sábado, 30 de agosto de 2014

O que você precisa saber antes de invocar um elemental


  Antes de atrairmos um Elemental, devemos aprender o máximo possível sobre eles. Qualquer mínimo detalhe pode ser importante. Então, controle seu desespero e só tente atrair um Elemental quando souber o bastante sobre eles. Você quer atrair duendes? Ótimo. Vamos lá, me diga o que sabe sobre eles? O que são duendes? Quais as oferendas preferidas por eles? Me diga o nome do duende que rege seu signo? O que você acha que sabe sobre duendes? Conhece o lado sombrio deles? A gente tem de conhecer tanto o lado negativo quanto o positivo de um ser antes de atraí-lo para não se arrepender depois. Eu estava tão encantada pelos elfos depois de assistir O Senhor Dos Anéis e escrever um fanfic sobre elfos que pensei que sabia tudo sobre eles. E fui correndo contatá-los. Resultado: Deu no que deu! 
   Vocês não querem terminar maluquinhos como eu, né? Então, vamos com calma. Estude o lado bom e também o lado ruim de um ser. Não tampe o sol com a peneira e nem bote a mão no fogo por nenhum elemental para não se queimar. Eu, antes, ignorava qualquer coisa ruim que ouvia ou lia a respeito dos elfos porque para mim, eles eram criaturas perfeitas e ponto. Se eu tivesse sido menos boba e lido que eles podiam ser estupradores, obsessivos e possessivos e provocar pesadelos, eu NUNCA que teria invocado eles! 
    Veja bem onde você está amarrando seu jegue. Certos elementais só são bonzinhos nos filmes.
   Quando eu era criança, pensava que os duendes eram fofinhos e bonzinhos como nos filmes, mas mais tarde, eu descobri que eles eram maus, pervertidos e encrenqueiros. E, pensar que eu fiz de tudo para atraí-los... Ainda bem que foram os elfos! Apesar de tudo, os elfos são belos e entre ser assediada por um belo elfo ou duende horrendo, prefiro o elfo!

    Mas Dani, não existem duendes bonzinhos?

   Pode ser que sim, mas eu não me arriscaria. Encontrar um duende do bem é como encontrar água no deserto...
  Pode até ser que você dê sorte e atraia um duende do bem, mas isso seria raro porque os duendes já são naturalmente malvadinhos. É a natureza deles. Mas se você também é malvadinho, ótimo. Vocês vão se entender bem. Existe um elemental para cada tipo de pessoa nesse mundo. Claro que nem sempre o elemental que tem mais haver com a gente é o nosso preferido, mas isso não tem nada haver com a sua vontade. São os elementais que nos escolhem e não nós quem os escolhemos! Meta isso na sua cabeça e busque um elemental que combine com você, com sua personalidade, com o seu jeito de ser. Se você não for compatível ao elemental ou ao elemento que deseja contatar, vai fracassar. Quer pagar para ver? É a voz da experiência falando aqui!

Quero ver fadas!

  Oh, eu também! Mas querer não é o mesmo que poder. Certo?
 Nem todo mundo pode ver fadas, por vários motivos:
  1. Falta de dons;
  2. Incompatibilidade com o Elemento Ar;
  3. Afinidade com a natureza e com os animais zero;
  4. Descrença
 Muitas pessoas querem ver fadas, mas não são nem bruxos nem wiccanos. Como é isso? Se você não tiver um dom (ver espíritos, ouvir vozes ou sentir a presença de espíritos, dentre outros), como espera ver uma fada? Fala sério!
   Antes de tudo, descubra seu dom e trabalhe ele. Todo mundo tem um dom. É só descobrir e exercitá-lo. Sem isso, a mágica dificilmente acontece.

   Outra coisa importante é sua fé! Não adianta falar: "Ah, eu vou invocar os elementais só para saber se eles são reais ou não". Pessoas que fazem isso, ou perdem seu tempo ou se ferram feio, porque enquanto elementais sérios não perdem tempo com humanos tolos, os elementais perversos adoram aterrorizar humanos bobões. Depois se sua casa parecer assombrada, nem venha me reclamar porque é um problema seu e nem me interessa!
   A fé move montanhas, certo? Use sua fé. Acreditar é fácil, basta abrir seu coração.

