quarta-feira, 30 de abril de 2014

Vendida

 De todos os meus pesadelos recorrentes com os elfos, sem dúvida, este foi o pior. Eu não queria postá-lo aqui porque o acho muito forte, mas, ontem, uma leitora minha me perguntou por quê eu considerava estes sonhos como pesadelos. É porque eles são pesadelos. Se depois de ler este sonho, esta garota ainda pensar que isso não é um pesadelo, eu vou achar que ela é masoquista.

19/03/13

 Semana passada, eu sonhei que estava em algum tipo de alojamento, com um grupo de jovens. Gion estava comigo. Não sabia bem o que estava havendo, mas estávamos sendo atacados por um ghoul. Um a um, os jovens elfos eram caçados e mortos. Não parecia ser uma brincadeira ou uma simulação, como Freddie costuma fazer. Percebi isso quando os outros elfos do mal, invadiram o alojamento, atacando com flechas. Gion se feriu com uma dessas flechas que a acertou um pouco acima do tornozelo. Consegui fugir de lá, com Gion, apesar dela estar muito ferida e caminhar com dificuldade. Ela se apoiou em mim e caminhamos juntas.
  Quando passávamos em frente a uma escola, um grupo de buscas (semelhante ao FBI) veio ao nosso encontro e a família de Freddie também. Freddie e Wili tentaram nos guiar até à casa deles.
  Me lembro de estarmos, os quatro, dormindo em sacos de dormir, em corredor semelhante a um hospital. Quando Gion e eu fugimos. Freddie nos seguiu, mas acabou nos perdendo de vista.
 Gion e eu, nos vimos em caminhos de difícil escolha; à nossa esquerda, estava o alojamento; à nossa direita, a vila dos elfos selvagens; à nossa frente, a escola; e atrás de nós, havia um bosque o qual conheço muito bem. Muitos elfos da luz costumam ir brincar ali. Havia também, caminhos desertos que levavam à fazendas. E escolhi ir para a Vila dos elfos selvagens, e não poderia ter escolhido o pior caminho!
  Toda a luz que havia no céu, aos poucos, desapareceu, a medida que  entravámos naquele lugar mais escuro ficava. Lá é sempre noite. 
  Encontrei Darla e Marina. Elas me levaram para uma taberna. À essa altura, eu já havia chamado a atenção de todos os elfos selvagens (elfos do mal). Primeiro, por ser humana. E,  segundo, por ser a única mulher ali, além daquelas elfas vadias que estavam comigo. Todos aqueles elfos me olhavam como lobos famintos. Fiquei com muito medo.  Pensei em voltar para trás, mas um grupo de elfos estava impedindo minha passagem. Não podia me arriscar. Darla era minha única chance de sair daquele inferno e eu precisava segui-la. Ela me tiraria dali, certo? 
  Um anão negro, muito feio, veio ao nosso encontro. Ele almejava ficar comigo. E o pior é que Darla estava combinando com ele uma quantia. A maldita estava me vendendo.
Eu fiquei desesperada. De jeito nenhum eu ficaria com um serzinho nojento e feio daquele. Se eu tivesse de ser forçada a ficar com alguém, esse alguém seria um elfo. Não um anão. Todos os elfos selvagens eram brancos, loiros. Pareciam aqueles motoqueiros que passam nos filmes. Tinham os cabelos longos e loiros.
  Dois desses elfos estavam passando por ali. No desespero para me livrar daquele anão filho da mãe, eu dei em cima dos dois elfos. Sugeri que Marina e eu poderíamos ficar com eles, que nós nos divertiríamos muito juntos. Eles gostaram da ideia. Um dos caras nos chamou para ir até um quarto com ele. 
 O anão se irritou e disse que ele é quem iria ficar comigo. Um dos elfos bateu nele e o arrastou até um quarto e o trancou lá.
  Quando Marina e eu entramos no quarto com o elfo, Darla nos seguiu. Ela e o elfo já foram para a cama e começaram aquela desgraça.
Me senti muito desconfortável em ver aquilo. Em geral, eu não estou acostumada a ver os outros em momentos tão íntimos. Eu sou tão lésbica que sempre viro o rosto quando passa uma cena dessas em algum filme. Então, aquilo me chocou muito. Fui para o banheiro e me tranquei lá. Me aproximei da janela de vidro. Era um quarto alto. Eu poderia pular e tentar fugir, mas haviam muitos elfos lá fora. 
 Gion, que até então estava escondida em meu corpo, saiu por uns instantes e encheu a banheira. Ela estava muito séria. Pensativa. Me despi e me afundei na banheira.
  Darla e Marina sabiam que eu estava com medo e fizeram comentários maldosos só para me assustar mais ainda.
 Darla disse que o elfo era bem dotado. E Marina disse que eu era muito fofa pra ele, que provavelmente, ele me machucaria. Eu fiquei no banheiro o máximo que pude, até Darla e Marina baterem na porta histéricas e disserem que era minha vez.
  Eu me vesti chorando. Gion voltou para dentro do meu corpo. Abri a porta e voltei para o quarto.
Me aproximei da cama. O elfo estava completamente nu (e eu tenho muito nojo de caras nus, por deus!) deitado na cama. Ele queria que eu subisse nele. Eu pensei numa forma de me livrar dele, e graças a deus ou ao diabo, eu acordei antes de precisar tocar naquele monstro.

