terça-feira, 26 de novembro de 2013

Troll


   Troll ou Trol é uma criatura antropomórfica imaginária do folclore escandinavo. São descritos tanto como gigantes horrendos – como ogros – ou como pequenas criaturas semelhantes a goblins. Diz-se que vivem em cavernas ou grutas subterrâneas.

Na literatura nórdica, apareceram com várias formas, e uma das mais famosas teria orelhas e nariz enormes. Nesses contos também lhes foram atribuídas várias características, como a transformação dessas criaturas em pedra, quando expostas à luz solar.


Características



Geralmente os trolls são descritos como criaturas humanoides, nada inteligentes mas muito trabalhadoras. Às vezes são descritos como gigantes nórdicos ou algo semelhante aos ogros, seus tamanhos variando a depender da história. Vivem por muito tempo, mais de mil anos; vivem em bando e são muito agressivos. Alguns são mais estranhos e raros, como os trolls do subterrâneo, que seriam menos inteligentes do que seus primos, porém mais fortes e agressivos, atingindo entre 2,35 m a 3,45 m de altura. Embora não considerados inteligentes, eram temidos, pois acreditava-se que dominavam a arte da ilusão e eram capazes de mudar de forma e de comer vorazmente tudo o que se lhes deparasse. Embora geralmente retratados como extremamente antissociais, cavernosos os trolls também eram descritos como pais protetores e carinhosos, literalmente protegendo sua prole a garras e dentes. No geral, tendem a criar os filhos do sexo oposto dos deles (se for uma troll fêmea, o pai cuida dela, e se for um macho, a mãe o cria).

Os trolls foram adaptados a muitas outras culturas e obras, como nas obras de J.R.R. Tolkien e J.K. Rowling.

No linguajar da Internet, "troll" é a definição aos que fazem uso de redes sociais para alterar o ambiente de paz, com postagens que promovem discórdias entre os membros.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Duende Domovoi

  Domovyk, também chamado Domovik, Domovoj, Domovoi ou Domovoy, é um tipo de Pixie e também Duende do folclore eslavo, mais abrangente na Rússia e Ucrânia, que pode assombrar uma casa ou cuidar de seus habitantes, podendo ser um ancestral da família se movendo com a mesma de casa em casa.
Sua aparência é de um ser humanoide pequeno, ancião, com aparência de mais de cem anos, com o corpo coberto de pelos grisalhos, exceto ao redor dos olhos, nariz e alguns que possuem chifres e cauda, mas muitas vezes pode mudar sua aparência, e podem se assemelhar aos habitantes da casa ou animais domésticos, eles são muito tranquilos e não incomodam ninguém, a não ser que a casa onde vivem esteja suja e bagunçada, eles também não gostam de espelhos.
Um Domovyk pode ser considerado um espírito do lar, principalmente na Rússia, onde a chegada do Cristianismo no final do século X, estes antigos deuses do lar, equivalentes a Hestia grega, tornaram-se perigosos e foram substituídos por duendes. Como os antigos deuses do fogo, os Domovyks continuam sendo importantes em lugares que tem lareiras (chaminés), uma das únicas maneiras de antigamente para aquecer os eslavos do frio.
Se houver crianças em casa, o Domovyk irá garantir que elas durmam sem ter pesadelos, consegue também prever o futuro, especialmente o infortúnio, assim como a Banshee, dando gritos, seus soluços representam a morte de alguém na casa, e se ele sorri, prevê bons tempos.
A Ucrânia considera o Domovyk como o espírito domestico, que vive em lugares das casas como lareiras e perto dos fogões, como todo duende, ele também gosta de fazer travessuras, principalmente com os vizinhos, roubando objetos, escondendo chaves, atrapalhando o sono e etc.
Pessoas que conseguem ver o Domovyk em casa costumam os chamar de um jeito amoroso, como vovô ou senhor, mas não são todas as pessoas da família que conseguem ver, por isso, deixam alimento para ele durante a noite, tal como um copo de leite e biscoitos e botas de pano vermelhas penduradas no pátio é outra forma de homenagear um Domovyk.
Na Polônia, depois de uma mudança, as pessoas colocam pedaços de pão e sal embrulhados em um pano branco para que os Domovyks possam vir e se instalar na nova casa. Para se livrar de um Domovoi rival, é preciso bater nas paredes com um feixe gritando ”avô Domovoi me ajude a achar e expulsar o intruso!”
Quando se ouve um bebê chorar, sem existirem bebês humanos dentro de casa, o que você estará ouvindo é um Domovoi bebê, neste caso, cubra o local de onde vem a voz com um lenço, e a mãe da criança lhe dará a resposta de qualquer pergunta, contanto que você não remova o tecido do bebê.
Se um membro da casa desagradar um Domovyk, o pior castigo que ele pode dar é provocar Poltergeist e um grande incêndio.