   Tente ficar mais próximo da natureza e dos animais. Ah, mas eu moro num apê! Grande coisa! Não tem espaço para um vasinho pequeno de planta, um aquário pequeno ou um cristal que seja? E quanto aos animais, você deve ter um cachorro, um gato, um periquito ou um furão que seja. Dê atenção e carinho ao seu bichinho! Se não tem um bicho, considere despertar seu Totem ou Animal Guardião.

   Reserve um cantinho da sua casa para meditar. Tente montar um altar camuflado se você for menor de idade. Não é tão difícil assim! Você pode colocar as imagens e os símbolos dos elementais discretamente em um espacinho na sua estante e falar para os outros que é enfeite. Use a sua imaginação, criatura! Coisa mais fácil é enganar "trouxa". 

   Varetas de incenso podem ser usadas com a velha desculpa: É para perfumar o ambiente!
Velas, minta que são para a santinha de sua devoção ou para seu anjo da guarda - essa vai colar facinho se você for católico.
   Eu me sinto meio má, ensinando vocês a fazerem as coisas escondido, mas se eu vou para a Elfland de qualquer jeito e você são irremediavelmente inocentes, não há outro remédio!
   
Quem não tem liberdade para praticar wicca, deve se virar da melhor forma que puder. Se não pode comprar imagens dos elementais, apele para o básico do básico; Uma pena, Uma pedrinha comum mesmo, Uma concha e Uma pedrinha de carvão deve ser o bastante para representar os Elementos. Guarde numa caixinha em seu guarda-roupa. Ou sei lá. Ainda bem que ninguém mexe nas minhas coisas senão eu arranco os dedos. 
    Medite. Eu era péssima em meditar, mas me esforcei ao máximo e hoje medito facilmente. Nada vem fácil! Se você tem problema em concentrar, trabalhe sua mente, através da auto-sugestão. Diga a si mesmo: Eu quero que o mundo se expluda. Agora, estou meditando e vou relaxar. Vou ficar como a Ke$ha ou Lady Gaga. Tranquilo e calmo. Simples! Nosso cérebro obedece nossos comandos. Portanto, se você dizer a si mesmo que vai relaxar e se concentrar, você vai relaxar e se concentrar. É uma questão de treinamento apenas. Todo o poder de uma bruxa vem de sua mente. Por isso, se você não aprender a domar a sua mente, nunca vai ser uma bruxa de verdade. Dá trabalho? Dá. É cansativo? É. Mas, no fim, vale a pena. E ninguém disse que seria fácil. Magia é para os fortes. 

Quer atrair os seres da Terra?

 

   Sente-se no chão. Ande descalço. Abrace as árvores. Plante alguma coisa. Se tem medo de se sujar, então, esse não é o elemento certo para você.
   Esses elementais são naturalmente ligados à gente do campo que a gente da cidade. Justamente porque nós, da cidade, somos muito frescos e cheios de não me toque. O povo do campo, não.
  Velas e cristais são necessários para se trabalhar com esse elemento.

E que tal as ninfas?

  Para atraí-las é necessário uma sensibilidade e tanto porque se importar com árvores e plantas não é para qualquer um. Falar com as ninfas, exige deixar de ver uma árvore apenas como uma árvore e vê-la como algo vivo, com uma alma. Para uns, isso soa como loucura. Eu sei. Soava para mim, mas uma vez que se abre os olhos e se acredita em ninfas, sua visão muda e você se torna mais consciente do mundo à sua volta. Aliás, as ninfas são o caminho mais fácil e seguro para se chegar às fadas. Fadas e ninfas são muito ligadas e se dão muito bem.
   Velas, incensos e plantas são necessários para se comunicar com elas, além da água que nesse caso pode ser representada por um copo de vidro com... Água.

E os elementais do Fogo?

   Esses camaradinhas detestam gente fraca e medrosa! Eles são aventureiros, impulsivos e destemidos.
  Quem quer atrair esses elementais, tem de trabalhar com velas, incensos e com o caldeirão. Mas, especialmente, velas. Sem elas, a magia não acontece. Não para esse elemento.