Este foi um dos meus piores pesadelos que me fazem chorar até hoje, quando me lembro.
Desde este sonho, tomei trauma de anões, duendes e coisas do tipo.
Também odeio Darla e Marina mais que tudo! Elas não podiam ter feito isso comigo.
Foi a pior tortura para uma garota como eu, que sente nojo de homens. Os únicos caras que gosto são fofinhos como os Backstreet Boys e o Alex. Não estes monstros asquerosos.

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segunda-feira, 28 de abril de 2014

Cuidado quando for brincar com magia

Boa noite a todos!
Se você é nunca visitou este blog antes deve estar achando meus novos posts confusos.
Mas, calma. Não são parte de nenhuma Fanfic ou coisa parecida.
Eu invoquei os elfos há algum tempo. Fiz uma Viagem Astral que não terminou bem e fiquei presa na dimensão deles. Tipo, todas as noites, quando eu durmo, ao invés de ter sonhos comuns como todo mundo, eu direto para a dimensão deles. É como uma Viagem Astral sem fim. Estou presa a Pesadelos Recorrentes. E estou postando alguns destes pesadelos aqui no blog porque algumas pessoas se interessaram por eles. Como sempre tem alguém que me pergunta como é sonhar com elfos todas as noites, eu decidi postar meus sonhos aqui para as pessoas terem uma ideia de como é horrível sofrer com pesadelos recorrentes.
   Quem nunca teve um pesadelo? Todo mundo já teve um. Mas imagine ter pesadelos todos as noites e pior, esses pesadelos seguem uma sequência como num filme. Isso é angustiante! E eu passo por isso porque quando era mais jovem pensei que pudesse brincar com a magia e que não sofreria por isso depois. Quero que meus pesadelos  sirvam de reflexão para aquelas pessoas imprudentes que não se importam de correr riscos, contanto que atraiam um Elemental. Gente, isso é muito perigoso!
  Hoje, mesmo com o meu conhecimento, ainda não consegui me livrar desses sonhos. Claro que, agora, eles são menos pavorosos que antes, mas ainda incomodam muito.

Cativa

  25/01/11

* Texto retirado do meu diário dos sonhos.

Há uns dias atrás, fiz um feitiço onde escrevi duas cartinhas para Alex (é semelhante aquele feitiço do balão postado em http://adancadasfadas.blogspot.com.br). Alguns dias depois, sonhei que eu estava sentada na sala da casa dele. Quando ele veio todo fofo, mas tímido, com duas folhas de papel, assinadas por mim.
- Agora, você pode ficar comigo. - Disse ele me olhando.
Acordei.
O que ele quis dizer com isso? As folhas que ele estava segurando não pareciam minhas cartas, mas era minha assinatura. Um casamento que eu não me lembro? Não sei.

  Outro dia, sonhei que estava em uma vila medieval. Me encontrei com Alex. E ele, segurou minhas mãos e me disse coisas lindas. Era pra ser perfeito, mas o Alfie apareceu e tentou me arrastar com ele. Eu corri até Alex há tempo de me despedir e ele disse que me esperaria em um lugar (que eu não conhecia, obviamente) e fugiu.

