sábado, 6 de setembro de 2014

A armadilha do suicídio

   Durante o Romantismo, folhetins de amores impossíveis circulavam entre jovens de todas as idades. O envolvimento emocional era tão grande com a história e os personagens que, quando o romance terminava em tragédia e os amantes não podiam ficar juntos, a tristeza era tão grande que centenas de pessoas se suicidaram. No Japão Medieval, era sinal de honra e coragem terminar com sua própria vida caso fosse vencido.

   Pela lei do Karma, o suicídio é um problema sério. Muitas pessoas se sentem deprimidas porque sentem, lá no fundo, aquela vontade louca de voltar pra casa. Para elas, o suicídio é uma forma de voltar para a casa. Para outras, é um jeito de fugir dos problemas. Em ambos os casos, estão enganadas.

   Sabemos que o suicídio não é bem visto porque interrompe seu processo de aprendizado. É como sair pro recreio antes da hora. Você perde a aula e só encontra um pátio vazio. Há quem diga que é preciso ter coragem para tirar a própria vida, quando nós sabemos que é preciso coragem mesmo para continuar vivendo. No fim, suicidas são pessoas que abandonaram a batalha. Por isso tendemos a ficar tão zangados com eles! Nos largaram sozinhos no campo de batalha, os cretinos! Mas para onde vão essas almas desistentes?

   Há um lugar tenebroso chamado Vale Dos Suicidas, escuro, frio, fedido e feio (parece café de repartição pública. Para lá vão os que desistiram repetidas vezes de suas vidas. Pra você ver como a Divindade é paciente, é preciso que cometamos o mesmo erro várias vezes para que nos enviem a um lugar tão horrível. Não é um lugar legal e, vale lembrar, que suicidas tendem a repetir o padrão de comportamento (fugir quando a coisa fica feia). Muitos deles acabam reencarnando como pessoas excepcionais para que sintonizem com as emoções mais básicas e não usem sua inteligência para se matar.

   Mesmo suicidas têm novas chances. Mas o caminho que trilham é doloroso demais para valer o experimento. Por isso, fica o recado. Por mais preta que a situação esteja, jamais desista. Vá até o fim! Finja que é um vídeo game e use até o último pontinho de vida para lutar e ficar. Morrer lutando, seja contra uma doença  ou para defender algo ou alguém, é mais honroso do que morrer fugindo.


Fonte: Wicca - reencarnação, número 36. Eddie Van Feu. Editora Modus.
Visite o blog oficial de Eddie Van Feu: http://omundodeeddie.blogspot.com.br

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