   Será que agora deu para sacarem um pouco mais de como é que a banda toca? Eu não preciso desenhar, né? XD

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Ervas mágicas


Alecrim


Usada para afastar olho gordo. É também a erva da juventude eterna, do amor, amizade e alegria de viver.
  Se colocada em baixo do travesseiro, afasta os pesadelos.
É considerada um poderoso estimulante natural, favorecendo as atividades mentais, estudos e trabalho. Favorece e fortifica o ânimo das pessoas. No ambiente, agindo em conjunto com a arruda, "segura" as energias de inveja, mau olhado e fofocas. Pode ser usada no vasinho ou queimada seca como defumação. Pode se tomar banhos fazendo uma infusão com a erva.


Sálvia


  Protege contra feitiços.

Manjericão


Tem a propriedade de acalmar e trazer paz de espírito a todos.

Camomila


Contra dor de cabeça, calmante, combate a TPM.

Cidreira


Ansiedade, enxaqueca, dores musculares, ideal para quem pressão alta.

Hortelã


Indicada para rinite, nariz entupido, tosse.

Lírio

 

 A flor preferida dos elfos.
Se plantada no jardim, afasta fantasmas e energias negativas. Evita pessoas invejosas. O lírio é também um bom antídoto contra feitiços de amor e com esse propósito, devemos oferecê-lo a pessoa suspeita do delito. Plante lírio em seu jardim para atrair os seres feéricos nobres e serviçais, principalmente reis e rainhas dos elfos.

Violetas

 

A flor preferida dos gnomos e duendes.
Absorvem feitiços do mal. A fragrância acalma e limpa a mente.
Se você deseja atrair as bençãos dos gnomos benignos, cultive essa planta nos quatro cantos de sua casa. Faça uma coroa de violetas e use-a na Lua-Cheia para ver o rei dos gnomos.
 

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Reencarnação familiar - part. 2


Escolhendo os pais


É comum o relato de crianças contando sobre quanto ficaram empolgadas quando escolheram seus pais. Porém, muitos pais perdem a oportunidade de aprender com seus filhos por que foram escolhidos porque não levam a sério as afirmativas dos filhos, considerando-as frutos da imaginação ou apenas mais uma das gracinhas que as crianças dizem.
  Os pais de Jessa, entretanto, não podiam ignorar suas afirmações. Ela falava constantemente sobre a esfera espiritual.

  Não somos uma família religiosa, mas desde os 2 anos Jessa nos conta histórias sobre Deus. Ela disse que, antes de nascer, nos escolheu como pais porque precisávamos de alguém como ela em nossas vidas! Jessa afirmou que, antes de ser filha de Deus, teve outros pais, Michael e Susan, que morreram num incêndio. Então, descreveu uma pequena casa de madeira. Ela fala sem parar sobre a morte e por que não precisamos temê-la. E nos diz pra não ficarmos tristes com o recente falecimento de seus avós porque eles estão num lugar lindo e sereno.

  A história que se segue é a lembrança pura de uma alma arrependida que agora está no corpo de uma criança de 3 anos. É um exemplo pungente de alguém que voltou para reparar o mal que causou anos atrás. Numa conversa telefônica, sua mãe, Carrie, me descreveu o que aconteceu:

Eu estava lendo quando Amanda chegou e, de repente, disse: "Mamãe, você se lembra de muito, muito tempo atrás, antes de você nascer?" Respondi que não, deixando o livro de lado para dar a Amanda toda a minha atenção. Com a voz séria, ela me informou, da maneira mais casual possível: "Eu matei você!"
   Sem demonstrar surpresa ou descrença, perguntei porque ela havia feito isso e ela respondeu: "Eu estava com muita raiva de você". O rosto de Amanda tinha uma expressão triste. Ela se aproximou e se encolheu no sofá, perto de mim. Pedi que me contasse como me matou. "Com uma espingarda". Eu não esperava uma coisa dessas! Fiquei curiosa em saber como ela se sentia sobre tudo isso e perguntei: "Bem, se foi isso o que aconteceu, o que nós estamos fazendo agora?"  A resposta de Amanda me fez gelar: "Mamãe, eu fiquei tão triste por você. Queria ser sua amiga de novo. Nunca mais vou fazer isso. Eu só quero ser da sua família agora". Atualmente, temos um ótimo relacionamento. Mas eu me lembro das várias vezes em que, sem nenhuma razão aparente, Amanda dizia: "Estou tão triste por você. Deixa eu segurar sua mão".  Depois de ela ter dito que me matou numa vida anterior, tudo faz sentido. Acho que ela vem tentando reparar o seu erro e me compensar pelo que fez.
   Lembro-me que no seu livro você disse que os pais podem ajudar uma criança a elaborar as memórias de uma vida anterior. Então, algumas noites depois, quando conversávamos antes da hora de dormir, eu disse de maneira mais casual possível: "Amanda, você se lembra de alguma coisa antes do meu nascimento?" Ela respondeu: "Lembro, mas não quero mais falar sobre isso. Eu era um homem muito mau. E fico muito triste". Procurei tranquilizá-la: "Amanda, se isso deixa você triste, tudo bem. Só quero que entenda que eu a perdoo por qualquer coisa que tenha acontecido e que agora estamos numa outra vida. Eu a amo muito e você é minha filha". Ela me abraçou e disse: "Mamãe, eu amo você demais". Essa foi a última vez que Amanda afirmou se sentir livre por mim.

Juro sem cruzar os dedos

 

   Uma amiga me contou essa história sobre sua filha e sua sobrinha - primas e amigas inseparáveis. Ela nos mostra a força da influência dos guias na determinação da data e do lugar para o retorno da alma.

  Estávamos passando as férias em nossa casa de praia que sempre dividíamos com a família do meu irmão. Rebecca, a babá, chegou da praia balançando a cabeça e dizendo: "Essas meninas vivem no mundo da lua! Vocês precisam ouvir as histórias que elas inventam. Mas como elas me fizeram jurar segredo, não posso contar nada a vocês!"
   Rebecca estava falando sobre minha sobrinha de 7 anos, Sarah, e minha filha, Charlotte, um ano mais nova. Embora, só se vissem duas ou três vezes por ano, eram muito unidas. Na verdade, pareciam mais irmãs do que primas, e eram tão sintonizadas que a comunicação verbal entre elas, era reduzida ao mínimo.
   Curiosa para saber da nova história, fui até a praia. Encontrei as duas vestidas exatamente iguais, com lindos vestidos, fitas de cabelo cor-de-rosa e tênis azuis. Estavam rindo de alguma coisa. Interrompi: "Rebecca disse que vocês estão inventando umas histórias bem interessantes. Talvez, queiram me contar alguma".
   Quando ouviram meu pedido, as duas meninas gelaram. Entreolharam-se e, após um longo minuto de silêncio, Charlotte falou: "Mamãe, isso é uma coisa muito difícil de dizer. Não sei se vou saber explicar. Bem, só eu e Sarah, e agora Rebecca, sabemos disso. Por isso, você tem que prometer que não vai contar a ninguém". Levantei as mãos e jurei segredo absoluto.
   Satisfeita com nosso pacto, Charlotte começou: " Não fique aborrecida, mamãe, porque é uma história esquisita. Quando partimos para essa vida, Sarah e eu devíamos ter vindo juntas. Nós éramos gêmeas e tínhamos que estar na barriga de Tricia (minha cunhada). Mas, um pouco antes da partida, aquela pessoa me segurou. Você se lembra Sarah? Lembra-se do que ela me disse?"
   Com uma expressão séria, Sarah concordou: "Ela disse que você não podia vir. Que ainda não estava na sua hora, mas que ia dar um jeito para que nós ficarmos sempre juntas. Disse que você ia ter de esperar, o porque a deixou muito aborrecida. Mas olha só! Estamos aqui! Ela cumpriu a promessa" As meninas se abraçaram enquanto eu refletia sobre aquela história espantosa. Eu sabia o suficiente sobre reencarnação - e sobre aquele incrível vínculo entre elas - para aceitar a veracidade do relato que acabar de ouvir.