 E hoje, meu querido Alex foi até à casa de Freddie para me ver.
Ele segurou minhas mãos, olhou em meus olhos e falou comigo.
Alfie se transformou em Dinorah e veio atrapalhar. Mandou o Alex ir embora. Alex respondeu bravo que já ia e saiu para fora do quintal dele. Pedi, para Alex me esperar e fui para o meu quarto. Peguei uma mala e coloquei algumas roupas nela.
  Alfie veio atrás de mim e, possessivo como sempre me disse:
- Você não vai ficar com ele! Não quero que fique com ele! Você não vai sair dessa casa!
Eu disse, chorando que ia embora e que ele não podia me impedir. Porém, quando cheguei ao jardim, ele me atacou com magia. Eu fiquei confusa. Desnorteada. De repente, já não sabia mais para onde ia. Fui para os fundos da casa e antes de desmaiar, ouvi Alex gritando:
- Você não pode impedir que ela venha comigo!


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domingo, 27 de abril de 2014

Do Céu, fui direto para o inferno


25/12/10 - Natal

* Texto retirado de meu diário dos sonhos.

  Essa manhã, sonhei que eu estava em uma sala branca cheia de luzes brilhantes e coloridas.
Eu estava muito feliz. Rindo à toa.
Havia uma música (cantada por uma mulher) suave tocando. Mas, eu não via nem rádio nem nenhuma mulher cantando. Apenas ouvia, como se a música viesse do ar ou sei lá.
  Eu estava cercada por belos e luminosos anjos. E eles dançavam graciosamente.
Havia um anjo em especial (que aparentava ser apenas alguns anos mais velho que eu), que dançou comigo. Foi muito legal. Parecíamos todos irmãos. Infelizmente, eu me afastei um pouco dos anjos e de repente acordei.

  Depois eu dormi mais um pouco, já que ainda era muito cedo. E pra quê? Fui direto para o inferno.
  Enquanto andava por uma rua solitária, Alfie me surpreendeu e me segurou pelo braço. Ele me encarou com aquele maldito olhar autoritário e tentou me convencer de que eu tinha de ficar com ele.
Dei um fora e tanto nele e ele ficou sem graça. Fui embora!

Brinquei com Freddie e seus bichinhos da vez, que eram gatinhos que ele tinha encontrado sei lá onde.
 Depois, eu me afastei de Freddie e flagrei o Alfie deitado em uma cama, chorando (será que o fora que eu dei nele doeu tanto assim? RsRs). O que eu vi de lenços no chão foi um absurdo.
Eu voltei para brincar com Freddie. Marina veio até mim e disse que Alfie havia conhecido uma garota na ponte e que estava afim dela. Enquanto Marina falava me mostrava um tipo de visualização. Nesta visualização, Alfie queria ficar com a garota, mas ainda tinha esperanças de me reconquistar (que inocente...). Eu via ele, na visualização se aproximando da garota e sussurrando coisas bem obscenas no ouvido dela. O cara não sabe nem paquerar uma mina!
  Eu espero que ele fique mesmo com essa suposta garota e me esqueça!

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Acho que fiz Jordan chorar


20/11/10

Texto retirado do meu diário dos sonhos.

 Eu estava na sala de aula com Jordan. Estávamos sentados um ao lado do outro. Jordan eu conversávamos. Ele sabia que eu não podia me controlar totalmente durante os sonhos, então ele anotava suas respostas em um caderno para que eu as lesse e me recordasse delas depois (dizem que pessoas quando estão tendo sonhos comuns não conseguem ler grandes textos, mas o contrário aconteceria com uma pessoa em uma viagem astral). Ele me disse que tinha 15 anos, mas estava prestes a completar 16.
  Ele deixou o caderno de lado. Juntou suas mãos (exatamente como uma criança faz quando está rezando) e pediu, por favor, para mim ficar com ele.
   Apesar de achá-lo um fofo, eu disse 'não' porque senti que devia ser fiel a alguém, embora eu não soubesse a quem. Apenas que não deveria trair esta pessoa. Provavelmente, eu fui fiel ao Alex.
  Jordan se afastou de mim, contrariado. Tadinho! Outro elfo que eu parti o coração!
   Mas, também, ele era (é com certeza ainda é) muito novinho. Eu teria de ensinar tudo ao garoto e sei lá... Namorar uma pessoa tão pura seria estranho.

