segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Duende Barbegazi

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Duendes e gnomos são bonitinhos e podem passar anos em seu jardim sem que você desconfie de qualquer situação estranha, mas, segundo uma lenda bastante conhecida na França e na Suíça, existe um tipo de duende muito mais interessante do que este.

Segundo a Fantasy Encyclopedia, o Barbegazi é um tipo de gnomo de inverno, que sai de sua montanha apenas quando a neve começa a cair. Identificá-lo não é um problema: além da barba branca, ele tem pés gigantescos, que funcionam como pranchas de neve. Ele usa seus enormes pés para deslizar na neve de forma veloz.

Se você já estava ficando com medo dele, não se preocupe: o Barbegazi costuma ajudar pessoas presas na neve. Ao encontrar alguém com dificuldades, ele faz sinais e assovios para que alguém possa ajudar. Caso ninguém esteja por perto, ele perde o medo de mostrar sua face e aparece para cavar ao redor da pessoa até que ela se veja livre da neve.

sábado, 6 de setembro de 2014

A armadilha do suicídio

   Durante o Romantismo, folhetins de amores impossíveis circulavam entre jovens de todas as idades. O envolvimento emocional era tão grande com a história e os personagens que, quando o romance terminava em tragédia e os amantes não podiam ficar juntos, a tristeza era tão grande que centenas de pessoas se suicidaram. No Japão Medieval, era sinal de honra e coragem terminar com sua própria vida caso fosse vencido.

   Pela lei do Karma, o suicídio é um problema sério. Muitas pessoas se sentem deprimidas porque sentem, lá no fundo, aquela vontade louca de voltar pra casa. Para elas, o suicídio é uma forma de voltar para a casa. Para outras, é um jeito de fugir dos problemas. Em ambos os casos, estão enganadas.

   Sabemos que o suicídio não é bem visto porque interrompe seu processo de aprendizado. É como sair pro recreio antes da hora. Você perde a aula e só encontra um pátio vazio. Há quem diga que é preciso ter coragem para tirar a própria vida, quando nós sabemos que é preciso coragem mesmo para continuar vivendo. No fim, suicidas são pessoas que abandonaram a batalha. Por isso tendemos a ficar tão zangados com eles! Nos largaram sozinhos no campo de batalha, os cretinos! Mas para onde vão essas almas desistentes?

   Há um lugar tenebroso chamado Vale Dos Suicidas, escuro, frio, fedido e feio (parece café de repartição pública. Para lá vão os que desistiram repetidas vezes de suas vidas. Pra você ver como a Divindade é paciente, é preciso que cometamos o mesmo erro várias vezes para que nos enviem a um lugar tão horrível. Não é um lugar legal e, vale lembrar, que suicidas tendem a repetir o padrão de comportamento (fugir quando a coisa fica feia). Muitos deles acabam reencarnando como pessoas excepcionais para que sintonizem com as emoções mais básicas e não usem sua inteligência para se matar.

   Mesmo suicidas têm novas chances. Mas o caminho que trilham é doloroso demais para valer o experimento. Por isso, fica o recado. Por mais preta que a situação esteja, jamais desista. Vá até o fim! Finja que é um vídeo game e use até o último pontinho de vida para lutar e ficar. Morrer lutando, seja contra uma doença  ou para defender algo ou alguém, é mais honroso do que morrer fugindo.


Fonte: Wicca - reencarnação, número 36. Eddie Van Feu. Editora Modus.
Visite o blog oficial de Eddie Van Feu: http://omundodeeddie.blogspot.com.br

Karma social

   O Karma social engloba religião e política e reflete problemas que você venha a ter com outras pessoas num sentido mais... social. Fazer parte de determinado grupo de trabalho, estudo ou de moradores de uma região está também ligado às suas ações passadas (o karma é fogo! Tem uma memória de elefante!). Isso inclui compartilhar consequências de decisões tomadas por um grupo social. Você, mesmo que odeie o meio em que vive, tem uma ligação com aquelas pessoas e com aquele lugar. Isso inclui suas amizades (e mesmo a falta delas). Muita gente se sente fora de contexto e se pergunta: "O que eu estou fazendo aqui?" Não sente uma ligação com as pessoas ou com a sociedade em que vive. Essas pessoas precisam aprender e/ou fazer algo ali, e basta que fiquem atentas, que logo entenderão o que é.

   Uma forma que o Universo encontrou de solucionarmos alguns de nossos problemas é nos colocando juntos novamente em relações de trabalho. Por isso, quando um chefe ou um colega de trabalho parece encrencar conosco, provavelmente plantamos essa sementinha de antipatia numa outra vida. Por outro lado, quando um chefe ou um colega de trabalho parece não se dar bem com ninguém, é também um problema de vida passada, porém relativo à própria pessoa. Muita gente sofreu nas mãos de senhores, chefes e patrões egoístas e cruéis. Quando os papéis se invertem, elas têm a chance de agirem como gostariam que tivessem agido com elas. Ao invés disso, aproveitam a chance para ir à forra. Isso explica os péssimos políticos, os chefes horrorosos e as pessoas que poderiam usar sua posição para ajudar, mas preferem atrapalhar.