   Após atravessarmos todo o processo de planejamento e escolhermos nossas vidas, por que poucos de nós se lembram desses momentos, como o que foi narrado pelas primas?  Essa amnésia tem um importante objetivo. Segundo Joel Whitton, permite à pessoa embarcar na nova vida sem os impedimentos de ecos confusos de boas e más atitudes do passado. Ele explica que em almas que experimentaram a luz, amnésia também evita anseios e saudades devido a tudo o que foi deixado para trás.
   Algumas vezes, porém, a amnésia não é total, e algumas memórias do mundo espiritual permanecem. Na história que se segue, um menino de quatro anos se lembrou de um momento crucial do processo de planejamento de sua vida e contou ao pai. Muitos anos depois, a informação ajudou esse pai a lidar com a dor de uma tragédia inimaginável.

Lembrando-se do plano

  David Schultz era um lutador aclamado internacionalmente. Vencera o campeonato norte americano quatro vezes e ganhara medalhas de ouro nas Olimpíadas de 1984. Por causa de seu amor pelo esporte e de seu entusiasmo pela vida, era considerado o embaixador da amizade pelas pessoas que o conheciam em todo o mundo. Mesmo os seus oponentes, principalmente os russos, o consideravam um grande amigo.
   No dia 26 de janeiro de 1996, David foi assassinado. Centenas de pessoas assistiram ao seu enterro. O pai do lutador, Philip, contou essa história em seu discurso de louvor ao filho. Todas as pessoas na sala ouviram em silêncio o relato de Philip, e uma onda de emoção varreu a plateia. Philip escreveu a história completa para que eu pudesse compartilhá-la com você nesse livro:

  Quando minha Nora me ligou para dizer que David estava morto, não pude conter meu choque e minha descrença, perguntando em soluços: "Por quê?" Na minha angústia, eu continuava a repetir a mesma pergunta. Tudo o que eu sabia era que tinha perdido o meu filho, a alma mais preciosa que jamais conhecera.
   Em meio a toda aquela dor, de repente me lembrei de uma história que David me contara quando tinha 4 anos. Na época em que ele compartilhou comigo essa visão especial, eu me senti totalmente envolvido por suas palavras e fiquei admirado pela maneira detalhada e madura que me fez seu relato.
   Jamais me esqueci daquela momento. E agora essa história traz consolo para mim, para a família de David e para a sua multidão de amigos. Estou convencido de que é absolutamente verdadeira e que eu estava destinado a ouvi-la, lembrar-me dela e contá-la hoje,
   Há 32 anos, David e eu caminhávamos de mãos dadas por uma árvore próximo à nossa casa. Lembro-me do infinito prazer que senti naquele momento que passávamos juntos. David tropeçava a todo instante, mas destemido, continuava a caminhar.
   Depois do segundo tropeço, ele segurou minha mão com mais força. Então, parou e, com os olhos bem abertos de admiração e prazer, disse: "Tenho um segredo muito, muito grande para te contar. Mas você tem que me prometer que não vai contar nada a ninguém". Prometi e ele continuou: "E você não pode rir de mim". Eu disse que nunca riria dele. Então, David ficou sério e continuou: "Porque isso aconteceu antes que eu nascesse e aconteceu lá no céu, lá em cima, nas nuvens".
   Minha boca estava aberta em total surpresa e expectativa. Perguntei: "E então, filhinho, o que aconteceu?" David falou: "Bem, você sabe, estavam aqueles 12 homens" Interrompi, incrédulo: "Doze homens? Você contou?" Parecendo mais velho do que seus 4 anos, e com os olhos brilhando de alegria, continuou: "Isso mesmo, 12. Eu contei. Estavam numa roda, como se estivessem sentados em volta de uma nuvem ou de uma mesa. Vi que tinham rostos, mas não tinham corpo. Um deles disse que eu tinha de descer aqui, bem aqui embaixo. Tinha que vir para ser testado".
   Perplexo, disse ao meu filho que aquela história era muito interessante. E perguntei:
"Você vai passar no teste?"  David parou de apertar minha mão e deu um sorriso de satisfação: "Vou, sim!" Fiquei aliviado com a resposta. Caminhamos um pouco mais em silêncio. Então, ele parou e olhou para mim, radiante: "Mas eu não vou ficar aqui por muito tempo".
   Nesse instante, David soltou a minha mão e saiu para brincar, me deixando sozinho, refletindo sobre aquela extraordinária parábola. Nunca mencionei o assunto, como havia prometido. Até agora.
    Não é preciso dizer que essa história me trouxe paz e deu sentido à terrível tragédia que acabávamos de viver. E eu me senti invadido por uma enorme onda de ternura, amor e admiração por meu filho.