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sábado, 26 de abril de 2014

Esse não é meu bebê?



   Este foi um episódio triste que eu vivi durante uma viagem astral ao mundo dos elfos.
A mãe de Freddie me levou a um médico, dizendo que eu precisava fazer um exame. Eu não costumo ter consciência de quem sou ou de onde ou com quem estou durante minhas viagens astrais. Este é um encantamento difícil de ser quebrado que os elfos adoram lançar em humanos.
  Eu me deitei em uma maca. Eles aplicaram alguma coisa em mim. E eu senti contrações muito forte. Só então, percebi que estava grávida. E meu bebê tinha pouco tempo de vida, uns dois meses no máximo. Eu sentia muitas dores enquanto eles arrancavam ele à força de mim. E eles nem me deixaram vê-lo. O levaram, dizendo que ele estava morto. Eu senti um vazio tão grande. Tinham levado meu bebê. Se aquilo fora um aborto, eu tenho certeza que o bebê era filho do Alex. Mas se não era, eu tenho uma ideia muito mais triste do que aconteceu com meu bebê.

Tempos depois, Darla (a mãe de Alfie) começou a dizer que estava grávida. E, tipo, foi uma gravidez totalmente inesperada. E o bebê, praticamente nasceu na semana seguinte. Estranho, não? Sendo o tempo deles mais lento que o nosso, não era o certo esse bebê, tipo nascer daqui uns cinco anos (no nosso tempo, para quem sabe, contar como nove meses, no tempo deles) no nosso tempo?
  A bebê de Darla é uma garotinha muito linda. Branquinha e de bochechas rosadas. Uma criança tão meiga. Eles tentaram me fazer de babá dela, mas eu estava revoltada demais. Afinal, ela devia ter jogado o meu bebê na lixeira e o dela estava ali. Pensei em matar aquela criança. E eles me afastaram dela.
   Um dia, quando os elfos estavam todos reunidos. Darla apresentou o bebê a um elfo que eu não conheço bem. Ele olhou bem a criança. Depois para Darla e então para mim. E desconfiado insinuou se eu não era a verdadeira mãe da bebê. Darla negou se afastando da gente. E de repente, tudo ficou confuso. Os elfos armaram o maior circo, me levando para um tipo estranho de pesadelo pra me desviar do assunto. Nesse sonho, eu tinha uma filha adolescente que me odiava e eu também a odiava. Alfie me dizia que eu ia ter no futuro, uma filha assim. Não seria esta bebê a tal filha? Eles negam. Eu já disse a eles que se ela for minha, ou eles encontram uma forma de dá-la a mim ou eu a mato. Porque tenho certeza de que eles não tem bons planos para esta garotinha.  O que vocês acham?
  Quem já leu os posts sobre híbridos em http://adancadasfadas.blogspot.com.br sabe que os elfos são bons em um lance maluco de retirar um feto e passá-lo para outra barriga. Um troço nojento!
  Bem, essa é minha vida. Como viram, é um saco ter esses pesadelos recorrentes. Eles são como um grande quebra cabeça e eu tenho de juntar as peças para ir para a próxima fase.
  Quero agradecer ao meu novo amigo, Bruno De Vitto por me ajudar a tentar desvendar o Enigma dos elfos. Bruno, você é muito inteligente! Valeu pela ajuda!

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quinta-feira, 24 de abril de 2014

Os elfos adoram o Jogo Do Copo


 Boa noite a todos que estão lendo este post.
Desde ontem, eu decidi que iria postar aqui, neste blog todas as minhas experiências com os elementais da Terra, em especial, os elfos. Algumas experiências eu tive acordada, e algumas vezes, acompanhada por uma outra pessoa, que se, questionada, certamente, poderá confirmar que eu não estava delirando ou imaginando coisas. Outras destas experiências aconteceram em viagens astrais ou em meus pesadelos recorrentes. Para que ninguém se confunda, eu sempre vou avisar quando uma experiência, aqui, descrita se tratar de um pesadelo recorrente ou de um evento físico, ocorrido enquanto eu estava bem acordada.

