terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Dias em que Elementais podem ser vistos



   Os elementais podem ser contatados em certos dias especiais do ano como nos Solsticíos, no halloween até o dia 02 de novembro (dia dos finados), no dia 11 de novembro (dia de São Martin), no dia de São João e no natal.
  A seguir, veja os dias de novembro e dezembro em que alguns espíritos caminharão entre nós.

 

24 de novembro -  Berchta

 


Antiga comemoração de Berchta ou Percht, a Deusa Mãe da Alemanha e da Áustria. Chamada de "Mulher Elfo", ela sobrevoava a terra envolta em seu manto de neblina e fertilizava os campos e os animais. Como não tolerava a preguiça, ela inspecionava os teares e, caso encontrasse algum
trabalho malfeito ou alguma casa em desordem, ela arranhava ou feria a tecelã descuidada. Em suas festas, as pessoas comiam panquecas e bebiam leite, deixando uma parte para Berchta. Ela vinha comer furtivamente e, caso alguém espiasse, recebia como castigo uma cegueira temporária.
Ela desce nas noites entre 22 de dezembro e 6 de janeiro e percorre a terra em sua carroça, disfarçada, concedendo presentes a todos aqueles que foram generosos e punindo aqueles que foram preguiçosos.
Após o advento do cristianismo, ela foi convertida numa "bruxa" para as crianças nas histórias de contos de fadas.


1 de dezembro

 

Domojov

Dia dos seres elementais nos países eslavos.
 Os povos eslavos acreditavam na existência de vários tipos de elementais ou o "Pequeno Povo", como eram chamados nas tradições celtas.
 Os Domovoj eram os elfos caseiros; eles moravam atrás das lareiras nas casas que eles tinham adotado e eram extremamente leais às famílias que os abrigavam.
Os Bannik viviam nos banheiros e gostavam de encontrar uma vasilha com água
fresca colocada a seu dispor após o anoitecer.
Os Vazila cuidavam do cavalos e os Bagan, das cabras e das ovelhas.
Os Poleviki, os elfos dos campos, viviam nos trigais e prejudicavam as
colheitas se não recebessem agrados e respeitos.
Homenagens celtas para as Senhoras Verdes, os elfos que moram nos carvalhos, teixos, salgueiros, freixos, pimheiros ou macieiras.
Todas as árvores deveriam ser tratadas com respeito para que as Senhoras verdes não se ofendessem. Eram elas que davam a permissão para que os galhos fossem cortados ou os frutos colhidos.
Celebração de Pallas Athena, na Grécia e de Minerva, em Roma, a deusa da
sabedoria e da justiça.


3 de dezembro

 


Antiga comemoração de Airmid, a deusa irlandesa da cura. Embora pouco conhecida, Airmid era uma famosa curandeira, utilizando ervas e pertencia aos Tuatha de Danaan, grupo de divindades pré-celtas. Ela surgia vestida com um manto coberto de ervas e protegia todos aqueles que as utilizavam em curas.


5 de dezembro


Véspera de Sinterklaas, o dia de São Nicolau na Holanda, quando as crianças colocam seus sapatos ou botas de feltro nas janelas para receberem presentes do velho Sinter Klaas, transformado posteriormente em Santa Klaus; em troca, devem deixar cenouras e feno para seu cavalo. As crianças levadas recebem um feixe de galhos de salgueiro, pedaços de carvão ou um diabinho vermelho, enquanto que as boas ganham doces e brinquedos.
Esses costumes e os contos a eles relacionados são reminiscências dos antigos rituais xamânicos.   



10 de dezembro


 Celebração de Danu ou Dana, a Deusa Mãe irlandesa, guardiã do conhecimento,
protetora das famílias e tribos, regente da terra, da água e da constelação de Cassiopéia, chamada Llys Don, a corte de Danu, em sua homenagem. A mais importante das antigas deusas irlandesas, Danu era a dirigente de uma tribo de divindades nomeada Tuatha de Danaan, o povo de Danu, que depois foram diminuídos (pelos mitos posteriores às invasões dos povos celtas) a uma classe de fadas chamadas Daoine Sidhe. Seu nome, Dan, significava conhecimento, tendo sido preservada na mitologia galesa como a deusa Don, enquanto que outras fontes equiparavam-na à deusa Anu.
Segundo as lendas, os Tuatha de Dannan, exímios magos, sábios, artistas e artesãos, foram vencidos pelos rudes e guerreiros Milesianos, retraindo-se nos Mundos Internos das colinas, chamadas "sidhe".
Festival romano Lux Mundi, dedicado à deusa Lucina, modernização na França como um festival dedicado à Deusa da Liberdade, com procissões de velas e orações de esperança.

 

11 de dezembro


Comemoração japonesa da deusa Yuki One, "A Donzela de Neve", o espírito da morte pelo frio. Ela aparecia para aqueles que tinham se perdido nas montanhas geladas como uma mulher pálida e silenciosa, cantando suavemente para adormecerem para que ela soprasse sobre eles o hálito
frio da morte.

 

 

12 de dezembro


 Angeronália, dia consagrado a Angerona, a deusa romana do silêncio, da ordem e do medo, que produz ou alivia. Suas estátuas representavam-na com um dedo sobre os lábios ou com a boca amarrada. Era invocada para guardar segredos ou vencer os medos, restabelecendo o equilíbrio. Alguns autores consideram-na a padroeira do inverno, dedicando-lhe a regência do solstício.
Sada, fetival zoroatriano do fogo celebrando a vitória das forças do bem e da luz sobre o male a escuridão.


18 de dezembro



 Nos países celtas, festejava-se a deusa eqüina Epona, cujo culto foi mantido pelos romanos e sincretizado ao da deusa romana Ops.
Epona era considerada, pelos romanos, como a protetora dos cavalos, enquanto Bubona era a proterora do gado. Epona era representada de três maneiras: cavalgando uma égua branca; em pé, cercada de cavalos ou deitada nua sobre um cavalo. Às vezes, segurava um cálice ou um prato redondo ou ainda uma cornucópia. Segundo algumas fontes, Epona originou um verdadeiro culto ao cavalo, cujas reminiscências são encontradas nas gigantes reproduções de cavalos em várias colinas calcárias da Inglaterra e na frequência do nome Cavalo Branco para lugares, lendas (como a de Lady Godiva) e de "fantasmas" de mulheres a cavalo.
Epona detinha o poder sobre o ciclo da vida dos homens, do berço ao túmulo e por isso seus símbolos eram um pano branco e uma chave, que abria todas as portas do além.
Comemoração da antiga deusa eqüina irlandesa Etain, "A Veloz", a padroeira da magia e da cura. Etain era também uma deusa solar, padroeira irlandesa da medicina. Filha do deus da cura Dan Cecht, ela casou-se com Ogma, o deus da literatura e da eloquência.

 

19 de dezembro


 Na China, as pessoas se reúnem nas cozinhas decoradas com flores, acendem velas, queimam incenso e festejam com pastéis, carne de porco e vinho de arroz, levando, depois, um pouco como oferenda para as árvores. Este dia é considerado muito favorável para noivados e casamentos.
Comemorações para as deusas romanas Sabina, da fertilidade e Orbona, a protetora das crianças órfãs ou com doenças terminais.
Dia dos Mortos no Egito. As pessoas deixam lamparinas acesas e comida nos túmulos em homenagem aos familiares falecidos.


Dias  25 de dezembro


No folclore alemão,  há uma lenda sobre uma bruxa chamada Lutzelfrau, que voava montada em sua vassoura levando infortúnios para aqueles que não a  presenteavam. De acordo com um antigo costume dos camponeses, neste dia as crianças usavam máscaras e iam de casa em casa pedindo dinheiro e doces em nome de Lutzelfrau. A origem desta lenda é a antiga celebração da deusa Perchta, a Mãe Terra, que era homenageada com oferendas para que proporcionasse um ano abundante e feliz.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Como os elfos interagem com outros seres

 
Hoje, trago esse post a vocês contando como os elfos interagem uns com os outros e também com outros seres. Como há muito pouca informação sobre os elfos, tive de me basear em minhas próprias experiências, no que observei ao longo de onze anos interagindo com os elfos.


Elfos X Elfos



Elfos demonstram muito respeito aos irmãos mais velhos, aos pais e aos anciões. Você jamais verá um deles levantando a voz para a própria mãe.
    Eles vivem atualmente como as pessoas modernas, embora, ainda possam ter uma visão mais conservadora (como as pessoas do século atrás). Eles não são homofóbicos, mas não entendem muito bem o que leva uma pessoa a namorar com alguém do mesmo sexo. Como seres da fertilidade, eles acreditam que a realização máxima é se casar e ter filhos. Entretanto, há gays e lésbicas entre eles. Eles se respeitam, mas os anciões ainda não entendem esse comportamento, que pra eles é o fim do mundo. Em minhas viagens astrais, eu conheci um elfo homossexual que não se assumia porque sua família era muito conservadora, por isso, ele seduzia várias moças, mas não ficava com nenhuma. Lembro que ele me pediu pra fingir que estava na dele só para enganar seus amigos e nós fomos para o quarto e ficamos conversando por um bom tempo. Ele era lindo, com cabelos longos e louros, presos por um elástico, e um fofo.
    Ainda em minhas viagens astrais, tive problemas com a avó de Alfie (Dinorah) porque ela realmente não suportava a ideia de eu gostar também de garotas, ela só aceitou com o tempo quando entendeu que não podia me mudar.
    É claro que essas são as minhas experiências, limitadas a um grupo específico de elfos. Não tive contato com tantos elfos para afirmar que essa é a visão geral deles, posso falar apenas pelos que conheci. Os elfos nunca se importaram muito quando eu dizia a eles que gostava de garotas, nem o Alfie ligava.
    Elfos são muito unidos e se dividem em clãs. Sempre que qualquer decisão importante precisa ser tomada, o clã organiza uma reunião.
    Pra eles não existe essa de falar com todo mundo na família, mas ignorar fulano. Eles buscam sempre estar em harmonia uns com os outros e deixar suas diferenças de lado.
    Elfos costumam ser muito simpáticos, especialmente os comerciantes. Quando se consideram íntimos de alguém não tem medo de falar o que pensam ainda que magoem sem querer a pessoa. Se por um lado, eles pecam por excesso de sinceridade, por outro, não lidam bem com críticas e temos de escolher com cuidado as palavras quando formos contrariá-los.

