domingo, 7 de dezembro de 2014

Invocação aos Gnomos


"Eu vós saúdo, gnomos,

Que constituem a representação

do elemento Terra.

Vós que constituem a base e

fortaleza da Terra

Ajudai-me a transformar e a construir

todas as estruturas materiais,

assim como uma raiz fortifica

a árvore frondosa.

Gnomos, possuidores dos segredos ocultos

fazei-me perfeito e nobre,

digno de vosso auxílio.

Mestres da Terra, eu vós saúdo fraternalmente."

sábado, 8 de novembro de 2014

Jurupari, o demônio dos sonhos

 
     Na mais conhecida das duas lendas, Jurupari seria na verdade o deus da escuridão e do mal, que visitaria os índios em sonhos, assustando-os com pesadelos e presságios de perigos horríveis, impedindo, entretanto, que suas vítimas gritassem - o que por vezes causava asfixia. Esta é a mais "provável", já que o significado da palavra Jurupari seja algo como aquele que cala, que tapa a boca, ou ainda aquele que visita nossa rede. Os jesuítas estimularam esta versão da lenda, alguns mesmo dizendo que foram eles que a criaram, sendo imediatamente aceita pelos indígenas, ávidos por uma explicação sobre o porquê de terem pesadelos. Para Câmara Cascudo (o.c.), essa concepção de criatura dos "pesadelos" é um amálgama de lendas europeias e africanas, inventadas pelas amas-de-leite para o controle do comportamento das crianças.
Por vezes é visto como um caboclo medonho que está sempre rindo, aleijão de boca torta, sendo muito o cruel e vingativo. Em algumas culturas indígenas, é descrito como uma cobra com braços; em outras, como um índio comum dotado de grande sabedoria e poderes divinos. Já foi descrito como um bebê invisível, ou simplesmente como uma "presença" (espírito).

      Em alguns dos mitos que envolvem o jurupari, esse herói morre queimado, e das suas cinzas nasce a palmeira de paxiúba (Socratea exorrhiza), uma árvore de cuja madeira são feitos os instrumentos juruparis tocados nesse ritual. Entre os índios tucanos, a flauta (simiômi’i-põrero) é feita da madeira do uacu (Monopteryx angustifolia). Segundo Piedade,é um instrumento sagrado que tem som de trovão, tendo sido utilizado pelos homens para recuperar os instrumentos juruparis que as mulheres haviam roubado.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Proteção contra os inimigos invisíveis

   A proteção é muito importante para nos sentirmos seguros, saudáveis e em harmonia. Como o mundo invisível é muito grande e extenso para o conhecermos por inteiro, devemos ao menos ter consciência que nele vivem entidades boas e ruins. As boas se manifestam na beleza e na harmonia, seja em um local ou em uma pessoa. As ruins se manifestam da mesma forma, só que em desequilíbrio, feiura e desarmonia.
   Uma pessoa sadia, bonita e alegre, tem uma ligação positiva e isso traz positividade para a vida dela. Entretanto, se essa mesma pessoa se sentir fraca e desconfortável em qualquer lugar que esteja, está sendo atrapalhada por más vibrações. Como as forças do astral são superiores, o que as torna invisíveis, temos que estar sempre em sintonia, porque apesar de não podermos enxergar estas vibrações, podemos senti-las.
   Quando nos sentimos mal, como se uma energia ruim pairasse sobre nós, pode ser uma forma de ataque espiritual. Aí, você pergunta: "O que é um ataque espiritual?".
    Um ataque espiritual é quando entidades, espíritos ou até pessoas fazem mal a você, através de magias e feitiços para atrapalhar sua vida. Pessoas desligadas, ou sem fé, podem até achar que este mal-estar é uma doença física, do corpo, mas nem sempre remédios farmacêuticos podem curar esse mal.
    Os sintomas desse tipo de ataque basicamente são: desconforto, desânimo, cansaço e infelicidade, sem nenhum motivo concreto. Fazendo com que você fique perdido, sem vontade de fazer nada e parecendo um morto-vivo; enquanto as coisas ao seu redor acontecem você não sabe o que fazer. Porém, para você se sentir melhor e isso não mais acontecer existem muitos e variados métodos, bastante eficientes de proteção, limpeza e harmonização. Mas alguns passos básicos são necessários:
  1. Tente eliminar as coisas velhas e quebradas de sua casa. Afaste o negativo começando por seu lar. Tire todo o pó, poeira, e sujeira que aparecer, deixe a casa bonita e enfeitada, isso ajuda a afastar todas as más vibrações do ambiente.
  2. Procure acender incensos de ervas como arruda, alecrim, benjoim e mirra pela casa, no centro ou no jardim, trazendo boas influências e faça uma limpeza simples, enquanto você prepara o espaço físico. Não esqueça de comidas estragadas e podres: jogue no lixo.
   A partir deste processo, você começará a mudar; mudar para melhor: melhor em felicidade, disposição e vontade de levantar e viver o dia de hoje.
    Agora, chegamos a segunda etapa. Nela você descobrirá o que se pode ou não fazer em uma magia de proteção:

  1. Em primeiríssimo lugar, tenha os instrumentos necessários (procure não substituir os materiais pedidos, pois muitas vezes, ao invés de ajudar eles podem atrapalhar).
  2. Faça sua magia ou ritual em uma noite em que a Lua seja propícia, a fase ideal para a proteção é a cheia. Caso seja necessário que seja feito durante o dia, procure fazer algumas horas antes de anoitecer.
  3. Não se deve realizar mais de uma vez a mesma magia, durante os três próximos dias da sua realização. Uma vez bem feita é o suficiente.
  4. Procure colocar cristais e flores por perto no seu ritual, isso atrai os elementais da natureza, como as fadas e os gnomos, ajudando a fortalecer seu ritual.
  5. Mantenha o pensamento confiante e positivo antes, durante e depois do ritual e de sua magia funcionar, e deixe sempre o local limpo e harmonioso.
  Existem vários métodos de proteção. Uma dica é sempre manter o equilíbrio entre a Divindade e você: faça sempre suas orações, tenha fé e confie que você está atento a tudo ao seu redor. Facilita muito nosso jeito de ser e agir no dia-a-dia.
    Agora, seguem bons feitiços e magias simples e complexas, para várias situações em especial, vejam quais são elas:

Defesa íntima


   Para proteger seu quarto de maus espíritos e más vibrações, ferva pétalas de uma rosa vermelha, juntamente com folhas de limoeiro, em 1 litro de água, em uma panela de ferro (ou no caldeirão). Deixe esfriar por uma hora e depois borrife pelos quatro cantos da cama onde você dorme. Isso transforma seu sono e seu quarto, seguro e protegido.

Ramalhete protetor


   Faça um ramalhete com as seguintes flores: rosa amarela, calêndula, crisântemo e girassol, junto com galinhos de louro e alecrim. Você terá um excelente amuleto de proteção que poderá ser pendurado ou colocado num vaso com água, na entrada da casa, no seu quarto ou cozinha.

Cruz de canela


   Dois pedaços de canela em pau, colocados em forma de cruz, segurados por uma fita vermelha na porta, atrás da escrivaninha, no lado voltado para a parede, formam um bom amuleto para o seu local de trabalho. A canela é consagrada ao Sol e afasta as trevas.

Fórmula para neutralizar energias negativas de um local

Você vai precisar de:

1 pote de vidro ou cristal
sal grosso (quantidade que encha o pote)
Anilina azul comestível

Coloque o sal grosso em uma bacia qualquer e pingue sobre ele algumas gotas de anilina azul. Mexa e agite a bacia de modo que todo o sal fique colorido pela anilina. Em seguida, transfira o sal colorido para o pote de vidro ou cristal. Agora faça uma imposição de mãos e uma oração que afaste o mal (pode ser o Pai Nosso).
   Use-o como se fosse um objeto de decoração e, quando o sal derreter ou parecer diferente, jogue-o em água corrente e prepare outro para substituir. Faça esta simpatia a cada três meses.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

