domingo, 13 de julho de 2014

A velha medonha

  Quando meu tio Jorge era adolescente, ele tinha um hábito estranho de se levantar toda madrugada e urinar em um canto da sala, em um vaso grande de planta.
Minha avó sempre o advertia a não fazer isso, mas ele dizia que não conseguia evitar, que era algo que ele fazia de forma inconsciente (como um sonâmbulo).
  Uma vez, ele se levantou e foi urinar no mesmo lugar de sempre quando ouviu um barulho no corredor e viu uma coisa que o assustou muito: Uma velha horrenda, usando um véu transparente que lhe cobria todo o rosto, veio caminhando na direção dele. Não preciso nem dizer que ele correu para o quarto e nunca mais urinou no vaso de plantas de minha avó.

  Em outra ocasião, quando a minha mãe estava grávida de mim, ela viu uma velha descrita como a mesma do relato acima, caminhando em sua direção - minha mãe tinha saído da fazenda onde morava com meu pai para passar um fim de semana com minha avó -. Ela estava deitada no sofá. E ficou tão assustada que não conseguiu se mexer ou gritar. Quando a velha esticou a mão para tocá-la, minha mãe conseguiu se mover e cobriu a cabeça. Puxaram o cobertor e minha mãe gritou. Assustando minha vó.
- Se acalme. Sou eu. - Disse minha avó. - Ouvi você gemendo e chorando do meu quarto e vim ver se estava tudo bem.
Minha mãe contou que havia visto uma velha e minha avó disse que tempos atrás, seu filho Jorge, irmão de minha mãe, também havia visto essa tal velha. As duas deduziram que a casa era assombrada. Essa casa existe até hoje. Vou pedir pra minha mãe me levar até o local para que eu possa tirar umas fotos. Mas não prometo entrar nessa casa nem que me paguem.

A mão que balança o berço


  Minha avó contou que quando eu ainda era um bebê aconteceu algo sobrenatural que ela jamais pode esquecer.
Em uma noite, ela acordou com meu choro - eu chorava muito quando era bebê- e olhou para o meu berço, que ficava em seu quarto (depois que meu pai morreu, minha mãe se mudou para a casa de minha avó). Estava escuro, mas ela conseguiu ver uma mão branca se aproximando de mim e ouviu também uma voz dizendo:
- Gláucia, eu vim te buscar!
Minha avó ficou petrificada por alguns minutos, até reagir. Levantar-se e acender a luz.

Fico imaginando, se isso realmente aconteceu, o que foi isso? Um espírito desencarnado que me conheceu de outra vida e veio me "buscar" (matar)? Será que este espírito ainda me segue? Isso me deixa assustada.

Changelings



     Os Changelings são impostores do mundo das fadas.
Segundo o folclore celta, as fadas são uma raça quase em extinção, com uma decadência genética que é passada de mãe para filho. Numa tentativa desesperada de fortalecer sua espécie com sangue forte, elas seus bebês, mais fracos e doentes por bebês humanos e saudáveis.
Normalmente, o bebê trocado pelas fadas é muito pequeno,frágil e doente e nunca obtêm um crescimento natural. Quando chega aos vinte anos de idade tem a altura de dez, isso com sorte, pois geralmente, não alcança essa idade.
Existem ainda outras versões que as fadas deixam no lugar da criança um velho elfo que assumiria a forma de uma criança raquitica que morre em poucos dias, e há também as que asseguram que é realmente um pedaço de madeira ou marionete que, por encanto especial,tem a forma da criança roubada.
Katharine Briggs, em seu "Diccionario de las Hadas" , diz que há três tipos de changelings ou impostores:

  1.  Um pedaço de madeira ou marionete é o método que costumam usar na troca de pessoas adultas capturadas. Esse é o caso das amas de leite ou parteiras, representando a cópia exata da dita pessoa.
  2.  O enfermo bebê da fada, a quem o nutritivo leite da mãe humana pode dar-lhe a oportunidade de salvação. A fada ficaria com o bebê humano saudável.
  3. A fada velha e enrugada que, cansada de sua vida, prefere ser alimentada e mimada por sua mãe adotiva, transformando-se para ela em uma criança.