   Bem, vamos lá!
Depois que me mudei novamente (minha mãe deve ter sido cigana em uma outra vida, já que adora se mudar com frequência e conhecer novos lugares e novas pessoas), eu fiquei um pouco deprimida. Já era a quarta vez que eu me mudava no ano! Eu tinha acabado de sair de uma casa linda e enorme para me mudar em uma casa minúscula. Meu irmão André foi morar na casa de uma amiga da minha mãe porque nós dois brigávamos muito. Danilo foi levado pela minha avó porque ela era muito apegada a ele e ele a ela - ele a chamava de mãe, em vez de chamá-la de avó- . Ficamos apenas o Thiago e eu. E, claro, dois vira-latas travessos.
   Eu passava o tempo inteiro no quarto, ouvindo música. Eu era obcecada pelos Backstreet Boys e assistia um DVD deles sem parar. Perdi as contas de quantas mil vezes por dia eu ouvia Everybody sem parar. Sem parar! RsRs.
  Meu irmãozinho brincava com os cachorros (Bily e Bolinha).
Uma tarde, ouvimos um barulho forte vindo da cozinha. Fomos olhar. Tá, falando sério. Eu não queria deixar de ver os Backstreet Boys para ir ver o que estava acontecendo na cozinha, mas meu irmão de quatro anos era insistente. Fomos até à cozinha e eu era tão burra que acreditei que o barulho vinha do armário embaixo da pia, quando na verdade, ele vinha de cima dela. Meu irmãozinho apontou para o copo em cima da pia e eu levei um susto. O copo (de alumínio) estava se movendo sozinho. Não estava flutuando. Estava sendo arrastado de um lado e outro como se tivesse um rato embaixo dele. E foi justamente o que pensei, que fosse um rato. Eu sempre tive um medo terrível de ratos e nem em sonho, eu ia erguer aquele copo!
   Meu irmão caçula era muito corajoso naquela época (era, hoje, se ele ver um copo se movendo sozinho de novo, sai correndo que nem um gato quando dá de cara com um cachorro!) e decidiu erguer o copo. Ela teimava comigo que era uma formiga quem estava embaixo do copo.
-Um formiga não tem tanta força! Tenho certeza de que um rato! - Eu disse mais ou menos isso.
  Ele ergueu o copo e, para a nossa surpresa, não havia nada embaixo dele. Nem mesmo uma formiga.
   Eu tive certeza de que fora um espírito quem movera o copo.
Thiago e eu contamos o que houve a nossa mãe, mas ela não acreditou na gente. E, depois, disse que, numa hipótese de aquilo ser mesmo real, fora um fantasma!
  Lara, você queria saber como eu me tornei sádica? Agora já sabe! Foi com a minha mãe. Ela sempre assim. Se você dizia: - Mãe, tem um monstro embaixo da minha cama!
Ela dizia: - Durma ou ele vai sair daí e pegar você!

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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Mamãe, foi um elfo quem roubou as chaves!


     Me mudei para uma nova casa e estranhos eventos aconteceram desde então. Quando minha mãe saia para ir ao trabalho deixava as chaves em um canto ao lado do portão. Desta forma, quando voltasse para casa, ela só teria de enfiar a mão por baixo do portão e pegar a chave em um canto do muro. Diversas vezes esta chave sumiu sem ninguém tê-la pego. Essa casa era enorme e para chegar até o portão era preciso passar por um enorme salão (que já fora um bar antes de alugarmos a casa) que parecia assombrado. A casa em si era horrível e parecia assombrada. Meus irmãos e eu evitávamos  o máximo possível ter de passar por aquele lugar. Mas os gritos histéricos de nossa mãe nos faziam cruzar aquele salão enorme (diziam que um homem havia sido morto ali durante uma briga e este fora o principal motivo do bar ser fechado). Ela reclamava que havíamos tirado a maldita chave do lugar. A gente jurava que não. Mas ela quase nos bateu uma vez. Nossa vó interveio dizendo que aquilo era coisa do saci. Então, eu me liguei! Alguém estava escondendo a chave todos os dias.
   Uma vez, nossa mãe ficou do lado de fora por quase meia hora. Furiosa, ela nos prometia uma surra. Assustado, um dos meus irmãos desistiu de procurar a chave. Ele disse que preferia que nossa mãe ficasse do lado de fora porque ele não queria apanhar. RsRs. Eu mandei ele para dentro. Thiago emburrou e sentou em um canto. Apenas André e eu continuamos procurando pela chave. André achou que talvez a chave tivesse sido roubada e foi para dentro procurar alguma coisa para arrombar o cadeado. Eu me aproximei do portão e olhei para o lugar onde a chave geralmente ficava escondida. Eu sabia que elementais podiam fazer os objetos ficarem invisíveis, por isso, encarei aquele lugar fixamente. Talvez o encanto se quebrasse. Depois de um tempo desisti e me virei. Minha mãe me chamou e eu me virei novamente. Dessa vez eu quase não acreditei ao ver a chave bonitinha no cantinho.  Peguei ela e abri o portão. Quando disse a minha mãe onde encontrei a chave, ela brigou com todo mundo e disse que a gente ou era cego ou estava brincando com ela.
   Outra vez que esta chave sumiu, fui até o salão e disse que sabia que quem havia pego a chave era um elfo. Pedi a ele que devolvesse a chave e em troca prometi três velas brancas. A chave apareceu. E depois que acendi as velas, as chaves nunca mais desapareceram.


