito para que as Senhoras verdes não se ofendessem. Eram elas que davam a permissão para que os galhos fossem cortados ou os frutos colhidos.
Celebração de Pallas Athena, na Grécia e de Minerva, em Roma, a deusa da
sabedoria e da justiça.


3 de dezembro


Antiga comemoração de Airmid, a deusa irlandesa da cura. Embora pouco conhecida, Airmid era uma famosa curandeira, utilizando ervas e pertencia aos Tuatha de Danaan, grupo de divindades pré-celtas. Ela surgia vestida com um manto coberto de ervas e protegia todos aqueles que as utilizavam em curas.


5 de dezembro


Véspera de Sinterklaas, o dia de São Nicolau na Holanda, quando as crianças colocam seus sapatos ou botas de feltro nas janelas para receberem presentes do velho Sinter Klaas, transformado posteriormente em Santa Klaus; em troca, devem deixar cenouras e feno para seu cavalo. As crianças levadas recebem um feixe de galhos de salgueiro, pedaços de carvão ou um diabinho vermelho, enquanto que as boas ganham doces e brinquedos.
Esses costumes e os contos a eles relacionados são reminiscências dos antigos rituais xamânicos.   



10 de dezembro


 Celebração de Danu ou Dana, a Deusa Mãe irlandesa, guardiã do conhecimento,
protetora das famílias e tribos, regente da terra, da água e da constelação de Cassiopéia, chamada Llys Don, a corte de Danu, em sua homenagem. A mais importante das antigas deusas irlandesas, Danu era a dirigente de uma tribo de divindades nomeada Tuatha de Danaan, o povo de Danu, que depois foram diminuídos (pelos mitos posteriores às invasões dos povos celtas) a uma classe de fadas chamadas Daoine Sidhe. Seu nome, Dan, significava conhecimento, tendo sido preservada na mitologia galesa como a deusa Don, enquanto que outras fontes equiparavam-na à deusa Anu.
Segundo as lendas, os Tuatha de Dannan, exímios magos, sábios, artistas e artesãos, foram vencidos pelos rudes e guerreiros Milesianos, retraindo-se nos Mundos Internos das colinas, chamadas "sidhe".
Festival romano Lux Mundi, dedicado à deusa Lucina, modernização na França como um festival dedicado à Deusa da Liberdade, com procissões de velas e orações de esperança.

 

11 de dezembro


Comemoração japonesa da deusa Yuki One, "A Donzela de Neve", o espírito da morte pelo frio. Ela aparecia para aqueles que tinham se perdido nas montanhas geladas como uma mulher pálida e silenciosa, cantando suavemente para adormecerem para que ela soprasse sobre eles o hálito
frio da morte.


12 de dezembro


 Angeronália, dia consagrado a Angerona, a deusa romana do silêncio, da ordem e do medo, que produz ou alivia. Suas estátuas representavam-na com um dedo sobre os lábios ou com a boca amarrada. Era invocada para guardar segredos ou vencer os medos, restabelecendo o equilíbrio. Alguns autores consideram-na a padroeira do inverno, dedicando-lhe a regência do solstício.
Sada, fetival zoroatriano do fogo celebrando a vitória das forças do bem e da luz sobre o male a escuridão.


18 de dezembro


 Nos países celtas, festejava-se a deusa eqüina Epona, cujo culto foi mantido pelos romanos e sincretizado ao da deusa romana Ops.
Epona era considerada, pelos romanos, como a protetora dos cavalos, enquanto Bubona era a proterora do gado. Epona era representada de três maneiras: cavalgando uma égua branca; em pé, cercada de cavalos ou deitada nua sobre um cavalo. Às vezes, segurava um cálice ou um prato redondo ou ainda uma cornucópia. Segundo algumas fontes, Epona originou um verdadeiro culto ao cavalo, cujas reminiscências são encontradas nas gigantes reproduções de cavalos em várias colinas calcárias da Inglaterra e na frequência do nome Cavalo Branco para lugares, lendas (como a de Lady Godiva) e de "fantasmas" de mulheres a cavalo.
Epona detinha o poder sobre o ciclo da vida dos homens, do berço ao túmulo e por isso seus símbolos eram um pano branco e uma chave, que abria todas as portas do além.
Comemoração da antiga deusa eqüina irlandesa Etain, "A Veloz", a padroeira da magia e da cura. Etain era também uma deusa solar, padroeira irlandesa da medicina. Filha do deus da cura Dan Cecht, ela casou-se com Ogma, o deus da literatura e da eloquência.