*Texto retirado do livro: O Amor Me Trouxe De Volta, de Carol Bowman.
Editora Sextante.

Reencarnação familiar - part 1


 Quando eu era bem pequena, acreditava que quando um bebê nascia uma sábia cegonha o deixava cair pela chaminé da casa da família que o esperava. Quando cresci, minhas noções infantis deram lugar ao reconhecimento científico de que os bebês nascem do útero de suas mães. Já perto dos 9 anos, recebi de presente um livro que descrevia o processo da reprodução, mas ainda deixava sem resposta um mistério: Por que nascemos em determinada família e não em outra? 
   Busquei nas minhas noções religiosas de um Deus poderoso e onisciente alguma maneira de preencher o vazio de meu entendimento. Imaginei Deus num paraíso cheio de nuvens, escolhendo pais para bebês que, em fila, esperavam para nascer. Concluí que a família em que nascemos é uma questão de sorte decidida por Deus . Porém, essa explicação me deixava inquieta. Não podia entender como Deus escolhia oferecer a algumas crianças um bom lar, enquanto outras eram condenadas a morrer na guerra ou de fome. Havia algo faltando nessa minha interpretação.
  
  Muitos anos depois, continuo fascinada pela questão de como nossa próxima vida é decidida. Mas agora ela é uma reflexão séria e vital para o meu trabalho. Passei muito tempo explorando essa ideia e, quanto mais aprendo, mais me convenço de que existem coisas que podemos saber sobre como escolhemos nossa próxima existência. Não se trata de um mistério impenetrável.
   A questão da escolha é de importância crucial no estudo da reencarnação familiar. Muitas pessoas presumem que não nos é dada a chance de escolher a nossa próxima existência, e essa crença as impede de aceitar a possibilidade da reencarnação em família. Acham que a distribuição de espíritos se dá de maneira aleatória ou que é, no máximo, um processo regido pelas leis naturais do carma ou pelos caprichos de um ser divino. Assim, se o espírito não tem escolha, a chance de um deles retornar para a mesma família é de uma em milhões.
    Mas, em minhas pesquisas, encontrei centenas de casos de retorno na mesma família, o que indica que a reencarnação não é um processo aleatório. Se os espíritos não tivessem escolha, não veríamos nenhum caso desse tipo. Outro sinal desse fato vem das afirmações das próprias crianças. Algumas guardam memórias claras de sua existência "antes de eu ter nascido" e transmitem, com convicção, conceitos diferentes das crenças dos próprios pais no que se refere ao paraíso e à existência antes de nascer.

  Em 1979, Helen Wambach, uma experiente terapeuta de vidas passadas, foi a primeira a publicar relatos sobre o estado de intervida (período entre as encarnações). Em seu livro Vida Antes Da Vida, descreve sua pesquisa sobre o tempo antes da concepção e do nascimento. Ela criou experimentos nos quais várias pessoas foram simultaneamente hipnotizadas e submetidas ao processo de regressão. Logo em seguida, Wambach pediu-lhes que escrevessem as respostas a uma série de perguntas sobre suas memórias antes do nascimento. Entre elas, "Você escolheu nascer?", "Como se sentiu a respeito de começar sua nova vida?", "Já conhecia sua mãe atual?" e "O que aconteceu após a concepção?". Ela compilou e analisou os dados de 750 regressões para construir um modelo do processo que acontece antes do nascimento.
   Na mesma época, o psiquiatra canadense Joel Whitton coletava dados similares a partir dos relatos de seus clientes de terapias de vidas passadas, publicados em 1884 com o título de Vida Transição Vida. Em 1994, o pesquisador e hipnoterapeuta Michael Newton, da Califórnia, publicou Journey Of The Souls (Jornada Das Almas), a culminância de 20 anos de testemunhos de seus pacientes. O objetivo por trás de todas as atividades celestiais relatadas pelos três pesquisadores é o mesmo: Os espíritos estão concentrados em planejar a próxima reencarnação com base nas lições que aprenderam na anterior.