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domingo, 13 de abril de 2014

Não brinque com o diabo!

  Quem me conhece, sabe que, para mim, não é algo incomum ver, ouvir ou sentir espíritos. Eu deveria estar acostumada a isso, mas confesso que, não é fácil lidar com isso, que não é fácil não sentir medo. Talvez, algum dia eu me acostume a isso. Mas, enquanto este dia não chega, vou sofrer muito com estas "coisas".

   Em uma noite como outra qualquer, eu estava de bobeira na internet. Procurando algum ebook grátis para baixar, quando encontrei um em especial que chamou a minha atenção. Não me lembro do nome do ebook, mas ele falava sobre demônios e satanismo. Não tenho medo do diabo (não como a maioria das pessoas) e sempre achei ridículo toda esta besteira de missa negra e diabo-a-quatro. Aproveitei para zoar com a minha mãe porque ela é uma bruxa que trabalha com as forças das trevas. Ela começou a dizer que Maria Padilha e uns outros tantos, que eu nem fiz questão de decorar os nomes, eram os melhores, que a magia negra era isso e aquilo. Eu logo discordei. Disse que Maria Padilha não era de nada e que Hécate, Morrigan e Vênus davam de dez a zero em cima dessa tal fulaninha. Ela me advertiu para não desrespeitar as crenças e as entidades dela, eu dei de ombros e rindo. E disse que se essa Maria Padilha era tudo isso, eu queria ver com meus próprios olhos. Minha mãe me ignorou e me deixou sozinha no quarto. Pesquisei mais um pouco e quando achei uma invocação de satã, decidi que iria zoar a minha mãe outra vez. Fui até a janela do quarto e olhei para o jardim para ver se minha mãe estava no jardim. Ela estava em cima de uma escada olhando a rua, por cima do muro. Eu disse a ela que tinha achado algo que ela iria gostar muito. Ela virou a cabeça, olhando para o outro lado da rua. Não me respondeu. Saí do quarto e fui até o jardim. Enquanto caminhava até ela e passava pela Brígida (o nome que eu dei a árvore aqui de casa), via perfeitamente sua cintura e suas pernas.
- Mãe, você não adivinha o que eu encontrei?! - Disse eu ao passar pela árvore e parar em frente a escada.
   Ao parar em frente a escada, eu fiquei paralisada de medo. Acho que normalmente eu teria gritado, mas minha surpresa foi tanto que eu levei alguns minutos para me mexer. Não havia ninguém na escada! Saí correndo e chorando. Gritei por minha mãe quando entrei na casa. Ela veio da cozinha e perguntou o que estava acontecendo. Eu disse a ela que havia visto ela no jardim, mas antes que eu pudesse me aproximar dela, ela sumiu. Disse a ela que achava que havia visto o diabo ou talvez uma elfa que assumira a forma dela. Minha mãe sorriu e disse assim:
- Nada disso. O que você viu foi ELA! Te disse para não brincar com ela, não te disse? Agora você acredita nela?
  Eu fui para o quarto, perturbada. Apaguei o maldito ebook e, decidi que não iria mexer com demônios tão cedo.
   Hoje, eu prefiro acreditar que aquela mulher era uma elfa que sempre se apresenta a mim na forma de minha mãe. Seu nome é Heather e eu a vejo em meus sonhos recorrentes. Só então eu entendi que ser assombrada nos sonhos nem se compara a ser assombrada acordada.


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