terça-feira, 13 de novembro de 2012

Duende Clion

Imagem de Capri23auto por Pixabay

O duende Clion é semelhante a um humano, mas mede 4 cm de altura.
Ele traz para nossa casa uma vibração de proteção pessoal a cada morador da casa é fiel à sua residência. Clion pode permanecer em uma única casa por décadas, mesmo que os moradores se mudem, e quando isso acontece, se ele não gosta dos novos moradores, os irrita até que eles se cansem e se mudem da casa.
       O contato com Clion costuma ser bem interessante, pois ele se torna divertido ou desagradável até que você reaja a presença dele conforme o agrade.
Ele possui hábitos noturnos, realiza pequenos trabalhos domésticos, cuida dos espíritos das plantas (ninfas), energiza todos os cantos da casa, e dessa forma faz muito barulho, que muitas vezes assusta e acorda os outros.
        Como trabalha bastante, sente fome e precisa ser alimentado e respeitado. Ele come quase de tudo, e até que os moradores percebam sua presença, eles beliscam restos ou pratos expostos na cozinha.
       Para invocá-lo, ofereça a ele pão de centeio com mel, deixando em canto bem escuro da casa. Acenda uma vela verde em um cômodo próximo e chame-o pelo nome.


Sobre a Autora:

Daniele Claudino nasceu em 1992, em Campo Grande – MS, onde, ainda vive atualmente. Fascinada por seres mágicos e sobrenaturais. Seu primeiro livro, O Amanhecer Das Feiticeiras foi publicado pela Editora Viseu, em 2018.


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O que são Diabretes?


São conhecidos por perturbarem as pessoas.
       No oeste da Inglaterra são conhecidos como pequenas fadas ruivas que gostam de perturbar as pessoas preguiçosas.
        Os Diabretes tem uma aparência inconfundível. Sua pele é de cor azul- elétrico, tem orelhas pontudas, narizes arrebitados e um estrabismo característico. Em geral, medem cerca de 20 cm, apesar de algumas histórias que podem ter o tamanho que quiserem. Os Diabretes vivem no subsolo, em cavernas ou bosques, mas podem se mudar para dentro de casa. Gosta de pregar peças nas pessoas e fazer todo tipo de brincadeiras de mau-gosto. Embora não sejam dotados de asas, sabe-se que podem agarrar humanos incautos pelas orelhas e levá-los para o topo das árvores ou de um edifício. O Diabrete emite uma algavia aguda que só pode ser entendida pelos seus iguais. Este animal gera seus filhotes.


Lenda dos Diabretes na Fajã de Vasco Martins


 Segundo a crença popular, os Diabretes, uma espécie de duendes, saíam de certas zonas da costa para apoquentar a vida das pessoas com quem se cruzavam. Normalmente surgiam nas localidades em certas noites do ano, mas com mais freqüência na noite de 2 de fevereiro. Assustavam as pessoas e os animais, revolviam as plantas da terra. Com medo, as pessoas, muitas vezes se fechavam em casa. Aqueles que podiam, fugiam da costa maritíma, onde eles apareciam em maior número.
 Na Fajã de Vasco Martins, pertencentes aos habitantes da localide de Toledo, existia um grupo de homens que se julgavam mais corajosos que os restantes e um dia resolveram que haviam de enfrentar os Diabretes. No dia 2 de fevereiro, preparam uma pescaria e foram para a casa de um deles na Fajã, armados de paus endurecidos no fogo, foicinhos e outras armas artesanais. À meia-noite nada de anormal tinha acontecido. Confiantes de que os Diabretes tinham medo deles, pararam a pescaria e foram para a casa da Fajã de um deles, onde se sentaram, riram e conversaram. Assaram peixe e beberam vinho produzido na Fajã. Perto da madrugada começaram a ouvir barulhos ao longe, que lhes parecia o sussurar do vento nas árvores, mas rapidamente aumentou e parecia o bramir do mar em dia de tempestade. Até que o crescente barulho deixou deixou de ser explicável, parecendo uma mistura de vários e diferentes sons que pareciam vir de todos os lados. A barulheira vinha do telhado, onde as telhas pareciam estar a partir-se, outras a serem arrastadas. Começaram pancadas fortes nas portas e janelas. Parecia que a casa abanava toda com o barulho. Os homens começaram a tremer e nem se arriscaram a abrir a porta ou a espreitar pelas janelas. Ficaram todo o resto da noite aconchegados num canto da casa, e só ao raiar da madrugada é que o barulho foi parando aos poucos, até desaparecer. Pensando não ter uma única telha no lugar e as terras estarem todas reviradas, saíram de casa mas parecia que não havia acontecido nada. As telhas, estavam todas em seus lugares. As plantas nos campos não tinham sido mexidas, tudo estava normal.