   


Elfos X Humanos




A interação entre elfos e humanos pode ser um pouco complexa, às vezes, porque elfos são emotivos e travessos e detestam ser contrariados. Acho que “crianças mimadas” se aplica bem a eles. Pense em uns bichinhos rancorosos que demoram pra te perdoar se você os magoar? Por outro lado, elfos sempre estão abertos ao diálogo e se você conversar sério com eles, pode ser que se entendam. Gaion (minha guardiã) e eu nos entendemos muito bem e ela tem uma paciência angelical comigo. Ela me aconselha e quando eu não a ouço, ela deixa eu quebrar a cara e ver por mim mesma que não ouvir ela resulta nisso.
    Elfos são uma ótima companhia, especialmente para crianças porque são extrovertidos, falantes, gulosos e travessos. Os mais velhos adoram conversar e dar conselhos. Já os mais novos são hiperativos, curiosos e paqueradores.
    Quando gostam de alguém podem ser ótimos guardiões e companheiros para toda hora. Podem te consolar quando estiver triste, te aconselhar, moldar sonhos especiais, te ajudar nos trabalhos domésticos (através da “invocação” você consegue dividir o seu corpo com o elemental e pode sentir sua  influência) e deveres escolares (eles são muito bons em matemática) e também te inspirar (caso escreva, cante, componha, etc).
    Quando se apaixonam por um humano, são fiéis, carinhosos, românticos e sedutores, mas esperam o mesmo. Não lidam bem com traição e rejeição, por isso, se quiser namorar com um elfo e ao mesmo tempo com um humano, tem de avisar o elfo desde o começo da sua intenção e explicar a razão disso, senão você não quererá conhecer o lado ciumento e possessivo deles…
    Elfos podem se casar com um humano e até levá-lo para o seu reino.
    As crianças são dóceis e adoram brincadeiras e histórias. Por serem inocentes e terem pouca noção de que humanos são naturalmente medrosos, os elfinhos são sempre os primeiros a se mostrarem aos humanos, especialmente se houverem crianças brincando, eles vem para brincar também. São inofensivos, mas se perceberem que ficamos assustados com sua presença, fogem envergonhados no mesmo instante.
    Quando irritados com alguém, elfos podem atormentar a pessoa, lhe dando pesadelos (sentando-se sob o tórax de seu alvo), escondendo objetos de uso pessoal, trazendo uma maré de azar e até atacando fisicamente a pessoa com uma série de beliscões, também podem roubar a energia vital da pessoa, levando-a a exaustão.




Elfos X Fadas



Os elfos sentem pelas fadas o mesmo fascínio que nós sentimos, infelizmente isso não é recíproco porque fadas não confiam neles (aliás em ninguém que não seja do povo delas). Elfos tem muita informação sobre fadas e, inclusive, um dos rituais que fiz para contatar as fadas foi graças a um livro sobre elas que uma bibliotecária a qual a Heather (mãe de Alfie) me apresentou me mostrou.
    Elfos parecem se dar melhor com as pixies (um tipo de fada desprezada pelas outras), embora não demonstrem tanto fascínio pelas mesmas.




Elfos X Ninfas



Elfos sabem da importância das ninfas e por isso as respeitam, mas não demonstram nenhum fascínio pelas mesmas, não como demonstram pelas fadas ou pelas humanas. Não raro, alguma elfa se junta a dança das ninfas ou repousa a sombra de  suas árvores a fim de que tenham suas energias recicladas por estes seres igualmente encantadores.©




terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Elfos raptores

      Os elfos, segundo as crenças celtas, raptam e deixam prisioneiros em seu reino os homens.
    Eis aqui o relato de uma lenda escocesa recolhida por Walter Scott, que ilustra a crença:

     Um tecedor perde sua mulher. Essa morre entre convulsões e seu cadáver fica tão desfigurado que os vizinhos pensam que os elfos a raptaram e substituíram seu verdadeiro corpo. Quando o tecedor está considerando seriamente voltar a se casar, sua esposa morta lhe aparece numa noite e diz que não está morta, mas sim cativa dos elfos e, que pode, se ainda a ama fazê-la voltar daquele triste reino de "Elfland". Porém, o homem acaba não fazendo o que o fantasma lhe pede.
   Outro relato foi recolhido na Dinamarca: Um camponês perde sua mulher. Uma noite em que passa perto de um Monte de Elfos vê sua esposa dançando com outras pessoas. Como ele a chama pelo nome, ela se vê obrigada a segui-lo, porém a sua vida não voltou a ser como antes: a mulher não parava de chorar na cozinha. O mais simples dos mortais que tenha ocasião de conhecer o País dos Elfos, jamais vai se recuperar, pois dizem que a experiência é tão deslumbrante, fazendo com que a vida humana não seja mais interessante. Isso deve-se, por serem os elfos os mais perfeitos músicos e dançarinos que aos olhos e ouvidos humanos não existe nada mais belo de ser visto e ouvido na terra. Lembrando que isso só vale para quem vai para a Terra dos elfos bondosos, pois a Terra dos elfos maldosos é um lugar ao qual nenhum mortal desejaria permanecer por muito tempo.

     As histórias de raptos de seres humanos por parte dos elfos abundam muitas crônicas populares na Europa. Walter Scott conta-nos assim o testemunho de um tal Pennant, raptado para uma viagem de observação que ocorreu em 1769:


 Um pobre visionário que estava trabalhando em Breadalbane, foi levado pelo ar e passando por cima de um muro à um campo de trigo contínuo. Rodeavam-lhe uma multidão de homens e mulheres, entre os quais reconheceu várias pessoas mortas há muitos anos. Essas pessoas iam e vinham como abelhas sobre a plantação, roçando apenas a ponta do trigo, falando uma língua desconhecida com uma voz cavernosa. Foram lhe empurrando rudemente em todas as direções, porém quando murmurou o nome de Deus desapareceram todos, salvo uma mulher que bateu em seu ombro e o obrigou a aceitar um encontro para às sete da tarde daquele mesmo dia. O homem viu então que seus cabelos estavam atados com duplos nós (conhecidos como "anéis de elfos") e quase já tinha perdido o uso da palavra. Manteve sua promessa e ficou esperando a mulher que chegou voando. Ela pouco falou, pois tinha muita pressa e não poderia ficar com ele, e ordenou que partisse, afirmando que nada de ruim iria lhe acontecer.

 Orfeu e Eurídice no País dos elfos


http://3.bp.blogspot.com/-sG8_vVcjr6w/Ul4dhd-GBcI/AAAAAAAAITU/DyuzOKFoJ1o/s1600/fotos_hadas_goticas_021.jpg


  Segundo ainda, crenças celtas, é para o País dos Elfos que vão, voluntariamente ou não, os mortos. Todo mundo conhece a célebre lenda de Orfeu e Eurídice. É sabido que o músico grego não vacilou em descer até o fundo dos Infernos para buscar a esposa morta. Entretanto, uma lenda celta conta que o lugar onde Eurídice estava prisioneira não era os Infernos, mas o País dos Elfos. Orfeu, rei da Trácia, ao norte da Grécia, encontrou um dia sua mulher Eurídice chorando nos jardins de seu palácio. Eurídice lhe contou que havia adormecido à sombra de uma árvore utilizada para enxertos (essas árvores eram conhecidas por demarcar as fronteiras entre o mundo dos humanos e o povo do Reino das Fadas), e havia sonhado que um rei dos elfos vinha buscá-la para conduzi-la, através de uma escura galeria, até seus domínios encantados. Depois a conduziu de volta até sua árvore e ordenou, sob pena de um terrível castigo, que no dia seguinte lhe esperaria naquele mesmo lugar. Eurídice não se atrevia a desobedecer o senhor élfico e estava bem decidida a esperar sua triste sorte junto à árvore. Para conjurar a sorte, Orfeu fez guardar a árvore por seus melhores soldados, porém no dia seguinte, ao meio-dia, Eurídice desapareceu no ar, levada pelo rei dos elfos. Louco de dor, o rei da Trácia abandonou seu trono e se tornou ermitão, não levando consigo mais do que uma lira. Se dizia que sua música era tão bela que as lebres deixavam de correr e os pássaros de cantar. As vezes, Orfeu assistia as cavalgadas das fadas e dos elfos que galopavam pelo campo, e ouvia o som de seus cornos de caça. Um dia viu passar em sua frente umas belas fadas caçadoras, montadas em cavalos brancos e levavam cada uma um falcão na mão. Orfeu as seguiu correndo. Observou como deslizavam até o interior de uma rocha e desapareceram num túnel escuro. Seguindo-as chegou até uma clareira verde onde deparou-se com um maravilhoso castelo de torres brancas. Orfeu entrou no tal castelo e descobriu uns mortais dormindo nas posições que estavam quando os elfos os raptaram. Havia guerreiros combatendo, crianças brincando, mulheres ocupadas fiando... Todos estavam imóveis, com o gesto detido na eternidade de um instante. Chegou finalmente ao pátio central do castelo, e nele estava o rei dos elfos perto de Eurídice, que dormia embaixo da árvore, exatamente na mesma posição que estava há dez anos no palácio de Orfeu. O rei-músico da Trácia se inclinou então, ante ao soberano dos elfos e se ofereceu para tocar-lhe uma música. Então Orfeu pegou sua lira e tocou uns acordes tão belos que o próprio rei dos elfos ficou maravilhado. E, quando o mortal parou de tocar, o príncipe élfico lhe rogou para continuar com a música, prometendo lhe conceder uma recompensa como pagamento de seus serviços. Orfeu se pôs a tocar de novo e logo, quando chegou o momento, reclamou o que lhe devia: a mulher adormecida à sombra da árvore. Então o rei dos elfos tentou retratar-se: -"Não pode ser, seria um casal muito desigual. Ela é jovem e bela, e tu és velho e desgastado. Seria indecoroso ficarem juntos". Porém Orfeu replicou; "Todavia seria mais indecoroso para vós não cumprir vossa promessa". Preso ao trato, o elfo libertou a Eurídice de seu encantamento. A jovem acordou e se jogou nos braços de Orfeu, que a levou consigo através do escuro túnel. E, enquanto alguns autores afirmam que a perdeu de novo naqueles labirintos escuros, outros afirmam que regressaram sem problemas até a luz do mundo dos humanos, voltando a seu reino e viveram felizes o resto de sua vida.

Envie seu relato!


Se você já teve alguma experiência física ou alguma vez sonhou com elfos, gnomos, duendes e etc, e quiser compartilhar sua experiência conosco é só enviar um email para:

adancadasfadas@yahoo.com

Jamais divulgarei seu email nem postarei as respostas do mesmo (apenas o relato).
Se não quiser que eu divulgue seu nome também é só assinar o email com um apelido ou o seu nome mágico.