 

19 de dezembro


 Na China, as pessoas se reúnem nas cozinhas decoradas com flores, acendem velas, queimam incenso e festejam com pastéis, carne de porco e vinho de arroz, levando, depois, um pouco como oferenda para as árvores. Este dia é considerado muito favorável para noivados e casamentos.
Comemorações para as deusas romanas Sabina, da fertilidade e Orbona, a protetora das crianças órfãs ou com doenças terminais.
Dia dos Mortos no Egito. As pessoas deixam lamparinas acesas e comida nos túmulos em homenagem aos familiares falecidos.



Dias  25 de dezembro


No folclore alemão,  há uma lenda sobre uma bruxa chamada Lutzelfrau, que voava montada em sua vassoura levando infortúnios para aqueles que não a  presenteavam. De acordo com um antigo costume dos camponeses, neste dia as crianças usavam máscaras e iam de casa em casa pedindo dinheiro e doces em nome de Lutzelfrau. A origem desta lenda é a antiga celebração da deusa Perchta, a Mãe Terra, que era homenageada com oferendas para que proporcionasse um ano abundante e feliz.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Elfos raptores

      Os elfos, segundo as crenças celtas, raptam e deixam prisioneiros em seu reino os homens.
    Eis aqui o relato de uma lenda escocesa recolhida por Walter Scott, que ilustra a crença:

     Um tecedor perde sua mulher. Essa morre entre convulsões e seu cadáver fica tão desfigurado que os vizinhos pensam que os elfos a raptaram e substituíram seu verdadeiro corpo. Quando o tecedor está considerando seriamente voltar a se casar, sua esposa morta lhe aparece numa noite e diz que não está morta, mas sim cativa dos elfos e, que pode, se ainda a ama fazê-la voltar daquele triste reino de "Elfland". Porém, o homem acaba não fazendo o que o fantasma lhe pede.
   Outro relato foi recolhido na Dinamarca: Um camponês perde sua mulher. Uma noite em que passa perto de um Monte de Elfos vê sua esposa dançando com outras pessoas. Como ele a chama pelo nome, ela se vê obrigada a segui-lo, porém a sua vida não voltou a ser como antes: a mulher não parava de chorar na cozinha. O mais simples dos mortais que tenha ocasião de conhecer o País dos Elfos, jamais vai se recuperar, pois dizem que a experiência é tão deslumbrante, fazendo com que a vida humana não seja mais interessante. Isso deve-se, por serem os elfos os mais perfeitos músicos e dançarinos que aos olhos e ouvidos humanos não existe nada mais belo de ser visto e ouvido na terra. Lembrando que isso só vale para quem vai para a Terra dos elfos bondosos, pois a Terra dos elfos maldosos é um lugar ao qual nenhum mortal desejaria permanecer por muito tempo.

     As histórias de raptos de seres humanos por parte dos elfos abundam muitas crônicas populares na Europa. Walter Scott conta-nos assim o testemunho de um tal Pennant, raptado para uma viagem de observação que ocorreu em 1769:


 Um pobre visionário que estava trabalhando em Breadalbane, foi levado pelo ar e passando por cima de um muro à um campo de trigo contínuo. Rodeavam-lhe uma multidão de homens e mulheres, entre os quais reconheceu várias pessoas mortas há muitos anos. Essas pessoas iam e vinham como abelhas sobre a plantação, roçando apenas a ponta do trigo, falando uma língua desconhecida com uma voz cavernosa. Foram lhe empurrando rudemente em todas as direções, porém quando murmurou o nome de Deus desapareceram todos, salvo uma mulher que bateu em seu ombro e o obrigou a aceitar um encontro para às sete da tarde daquele mesmo dia. O homem viu então que seus cabelos estavam atados com duplos nós (conhecidos como "anéis de elfos") e quase já tinha perdido o uso da palavra. Manteve sua promessa e ficou esperando a mulher que chegou voando. Ela pouco falou, pois tinha muita pressa e não poderia ficar com ele, e ordenou que partisse, afirmando que nada de ruim iria lhe acontecer.