Na Grã-Bretanha, existem sortilégios e conjuros mágicos que pode se realizar para descobrir se uma criança foi trocada pelas fadas. Um deles consiste em pegar uma dúzias de ovos e colocá-los em uma panela com água fervendo. Se a criança for um elfo ou um changeling começará a falar (algo que não seria possível devido à pouca idade) com expressões como esta:

"- Que estás preparando mamãe?" 
Ou...
"- Estou a quinhentos anos nesse mundo e nunca vi um cozido de cascas antes."

Isso é eficaz, pois quando os impostores são muito velhos sempre acabam revelando sua idade.

Na Escócia, o povo acredita que seus crescentes desejos de tocar gaita os delata.
Outra forma de reconhecê-los é expô-los a um incêndio e cantar uma fórmula. O Changeling deixaria o corpo e subiria a chaminé.
Colocar um objeto de aço ou ferro sobre o berço de uma criança que ainda não foi batizada ou vestir a criança com a roupa do avesso ajuda a afastar os impostores.
Surpreender o Changeling como, por exemplo, produzir cerveja dentro de uma bota, pode afastá-los de vez de sua casa e quem sabe, com muita sorte, trazer o seu bebê de volta.
As crianças e adultos sequetrados pelos changelins ficam escondidas por algum tempo em subterrâneos e depois são escravizados.

Na série Sobrenatural (exibida no sbt todas as sextas-feiras, após o seriado Dois homens e meio), os Changelings tomam o lugar das crianças e se alimentam da força das mães, sugando-as pela nuca. Os Changelins podem ser identificados em espelhos, por sua aparência enrugada e demoníaca, uma fome animalesca e traços não humanos, além de uma inteligência brilhante, como destacada em um dos contos dos irmãos Grimm:

"Uma mulher, suspeitando que seu filho, na verdade, fosse um changeling, começou a fazer cerveja dentro de um casco de bolota. O Changeling observou e disse: - Estou me sentindo tão velho quanto um carvalho do mato, pois nunca vi na minha vida, cerveja ser feita em uma bolota." Depois disso, desapareceu.

   Um filme muito interessante sobre esse tema é o Caso 39 que conta a história de uma assistente social que ajuda Lilith Sullivan de 10 anos a se livrar de seus pais que tentaram assá-la viva em um forno, acreditando que ela era uma coisa maligna. A assistente social consegue uma guarda provisória da pequena Lili e a leva para sua casa. Mas fatos estranhos começam a ocorrer. Primeiro, um colega de reabilitação de Lili mata os pais no meio da noite com uma barra de ferro, logo após receber uma misteriosa ligação. Um detetive, amigo da assistente social investiga o caso e descobre que a ligação foi feita da casa da assistente social. Ela pergunta a Lili se ela ligou para a casa de seu colega, mas Lili nega. Quando o psiquiatra, namorado da assistente social morre de uma forma bizarra, ela decide ir  ao Hospital Psiquiátrico e conversar com o pai de Lili, descobre que Lili já nasceu com o mal, que é uma changeling. A assistente tenta se livrar da garota mas descobre que não é tão fácil assim. A única maneira de matar Lili seria quando ela estivesse dormindo, já que só assim, ela seria mais vulnerável. Mas Lili quase não dorme. Minha amiga Giovanna teima em dizer que Lili seria um demônio, mas acho que ela é apenas uma changeling. Enfim, demônio ou changeling... não importa! O filme é divino. Exceto o final alternativo que tem no you tube. Prefiro o final oficial.

Paralisia do sono

Paralisia do sono é uma condição caracterizada por uma paralisia temporária do corpo imediatamente após o despertar ou, com menos frequência, imediatamente antes de adormecer.

Fisiologicamente, ela é diretamente relacionada à paralisia que ocorre como uma parte natural do sono REM, a qual é conhecida como atonia REM. A paralisia do sono ocorre quando o cérebro acorda de um estado REM, mas a paralisia corporal persiste. Isto deixa a pessoa temporariamente incapaz de se mover. Além disso, o estado pode ser acompanhado por alucinações hipnagógicas.

Com frequência, a paralisia do sono é vista pela pessoa afligida como nada mais do que um sonho. Isto explica muitos relatos de sonhos nos quais as pessoas se veem deitadas na cama e incapazes de se mover. As alucinações que podem acompanhar a paralisia do sono tornam mais provável que as pessoas que sofram do problema acreditem que tudo não passou de um sonho, já que objetos completamente fantasiosos podem aparecer no quarto em meio a objetos normais.