Não achou o que procurava?


Se você não encontrou o que procurava, pode deixar sua sugestão de post aqui mesmo nessa página. Eu pesquisarei sobre o tema proposto e se conseguir reunir informações relevantes, prometo postar em breve.


O duende veio brincar também!


Olá Daniele!

Eu me chamo Bruna e tenho 16 anos e não faz muito tempo que comecei a ler seu blog e gostei muito. Eu não sou muito experiente nesse tipo de assunto, porém de um tempo para cá os temas relacionados a Wicca e a elementais vem despertando bastante meu interesse. Eu desde criança fui criada como católica e assim continuei até os meu 13 ou catorze anos, quando me afastei da igreja e passei por uma fase meio ateísta/agnóstica e agora estou me reaproximando da fé e da espiritualidade. É tudo muito engraçado, é diferente de tudo que sempre fui acostumada. Para mim tudo isso sempre foi fantasia, coisa de conto de fadas rsrs. Desculpa se essa ultima parte soou meio ofensiva. Porém, quando eu era bem criança eu tive uma experiência um tanto estranha com elementais (na verdade um elemental) que eu gostaria de relatar.

Tudo aconteceu quando eu tinha 7 ou 8 anos. Naquele dia, eu e meu irmão estávamos dormindo no quarto dos meus pais. Como iria ficar muito apertado para quatro pessoas dormirem em uma cama de casal, minha mãe colocou um colchonete no chão para que eu e meu irmão pudéssemos dormir. Antes da hora de dormir eu estava brincando com umas bonecas e uns moveis de madeira no chão perto do colchonete. Minha mãe havia pedido para eu guardar os brinquedos, mas eu acabei ficando com sono e deixando eles espalhados no chão mesmo.

Então eu fui dormir na cama de cima com o meu pai e meu irmãozinho no colchonete com minha mãe. Nisso eu acabei acordando no meio da noite para ir no banheiro e quando eu olhei para os meus brinquedos eu vi um homenzinho meio dentuço, menor que eu que vestia uma camisa de manga comprida e um gorrinho mexendo nos meus brinquedos (não lembro se isso foi na ida ou na volta do banheiro). Eu não senti medo e apenas fiquei olhando para ele (eu acreditava que fosse um duende, mas hoje não sei). Ele pareceu ter percebido a minha presença e olhou para mim com sua “carinha de rato” e me encarou por um momento. Eu então pisquei e ele desapareceu. Depois disso eu apenas achei estranho, fiquei tentando absorver a situação um pouco e depois fui para a cama de baixo dormir perto da minha mãe e do meu irmão.

No dia seguinte eu fiquei super animada e saí contando para todas as minhas coleguinhas que eu tinha visto um duende, mas ninguém acreditou em mim. Então eu parei de ficar falando sobre isso para não me chamarem de maluca. E eu posso jurar que não foi um sonho, pois no dia seguinte eu havia acordado no colchonete, se foi um sonho então foi um sonho muito muito real.

A única coisa que eu acho estranho é que eu moro em apartamento e minha casa não é bem do tipo “atrativa” para elementais. É só um apartamento comum na cidade, e eu e minha família nunca tivemos ligação nenhuma com Wicca ou qualquer coisa do tipo (sempre fomos católicos). De qualquer maneira foi um acontecimento que meio que “me marcou”, então foi a partir desse dia eu passei a ver seres “mitológicos” com outros olhos. 
*Email respondido.
*Envie também seu relato para: adancadasfadas@yahoo.com

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

A influência das Bacantes



Sonhei que estava em uma casa com várias ninfas. Todas elas eram altas, brancas e tinham os cabelos negros, lisos e longos. Elas eram muito bonitas e andavam todas as nuas. Como eu estava com elas há algum tempo, também estava nua. Nós dançamos e, em um certo momento, elas me cercaram e me seduziram. É. Eu fui estuprada por um monte de ninfas gostosonas (garotos, morram de inveja!).
   As ninfas me levaram até à esquina da casa dos Marchesi (para quem não sabe, os Marchesi são uma família élfica que eu sempre vejo em meus sonhos recorrentes). Eu vi o namorado de Heather parado em cima de uma moto, conversando com outros elfos que estavam vestidos como motoqueiros. Seguindo as ordens das ninfas, eu me aproximei de Carlos (acho era esse o nome dele) e pedi sua ajuda para consertar um cano furado. Ele aceitou. Um outro elfo tentou alertá-lo de que eu o estava atraindo para uma cilada.
Eu me fiz de ofendida e disse que aquilo era mentira e, que tudo bem se ele não quisesse me ajudar. Eu me viraria sozinha.
  Carlos insistiu para consertar o cano. Eu pedi para que ele me seguisse. E o levei até à cozinha.

Havia muita água no chão. O elfo se abaixou e examinou o cano.

- Mate ele. - Sussurrou uma das ninfas que estavam invisíveis.
- Mate o elfo nojento, agora. - Sussurrou a outra.
- Use a faca que está sobre a pia. - Elas sussurravam de forma sedutora.

Eu olhei a faca, e a peguei. Mas quando ia esfaquear o elfo que estava agachado e de costas para mim, senti pena dele. Afinal, ele confiara em mim e viera me ajudar. Eu não podia matar alguém que não fizera nada a mim. Aquilo seria muito injusto.
Coloquei a faca de volta em cima da pia.

- Parece que cano está bom. - Disse ele ficando de pé e me encarando confuso.
- Mesmo? Puxa! Me desculpe por fazê-lo perder seu tempo. - Eu disse, rindo nervosamente.
- Não. Tudo bem. Foi um prazer. - Ele respondeu sorrindo.
- Eu te acompanho até à porta. - Eu disse.

Eu fechei a porta depois que ele saiu e saí pelos fundos.
As ninfas me levaram de novo na casa onde elas viviam e nós dançamos.

Acordei.


Alex: Só uma sereia me separa de um elfo

  Sonhei que eu estava em um barco de pesca, em alto mar. Acompanhada por marinheiros. Um deles era meu querido Alex. O que me faz pensar que todos os marinheiros eram, na verdade, elfos disfarçados.
   Billy - irmão de Alex - me levou até onde ele estava.
Alex estava trabalhando muito. Juntando cordas (para fazer o quê, eu não sei).

- Diga a ela que é verdade que vocês dois vão se casar. - Billy gritou para Alex.

Mesmo tão atarefado, Alex me olhou sorrindo e disse:

- Sim. É verdade.

- Essa é a melhor hora para conseguir qualquer coisa dele, quando ele está ocupado. - Billy me disse baixinho.

  Alex veio até onde eu estava. Segurou minhas mãos. Olhou em meus olhos e disse que ia se casar comigo. Ele não me perguntou se eu aceitava ou não me casar com ele. De alguma forma, ele sabia que eu aceitaria. Por isso, não me pediu em casamento. Me informou que nos casaríamos.
Muito contente, Billy anunciou aos outros marinheiros sobre o casamento e todos comemoraram. Muito felizes.
  Eu me sentei quietinha em um canto e fiquei observando os marinheiros trabalharem.
Alex se debruçou em uma parte do navio e observou o mar enquanto sentia o vento brincar com seus cabelos. Ele acompanhava o movimento do vento, mexendo os dedos, como se estivesse compondo uma canção. De repente ele arregalou os olhos ao ver uma cauda de peixe (laranja) enorme sair saindo debaixo do barco. Era uma sereia. E ela usou seus poderes telepáticos para atraí-lo para dentro da água. Eu estava longe de Alex, mas podia ver com os olhos dele e sentir tudo o que ele sentia. Ele estava muito assustado!
   Observamos a cauda da sereia. Era linda e fina - bem diferente das sereias dos filmes -. E, então, olhamos para parte de cima dela. A sereia era muito grande. Três ou quatro vezes maior que uma pessoa comum. Devia ter uns três metros de altura ou mais. Ela era morena clara. Tinha cabelos negros (que estavam presos em um coque e com duas mechas soltas).

 http://fc08.deviantart.net/fs70/i/2012/154/1/d/sereia_by_danielpilla-d50i9dj.jpg

  Ela nos observou em silêncio, sem piscar ou se mover. Ela era muito assustadora por ser gigante.
Os marinheiros estavam desesperados e gritavam por Alex.
Eu pulei na água para ir atrás de Alex.
Quando eu vi a sereia, eu quase chorei de medo. Ela era muito grande. E o sonho era tão real.
A sereia me encarou em silêncio. Eu tive medo de me mover e ela se assustar e machucar Alex ou eu.

 "Ela sempre estará entre nós e nunca nos deixará ser felizes". - Alex me disse telepaticamente.

Por sorte, acordei.

Suoni: Quando uma fada me separou de uma ninfa


Janeiro de 2013


    Há uns dois dias atrás, mais ou menos, eu sonhei que estava em uma sala de aula élfica. Bem, não sou muito popular nos colégios élficos. Na verdade, costumo ser muito rebelde às vezes. E, por isso, os professores não vão muito com a minha cara.
Eu estava sentada, escrevendo quando uma bela garota morena, alta, com cabelos negros e longos entrou na sala. Era uma aluna. E cumprimentou a todos. Todos também a cumprimentaram. Menos eu, por caretice pura. No entanto, quando ela se sentou ao meu lado, pensei em cumprimentá-la. Mas, algo dentro de mim, se irritou e decidiu não fazer aquilo. Mas, ela sacou e me provocou, perguntando se eu não ia falar com ela e por que a estava ignorando. Eu disse "Oi", visivelmente envergonhada.
Durante a aula, ela provocou a professora, e ao invés de estudar, ficou bagunçando com algumas alunas. Eu meio que entrei na onda dela e... Um garoto bonito que estava sentada atrás de mim se irritou com a bagunça. Mas, principalmente, com o fato de eu estar falando com aquela garota. Ele se metia o tempo todo. Tentando atrapalhar. Eu me irritei com ele e perguntei se ele não podia ser tão legal quanto bonito. No fim, a professora se cansou e saiu da sala. Provavelmente para chamar a diretora.
     A bela garota comemorou o fato e me abraçou, como se fôssemos intimas. Achei estranho, mas decidi deixar rolar. Era minha chance de ter uma amiga e eu não podia desperdiçar. Então a segui até uma mesa, semelhante a uma mesa de sinuca. Havia um grupo de adolescentes em torno da mesa. Não me lembro direito. Mas acho que nós conversamos por algum tempo. Até a bela garota me levar para fora da sala. Em um tipo familiar de quarto. Nos sentamos em um sofá. Conversamos sobre coisas bobas que não me lembro mais. Ela estava tão feliz que parecia bêbada. Em um certo momento, ficamos tão próximas que eu me senti muito atraída por ela e, acariciei seu rosto e a beijei. Ela desapareceu aos poucos como um fantasma ou uma imagem de um projetor.
 E num instante eu pareci nesse mesmo quarto em que estou agora. Ao lado da janela. Eu parecia ter saído do banheiro. Olhei para fora. Pro jardim e vi a ninfa Serena e eu sentadas em cadeiras, próximas ao Arbusto da ninfa Melanie, entre as árvores Serena (acerola) e Rosemary (caju).
A ninfa se declarou a mim. Mas eu disse que não podia aceitar o seu amor.
Do outro lado da janela, implorei a mim mesma que não fizesse aquilo, que desse uma chance a ela. Mas a outra parte de mim não podia me ouvir. A ninfa olhou  para mim, diretamente para mim. Seus olhos estavam tristes. Ela queria chorar. Mas tentava ser forte. Então, ela se levantou triste e contendo um choro, disse que eu não a queria só por ela ser uma mendiga. Eu tentei esclarecer as coisas mas ela se afastou de mim.
Consegui sair para fora e vi meu duplo. A outra "eu" não olhava diretamente pra mim. Parecia não notar a minha presença.