Fonte: Wicca - reencarnação. Número 36. Eddie van Feu. Editora Modus.
Blog oficial de Eddie Van Feu: http://omundodeeddie.blogspot.com.br

Karma familiar

   O Karma familiar está ligado às pessoas de nossa convivência. É muito comum vermos famílias em que os membros se detestam. Há um tipo de violência familiar que não se explica de outra forma, senão pelo Karma. É um caso típico de pessoas que dividiram vidas anteriores e levam para essas vidas seus antigos relacionamentos. Casos de abusos de criança, ou complexos de Édipo são resquícios de antigas paixões incontroláveis. Casos de violência e distanciamento emocional são exemplos de inimigos de outrora que voltam sob o mesmo teto e com o mesmo sangue, na tentativa de resolverem suas diferenças.

   A família é o núcleo da sociedade. É como se fosse uma miniatura do mundo em que vivemos. Se ela possui ranços e problemas sérios e entrega-se à decadência emocional e afetiva, o que podemos esperar da sociedade, seu reflexo?

    O Karma familiar é um dos mais difíceis de lidar. Especialmente porque ele está exatamente entre o Karma pessoal e o social, o que pode atrapalhar ainda mais o relacionamento entre pais e filhos, maridos e esposas. É difícil também porque precisamos criar uma conexão com pessoas que muitas vezes nos prejudicaram ou foram prejudicadas por nós. Há muita mágoa e rancor dos dois lados. Aí, você pergunta: "E de quem foi essa ideia de jerico?" Apesar de não parecer, é uma ideia brilhante. O karma familiar é um dos últimos recursos para aprendermos a conviver com diferenças e superar o ego em detrimento do amor ao outro. Por mais que sua mãe tenha diferenças com você, há um elo inquebrantável entre vocês e isso vai ajudar a superar as pendengas do passado. Se você não suporta pessoas do seu trabalho, pode pedir demissão. Se você odeia seus vizinhos, pode se mudar. Mas com a família, a história é outra. Não dá para fugir. Temos que resolver.

Fonte: Wicca - reencarnação. Número 36. Eddie Van Feu. Editora Modus.
Visite o blog oficial de Eddie: http://omundodeeddie.blogspot.com.br


O caso do bêbado mirim


  Esse aconteceu em 1971, no Sri Lanka (antigo Ceilão), no subúrbio de Colombo. Um guri de nome Sudith que nem completara ainda os dois anos de idade insistia com sua família que seu nome em outra vida era Sammy. Segundo o garoto, ele vivia em Gorakana com sua mulher, Maggie e que era um vendedor de araca engarrafada (uma espécie de bebida forte destilada de arroz e melaço). Um dia, bebeu demais e brigara com a esposa. Saiu de casa para andar e foi atropelado por um caminhão (morreu, claro).
    O menino apresentava desde cedo gostos estranhos para uma criança, como araca e cigarros, além de determinado tipo de roupa que não era comum para a sua idade. Tinha um temperamento brigão e às vezes, violento, mas também tinha rompantes de generosidade. Ele também vivia insistindo que o levassem a Gorakana. Um monge foi chamado e conversou longamente com Sudith. Depois, com anotações em mãos, foi à Gorakana e descobriu o seguinte:
     Até seis meses antes do nascimento de Sudith, um homem vivera em Gorakana. Seu nome era Sammy Fernando e ele fora um operário de ferrovia e vendedor de araca. Teve uma mulher chamada Maggie e seu pai chamava-se Jamis. Sammy morrera, segundo testemunhos, atropelado por um caminhão em frente de casa, logo após uma briga com a esposa. Diziam que era um homem violento e brigão, bebia feito um gambá, tinha uma generosidade impulsiva e era fumante inveterado.

    O caso atraiu a atenção de muita gente e foi estudado por Ian Stevenson, professor de psiquiatria da Universidade da Virgínia e diretor do departamento de estudos de personalidade, no centro médico da universidade. Estudioso sério, Stevenson pesquisou cada detalhe do caso Sudith e não conseguiu encontrar nenhuma falha nos relatos da criança.
  Certa feita, a família de Sammy visitou Sudith que, mesmo nunca tendo visto aquelas pessoas, correu para a mulher, chamando-a de Maggie. Abraçou-a, disse que a amava e culpou-a pela sua morte. A criança também tinha medo de policiais e um terror patente de caminhões.

Fonte: Wicca, Reencarnação, n 35. Eddie Van Feu. Editora Modus.
Conheça o blog oficial de Eddie Van Feu: http://omundodeeddie.blogspot.com.br