Sobre a Autora:

Daniele Claudino nasceu em 1992, em Campo Grande – MS, onde, ainda vive atualmente. Fascinada por seres mágicos e sobrenaturais. Seu primeiro livro, O Amanhecer Das Feiticeiras foi publicado pela Editora Viseu, em 2018.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Leprechaun



 Leprechauns são originários da Irlanda e, como os irlandeses, são criaturas um tanto imprevisíveis.
Uma hora estão alegres, cantando e assoviando: de repente, ficam arredios e irritados sem causa aparente.
  Como acontece com todos estes seres, é importante que você veja o Leprechaun, antes que ele o veja, pois ele se torna então mais cooperativo e talvez possa levá-lo a um de seus potes de ouro escondido. Mas ele é muito astuto e traquina, capaz de desaparecer num piscar de olhos.
 O ouro é um prêmio raro.
Gostam de fumar seus cachimbos com toda calma e dificilmente podem ser enganados.
Adoram música e dança. Mas não vivem em comunidades porque são muito briguentos. Preferem o isolamento e o sossego de suas pequenas casas construídas nas raízes das grandes árvores irlandesas.
De vez em quando, são vistos fazendo movimentos giratórios como piões usando seus chápeus como eixo.
Após o seu trabalho diário, o Leprechaun gosta de se divertir à noite. Ele invade as adegas de vinho e "curte" sua bebedeira desenfreada no lombo dos carneiros ou cães pastores noite adentro.
Se algum dia, você encontrar um leprechaun escondido na floresta, prenda-o com firmesa em sua mão e não desvie os olhos dele por um só instante. Se piscar, mesmo que por fração de segundo, ele desapareçerá de sua vista. Mas se conseguir mantê-lo aprisionado pela força de seu olhar, o Leprechaun lhe revelará, em troca da liberdade, onde se esconde o pote de ouro no final do arco- íris. Mas cuidado, pois ele costuma enganar os outros, dando-lhes um falso ouro que pouco tempo depois, desaparece.

O Leprechaun é apresentado como um diminuto homemzinho, sempre ocupado a trabalhar em um único pé de sapato em meio às folhas de um arbusto ou "sob uma folha de labaça".
Ele é tido como o sapateiro do povo das fadas.

Acredita-se que eles tenham uma moeda de prata mágica, que volta à sua bolsa, depois de ser gasta.

Os Leprechauns são descritos como sempre alegres e vestidos à maneira antiga, com roupas verdes, um barrete vermelho ou um estranho chapéu de três pontas, avental de couro e sapatos com fivelas.

O nome Leprechaun é possívelmente originário do Gaélico Luacharma'n, significando meio corpo (no sentido de pequeno) ou Leith Brogan que significa sapateiro. Outra interpretação para a origem do termo seria a de Leprechaun vem de Luch-chromain, gaélico para "Pequeno Lugh corcunda".
 Na Irlanda é conhecido como um pequeno homem de roupas verdes, bigode, olhar simpático e um cachimbo na boca. Os Leprechauns não gostam de humanos e tem medo deles, mas quando se vem com boas intenções, eles dão-nos um par de sapatos. Os sapatos que eles fazem são muito bonitos e são feitos de materiais naturais, tais como, flores e gotas de orvalho. Além do seu cachimbo, estão sempre acompanhados pelo seu pequeno, velho e gasto martelo.
O leprechaun é muito pequeno, pois tem apenas 30 a 50 cm.