 A ninfa trajava um belo vestido azul, igualzinho ao que a Amanda Seyfried usou no filme "A Garota da Capa Vermelha". A ninfa se aproximou do muro que dá pra rua e colocou suas mãos no alto dele e espiou o outro lado. Seu vestido azul se tornou rosa.

Meu sonho acaba aí.


O meu outro eu ou "duplo", na verdade, era a fada Suoni que gosta de se apresentar a mim usando a minha forma física. Ela diz que é minha irmã e, de fato, recentemente (2017/2018) comecei a me lembrar de minha passada. Ela não é minha irmã gêmea e sim mais velha, mas insiste nisso em dizer que somos gêmeas. Para ser honesta, não tenho certeza se ela é uma fada ou uma humana, mas ela está morta. Espíritos de fadas mortas residem em Annwn e até podem interagir com humanos, mas tenho minhas dúvidas porque analisando o comportamento dela, ela não tem nada de fada, embora, eu ainda a chame assim.

O chamado da ninfa


22/08/12



  Antes de ontem, sonhei que Freddie saia para comprar refrigerante à noite. Eu fiquei esperando por ele no jardim, sentada embaixo da árvore.  Quando ouvi um "Psiu".
Não dei muita atenção. Então, ouvi uma garota chamar meu nome. Eu a ignorei. Ela insistiu. Eu sabia que era uma ninfa e aquele era um sonho lúcido. Eu me amedrontei.

A ninfa disse:

- Ei venha aqui! - sua voz veio do lado de fora do portão.

Apavorada, eu chamei por Heather, mas minha voz saiu baixa demais. O meu medo era tanto que eu nem conseguia olhar para trás, temendo ver a ninfa. Tentei gritar por socorro mas a minha voz parecia não sair.
  Depois de alguns minutos de aflição, Heather finalmente veio até o jardim  e me perguntou o que eu queria.
  Eu me virei para trás e caminhei até a goiabeira. Eu estava em estado de choque! Nunca havia sentido tanto medo em toda a minha vida!
  Fui para a sala e tentei explicar a Heather o que havia acontecido, mas não consegui. Então, me deitei no sofá e me cobri com um cobertor. Me perguntei porque senti tanto medo de uma ninfa e porque estava mais acostumada aos elfos.

  Ainda bem que tive essa experiência traumática com as ninfas, em outro plano porque não sei se eu teria superado esse medo se isso tivesse acontecido enquanto eu estivesse acordada.

A fúria de Lidie




Agosto de 2013


     Toda a família Marchesi saiu para um passeio e ficamos apenas Wili e eu. Fomos para o quarto (a casa era a da minha avó dessa vez, portanto, em "Nova Alvorada"). Wili se deitou na cama para dormir e eu me sentei para ver TV. Antes de Wili dormir, eu deitei ao lado dele e o ninei como se ele fosse um bebê. No entanto, antes que Wili pudesse adormecer, ouvimos uma série de choros femininos que vinham do outro lado das janelas. E era assustador ouvir aqueles choros demoníacos - No meio daquele choro desesperado, consegui distinguir alguns risos de deboche, como se alguém estivesse se divertindo ou vendo as ninfas desesperadas ou com o meu medo - . Wili e eu deduzimos que quem estava chorando eram as ninfas. E corremos para verificar se toda a casa estava trancada. Trancamos algumas janelas e portas. E quando fomos verificar o outro quarto, a janela estava fechada, mas algumas vozes vindas do lado de fora disseram algo sem sentido sobre ter algo muito estranho com a janela. Ignorei isso. E corri para a sala com Wili. A porta estava aberta. Apanhamos umas barras de ferro e fomos para a varanda. Não nos sentíamos seguros para ir para o quintal ou para o jardim por causa das plantas. E uma coisa de forma feminina passou pela varanda correndo tão rápido quanto o vento. Decidi seguir aquela coisa e fui para o quintal. As plantas começaram a se agitar como se estivesse ventando e as ninfas sussurraram entre si. Eram muitas. Eu disse a mim mesma que não iria vê-las e elas se manifestaram de forma invisível (quase neutra). Então corri para o jardim e quando senti que tinha uma ninfa perto o bastante, disse que agora eu podia vê-las e a suposta ninfa se fez visível. Ela era mais baixa do que eu podia imaginar, quase do tamanho do Wili. Mas nem por isso era inofensiva.  Wili e eu a cercamos com as barras de ferro. Ela estava agitada e zangada, como um diabrete.
     Wili estava prestes a golpeá-la com a barra de ferro quando eu pedi a ele para parar e disse a suposta ninfa que não queria machucá-la. Apenas queria conversar com ela. Ela não acreditou muito. Perguntei a ela o  que ela queria e disse-lhe que o Wili (que eu acreditava ser na verdade, o meu irmão caçula) não tinha nada haver com aquilo. Que se elas tivessem que fazer mal a alguém, que o fizesse a mim porque eu era a única quem tinha invocado elas e os elfos. A suposta ninfa disse que Wili (não disse o nome dele. Se referiu a ele de maneira informal) tinha tudo haver e que aquilo era por causa dele. E eu afastei Wili dela e me coloquei a frente dele para protegê-lo.  A ninfa queria fugir, mas alguém invisível parecia segurá-la pelos braços. Enquanto a tal ninfa (não tenho absoluta certeza de que realmente seja uma ninfa)  falava, eu pensei em matá-la com aquela barra de ferro. Estava tão próxima a ela que se a golpeasse agora e com precisão, poderia matá-la. Mas decidi poupá-la e apenas conversar com ela. Enquanto conversávamos, ela foi se acalmando e assumindo uma personalidade mais serena. Logo, ela estava sentada ao meu lado em algum tipo de banco que não sei de onde surgiu e me mostrou o que parecia ser sua verdadeira forma; uma garota morena, com cabelos longos, negros e lisos (iguais aos da Leticia, uma amiga de infância). Ela era semelhante a minha amiga de infância, Leticia. E seus olhos eram castanho-escuros, levemente puxados (como se ela fosse indígena). Seus cabelos eram muito bonitos e estavam presos em um rabo de cavalo. Seu vestido branco com faixa rosa marcando a cintura (que lembra um vestido de boneca) se converteu em roupas modernas; uma regata blusa verde estampada e uma saia ou short preto. Ela sorria e me encara bem fundo nos olhos de um jeito estranho, como se tentasse penetrar minha mente e/ou meus pensamentos. Ela queria se mostrar a mim e fazia questão que eu reparasse nela, que soubesse quem de fato ela realmente era.
     Perguntei a ela se ela sabia qual era a árvore ou planta de Gaion e tentei convencê-la de que não queria matar Gaion, queria apenas saber onde ela morava. A tal ninfa que me disse se chamar Lídia ou Lidie não acreditou muito em mim e disse que não sabia onde Gaion morava e que nem a conhecia (nessa época eu acreditava que Gaion era uma ninfa e não uma elfa).
Eu pedi a Lídia que tentasse absorver minhas lembranças para descobrir. Segurei a mão dela. Senti uma grande paz tomar conta de mim e uma luz branca foi a última coisa que vi antes de cair e adormecer. (ela absorveu minha energia por isso sofri esse apagão).
   Quando acordei (dentro do sonho), estava na cama e Heather estava dobrando as cobertas da outra cama. Contei a ela tudo o que eu havia sonhado. Ela não demonstrou muito interesse, mas também não demonstrou desinteresse. Parecia já saber de tudo ou estava muito ocupada. Cheia de afazeres.

Entre elfas e ninfas



   Essa tarde, sonhei que brigava com minha avó (na verdade, era Dinoráh, na forma de minha avó). Na vida real, minha avó veio de visita há uma semana e ainda está enchendo o saco. Não resta outra alternativa a não ser aguentar ela, certo? No sonhos, não precisa ser assim porque temos coragem o bastante para enfrentarmos nossos medos. Mas o que eu fiz? Hum, discuti com minha "avó" e a expulsei de casa. Heather tentou me tranquilizar. Mas eu peguei a mala de Dinoráh e joguei para fora de casa.    Depois, me sentei em uma cadeira, na cozinha.
Freddie e Wili vieram se despedir e Dinoráh deu pacotes de bolachas a eles. Eu fui até o armário e peguei uns biscoitos. Dinoráh me deu bolachas também - com certeza, ela cuspiu neles ou os enfeitiçou - e eu aceitei-os.  Em seguida, a elfa foi embora e os outros a acompanharam. Fiquei sozinha na cozinha. O cenário mudou de repente, ficando mais elegante - será que eu fui para uma segunda dimensão? -. Gaion e Lola apareceram para mim. As duas mexiam aqui e ali na cozinha, preparando uma refeição. Lola me convidou para ir à uma festa com Gaion e ela. Gaion, perguntou animada, qual roupa eu usaria. Eu respondi que um vestido comum. Ninguém me disse nada, mas pelas caras das duas ninfas, eu havia feito uma péssima escolha. Percebi isso e disse a Lola:

- Desculpe se eu sou pobre.
- Ninguém falou isso. - Disse Gaion.
- Ok. - Eu disse. - Você me empresta aquele casaquinho seu, super lindo - Disse a Lola. - E, você, me empresta um vestido. - Falei a Gaion.