 Orfeu e Eurídice no País dos elfos


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  Segundo ainda, crenças celtas, é para o País dos Elfos que vão, voluntariamente ou não, os mortos. Todo mundo conhece a célebre lenda de Orfeu e Eurídice. É sabido que o músico grego não vacilou em descer até o fundo dos Infernos para buscar a esposa morta. Entretanto, uma lenda celta conta que o lugar onde Eurídice estava prisioneira não era os Infernos, mas o País dos Elfos. Orfeu, rei da Trácia, ao norte da Grécia, encontrou um dia sua mulher Eurídice chorando nos jardins de seu palácio. Eurídice lhe contou que havia adormecido à sombra de uma árvore utilizada para enxertos (essas árvores eram conhecidas por demarcar as fronteiras entre o mundo dos humanos e o povo do Reino das Fadas), e havia sonhado que um rei dos elfos vinha buscá-la para conduzi-la, através de uma escura galeria, até seus domínios encantados. Depois a conduziu de volta até sua árvore e ordenou, sob pena de um terrível castigo, que no dia seguinte lhe esperaria naquele mesmo lugar. Eurídice não se atrevia a desobedecer o senhor élfico e estava bem decidida a esperar sua triste sorte junto à árvore. Para conjurar a sorte, Orfeu fez guardar a árvore por seus melhores soldados, porém no dia seguinte, ao meio-dia, Eurídice desapareceu no ar, levada pelo rei dos elfos. Louco de dor, o rei da Trácia abandonou seu trono e se tornou ermitão, não levando consigo mais do que uma lira. Se dizia que sua música era tão bela que as lebres deixavam de correr e os pássaros de cantar. As vezes, Orfeu assistia as cavalgadas das fadas e dos elfos que galopavam pelo campo, e ouvia o som de seus cornos de caça. Um dia viu passar em sua frente umas belas fadas caçadoras, montadas em cavalos brancos e levavam cada uma um falcão na mão. Orfeu as seguiu correndo. Observou como deslizavam até o interior de uma rocha e desapareceram num túnel escuro. Seguindo-as chegou até uma clareira verde onde deparou-se com um maravilhoso castelo de torres brancas. Orfeu entrou no tal castelo e descobriu uns mortais dormindo nas posições que estavam quando os elfos os raptaram. Havia guerreiros combatendo, crianças brincando, mulheres ocupadas fiando... Todos estavam imóveis, com o gesto detido na eternidade de um instante. Chegou finalmente ao pátio central do castelo, e nele estava o rei dos elfos perto de Eurídice, que dormia embaixo da árvore, exatamente na mesma posição que estava há dez anos no palácio de Orfeu. O rei-músico da Trácia se inclinou então, ante ao soberano dos elfos e se ofereceu para tocar-lhe uma música. Então Orfeu pegou sua lira e tocou uns acordes tão belos que o próprio rei dos elfos ficou maravilhado. E, quando o mortal parou de tocar, o príncipe élfico lhe rogou para continuar com a música, prometendo lhe conceder uma recompensa como pagamento de seus serviços. Orfeu se pôs a tocar de novo e logo, quando chegou o momento, reclamou o que lhe devia: a mulher adormecida à sombra da árvore. Então o rei dos elfos tentou retratar-se: -"Não pode ser, seria um casal muito desigual. Ela é jovem e bela, e tu és velho e desgastado. Seria indecoroso ficarem juntos". Porém Orfeu replicou; "Todavia seria mais indecoroso para vós não cumprir vossa promessa". Preso ao trato, o elfo libertou a Eurídice de seu encantamento. A jovem acordou e se jogou nos braços de Orfeu, que a levou consigo através do escuro túnel. E, enquanto alguns autores afirmam que a perdeu de novo naqueles labirintos escuros, outros afirmam que regressaram sem problemas até a luz do mundo dos humanos, voltando a seu reino e viveram felizes o resto de sua vida.


Sobre a Autora:

Daniele Claudino nasceu em 1992, em Campo Grande – MS, onde, ainda vive atualmente. Fascinada por seres mágicos e sobrenaturais. Seu primeiro livro, O Amanhecer Das Feiticeiras foi publicado pela Editora Viseu, em 2018.

Relato: O duende veio brincar também!


Olá Daniele!