Sobre a Autora:

Daniele Claudino nasceu em 1992, em Campo Grande – MS, onde, ainda vive atualmente. Fascinada por seres mágicos e sobrenaturais. Seu primeiro livro, O Amanhecer Das Feiticeiras foi publicado pela Editora Viseu, em 2018.

terça-feira, 13 de março de 2012

Elfos em diferentes culturas

Elfos no folclore escandinavo:


No folclore escandinavo moderno, praticamente só existem elfas, que vivem em colinas e montes de pedras. As Älvor suecas são moças belíssimas que vivem na floresta com um elfo rei. Têm vida longa e são de natureza jovial. São representadas como louras, vestidas de branco e, como a maioria das entidades folclóricas escandinavas, podem ser terríveis quando ofendidas. Nos contos, frequentemente causam doenças. As mais comuns são e menos perigosas são sarnas e brotoejas, conhecidas como Älvablast (golpe élfico) e podem ser curadas por um forte contragolpe (um par de foles serve para isso). Os Skàlgropar, um tipo de petroglifo comum na escandinávia, eram conhecidos como Älvknarnar (moinhos élficos), apontando para seu suposto uso.
 Pode-se apaziguar as elfas com uma oferenda (de preferência, manteiga) posta em um moinho élfico- um costume, talvez derivado do alfablót dos antigos nórdicos.
  Para se proteger das elfas malévolas, os escandinavos costumavam gravar a chamada " Cruz élfica" (alfkrors, älvkrors ou ellakors) em edifícios e objetos. Uma de suas formas era um pentagrama, ainda frequente nas portas, paredes e utensílios da Suécia no século XX. A outra era uma cruz comum gravada em uma placa de prata redonda ou oblonga, usada como pingente de colar, que devia ser forjada durante três tardes com prata herdada . Em alguns lugares também precisava ser posta no altar de uma igreja por três domingos consecutivos.
   As elfas podem ser vistas dançando nos prados, principalmente à noite ou em manhãs brumosas. Se um humano observar a dança das elfas por umas poucas horas, pode descobrir que se passaram muitos anos no mundo real. Elas deixam um circulo onde estiverem dançando, que é chamado alvdanser ( danças élficas) ou alvringar ( anéis élficos), e acredita-se que urinar neles causa doenças veneras. Pisá-los ou destruí-los também é perigoso. Geralmente, os anéis élficos são formados por pequenos cogumelos, ou são áreas circulares onde a grama foi achatada.
Se se interessou por anéis mágicos, que também servem de passagem para outros reinos, leia a postagem no meu blog adancadasfadas.blogspot.com que fala sobre o famoso anel das fadas.

Elfos no folclore Alemão:


No épico medieval alemão Nibelungenlied ( A canção dos Nibelungos), um anão chamado Alberch tem um papel importante. Alberich significa literalmente " Rei elfo ", o que contribui para a confusão entre anões e elfos, já observada nos Edda. Através do francês Alberon, o mesmo nome originou o inglês Oberon - rei dos elfos e das fadas ( fairies ) em Sonho de uma niote de verão de Shakespeare.
 No folclore alemão posterior à cristianização, os elfos passaram a ser descritos como entidades travessas que causam  doenças ao gado e as pessoas e trazem maus sonhos. A palavra alemã para pesadelo, albtraum, significa " sonho élfico ". A forma arcaica albdruck significa " peso ou pressão" do elfo, acreditava-se que os pesadelos eram resultado de um elfo sentando-se sobre o tórax do sonhador. Esse aspecto da crença alemã nos elfos corresponde em boa parte à crença escandinava nos Mara e às lendas cristãs sobre íncubos e súcubos.
  A maioria dos elfos em baladas medievais inglesas são do sexo masculino e freqüentemente de caráter sinistro, inclinados ao estrupo e assassinato, como o Elf- knight (cavaleiro elfo ) que rapta a rainha Isabel. A única elfa mencionada com freqüencia é a rainha dos elfos, ou Elfland. Já nos contos populares do ínicio da Idade moderna, os elfos são descritos como entidades pequenas, esquivas e travessas, que aborrecem os humanos ou interferem em seus assuntos.


Sobre a Autora:

Daniele Claudino nasceu em 1992, em Campo Grande – MS, onde, ainda vive atualmente. Fascinada por seres mágicos e sobrenaturais. Seu primeiro livro, O Amanhecer Das Feiticeiras foi publicado pela Editora Viseu, em 2018.