Novamente, silêncio.
       Elas cozinharam rápido e eu fiquei boiando enquanto tentava acompanhar elas.
Nós sentámos à mesa e partilhamos um almoço muito saboroso. Ninfas sim, sabem cozinhar! Não lembro mais o que comemos, mas parece que foi carne e mandioca.  Nos divertimos conversando e comendo e fizemos uma baita sujeira jogando restos de mandioca no chão. Após a refeição, elas limparam tudo e eu, mesmo com preguiça, ajudei-as, catando as sobras de mandioca do chão.

     Gostei muito desse sonho, pois... Para variar, não foi um pesadelo e eu me diverti com minhas adoráveis amigas ninfas. Tomara que, algum dia, eu fique presa a sonhos com as ninfas e me livre dos elfos.

Ninfas vingativas



11/06/12


Dessa vez, mesmo estando na Elfland, eu não me encontrei com os elfos. Saí com as ninfas. Estava de noite e nós invadimos um tipo de hospital psiquiátrico para mulheres. Nos vestimos com os uniformes e nos misturamos entre as pacientes. Uma das ninfas estava conseguiu ferir um enfermeiro e roubar suas chaves. Ela abriu as celas, libertando as pacientes consideradas como as mais perigosas. Uma delas era ruiva e era amiga de Gaion e Serena.
         As pacientes se juntaram e fizeram uma rebelião, atacando e matando os enfermeiros. Uma das ninfas conseguiu prender o médico responsável por aquela instituição com a ajuda de suas irmãs. Elas o amarraram em uma cadeira e disseram que agora ele pagaria pelos maus tratos às suas pacientes. A ninfa que estava liderando a rebelião pegou uma faca e abriu a parte de cima da cabeça do homem (como naqueles filmes estranhos) lentamente. Ela se divertia com o sofrimento dele. Eu observava tudo, assustada. Mas não ousava interferir. Elas eram muitas e eu não queria arranjar confusão. Ela enfiou a faca no meio da cabeça do homem e a mexeu como se estivesse mexendo um creme. O homem era um elfo e demorou a morrer. Os elfos são fortes e precisam ser mortalmente atacados ou feridos antes de morrer. Mesmo assim, se um elfo ferido conseguir escapar, ele ainda pode se curar. Mas as ninfas arrancaram a cabeça dele e a jogaram no chão como um lixo. Mais enfermeiros elfos vieram correndo. As ninfas correram cada uma para um lado. Eu fui em outra direção, acompanhada por duas ninfas. Nos aproximamos do portão de ferro. Havia uma grade na parte de cima do portão. Sendo as ninfas aversas ao ferro (assim como os demais elementais), elas me disseram que não conseguiriam passar por ali. Eu disse a elas que as ajudaria passar.

- Por que confiaria em você? Eu vi como  você  sofreu por aquele elfo (ela estava se referindo ao médico) - Disse a ninfa líder da rebelião.

Eu ergui a parte de cima da grade e pulei o portão. Então, o inclinei para a frente enquanto segurava a tela.

- Venham logo. O que estão esperando? - Eu disse impaciente.

A líder das ninfas escalou o portão cuidadosamente e saiu do hospital.
A outra ninfa - devia ser Lola - quase foi apanhada pelos guardas, mas conseguiu fugir.
  Enquanto corríamos, a ninfa ruiva gritou da janela de seu quarto por ajuda. As outras ninfas quebraram a janela e ajudaram-na fugir.
Saímos correndo. Eu estava correndo tão rápido quanto elas. Mas, acabei me separando delas, no meu desespero e passei por um terreno baldio, onde dois elfos sombrios fumavam. Sentados em cima de um monte de Terra. Eles disseram que aquela era a área deles e que eles deveria sair dali. Eu os xinguei. E eles vieram correndo atrás de mim. Por sorte, eu era mais veloz que eles. Corri para uma praça, e fugi me escondendo entre os arbustos e as árvores. Ouvi sirenes. Me escondi embaixo de algumas árvores que estavam enfileiradas, umas bem próximas às outras, formando assim, um esconderijo perfeito.

Vi quatro ninfas se aproximando e as chamei.

- Ei, psiu? Eu estou aqui.

A líder da rebelião se aproximou de meu esconderijo trajando um elegante vestido roxo. Ela parecia em muito, Lídie. Elas me deram algumas bolsas para que eu guardasse com elas e pediram para que eu não saísse de meu esconderijo.
   Um guarda as abordou e começou a enchê-las de perguntas. Elas respondiam a tudo calmamente. Mesmo assim, eu decidi que se elas fossem ser presas, eu iria junto porque também participara daquela invasão insana ao Hospital.

- Fique aí. Confie em mim? - Lidie sussurrou discretamente para mim. Acordei.

Salva por uma ninfa



23/08/12



Acabei de sonhar com uma ninfa, a Serena. Foi assim, eu estava brincando em um estacionamento com Freddie. Estávamos brincando e dançando. Eu me afastei de Freddie e fui para o outro lado do estacionamento. De repente, vi um carro preto e pressenti que o motorista dele queria me fazer mal. Chamei Gaion (minha elfa guardiã) por pensamento.
  O carro se aproximou de mim. Uma porta se abriu e enquanto o motorista saia do carro, senti uma confusão enorme me dominar. Fiquei tonta e desorientada. Provavelmente aquilo era obra daquele elfo malévolo.  O homem estava vindo em minha direção quando eu senti duas mãos agarrarem minha cintura. Não pude ver quem era, porque a pessoa veio por trás de mim. Eu fechei os olhos. E visualizei em minha mente a palavra "amiga".
  Abri os olhos e percebi que agora estava em um jardim, semelhante ao da minha avó.
Vi quem havia me salvado fora Serena. Ela me tirou para dançar. Perguntei-lhe o que a gente ia dançar. E ela disse que não importava. E assim, dançamos samba, pop, balé, valsa, salsa. Tudo de uma vez. RsRs. Foi estranho, mas divertido! Logo, estávamos voando juntas.
  Serena estava linda, com longos cabelos louros e ondulados. Trajava um longo vestido azul, com tiras de tecido soltas, muito bonito e quase impossível de descrever. Ela estava descalça e eu também. Seus pés estavam sobre os meus. E levitávamos a alguns centímetros do chão.
  Ela me beijou e voou comigo por entre as árvores e plantas.
Depois, ela me colocou no chão e disse-me algo que eu não me lembro. Em seguida, despiu-se, ficando apenas com uma calcinha preta. E então, ela entrou em uma piscina que havia ali. Ela deu um mergulho rápido e depois, sorrindo, me convidou para ir nadar com ela. Eu me aproximei da piscina e quando ia entrar nela, minha mãe... MINHA MÃE... Me acordou. Saco! :/

Rosemary



03/08/12 - Sexta-feira, Festival do Dias das Ninfas.


Ontem realizei o ritual de visualização para atrair as ninfas. Foi mágico!
Vez ou outra, as ninfas aparecem em meus sonhos.


   Dessa vez, eu sonhei que estava no quarto com Freddie. Ele estava sentado na cama, conversando comigo. Era noite. Wili estava dormindo no jardim, em um saco de dormir.
Freddie me disse que seria legal ter internet (como eu) e conhecer novas pessoas.
Wili parecia perturbado com algum pesadelo. E disse algo como "Não, a Daniele está aqui" ou "não está aqui" - não tenho certeza - . Não prestei atenção nem em Freddie nem em Wili, pois, uma ninfa estava em minha mente, como uma visualização. Roubando toda a minha atenção. Ela estava usando uma roupa preta sensual. Estava destacada em um fundo branco. Sentada. Cantando uma canção sertaneja. Sua voz era linda. Ela cantava em português, mas com pouco sotaque, como uma estrangeira. Sua canção (não me lembro de toda a letra) falava que ela era de Nova Alvorada (uma cidade horrível, onde, infelizmente, eu já morei) e queria voltar para lá. Ela também dançou um pouco.
  Era uma ninfa loira, de cabelos ondulados. E, naturalmente, sensual.
Acho que vou chamá-la de Rosemary.
 A chatonilda da Heather percebeu de alguma forma que eu estava falando com a ninfa, mentalmente e disse ao Alfie, com ironia:

- Ela está cuidando do irmão (Wili) e não falando com uma estranha.

Despertei.

Alicia: Uma despedida?


01/02/13

   Ontem, sonhei com Alicia. Nós duas estávamos em um quintal, semelhante ao da minha vó. Eu estava muito feliz e sentia muito amor por Alicia. Eu a beijava e dançava com ela. A reconheci e escolhi me arriscar e beijá-la, mesmo que eu pudesse ficar azarada (tem gente que diz que beijar ninfa traz má sorte). Embora me correspondesse, Alicia estava estranha. Ela não se mexia muito. Parecia uma boneca de porcelana. Estava muito triste e eu não sei porque. Em um certo momento, cai quase como uma bailarina deslizando em cima dela, com cadeira e tudo. Ela me olhou, triste. Mas não respondeu. Parecia enfeitiçada. Algo assim. Foi estranho.

Será que Alicia está magoada porque eu quero me mudar de casa ou porque eu estou afastando todos os elementais de perto de mim? Não sei. Mas queria descobrir. Eu gosto dela e não quero vê-la infeliz.

Gaion: Pegas no ato



07/06/14


Gaion, Lola e eu entramos em uma casa - que devia ser a casa de Gaion -. Lola foi para a sala. Ficamos apenas Gaion e eu, na cozinha. Gaion  estava tão linda, que eu não resisti. Me aproximei dela e a beijei. O clima entre nós esquentou. Eu a peguei e a coloquei sentada no armário. Nós nos beijávamos com paixão quando Lola entrou na cozinha e nos surpreendeu. Ela riu e disse:

- Caramba! O que é isso Mamãe? - Ela se referiu a mim e a Gaion como sua mãe.  É uma longa história, mas depois que Lola foi deixada para trás por sua família, Gaion e eu decidimos 'adotá-la'. É uma adoção estranha já que ela tem quase a nossa idade, mas eu sempre quis ser mãe e Gaion e Lola toparam.

   Gaion e eu nos afastamos constrangidas. Lola  preparou um cereal para ela e depois saiu da cozinha. Gaion se deitou no chão e ficou me provocando, fazendo poses sensuais. Não eram poses vulgares, apenas sensuais. E ela parecia uma modelo posando. Estava usando um biquíni azul. Apanhei uma câmera e me diverti tirando fotos dela. Depois eu acordei.