Eu me chamo Bruna e tenho 16 anos e não faz muito tempo que comecei a ler seu blog e gostei muito. Eu não sou muito experiente nesse tipo de assunto, porém de um tempo para cá os temas relacionados a Wicca e a elementais vem despertando bastante meu interesse. Eu desde criança fui criada como católica e assim continuei até os meu 13 ou catorze anos, quando me afastei da igreja e passei por uma fase meio ateísta/agnóstica e agora estou me reaproximando da fé e da espiritualidade. É tudo muito engraçado, é diferente de tudo que sempre fui acostumada. Para mim tudo isso sempre foi fantasia, coisa de conto de fadas rsrs. Desculpa se essa ultima parte soou meio ofensiva. Porém, quando eu era bem criança eu tive uma experiência um tanto estranha com elementais (na verdade um elemental) que eu gostaria de relatar.

Tudo aconteceu quando eu tinha 7 ou 8 anos. Naquele dia, eu e meu irmão estávamos dormindo no quarto dos meus pais. Como iria ficar muito apertado para quatro pessoas dormirem em uma cama de casal, minha mãe colocou um colchonete no chão para que eu e meu irmão pudéssemos dormir. Antes da hora de dormir eu estava brincando com umas bonecas e uns moveis de madeira no chão perto do colchonete. Minha mãe havia pedido para eu guardar os brinquedos, mas eu acabei ficando com sono e deixando eles espalhados no chão mesmo.

Então eu fui dormir na cama de cima com o meu pai e meu irmãozinho no colchonete com minha mãe. Nisso eu acabei acordando no meio da noite para ir no banheiro e quando eu olhei para os meus brinquedos eu vi um homenzinho meio dentuço, menor que eu que vestia uma camisa de manga comprida e um gorrinho mexendo nos meus brinquedos (não lembro se isso foi na ida ou na volta do banheiro). Eu não senti medo e apenas fiquei olhando para ele (eu acreditava que fosse um duende, mas hoje não sei). Ele pareceu ter percebido a minha presença e olhou para mim com sua “carinha de rato” e me encarou por um momento. Eu então pisquei e ele desapareceu. Depois disso eu apenas achei estranho, fiquei tentando absorver a situação um pouco e depois fui para a cama de baixo dormir perto da minha mãe e do meu irmão.

No dia seguinte eu fiquei super animada e saí contando para todas as minhas coleguinhas que eu tinha visto um duende, mas ninguém acreditou em mim. Então eu parei de ficar falando sobre isso para não me chamarem de maluca. E eu posso jurar que não foi um sonho, pois no dia seguinte eu havia acordado no colchonete, se foi um sonho então foi um sonho muito muito real.

A única coisa que eu acho estranho é que eu moro em apartamento e minha casa não é bem do tipo “atrativa” para elementais. É só um apartamento comum na cidade, e eu e minha família nunca tivemos ligação nenhuma com Wicca ou qualquer coisa do tipo (sempre fomos católicos). De qualquer maneira foi um acontecimento que meio que “me marcou”, então foi a partir desse dia eu passei a ver seres “mitológicos” com outros olhos. 
*Email respondido.
*Envie também seu relato para: adancadasfadas@yahoo.com

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Sunna - rainha dos elfos



A Rainha dos elfos era a deusa Sunna, por eles chamada de Alfrodul, “A luz dos elfos”, saudada diariamente, no raiar e no pôr-do-sol. Os elfos sombrios a temiam porque a deusa poderia petrificá-los com apenas um olhar.
Sunna regia o ciclo do dia e os ritmos da vida agrícola, que giravam em torno do nascer e pôr do sol, dos solstícios e eclipses e garantia a sustentação da vida em uma clica de frio e terra inóspita. Chamada de “noiva brilhante do céu” E “Senhora Sol”, Sunna carregava o disco solar durante o dia, em uma carruagem dourada puxada por dois cavalos: Arvakr, “o madrugador” e Alsvin, “o veloz”, sob cujas selas havia sacos com vento para mantê-los protegidos do intenso, calor solar. Sunna se apresentava envolta por uma luz dourada, cujos raios formavam seus cabelos; horas antes do sol nascer, ela ficava sentada sobre uma rocha e fiava outro com seu fuso dourado. Para conduzir a carruagem, ela segurava um chicote e um escudo chamado Svalin (o esfriador), para proteger a terra e os seres humanos do calor excessivo e destrutivo para os raios solares.
A trajetória de Sunna era marcada por dois períodos: durante o dia ela conduzia sua carruagem dourada percorrendo e iluminando o céu, do leste para oeste. Quando anoitecia, ela mergulhava no mar ou na terra e assumia a direção de um barco puxado por um enorme peixe, iniciando um trajeto inverso, do oeste para o leste. No final da noite, antes do alvorecer, Sunna emergia lentamente do mar ou da terra, sentada novamente na sua carruagem dourada, com o brilho contido na alvorada e aumentando progressivamente seu brilho e calor.