  Baseada nas informações dessa variadas fontes, chego à conclusão de que, embora haja muitas coisas que o nosso cérebro jamais conseguirá compreender, é possível concluir que os espíritos têm algum grau de escolha quanto ao lugar e ao momento em que reencarnar. Quando analisamos os fatores que influenciam a decisão de um espírito, torna-se claro que a opção por continuar um relacionamento dentro da mesma família não só é possível como, algumas vezes, é a escolha mais lógica e natural.


Revisão de vida


  Para o planejamento de uma nova vida, o primeiro passo do espírito é rever e avaliar sua última encarnação. Algumas pessoas relatam que, com a ajuda de guias, o espírito penetra em algo semelhante a um filme em três dimensões ou uma visão holográfica da vida recém - deixada. Cada momento daquela existência é revivido em detalhes sensoriais completos. O espírito percebe instantaneamente as intenções por trás de cada uma das atitudes e sente com total força emocional os efeitos que elas causaram nas outras pessoas. Essas descobertas podem ser prazerosas, tristes, dolorosas - mas são sempre esclarecedoras.
   Por meio desse processo de retrospectiva, o espírito observa e julga suas próprias ações e intenções. Os guias nunca julgam ou condenam. Pelo contrário, eles oferecem todo o seu apoio e podem ajudar abrandando um julgamento por demais severo que um espírito faça de si mesmo, mostrando-lhe seus sucessos e suas falhas no contexto mais amplo de seu desempenho em várias encarnações.

Por que os espíritos retornam?

  Existe uma clara inteligência moral por trás desse processo de revisão de vida. Mas o alto padrão moral não é imposto pelo julgamento dos guias ou de qualquer outra autoridade externa. Ele é autoimposto. O espírito emprega o seu senso inato de certo e errado para avaliar seu desempenho passado.
  A incorporação de um padrão moral parece ser a força motriz por trás da reencarnação, uma vez que o espírito luta para se tornar um ser verdadeiramente amoroso e compassivo. Exercitando sua livre escolha, percorre longos caminhos em direção ao seu objetivo numa existência, tropeça e cai de cara no chão numa outra, machucando a si mesmo e aos outros.
  A beleza desse processo é que ele é autocorretivo. Cada encarnação nos oferece a oportunidade de melhorar nossos erros, por mais cruéis que tenham sido, em vez de sermos eternamente condenados por eles. E também nos confere infinitas oportunidades de compreender o que quer que precisemos aprender sobre a condição humana. Por isso, o objetivo da revisão de vida e do planejamento é escolher uma encarnação com a medida certa de desafios e oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento.
   A primeira decisão é se iremos ou não retornar. Não está determinado que todos os espíritos precisam retornar à Terra, pelo menos não imediatamente. Na amostra de 750 clientes de Helen Wambach, 81% disseram se lembrar entre nascer ou permanecer desencarnado. Embora escolhessem voltar, quase todos encararam com relutância a vida que se aproximava. Viram-na mais como um dever, algo desagradável que tinham que fazer para alcançar o desenvolvimento espiritual. Não é difícil imaginar a relutância do espírito em deixar um lugar de amor incondicional para retornar a um mundo imperfeito onde há lutas e dor. Mas o desejo de iluminação, o anseio por unir-se a Deus, é mais forte que qualquer sofrimento na Terra.
    Após a revisão, se o espírito for capaz de compreender suas próprias necessidades e objetivos e se tomar a decisão de voltar à Terra, estará pronto para começar o estágio de planejamento de sua próxima encarnação. É hora de escolher uma vida.