Lola - Parte III


11/05/14 Domingo


 Heather e eu estávamos saindo do mercado. Ela fez muitas compras e eu tive de me virar para ajudá-la a carregar tantas sacolas. No meio do caminho, eu abandonei as compras e me afastei de Heather e segui uma garota (a mesma garota morena que ajudei a fugir no sonho anterior, denominado "Lola") até uma vila afastada. Ela entrou em uma casa (já estive lá antes, uma vez, quando fui me esconder dos elfos) e discutiu com seu irmão (que devia ser apenas um ano ou dois mais velho que ela). Ela disse que "eles" sabiam quem ela era e que estavam atrás dela por causa do seu dom, a premonição. O garoto se irritou e disse:

- Você se esquece que não é a única especial aqui? Eles também estão atrás de mim!

Ela ficou chateada.
Ele disse que se ela quisesse ficar, seria um problema dela. Mas que ele não arriscaria a própria vida por nada, nem ninguém. Então, ele foi embora. Ela caiu de joelhos no chão e chorou desolada. Eu me aproximei dela e tentei consolá-la. A chamei para entrar na casa comigo. Porque ela havia saído para fora. Ela continuou no chão, chorando. Eu a peguei pelo braço e, com grande dificuldade, a levei para dentro e fechei a porta. A casa era simples e pequena. Havia uma sala que estava vazia, um banheiro e um outro cômodo que era uma sala, uma cozinha e ao mesmo tempo um quarto (tipo um quartinho mesmo). Esse cômodo era fofo e bem decorado. Havia uma cama de solteiro em um canto, com um lençol e fronhas com estampas florais.  Havia uma mesa com cadeiras, uma geladeira, um fogão e uma pia. Haviam vários objetos decorativos e um baú com roupas. Também havia uma porta dupla de vidro que era coberta por uma cortina, assim como uma janela.
  A garota tomou a forma de minha prima  (Marina adora tomar esta forma) e olhou através do vidro da porta que estava fechada. Ela suspirou e se sentou em uma cadeira. Ela estava tão deprimida. Eu peguei um cobertor e a cobri. Ela ficou naquela cadeira por mais ou menos uma hora, enquanto eu ficava sentada em um tapete pensando em como animá-la e ajudá-la. Eu acabei me irritando (porque tipo, eu tenho um jeito estranho de lidar com pessoas sensíveis) e me aproximei da garota. A tirei da cadeira a puxando pelo braço. Ela disse que iria atrás do irmão dela. Eu disse que não deixaria ela fazer esta besteira, já que tinha gente procurando por ela. Ela se deitou no tapete no chão. E ficou assim por tanto tempo, que, no sonho, passaram-se dias.
Eu abri a janela e olhei para a rua. Era mesmo uma cidade fantasma. Estávamos bem próximas a uma igreja católica.
  Eu comecei a pensar em uma forma de sairmos para explorar aquela cidade, em busca de mantimentos e algo do tipo e, voltarmos antes do anoitecer.
A garota mudou de forma novamente e se deitou na cama. Uma outra garota morena (que aparentava ter uns 20 anos mais ou menos) apareceu ao lado dela. Essa garota parecia muito a Serena, mas não tenho certeza se era ela. Ela disse a mim que era irmã da outra que estava deitada na cama. E tentou consolar a outra. Então, ela acariciou o rosto da irmã e subiu em cima dela, a beijando e enfiando uma das mãos embaixo da saia da outra.
   A garota se sentou, assustada e perguntou o que ela estava fazendo.
Toda sensual, a outra disse que a amava desde quando elas eram crianças.
Mas a garota ficou muito surpresa com a revelação e me encarou, como se me perguntasse o que fazer. Eu encarei as duas, sem saber o que fazer. E, acordei.


Lola - Parte II


 Este outro sonho veio como uma continuação do anterior (As Faces de Marina), eu decidi dividir em dois posts, sendo este, a segunda parte, para que não ficasse muito extenso e que os leitores não ignorassem a parte mais importante de todo esse sonho confuso e maluco.  


 Marina, sua amiga, eu e um casal (que deveria ser os pais de Marina) entramos em um carro e fomos para a estrada. Eles dirigiram para uma estrada bem longe. No caminho, a amiga de Marina me disse que se chamava Júlia e ela assumiu a forma de uma garota loira, com cabelos curtos e presos. Ela abriu sua mochila e deu cigarros para todo mundo - na verdade, acho que eram drogas e não cigarros - . Todo mundo fumou e ficou doidão. Eu me senti estranha. 
  Julia, ria como uma idiota e falava para o motorista nos levar para vários lugares com paisagens exuberantes. Eu disse a Júlia que ela era bem legal e disse que ainda que os pais de Marina não vieram porque eles só estragariam o passeio, já que Darla era uma chata. O elfo que estava dirigindo se ofendeu - o que significa que ele era o marido de Darla - e me disse para parar de fumar.   
        Gaion apareceu dentro de meu corpo (tipo uma possessão leve) e furiosa, me perguntou o que eu estava fazendo ali com aqueles elfos e que aquele elfo que estava dirigindo era mau. Eu não tinha muita certeza se era mesmo Gaion ou se eu estava doidona demais, então me bati contra a porta do carro, repetindo, "deixe de ser paranoica". Gaion ficou quieta.  
      Eu olhei pela janela do carro e vi Lola passando rapidamente. Estávamos passando perto de um posto de gasolina. Lola estava se escondendo com um sobretudo marrom, que ela usava para cobrir a cabeça. Eu a reconheci mesmo assim e pedi aos elfos para pararem o carro. Eles pararam o carro. Eu pensei por um momento e foi quando percebi que eu não devia estar naquele carro, fumando ou conversando com aqueles elfos. Eles não eram meus amigos. Eu estava confusa por causa da droga, mas saí do carro e entrei no posto. Gaion saiu do meu corpo quando percebeu que era seguro. Procuramos Lola em todo lugar, até que vimos uma estranha trilha de moedas. Não eram moedas brasileiras. Eram moedas grandes e pareciam antigas, eram douradas e prateadas. Seguimos a trilha, mesmo desconfiadas, e fomos enchendo os bolsos com moedas, até chegarmos ao banheiro.  Gaion e eu fomos até o banheiro e olhamos por baixo das cabines. Todas as cabines estavam fechadas. E pareciam estar vazias. 

- Não tem ninguém aqui. - Disse Gaion após revistar duas cabines. 
- Então, vamos procurar em outro lugar. - Eu disse, mas quando Gaion e eu estávamos a ponto de sair do banheiro, vimos dois pés delicados, calçando um par de sapatilhas azuis descendo do vaso sanitário. - Ela está ali! - Eu disse e corri para a cabine. Bati na porta e disse - Abra, Lola. Eu sei que está aí. Já vimos os seus pés.  

 Ela não respondeu. Esperamos por algum tempo e nada. Então, eu desisti e disse a Gaion.

 - Esquece. Ela não vai falar com a gente. Recolhe essas moedas e vamos embora. Haviam muitas moedas no chão e Gaion recolheu-as e guardou-as em seus bolsos. Dava para ver as pernas de Lola, pela parte inferior da cabine. Ela estava com uma meia marrom e com uma sapatilha azul. Percebi que ela tirou de uma bolsa de costas, um lenço branco bordado. No lenço havia um objeto pontiagudo. Talvez uma faca.
 - Cuidado, Gaion! - Eu disse, com medo de que Lola saísse da cabine e a machucasse.   Gaion se aproximou de mim e nós duas ficamos paradas. Encarando a cabine onde Lola estava. Lola chorou e desabafou: 
- Eu preciso de ajuda. Estou cansada de fugir o tempo todo. Eu não tenho dinheiro e nem para onde ir. Essas roupas que estou usando... Roubei de uma garota, ontem.  
 Gaion e eu nos aproximamos da cabine e eu disse:
 - Lola, sai dessa cabine. Deixa a gente te ajudar? 
- É Lola. Confie na gente? - Disse Gaion se abaixando perto da cabine. 
- Eu tenho medo... - Disse Lola.
 - Você pode vir comigo, para a minha casa. Se quiser. Não é nenhuma mansão, mas você vai gostar. E, o mais importante, vai estar segura. Pense nisso. - Eu disse. - Eu tenho de ir agora, eles (os elfos) estão me esperando. Mas você sabe onde moro. Pode ir na minha casa quando quiser.
 - Obrigada. Eu prometo que vou pensar. - Disse Lola suspirando.

 Eu saí do banheiro e acordei. 
  Queria poder ajudar essa ninfa. Do que será que ela tem tanto medo? De quem ela está fugindo? Como eu queria saber!

Lola - Parte I





Eu estava no colégio élfico, sentada em um banco. Estava esperando o sino tocar para eu ir para a sala de aula. Quando uma garota loira. Alta e muito bonita se aproximou de mim. Ela era muito bonita mesmo. Parecia uma modelo. Mas se vestia como uma geek. Uma geek fashion, mas ainda assim, uma geek. Usava uma saia xadrez amarela. Uma blusa branca de mangas longas e um casaquinho laranja. Estava usando duas tranças que estavam jogadas pra frente. E um óculos de grau.
  Ela se sentou ao meu lado e me disse que era nova ali e estava um pouquinho nervosa.
Eu a acalmei e nos conversamos por um tempo sobre muitas coisas.
Depois, eu disse que iria ao banheiro e já voltaria.
Eu fui ao banheiro. A maioria das cabines estava ocupada. Então, eu entrei na primeira cabine desocupada que vi. A cabine era muito estreita. Eu mal podia me mexer lá dentro. Quanto mais usar o sanitário.
Quando eu estava prestes a abrir a porta e sair daquela cabine de louco, outra pessoa abriu a porta. Dei de cara com a garota geek que estava conversando comigo no banco. Vou chamá-la de Lola para não causar confusão aqui.
  Lola se desculpou. Envergonhada. Eu disse que estava tudo bem. E disse a ela, que, de qualquer forma, ninguém, a menos que fosse um gnomo, caberia ali naquela cabine.
  Fomos procurar por outra cabine quando duas idiotas (sendo uma a pé no saco da Marina) entraram no banheiro.
Lola se aproximou de mim e disse:

- É... Todas as cabines estão ocupadas. Vamos ter de esperar.

  Marina e sua amiga vadia, que vou chamar de Cleide se aproximaram de mim e olharam para Lola com desprezo.

- Ela é sua amiga? - Marina me perguntou.
- Sim. - Eu respondi segurando a mão de Lola.

