quinta-feira, 24 de abril de 2014

Os elfos adoram o Jogo Do Copo


 Boa noite a todos que estão lendo este post.
Desde ontem, eu decidi que iria postar aqui, neste blog todas as minhas experiências com os elementais da Terra, em especial, os elfos. Algumas experiências eu tive acordada, e algumas vezes, acompanhada por uma outra pessoa, que se, questionada, certamente, poderá confirmar que eu não estava delirando ou imaginando coisas. Outras destas experiências aconteceram em viagens astrais ou em meus pesadelos recorrentes. Para que ninguém se confunda, eu sempre vou avisar quando uma experiência, aqui, descrita se tratar de um pesadelo recorrente ou de um evento físico, ocorrido enquanto eu estava bem acordada.

   Bem, vamos lá!
Depois que me mudei novamente (minha mãe deve ter sido cigana em uma outra vida, já que adora se mudar com frequência e conhecer novos lugares e novas pessoas), eu fiquei um pouco deprimida. Já era a quarta vez que eu me mudava no ano! Eu tinha acabado de sair de uma casa linda e enorme para me mudar em uma casa minúscula. Meu irmão André foi morar na casa de uma amiga da minha mãe porque nós dois brigávamos muito. Danilo foi levado pela minha avó porque ela era muito apegada a ele e ele a ela - ele a chamava de mãe, em vez de chamá-la de avó- . Ficamos apenas o Thiago e eu. E, claro, dois vira-latas travessos.
   Eu passava o tempo inteiro no quarto, ouvindo música. Eu era obcecada pelos Backstreet Boys e assistia um DVD deles sem parar. Perdi as contas de quantas mil vezes por dia eu ouvia Everybody sem parar. Sem parar! RsRs.
  Meu irmãozinho brincava com os cachorros (Bily e Bolinha).
Uma tarde, ouvimos um barulho forte vindo da cozinha. Fomos olhar. Tá, falando sério. Eu não queria deixar de ver os Backstreet Boys para ir ver o que estava acontecendo na cozinha, mas meu irmão de quatro anos era insistente. Fomos até à cozinha e eu era tão burra que acreditei que o barulho vinha do armário embaixo da pia, quando na verdade, ele vinha de cima dela. Meu irmãozinho apontou para o copo em cima da pia e eu levei um susto. O copo (de alumínio) estava se movendo sozinho. Não estava flutuando. Estava sendo arrastado de um lado e outro como se tivesse um rato embaixo dele. E foi justamente o que pensei, que fosse um rato. Eu sempre tive um medo terrível de ratos e nem em sonho, eu ia erguer aquele copo!
   Meu irmão caçula era muito corajoso naquela época (era, hoje, se ele ver um copo se movendo sozinho de novo, sai correndo que nem um gato quando dá de cara com um cachorro!) e decidiu erguer o copo. Ela teimava comigo que era uma formiga quem estava embaixo do copo.
-Um formiga não tem tanta força! Tenho certeza de que um rato! - Eu disse mais ou menos isso.
  Ele ergueu o copo e, para a nossa surpresa, não havia nada embaixo dele. Nem mesmo uma formiga.
   Eu tive certeza de que fora um espírito quem movera o copo.
Thiago e eu contamos o que houve a nossa mãe, mas ela não acreditou na gente. E, depois, disse que, numa hipótese de aquilo ser mesmo real, fora um fantasma!
  Lara, você queria saber como eu me tornei sádica? Agora já sabe! Foi com a minha mãe. Ela sempre assim. Se você dizia: - Mãe, tem um monstro embaixo da minha cama!
Ela dizia: - Durma ou ele vai sair daí e pegar você!

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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Mamãe, foi um elfo quem roubou as chaves!