O Guardião dos sonhos

http://www.fundoswiki.com/Uploads/fundoswiki.com/ImagensGrandes/grande-cavaleiro.jpg
Beem... eu sonhei q fazia várias coisas e estava andando sempre de carro (um sonho meio q sem pé nem cabeça). Só começou a ter sentido quando entrei em um restaurante. Os detalhes eram vermelhos, na primeira pensei estar em um restaurante chinês, mas depois pensei a respeito e ate agora não sei. As vezes eu penso, será que fui no inferno?? Kkkkkk.

 Descia uma escada para chegar lá! Era como se fosse subterrâneo, (por isso a minha conclusão kk). Chegando lá, avistei um rapaz me observando, e eu desci a escada e ele me olhando sempre. Eu pensativa, me perguntava "será que estou muito feia ou atraente demais??" kkk.

Tudo corria bem, eu estava sentada em um banco e quieta pensando "porque será que ele está me olhando sem parar?"
    De repente, meus pais que me acompanhavam desde o início desapareceram!! Aos poucos todos foram desaparecendo, eu nem me dei conta na hora (ok, sei que às vezes sou tonta nos meus sonhos) voltando...  Quando quase todos já se foram, só ficará eu e o tal observador. 
Desceu as escadas uma mulher, ela flutuava (não tinha pés, como se fosse um fantasma), sua roupa era comparada as deusas gregas (linda, parecia surreal) porém sua cara era de medusa (serio kkkk).

 Ela me olhava de uma forma diabólica. Mas não senti medo e nem sei como isso foi possível, já que qualquer pessoa em meu lugar estaria tremendo! Eu a encarei tbm, sem medo olhava para a cara dela, confusa. Tentando entender porque ela continuava me encarando.
    A medusa (vou chamar ela assim, já q era tão... bonita!! Cof cof) veio em minha direção, me olhando fixamente. O cabelo era estranho, não eram serpentes, mas também não reparei direito como era. Talvez pelo fato do sonho estar meio embaçado, só sei que tinha vida e se mexia. Eu não sei como fiz, mas tinha um cachorro do meu lado e um homem que ainda estava no "bar" (restaurante sei lá), eu consegui lançar uma espécie de magia para proteger eles (eu chamei de barreira protetora, ou escudo mágico, não me pergunte não sei de onde veio esses nomes). Eu sentia que ela era má e, por isso fiz isso , não sei como.

 Quando estava a 1 m da minha frente, ela disse alguma coisa, eu lembrava o que ela me falou no sonho, mas agora eu não lembro mais. Parecia algo como: 'Alguma coisa... fadinha'. Só lembro da 'fadinha', que foi o que mais me chamou atenção!!
    Ela soltou então, uns bichinhos, que voavam (os que estavam na cabeça dela), eram azuis, os dentes afiadíssimos e eram maus.
    Nessa hora, o garoto que me olhava tirou uma espada e levantou, me protegendo, mais mesmo assim, eram muitos bichos e um deles me mordeu. Eu adormeci, a "medusa" sumiu rindo, com aquela risada que ecoava. Lembro que ele me pedia para acordar!!

Eu então falei telepaticamente para ele fazer um antídoto para que eu pudesse acordar!! Não me pergunte, não sei da onde saiu a ideia de antídoto!!

 Eu acordei, estava deitada em um sofá, que tinha no restaurante nessa mesma hora, a "medusa" voltou e eu estava fraca ainda, a minha roupa era comprida e lilás. Eu usava uma coroa, não sei se era coroa, mas era linda. E pedia para eu ir embora daquele lugar!! Nessa hora eu acordei, eu estava com uma sensação estranha, sabe quando você  sente que aquilo realmente aconteceu?