Uma cabine desocupou e Lola e eu entramos juntas nela. Essa cabine era bem espaçosa.
O problema dos elfos é que eles são péssimos como arquitetos. E realmente, quem merece um banheiro com cabines de tamanhos e modelos variadas?
  Marina e Cleide nos seguiram e implicaram com Lola, ameaçando bater nela. A pobrezinha se encolheu em um canto. Eu enfrentei as elfas e disse que não deixaria elas tocarem num só fio de cabelo de Lola.
  Freddie e Wili devem ter pressentido que eu estava em perigo porque apareceram na cabine. Eu pensei que eles pudessem me ajudar, mas eles também se encolheram em um canto. Assustados. Saímos da cabine discutindo. E como em qualquer escola (élfica ou humana), logo, estávamos cercadas por outras garotas que esperavam ansiosamente por uma briga.
  Cleide ameaçou Lola mais uma vez e eu fui pra cima dela. Marina tentou ajudá-la a me bater, mas as outras elfas que estavam no banheiro compraram minha briga e me ajudaram a dar uma surra naquelas vadias.
Marina conseguiu escapar e saiu do banheiro correndo. Todas as outras garotas se amontoaram em cima de Cleide e espancaram ela.
Eu disse às garotas que estavam me ajudando que iria atrás de Marina. Uma das garotas disse que duvidava que eu conseguisse alcançá-la. Eu apostei com ela que se eu conseguisse pegar a vadia da Marina, dançaria "Super Bass", para todo o colégio. Então, saí correndo atrás de Marina. As notícias voam no Reino élfico. E eu ouvi a música Super Bass tocando em um rádio. De alguma forma, a música despertou minha adrenalina e eu corri mais rápido. Quando alcancei Marina, saltei sobre ela como um leão e a derrubei no chão. Dei uma surra merecida nela (Ah! Eu vinha desejando isso há tanto tempo). O louco foi que quando eu saltei em cima da elfa, eu gritei que era fã de Nicki Minaj.
   Todos os alunos do colégio comemoram minha vitória sobre Marina e formaram um coro, gritando:

- Dança! Dança!

  Gaion apareceu dentro de mim (divido meu corpo físico e astral com minha elfa guardiã) e me disse que eu deveria dançar agora. Eu estava disposta a dançar, embora eu não saiba dançar hip hop. Mas uma garotinha morena. Magricela. Com cabelos negros e um corte chanel. Passou por mim. Muito assustada. Ela estava com medo dos outros alunos obrigarem-na a dançar comigo. Eu disse aos alunos que já voltava e segui a garota.
   Ela foi para um lugar deserto. Bem longe da escola. O lugar era bem esquisito. Havia uma grande cratera no solo e dentro dessa cratera havia milhares de buracos. Eles eram grandes o bastante para uma pessoa caber nele. Pareciam tocas. Nunca vi algo semelhante em toda a minha vida.
  A garota pretendia se esconder em um desses buracos, quando um elfo nos disse telepaticamente para não nos escondermos ali porque ele não perderia seu tempo tentando nos encontrar.  Eu convenci a garota a não se meter em um buraco e disse a ela que ela podia confiar em mim. Que eu a levaria para um lugar seguro e pedi a ela que me seguisse. Seguimos por uma estrada até certo ponto. Quando eu achei que não era seguro continuar seguindo pela estrada, nos embrenhamos na mata. Durante nossa caminhada, passamos por algumas casas bem simples. Eu pensava em pedir ajuda em alguma casa, mas sabia que não podia confiar em qualquer pessoa, especialmente, se fosse um homem. Eu vi uma casa de madeira. Três elfos feios moravam ali e quando nos viram, foram até a varanda e tiraram suas camisas, exibindo seus peitos malhados. Aquilo teria impressionado uma hétero sexual, mas uma bissexual (mais pra lésbica), não.
  Mais adiante, vimos uma outra casa. Havia um casal na frente da casa. Eles estavam levando suas malas para uma caminhonete. A mulher estava com uma criança no colo.
  A garota e eu nos aproximamos da casa. A mulher ficou nervosa de estar tão perto de uma humana.
Eu disse a ela que estávamos perdidas e precisávamos de ajuda para voltar para a casa.
A mulher disse que estava de saída.
Eu disse a ela que tinha dinheiro e que podia pagar quanto ela quisesse, se ela nos desse uma carona. Tirei uma carteira do meu bolso e mostrei o quanto de dinheiro tinha (pasmem! A carteira e o dinheiro era invisível). A mulher pareceu interessada e pegou rapidamente o que eu estava oferecendo e guardou em seu bolso. A elfa deve ter pego minha energia, já que não havia dinheiro.
   O marido da mulher veio até onde nós estávamos e disse que nos daria uma carona. Ele disse para eu assinar o que parecia ser um recibo, segundo ele, aquilo seria uma confirmação do nosso trato (eu paguei a mulher e ele me daria a carona).  Eu assinei o papel, embora estivesse desconfiada.

- Vocês, vão mesmo nos levar para casa? - Perguntei ao casal.

Eles nos garantiram.
Acordei.



Gaion ciumenta? Imagina...



 07/09/14 



      Gaion e eu fomos até uma cabana que havia no enorme terreno gramado e bem cuidado de um colégio. A cabana parecia mágica e havia uma luz que vinha de dentro dela, o que nos atraiu até lá. Abrimos a porta da cabana e um vento forte saiu de dentro dela, como se algum ser invisível e poderoso saísse dela.
   Gaion e eu fomos para dentro do colégio e subimos as escadas. As salas de aulas estavam todas vazias. Ou não havia alunos naquele lugar ou todos já haviam ido embora. Gaion e eu caminhamos por um corredor e entramos em uma sala onde havia apenas um rapaz. Alex. Ele estava sentado. Escrevendo em um caderno.

- Caramba! Você ainda está aqui quando todos já foram embora? - Eu disse.
- Estou acabando meu dever. - Ele disse.
- Por que termina em casa? Vamos embora. Está tarde. - Eu disse.
- Ok. - Ele disse sorrindo e guardou suas coisas.


Gaion, ele e eu já estávamos saindo quando um inspetor mandou que nós o acompanhássemos  até à secretaria. Nós obedecemos.


- Qual de vocês esteve na cabana? - O diretor perguntou. - Vocês sabem que é proibido ir até lá.

 Gaion jogou a culpa em Alex e por mais que ele tentasse negar, o diretor deu a maior bronca nele.

Na hora, eu não entendi porque a Gaion fez isso. E quando fui tentar convencê-la a dizer toda a verdade por diretor, ela se negou.

- Precisamos ajudá-lo. Coitado! Ele é inocente. - Eu disse baixinho a ela.
- Que nada. Meu amorzinho é assim mesmo... Estressadinho . Mas você vai ver como ele vai ficar calminho agorinha. - Ela disse rindo enquanto balançava as pernas.

  Eu olhei para o Alex e percebi que ele estava bravo por ser acusado injustamente. Claro! Qualquer um estaria.

- Vem, vamos? - Gaion me pegou pela mão e fomos para a quadra de esportes e nós conversamos um pouco e demos as mãos. Eu disse que ela era muito importante para mim e que eu a amava. Ela sorriu de forma meiga.

  Depois, Gaion, Alex e eu fomos para a praia. Ele estava fazendo um castelo de areia. E parecia bem mais calmo. Eu estava cavando um buraco na areia (sei lá, eu acho que fui um cachorro em outra vida. Rsrs.) e Gaion estava sentada olhando as ondas do mar. Nós duas estávamos sem a parte de cima de nossos biquínis. Estávamos sensuais até demais, mas o elfo não estava nem aí para o fato de estar sozinho em uma praia com uma elfa e uma humana. Ele só queria construir seu castelo. E Gaion estava de mau humor e resmungava baixinho.

- Esse garoto idiota... - Ela disse. - Ele deveria arranjar outra garota para gostar e não da minha.

  Sei que ela estava se referindo a mim.

Acordei.

 

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Elfa Niele




Eu não sei se ainda lembram mas o meu antigo apelido era Niele (posteriormente Nielee) e eu mudei para Layla porque sim. Lembro que uma vez eu descobri que esse era o nome de uma elfa, mas só hoje, eu decidi saber mais sobre ela e devo confessar que a achei muito engraçada, viu? kkkk.
Bem, eu gostaria de compartilhar mais sobre essa personagem aqui, até porque todo o universo dela me fascinou e posteriormente, pretendo ler os quadrinhos dela.


Niele é personagem de Holy Avenger, uma série de quadrinhos brasileira criada por Marcelo Cassaro, Rogério Saladino e J.M. Trevisan, e ilustrada por Érica Awano, Holy Avenger atingiu 42 edições publicadas mensalmente ao longo de pouco mais de três anos, tendo gerado também diversas edições especiais relacionadas ao seu universo. A série foi bicampeã do Troféu HQ Mix em 2001 e 2002 na categoria "revista seriada".
 A série deu origem ao cenário de Role Playing Game Tormenta e conta a saga de Sandro Galtran, um aspirante a ladrão, no mundo de Arton, uma terra de fantasia medieval com elfos, anões, deuses e artefatos mágicos.