Os sintomas da paralisia do sono incluem:
Imobilidade: Ocorre pouco antes da pessoa adormecer ou imediatamente após despertar. A pessoa não consegue mover nenhuma parte do corpo, nem falar, apesar de exercer, por vezes, controle mínimo sobre certas partes do corpo (como boca, olhos e mãos) e sobre a respiração. Esta paralisia é a mesma que acontece quando uma pessoa sonha. O cérebro paralisa os músculos para prevenir possíveis lesões, já que algumas partes do corpo podem se mover durante o sonho. Se uma pessoa acorda repentinamente, o cérebro pode pensar que ela ainda está dormindo, e manter a paralisia.

Percepções: São alucinações experimentadas pela pessoa paralisada, que, por assimilarem-se aos sonhos, acabam sendo confundidas com os mesmos. Como o a consciência durante esses eventos não é plena, não é possível determinar exatamente o que é real e o que não é. Algumas pessoas relatam visões e sons estranhos, outras a sensação peso no peito, como se alguém ou algum objeto pesado estivesse pressionando-o. Há também aqueles que relatam terem saído do corpo, ou até "flutuado".

Estes sintomas podem durar de alguns poucos segundos até vários minutos e podem ser considerados assustadores para algumas pessoas.

Muitas pessoas que frequentemente passam pela paralisia do sono também sofrem de narcolepsia. Alguns estudos sugerem que existem vários fatores que aumentam a probabilidade da ocorrência de paralisia do sono e de alucinação. Eles incluem:

  1.     indução consciente da paralisia (que também é uma técnica comum para entrar em um estado de sonho lúcido ou projeção da consciência),
  2.     agenda de sono irregular (cochilos e/ou privação do sono),
  3.     stress elevado,
  4.     mudanças súbitas no ambiente ou na vida de alguém
  5.     um sonho lúcido que imediatamente precede o episódio
  6.     sono induzido através de medicamentos como anti-histaminas e
  7.     nível elevado de cansaço


      Na cultura Hmong, paralisia do sono descreve uma experiência chamada "dab tsog" ou "demônio apertador" da frase composta "dab" (demônio) e "tsog" (apertar, esmagar). Frequentemente, a vítima afirma enxergar uma figura pequena, não maior que uma criança, sentando em sua cabeça ou peito.
Na cultura vietnamita, a paralisia do sono é conhecida como "ma de", que significa "segurado por um fantasma". Muitas pessoas nesta cultura acreditam que fantasmas entram no corpo das pessoas causando a paralisia.
Na China, paralisia do sono é conhecida como pinyin: guǐ yā shēn ou pinyin: guǐ yā chuáng), o que pode ser traduzido literalmente como "corpo pressionado por um fantasma" ou "cama pressionada por um fantasma".
Na cultura japonesa, a paralisia do sono é conhecida como kanashibari, que significa literalmente "atado ao metal".
Na cultura popular húngara a paralisia do sono é chamada "lidércnyomás" ("lidérc pressionante") e pode ser atribuída a um número de entidades sobrenaturais como "lidérc" (aparições), "boszorkány" (bruxas), "tündér" (fadas) ou "ördögszerető".
Na cultura brasileira, a paralisia do sono pode ter originado a lenda da Pisadeira, segundo a qual, durante o sono, uma mulher lendária pisa sobre o peito da pessoa que está dormindo, enquanto esta vê tudo e não pode fazer nada.

O que é uma Tulpa?


     Tulpa é uma entidade ou objeto que, segundo o budismo tibetano, pode ser criado unicamente pela força de vontade, envolvendo meditação, concentração e visualização intensas. Em outras palavras, a tulpa seria um pensamento tornado tão real pelo praticante que chegaria a assumir uma forma física, material. Em outras palavras, a fé tem o poder de mudar até mesmo a realidade.
   
    O livro “Magic and Mystery in Tibet”, de Alexandra David-Neel, fala sobre as experiência da escritora com Tulpas. Segundo Alexandra, a criação de um Tulpa trás consigo algumas consequências, pois depois de formada, esta criatura tem vontade própria, se desenvolve como qualquer indivíduo e pode ficar violenta e até mesmo matar o seu criador.
Segundo a crença tibetana, em grande parte dos casos, o Tulpa tende a desaparecer com a morte de seu criador, mas há relatos de algumas criaturas criadas com tanta vontade que acabam sobrevivendo.
  