E aquele rapaz, garoto sei lá, não sabia quem era mas senti que ele não era mau!!
 Só falta ser um elfo..... kkk que hilário, um elfo me proteger?? aqueles orelhudos que ficam naquele submundo, que me fizeram acordar assustada igual a uma louca. Hum, odeio eles!! Só me faltava isso kkkkk. Bom.. quanto a magia que eu fiz... como fiz?? Me pergunto toda hora, como consegui criar aquela barreira para protegê-los?!!

     Acredite fiquei muito intrigada com aquela medusa horrorosa e aquele rapaz. Vc assisti rebelde mexicano? Ele tinha mais ou menos a mesma idade dos meninos de rebelde,  ou algo próximo!!

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   Esse sonho foi enviado por Vitória Fernandes, uma seguidora do blog.
     
       Já teve algum sonho estranho com Elementais também? Quer vê-lo postado aqui no blog? Envie um email para mim: minhafadaniele@gmail.com
 
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   O que eu acho do sonho de Vitória: 

 

   Sem dúvida alguma, este ser elemental que ela viu em seu sonho, trata-se de um Guardião. A princípio, eu estava certa de que tratava-se de um Silfo, por causa da espada que ele estava portando. Elfos em geral, usam arco e flecha. Espadas são mais usadas por elementais do Ar como silfos e fados. Mas, conversando com Vitória, ela me disse que nunca tinha invocado silfos e que estava quase certa de que poderia tratar-se de um elfo da luz (um elfo do bem). 
    Este não foi o único sonho que Vitória teve com este elemental misterioso. Ao que tudo indica, ela tem sonhos recorrentes com este e outros elementais. 
   Aconselho à Vitória que crie o hábito de postar seus sonhos em um Diário Dos Sonhos para consultas posteriores. E também para poder detalhar um perfil dos personagens que ilustram seus sonhos, mais ou menos, como eu fiz. É importante saber quem é quem em seus sonhos recorrentes para reconhecer nossos aliados e nossos inimigos. O plano Onírico é confuso, complexo e ainda inexplorado, mas podemos fazer a nossa parte para compreendê-lo e compreender a nós mesmos, o nosso subconsciente, o nosso EU interior. 
    É importante manter um bom relacionamento com nossos aliados ou guardiões, pois são eles que nos protegem enquanto dormimos e evitam que tenhamos sonhos ruins (pesadelos), além de afastar os maus espíritos (ou parasitas que se nutrem de nossas energias enquanto estamos sonhando, são Vampiros Energéticos ou Vampiros Oníricos).
   Aconselho que, mesmo os que não são cristãos, que se habituem a fazer uma prece antes de dormir, se para Hipnos e Morpheus ou para a Ave Maria, não importa! Depende de quem você devota toda a sua fé. Eu, por exemplo, sempre oro preces celtas e católicas antes de dormir. E ambas funcionam muito bem para mim. Se bem que, sempre que durmo sem pedir a benção de Morpheus (deus grego do sonho), acabo tendo um pesadelo daqueles.
   A seguir, uma prece que recomendo a todos para se ter noites tranquilas:

Ter sono tranquilo


Minha alma vai estar por alguns instantes com outros espíritos.
Venham os bons ajudar-me com seus conselhos.
Faze-me, meu anjo guardião, que, ao despertar, eu conserve durável e salutar impressão desse convívio.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Sobre anjos caídos e Aliens...