  • Niele -
Idade: 92 anos.
Elfa linda e de busto farto que anda vestida apenas com pequenas tiras de couro, Niele é conhecida como a maior maga de todo o reinado. Na verdade, Niele é apenas uma barda e sua reputação se deve ao fato de possuir um artefato mágico chamado "Olho de Sszzas", forjado com um dos seis olhos do deus da traição. Este artefato permite que o usuário use qualquer magia, mesmo as não conhecidas e as que o usuário não pode utilizar naturalmente. Ela encontra Sandro quando ele faz uma tentativa "furtiva" de roubar seu rubi da virtude, mas decide ajudá-lo pois vê que ele é apaixonado por Lisandra. Niele é alegre, divertida e gosta de aprontar. Mas toda essa vitalidade esconde um segredo sombrio: no passado, Niele e sua prima, a princesa Tanya, saíram dos domínios do reino élfico de Lenórienn. Nesta ocasião, as duas foram atacadas pelo bugbear Thwor Ironfist e Tanya foi sequestrada, o que deu início ao fim da sociedade dos elfos, que se dispersaram após perderem seu reino. Niele pediu ajuda para o Paladino de Arton nessa época, mas ele se recusou por ela usar um cajado maldito, levando a uma grande controvérsia(veja a ficha do Paladino). Seu nome completo é Nielendorane; sua frase de efeito: "Sou bonita, gostosa, e adoro ser lembrada disso!". [vou usar essa kkkk] Durante a história, Niele é morta por um vilão da série, o Camaleão, mas misteriosamente volta à vida depois. Esse mistério é revelado no final da série. Quando perguntada sobre o sentido da vida, Niele disse: "Pudim de ameixa". kkkkk

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Sunna - rainha dos elfos



A Rainha dos elfos era a deusa Sunna, por eles chamada de Alfrodul, “A luz dos elfos”, saudada diariamente, no raiar e no pôr-do-sol. Os elfos sombrios a temiam porque a deusa poderia petrificá-los com apenas um olhar.
Sunna regia o ciclo do dia e os ritmos da vida agrícola, que giravam em torno do nascer e pôr do sol, dos solstícios e eclipses e garantia a sustentação da vida em uma clica de frio e terra inóspita. Chamada de “noiva brilhante do céu” E “Senhora Sol”, Sunna carregava o disco solar durante o dia, em uma carruagem dourada puxada por dois cavalos: Arvakr, “o madrugador” e Alsvin, “o veloz”, sob cujas selas havia sacos com vento para mantê-los protegidos do intenso, calor solar. Sunna se apresentava envolta por uma luz dourada, cujos raios formavam seus cabelos; horas antes do sol nascer, ela ficava sentada sobre uma rocha e fiava outro com seu fuso dourado. Para conduzir a carruagem, ela segurava um chicote e um escudo chamado Svalin (o esfriador), para proteger a terra e os seres humanos do calor excessivo e destrutivo para os raios solares.
A trajetória de Sunna era marcada por dois períodos: durante o dia ela conduzia sua carruagem dourada percorrendo e iluminando o céu, do leste para oeste. Quando anoitecia, ela mergulhava no mar ou na terra e assumia a direção de um barco puxado por um enorme peixe, iniciando um trajeto inverso, do oeste para o leste. No final da noite, antes do alvorecer, Sunna emergia lentamente do mar ou da terra, sentada novamente na sua carruagem dourada, com o brilho contido na alvorada e aumentando progressivamente seu brilho e calor.

Sunna é uma das três deusas que irão morrer no Ragnarök (junto com Bil e Hel), sendo alcançada e devorada pelos lobos Skoll e Hati, seus eternos perseguidores. Porém, antes de morrer, dará à luz a uma filha, que, no alvorecer do Novo Mundo, irá assumir seu nome e continuará sua missão (conforme descrito no Mito da Criação). É possível que sua morte se deva ao fato de ter nascido como uma mortal (Filha de Mundilfari, irmã de Mani, o regente lunar) e divinizada por Odin, devido à sua estonteante beleza e peculiar brilho dourado.
Os povos antigos que reverenciam Sunna ergueram em sua honra inúmeros círculos de pedras, destinados para a realização de rituais nas datas sagradas dos solstícios e equinócios. Um jogo antigo que foi preservado na Escandinávia e Alemanha era feito na primavera, quando jovens das comunidades “aprisionavam” uma moça no centro de um labirinto de pedras arrumadas em forma de espiral e depois a “libertavam” do seu cativeiro. Em todos os locais onde se realizavam danças e festejos primaveris, existia na proximidade um labirinto – de pedras, montículos de terra ou cavado no chão. Apesar de ter se perdido o mito que lhe deu origem, a dança em espiral permaneceu pelo menos um milênio após a cristianização. Estudiosos concluíram que o labirinto era conectado com o rito da passagem do inverno e a libertação do verão, resquícios de um antigo mito solar pan-europeu, centrado numa divindade feminina.
Foram encontrados em inúmeros lugares, da Islândia até a Itália e a Rússia, centenas de labirintos, com desenhos intrincados e associados com as danças na primavera. O cristianismo incorporou muitos dos desenhos e símbolos solares nas igrejas erguidas sobre os antigos locais sagrados pagãos. A teoria sobre a origem ártica desse ritual é apoiada pela reprodução do movimento do sol no céu nórdico pelo traçado do labirinto. Próximo ao Círculo Ártico o padrão anual do sol, é diferente, formando arcos que se expandem e criando um labirinto, como se fossem fiados pelo fuso dourado de Sunna. Acredita-se que os labirintos escandinavos foram construídos 6 mil anos atrás, pois o culto da deusa solar no extremo norte data da pré-história, conforme indicam as inscrições com motivos solares. Durante a Idade do Bronze, o ato de fiar tornou-se metáfora para a produção da luz pela deusa cósmica, e assim as antigas culturas começaram a reverenciar uma tecelã solar.


Elementos: fogo, ar.
Animais totêmicos: cavalo, águia, dragão (do fogo e do ar), lobo.
Cores: amarelo, laranja, vermelho, dourado.
Árvores: acácia “chuva de ouro”, giesta, tília.
Plantas: camomila, dente-de-leão, girassol, hipericão.
Pedras: âmbar, topázio, citrino, pedra-do-sol, diamante.
Metais: ouro.
Dia da semana: domingo.
Datas de celebração: solstício de verão ou no solstício de inverno.
Símbolos: carruagem, círculo mágico, círculo de pedras, colar, cristais, dança circular, disco, chicote, escudo, espelho, fogo, fylfotI (suástica), mandala, movimento giratório, objetos dourados, roda solar e sagrada, Sol, solstícios.
Runas: Raidho, Sowilo, Sol.
Rituais: Saudação ao Sol, rituais solares, danças circulares e giratórias, práticas de energização e vitalização, preparação da água solarizada, cura com cristais, alinhamentos dos chacras, celebrações dos solstícios com fogueiras.
Palavras-chave: autorrealização.

Vem aí: O Legado Da Banshee

Olá, queridos leitores? Como tem passado?
Gostaria de me desculpar por demorar tanto tempo a postar. Nem sempre é fácil administrar meu tempo entre os blogs e as fanfics. Por falar em fanfics, vim comunicar a todos que, em breve, postarei no Wattpad e no Social Spirit a trilogia O Legado Da Banshee “inspirada” no meu contato com os elfos e outros elementais.
Eu digo “inspirado” porque mascarei e suprimi certas coisas na história para que ela não ficasse nem longa nem sombria demais, mas o essencial – que descreve as paisagens, aparência e personalidade dos elementais (que tive oportunidade de conhecer em minhas Viagens Astrais) e a forma como interagem com humanos e uns com os outros – foi mantido.
Posteriormente, pretendo trazer também a público como começaram e como até hoje ainda o é minhas interações com os Elementais – menos encantado, mais realista e um pouco assustador -.
Na história aparecem velhos conhecidos de vocês (que já devem até estar familiarizados com os mesmos de tanto que os menciono em diversos posts) como Alfie, Marina, Gaion (minha guardiã) e Freddie – todos elfos -.
Também aparecem rostos novos (que atrai ao longo dos anos) como Kol (depois que lerem toda a história, quero que me digam, sinceramente, se sou sortuda ou azarada por conhecê-lo), Suoni, Bree e Dean (estes dois últimos são djins da luz azul ou Marid).
Adaptei a história para que ela se ajustasse um pouquinho ao estilo de OUAT (por falta de uma comparação melhor), portanto, podem esperar por uma Elfland urbana onde elfos se adaptaram perfeitamente a modernidade e tecnologia, embora, ainda possuam a boa e velha magia nas pontas dos dedos.
Eu não ousei me colocar diretamente na história porque cedo ou tarde, minha mãe acabará lendo e (por mais que ela saiba que sou eu ali porque costumo contar a ela a maioria das coisas que vejo) e eu fico com um pouco de vergonha, por isso, criei uma personagem com uma aparência que eu mataria pra ter, estilo escocesa (amo escoceses) que será representada ou por Alina Kovalenko ou Karen Gillan (vamos ver quem a capista consegue colocar na capa).
A protagonista deve se chamar Amélia (era pra ser Mariana, mas aí as pessoas poderiam confundir com Marina) e, em vez de viver entre duas realidades como eu, será levada de vez para o reino feérico para que sua experiência seja ininterrupta. Se ela retornará depois para sua realidade, já não sei, porque a história serve mais pra ilustrar o reino elemental e seus habitantes. Não significa, no entanto, que não tenha um roteiro a seguir porque eu pensei nisso e esperei tempo o suficiente até que eu conseguisse deixar a elfland (e recentemente, eu meio que retornei pros elfos porque sim cof cof Alfie cof cof).
Como é impossível contar 11 anos de experiências numa única trilogia, posteriormente, farei outra dedicada somente a Gaion porque se eu fosse contar todos os momentos em que Gaion me consolou, nossas aventuras através dos reinos e como ela me ensinou a desenvolver minhas habilidades mediúnicas, ninguém me shipparia com Alfie, Dean ou com Kol, mas com a Gaion (e com razão rsrs).
Quando postar a história (só a falta a capa e já encomendei), eu trarei um novo post com o link da mesma, mas até lá, se quiserem, podem me seguir tanto no SS quanto no Wattpad para ficarem sabendo no mesmo instante quando eu postar a história.

Meu Nick no Wattpad: @layladunwich
Meu Nick no Social Spirit: @laylawonderland

Você também pode acompanhar o meu blog Wonderland Fanfics para acessar as fichas dos personagens e, assim, ir se familiarizando com eles (são todos reais esses elementais e de meu convívio íntimo). Não sei se aprovarão o elenco que escolhi para representá-los, mas foi difícil encontrar qualquer celebridade com a aparência deles (eles me ajudaram muito, me mostrando que formas preferiam, então, não quis desagradá-los, não de todo, mantendo alguns).
Amélia é uma princesa e eu não (óbvio! Rsrs), mas me coloquei como tal porque sempre fui fascinada por princesas de contos de fadas, mas quanto a ela ser pressionada para assumir as responsabilidades para com sua família e os habitantes no geral, isso não inventei. É uma história a parte que tenho com as fadas que já me revelaram de formas bem convincentes que fui uma delas no passado.
Por agora, eu deixo a sinopse da história com vocês e espero tê-los como leitores dessa trilogia em breve!



O Legado da Banshee: Bellanandi


Sinopse: Raptada por elfos e perseguida por silfos
Amélia nem imagina que é a princesa perdida de Mag Mell.
De um lado, tem o rei Willard, pai amoroso que sente falta d filha; de outro, Suoni, a irmã da princesa e seu aliado Kol, e tem também, a rainha Miranda, a típica madrasta que apenas deseja ver a enteada bem… BEM longe e de preferência, morta e enterrada.
Alheia aos crescentes perigos que a rondam, Amélia só deseja se vir livre de seu ex noivo, Alfie, e fugir com seu amor proibido, Alex, que, ao contrário de Alfie, é doce e compreensivo, ou, ao menos, ela acha que sim… Aparências enganam e de boas intenções, o inferno está cheio.