Planejando uma vida

   Todos os estudos de regressão demonstram que o processo de planejamento é feito em colaboração com os guias espirituais. São eles que apresentam ao espírito as opções para a próxima vida. Suas atitudes anteriores, ou carma, determinam os parâmetros e limites das opções. Com base em seu desempenho passado, o espírito recebe um cardápio de vidas que poderão lhe ensinar as lições que precisa aprender. Ele não tem uma escolha ilimitada. Se fosse esse o caso, por que alguém escolheria uma vida de tragédias e sofrimentos?
   Mesmo com o carma limitando as opções, o espírito ainda pode escolher entre um número enorme de vidas. Esta escolha é muito complexa: a decisão deve considerar não apenas as suas necessidades, mas coordená-las com os planos e as necessidades dos espíritos com os quais se espera unir - principalmente os pais. Embora seja impossível para os limites da nossa compreensão ter uma ideia de todas as variáveis que fazem parte da decisão de encarnar, podemos falar sobre as mais óbvias.
   Em primeiro lugar, é preciso considerar o corpo físico. Os estudos de casos sugerem que os atributos físicos fazem parte do pacote que o espírito seleciona para alcançar o que precisa aprender em sua próxima existência. Escolher um corpo com alguma incapacidade, por exemplo, pode acelerar o desenvolvimento de sua alma pelo fato de lhe dar a oportunidade de aprender a vencer obstáculos ou de se concentrar no desenvolvimento intelectual. Já um belo corpo pode trazer lições sobre vaidade e aparência. A escolha envolve o equilíbrio entre o desejo de estar com certos pais, que tem um pacote genético específico, e a necessidade de ter determinadas características físicas. Talvez o espírito possa influenciar o corpo que se forma, apesar das características genéticas, como sugere os casos de marcas ou defeitos de nascença.
    Os relacionamentos são vitais para o nosso aprendizado e crescimento espiritual. Assim, planejar a reunião com certas almas na vida que se aproxima é de importância crucial. Todos os estudos apontam para o fato de que reencarnamos com quem tivemos alguma proximidade em outras vidas. Para aprender a perdoar, podemos escolher voltar para alguém que nos feriu. Ou vice-versa: podemos voltar para alguém a quem tenhamos ferido para reparar nossos erros e pagar uma dívida cármica.
   Graças à importância dos relacionamentos e à intensidade das relações familiares, é claro que o espírito tem inúmeras razões para retornar à família que acabou de deixar. Acredito ser por este motivo que a reencarnação familiar seja tão comum. A escolha dos pais é a decisão mais crítica do processo de planejamento porque ela determina  o cenário da existência que está por vir. Não é de estranhar que crianças pequenas pareçam se lembrar de ter escolhido seus pais mais do que qualquer outro aspecto de seu período antes de nascer. Elas geralmente dizem aos pais que os escolheram, afirmando que foi por decisão própria ou que foram orientadas por seus guias.

 Continue lendo:
http://gnomoslevadosduendestravessos.blogspot.com.br/2014/08/reencarnacao-familiar-part-2.html

* Texto retirado do livro: O Amor Me Trouxe De Volta, de Carol Bowman (autora de Crianças e suas vidas passadas). ISBN 978-85-7542-517-6  Sextante.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Duende Trauko

http://dibujando.net/files/fs/p/i/2012/365/trauko_47395.jpg
O Trauco ou Trauko, segundo a mitologia Chilota tradicional do Chiloé, é uma criatura mítica humanóide de baixa estatura, com as pernas sem pés, similar a um duende, que vive nas florestas profundas.

O Trauco é uma entidade mítica que habita as matas de Chiloé, uma ilha no sul do Chile. Homens de Chiloé temem o Trauco, cujo olhar pode ser mortal. Tem um poderoso magnetismo, semelhante ao do Íncubo, que atrai mulheres jovens e de meia-idade.

A mulher que for selecionada pelo Trauco vai até ele, mesmo se estiver dormindo, e cai arrebatado aos seus pés. As mulheres escolhidas pelo Trauco não resistem à atração mágica e concordam em ter relações sexuais com o ele. Assim, o Trauco às vezes é utilizado como explicação para uma gravidez indesejada, principalmente em mulheres solteiras; as pessoas assumem ser o Trauco o pai ausente. Isto isenta a mulher de culpa, porque o poder do Trauco é irresistível.

De acordo com o mito, a esposa do Trauco é a maligna e feia Fiura.