Fonte: http://misteriosfantasticos.blogspot.com.br/2011/07/domovyk-domovik-domovoi.html

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Nuckelavee



  O Nuckelavee é uma criatura da mitologia celta, um elfo escuro famoso por sua aparência horrível.
   No mito é descrito como um ser que vive no mar das ilhas da Escócia, Orkney.
Sua cabeça é maior que a de um humano (cerca de 10 vezes). Possui um único olho envolvido por uma chama vermelha. Tem uma boca semelhante a de um porco. Braços enormes. Sua respiração é venenosa e pode murchar as plantas, secar as plantações e adoecer o gado. Outra característica bizarra é que o Nuckelavee não tem pele, deixando visível suas veias.
   Quando um nuckelavee se alimenta dilacera sua vítima e come seus músculos, além de devorar o corpo, o nuckelavee se alimentaria da alma da pessoa. Costuma atacar o gado e viajantes solitários.
   O nuckelavee pode ser repelido pelas correntes de água doce e aqueles que forem perseguidos por eles devem entrar na água doce, nadando para o mais longe dele que puder. Acredita-se também que queimar algas o afastaria.
A deusa do mar Lear seria a única capaz de conter a fúria de um nuckelavee.

domingo, 4 de agosto de 2013

Duende Galafuz

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     João Galafuz é o nome com que a superstição popular designa uma espécie de duende, que diz aparecer em certas noites, emergindo das ondas ou surgindo dos cabelos de pedras submersas, como um facho luminoso e multicor, prenúncio de tempestade e naufrágios.
    Crença dominante entre os pescadores e homens do mar, no estado de Pernambuco, nas cidades de Barreiros, na Praia do Porto e principalmente na ilha de Itamaracá, dizendo-se que esse duende marinho é a alma penada de um caboclo, que morreu pagão, acaso conhecido por João Galafuz. A superstição tem curso também em outros estados, notadamente em Sergipe, com o nome de Jean de La Foice, Fogo-fátuo ou Boitatá. (Gustavo Barroso, Terra de Sol).

sábado, 3 de agosto de 2013

Duende Guajara


   


     

Aparece nas noites de inverno, raras vezes nos dias de verão, fazendo barulhos, tais quais, vozes de animais, ruídos de caçador, pescador, colhedor de mel de abelhas e ainda fingindo cortar árvores.
Assusta os viajantes que passam perto do seu mangue, reduto natural, e também surge, como um pato, nas casas próximas, atrapalhando a calma habitual.
    De acordo com a tradição, o duende é invisível, derivando o pavor pela sua diversidade de simular sons. Além disso, açoita os cachorros, que podem falecer depois do terrível castigo. Aos viajantes impõe a companhia do medo ao gritar pelo caminho.
    É também chamado de Guari e Pajé do Rio. Suas características, de acordo com Câmara Cascudo, o aproximam do Saci, Curupira, Caipora, e por conta da moradia, há elementos do Pescador Encantado.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Pigmeus


Os Pigmeus constituíram uma nação de anões e seu nome deriva de uma palavra grega que significa uma medida correspondente a cerca de treze polegadas (uma polegada equivale a 2,54 centímetros), que segundo se acreditava, era a altura daquela gente. Os pigmeus viviam perto das nascentes do Nilo, ou, de acordo com outros, na Índia. Homero conta que os grous costumavam emigrar , todos os invernos, para o país dos pigmeus, e seu aparecimento era sinal de uma sangrenta guerra com os diminutos habitantes, que tinham de pegar em armas para defender os trigais contra os estrangeiros. Os pigmeus e seus inimigos, os grous, serviram de assunto de a diversas obras de arte.
          Escritores mais modernos falam de um exército de pigmeus que, encontrando Hércules adormecido, preparou-se para atacá-lo, como se tratasse do ataque a uma cidade. O herói, contudo, tendo despertado, riu dos minúsculos guerreiros e, embrulhando alguns em sua pele de leão, levou-os para Eristeu.
          Milton utiliza-se dos pigmeus para uma comparação no Paraíso Perdido:

"Os pigmeus que vivem além da Índia
Ou os elfos gentis, cujos folguedos
Os camponeses veem (ou sonham ver)
Nas clareiras da mata e junto às fontes."


Sobre a Autora:

Daniele Claudino nasceu em 1992, em Campo Grande – MS, onde, ainda vive atualmente. Fascinada por seres mágicos e sobrenaturais. Seu primeiro livro, O Amanhecer Das Feiticeiras foi publicado pela Editora Viseu, em 2018.