Muitos acreditam que o conhecido “Bicho Papão", terror das criancinhas, seja na verdade uma Tulpa, ou seja, uma criação inconsciente da criança quando está sozinha e assustada no escuro.
A existência de Tulpa também poderia explicar alguns relatos sobrenaturais, como fantasmas vistos em lugares abandonados, nos quais ouve alguma tragédia, monstros e o aparecimento de diversas criaturas sobrenaturais.
Slenderman
     Por isso, temos de ter muito cuidado com as coisas que imaginamos. Um exemplo de tulpa que tem aterrorizado muitas pessoas é o Slenderman (Homem Alto ou esguio). Sua lenda tem se espalhado como praga pela internet e pessoas sensíveis têm acreditado que a lenda realmente seja real. Graças ao seu medo, o Slenderman tem se tornado físico e aterrorizado muitas pessoas que acreditam na lenda. Quando li a lenda, ri e me perguntei "Como as pessoas podem acreditar em um homem sem face, com braços de polvo?" . Então contei a lenda para o meu irmãozinho, para assustá-lo (eu sei! Isso é maldade!). E a luz do quarto acendeu sozinha! Levamos um baita susto, principalmente quando meu outro irmão entrou no quarto de repente! Mas o que me deu arrepios, foi que na lenda do Slenderman, dizia que quando as luzes se apagavam ou acendiam sozinhas ou queimavam era um sinal de que o Homem Alto havia feito sua passagem para esse mundo. O pior foi que a luz do quarto queimou mesmo quando a acendi mais tarde. Minha mãe e eu nos sentimos muito enjoadas durante a noite (outro sinal de que o tal Homem Alto estava por perto). Eu achei aquilo muito esquisito e conversei com uma amiga a respeito. Ela me aconselhou a fazer com que meu irmãozinho deixasse de acreditar na lenda, já que aquilo tudo poderia estar acontecendo por causa dele, de sua crença no Homem Alto. Eu segui o conselho dela e convenci meu irmão a esquecer aquela lenda. Não importa se foi coincidência ou não a luz ter queimado naquela tarde, mas o que eu sei é que preferi não pagar para ver, afinal, muitas pessoas tem enlouquecido por causa dessa lenda.

   Se você criou um tulpa (eles podem assumir diversas formas, desde uma fadinha inofensiva a um Slenderman, devorador de criancinhas) e quer se livrar dele, pode tentar essa meditação simples.

Medite na tulpa que você criou para chamá-la para você. Isso pode levar muito tempo, dependendo de quão independente a tulpa se tornou. Faça isso num espaço escuro e calmo.

Imagine a tulpa dentro de um círculo branco diante de você. Isso pode encorajar a aparição da tulpa, dando-lhe um espaço específico para estar.

Concentre-se em reabsorver a tulpa na sua mente. Várias visualizações ajudam a fazer isso, tais como desmanchar a tulpa camada por camada, da mesma maneira que você a construiu; ou imaginar a tulpa como que se dissolvendo e se movendo para você um pouco de cada vez. A tulpa pode desaparecer na sua frente à medida que você visualiza este processo.
Mantenha a sessão meditativa pelo tempo em que se sentir confortável e saudável. Talvez você não consiga reabsorver a tulpa dentro da primeira sessão de meditação e seja preciso repetir o processo por várias sessões até se livrar completamente dela.


        Se você não conseguir reabsorver a tulpa com esforço concentrado, procure a ajuda de um monge budista ou de um perito espiritual experiente em formas de pensamento.
    Você também pode tentar visualizar a tulpa debandando e voltando a energia dela para o universo durante as sessões.
    Muitos acham que as tulpas morrerão no final das contas por conta própria, se lhes for negada energia na forma de crença por seus criadores e pelos que o cercam. Não acredite nela e ela cada vez ficará mais fraca, debandando por conta própria.
    As tulpas são formas de pensamento que tiram energia dos seus criadores para viver. Elas também podem ficar malevolentes em relação a seus criadores e demais pessoas por vontade própria.
    Sempre procure a ajuda de um perito espiritual qualificado quando lidar com formas de pensamento.