Sunna é uma das três deusas que irão morrer no Ragnarök (junto com Bil e Hel), sendo alcançada e devorada pelos lobos Skoll e Hati, seus eternos perseguidores. Porém, antes de morrer, dará à luz a uma filha, que, no alvorecer do Novo Mundo, irá assumir seu nome e continuará sua missão (conforme descrito no Mito da Criação). É possível que sua morte se deva ao fato de ter nascido como uma mortal (Filha de Mundilfari, irmã de Mani, o regente lunar) e divinizada por Odin, devido à sua estonteante beleza e peculiar brilho dourado.
Os povos antigos que reverenciam Sunna ergueram em sua honra inúmeros círculos de pedras, destinados para a realização de rituais nas datas sagradas dos solstícios e equinócios. Um jogo antigo que foi preservado na Escandinávia e Alemanha era feito na primavera, quando jovens das comunidades “aprisionavam” uma moça no centro de um labirinto de pedras arrumadas em forma de espiral e depois a “libertavam” do seu cativeiro. Em todos os locais onde se realizavam danças e festejos primaveris, existia na proximidade um labirinto – de pedras, montículos de terra ou cavado no chão. Apesar de ter se perdido o mito que lhe deu origem, a dança em espiral permaneceu pelo menos um milênio após a cristianização. Estudiosos concluíram que o labirinto era conectado com o rito da passagem do inverno e a libertação do verão, resquícios de um antigo mito solar pan-europeu, centrado numa divindade feminina.
Foram encontrados em inúmeros lugares, da Islândia até a Itália e a Rússia, centenas de labirintos, com desenhos intrincados e associados com as danças na primavera. O cristianismo incorporou muitos dos desenhos e símbolos solares nas igrejas erguidas sobre os antigos locais sagrados pagãos. A teoria sobre a origem ártica desse ritual é apoiada pela reprodução do movimento do sol no céu nórdico pelo traçado do labirinto. Próximo ao Círculo Ártico o padrão anual do sol, é diferente, formando arcos que se expandem e criando um labirinto, como se fossem fiados pelo fuso dourado de Sunna. Acredita-se que os labirintos escandinavos foram construídos 6 mil anos atrás, pois o culto da deusa solar no extremo norte data da pré-história, conforme indicam as inscrições com motivos solares. Durante a Idade do Bronze, o ato de fiar tornou-se metáfora para a produção da luz pela deusa cósmica, e assim as antigas culturas começaram a reverenciar uma tecelã solar.


Elementos: fogo, ar.
Animais totêmicos: cavalo, águia, dragão (do fogo e do ar), lobo.
Cores: amarelo, laranja, vermelho, dourado.
Árvores: acácia “chuva de ouro”, giesta, tília.
Plantas: camomila, dente-de-leão, girassol, hipericão.
Pedras: âmbar, topázio, citrino, pedra-do-sol, diamante.
Metais: ouro.
Dia da semana: domingo.
Datas de celebração: solstício de verão ou no solstício de inverno.
Símbolos: carruagem, círculo mágico, círculo de pedras, colar, cristais, dança circular, disco, chicote, escudo, espelho, fogo, fylfotI (suástica), mandala, movimento giratório, objetos dourados, roda solar e sagrada, Sol, solstícios.
Runas: Raidho, Sowilo, Sol.
Rituais: Saudação ao Sol, rituais solares, danças circulares e giratórias, práticas de energização e vitalização, preparação da água solarizada, cura com cristais, alinhamentos dos chacras, celebrações dos solstícios com fogueiras.
Palavras-chave: autorrealização.


Sobre a Autora:

Daniele Claudino nasceu em 1992, em Campo Grande – MS, onde, ainda vive atualmente. Fascinada por seres mágicos e sobrenaturais. Seu primeiro livro, O Amanhecer Das Feiticeiras foi publicado pela Editora Viseu, em 2018.