     Me mudei para uma nova casa e estranhos eventos aconteceram desde então. Quando minha mãe saia para ir ao trabalho deixava as chaves em um canto ao lado do portão. Desta forma, quando voltasse para casa, ela só teria de enfiar a mão por baixo do portão e pegar a chave em um canto do muro. Diversas vezes esta chave sumiu sem ninguém tê-la pego. Essa casa era enorme e para chegar até o portão era preciso passar por um enorme salão (que já fora um bar antes de alugarmos a casa) que parecia assombrado. A casa em si era horrível e parecia assombrada. Meus irmãos e eu evitávamos  o máximo possível ter de passar por aquele lugar. Mas os gritos histéricos de nossa mãe nos faziam cruzar aquele salão enorme (diziam que um homem havia sido morto ali durante uma briga e este fora o principal motivo do bar ser fechado). Ela reclamava que havíamos tirado a maldita chave do lugar. A gente jurava que não. Mas ela quase nos bateu uma vez. Nossa vó interveio dizendo que aquilo era coisa do saci. Então, eu me liguei! Alguém estava escondendo a chave todos os dias.
   Uma vez, nossa mãe ficou do lado de fora por quase meia hora. Furiosa, ela nos prometia uma surra. Assustado, um dos meus irmãos desistiu de procurar a chave. Ele disse que preferia que nossa mãe ficasse do lado de fora porque ele não queria apanhar. RsRs. Eu mandei ele para dentro. Thiago emburrou e sentou em um canto. Apenas André e eu continuamos procurando pela chave. André achou que talvez a chave tivesse sido roubada e foi para dentro procurar alguma coisa para arrombar o cadeado. Eu me aproximei do portão e olhei para o lugar onde a chave geralmente ficava escondida. Eu sabia que elementais podiam fazer os objetos ficarem invisíveis, por isso, encarei aquele lugar fixamente. Talvez o encanto se quebrasse. Depois de um tempo desisti e me virei. Minha mãe me chamou e eu me virei novamente. Dessa vez eu quase não acreditei ao ver a chave bonitinha no cantinho.  Peguei ela e abri o portão. Quando disse a minha mãe onde encontrei a chave, ela brigou com todo mundo e disse que a gente ou era cego ou estava brincando com ela.
   Outra vez que esta chave sumiu, fui até o salão e disse que sabia que quem havia pego a chave era um elfo. Pedi a ele que devolvesse a chave e em troca prometi três velas brancas. A chave apareceu. E depois que acendi as velas, as chaves nunca mais desapareceram.


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domingo, 13 de abril de 2014

Não brinque com o diabo!

  Quem me conhece, sabe que, para mim, não é algo incomum ver, ouvir ou sentir espíritos. Eu deveria estar acostumada a isso, mas confesso que, não é fácil lidar com isso, que não é fácil não sentir medo. Talvez, algum dia eu me acostume a isso. Mas, enquanto este dia não chega, vou sofrer muito com estas "coisas".

   Em uma noite como outra qualquer, eu estava de bobeira na internet. Procurando algum ebook grátis para baixar, quando encontrei um em especial que chamou a minha atenção. Não me lembro do nome do ebook, mas ele falava sobre demônios e satanismo. Não tenho medo do diabo (não como a maioria das pessoas) e sempre achei ridículo toda esta besteira de missa negra e diabo-a-quatro. Aproveitei para zoar com a minha mãe porque ela é uma bruxa que trabalha com as forças das trevas. Ela começou a dizer que Maria Padilha e uns outros tantos, que eu nem fiz questão de decorar os nomes, eram os melhores, que a magia negra era isso e aquilo. Eu logo discordei. Disse que Maria Padilha não era de nada e que Hécate, Morrigan e Vênus davam de dez a zero em cima dessa tal fulaninha. Ela me advertiu para não desrespeitar as crenças e as entidades dela, eu dei de ombros e rindo. E disse que se essa Maria Padilha era tudo isso, eu queria ver com meus próprios olhos. Minha mãe me ignorou e me deixou sozinha no quarto. Pesquisei mais um pouco e quando achei uma invocação de satã, decidi que iria zoar a minha mãe outra vez. Fui até a janela do quarto e olhei para o jardim para ver se minha mãe estava no jardim. Ela estava em cima de uma escada olhando a rua, por cima do muro. Eu disse a ela que tinha achado algo que ela iria gostar muito. Ela virou a cabeça, olhando para o outro lado da rua. Não me respondeu. Saí do quarto e fui até o jardim. Enquanto caminhava até ela e passava pela Brígida (o nome que eu dei a árvore aqui de casa), via perfeitamente sua cintura e suas pernas.
- Mãe, você não adivinha o que eu encontrei?! - Disse eu ao passar pela árvore e parar em frente a escada.
   Ao parar em frente a escada, eu fiquei paralisada de medo. Acho que normalmente eu teria gritado, mas minha surpresa foi tanto que eu levei alguns minutos para me mexer. Não havia ninguém na escada! Saí correndo e chorando. Gritei por minha mãe quando entrei na casa. Ela veio da cozinha e perguntou o que estava acontecendo. Eu disse a ela que havia visto ela no jardim, mas antes que eu pudesse me aproximar dela, ela sumiu. Disse a ela que achava que havia visto o diabo ou talvez uma elfa que assumira a forma dela. Minha mãe sorriu e disse assim:
- Nada disso. O que você viu foi ELA! Te disse para não brincar com ela, não te disse? Agora você acredita nela?
  Eu fui para o quarto, perturbada. Apaguei o maldito ebook e, decidi que não iria mexer com demônios tão cedo.
   Hoje, eu prefiro acreditar que aquela mulher era uma elfa que sempre se apresenta a mim na forma de minha mãe. Seu nome é Heather e eu a vejo em meus sonhos recorrentes. Só então eu entendi que ser assombrada nos sonhos nem se compara a ser assombrada acordada.


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