 
  "Você acredita em extraterrestres?", é o que algumas pessoas me perguntam. Essa pergunta me deixa muito pensativa... Dizer que acredito em Elementais é uma coisa, mas dizer que acredito em extraterrestres é outra bem diferente porque quando alguém diz que acredita em E.T.s é ridicularizado pelos demais.
   Há muitos relatos de avistamentos de Ufos e experiências relatadas pelos chamados "contatados" (pessoas que supostamente foram abduzidas por estas criaturas), no entanto, estas experiências não podem ser realmente levadas a sério porque, muitas delas são falsas como temos observado em alguns sites não sensacionalistas. Por enquanto, o único caso que pode ser levado a sério, na minha opinião é A Abudção Dos Hill
    Em todas as vezes em que me permiti crer na existência destas criaturas alienígenas, fui tomada pelo pânico e pela paranoia. Não conseguia dormir, com medo de ser abduzida e/ou com medo destes estranhos pesadelos recorrentes que tenho com elfos serem na verdade obra de alienígenas. E só piorou quando assisti aquele filme "Os Escolhidos" (que me fez dormir de janela trancada por um bom tempo - e normalmente, eu deixo a janela aberta, porque ela tem uma grade). 
   Acreditar em alienígenas, implica em desacreditar em tantas outras, como em Deus e no Diabo, por exemplo. Não. Não estou exagerando! O que digo é verdade, sim. O fascínio por alienígenas chega a ponto de muita gente achar que eles é que guiaram Moisés na travessia do Mar, quando suas águas se dividiram ao meio, como duas paredes d'água. E tantas outras baboseiras. Até eu que sou uma bruxa com orgulho, acredito em Deus. Ok, para vocês não ficarem confusos a minha visão espiritual é a seguinte: Deus (Jeová) criou os anjos. Alguns destes se rebelaram e foram expulsos do Paraíso e transformados em demônios. Deus criou os humanos. Posteriormente, houve outra rebelião, mas desta vez, não tinha nada haver com os anjos querendo tomar o poder de Deus. Eles apenas queriam ser livres e viver entre nós, como nós, com nós... Eles mesmos decidiram cair por sua própria conta. E destes anjos caídos, os arcanjos (por serem mais fortes, óbvio) se auto denominaram deuses e deram origem a seres que hoje, adoramos como elementais. Alguns cristãos não admitem que os anjos caídos sobreviveram ao Dilúvio, mas isso é um fato! Comprovem por si mesmos. Analisem a História no período pós-dilúvio. As manifestações espirituais de Elementais e Deuses Pagãos cresceu ou diminuiu?

   Uma vez que se mostraram para a humanidade e foram varridos de forma tão polêmica por Deus, os anjos se sentiram humilhados e não podiam retornar assim. Por isso, deram um tempo e voltaram sob novos disfarces, como deuses.
    Se observarmos com atenção a mitologia de alguns deuses não faz o menor sentido; por exemplo, Zeus (o velho safado) foi castrado e do esperma de suas bolas (eca!) nasceu Afrodite. Nada haver! Ou isso é "simbólico" ou os "deuses" pensavam que as pessoas eram muito ingênuas (pior que eram) para acreditar que um bebê (Hermes) poderia roubar o gado do irmão (Apolo)! É cada loucura, que vou te falar! kkkk
    Não, o pior é que eu adoro alguns deuses gregos (Hécate, Atenas, Ártemis, Gaia, Afrodite...)!
Perséfone e Hades

   Antes de cultuar um deus, eu leio sobre ele a fundo... A fundo mesmo para não ter nenhuma surpresinha depois. Tem gente que lê um texto fofinho sobre Zeus em um site escrito por algum banana que não entende nada de mitologia e pensa que esse deus é um velhinho benevolente e que ama a humanidade, quando na verdade, ele não passa de um estuprador (de mulheres, crianças e até homens) que não perdoa nem os animais e nem as próprias filhas. Não, e o velho é sacana. Após tirar a virgindade de Afrodite, a obrigou a se casar com um deus (ele que me perdoe pela sinceridade) horrível, Hefestos (é esse o nome, não?). E após fazer o mesmo com Kore (Perséfone), ele ainda a deu para Hades. Eu não culpo a coitada por ter casado com o Deus do Inferno (mesmo, ele sendo seu tio). Aposto que Hades a tratou muito melhor que o próprio pai dela.
    Até onde eu sei, as únicas em que zeus não se atreveu a tocar foi em Atenas e Ártemis (acho que, porque elas fuzilariam ele sem pensar duas vezes).
    Por causa do comportamento malicioso e perverso de alguns deuses, os cristãos tiveram motivos de sobra para falar que todos os deuses eram, na verdade, demônios disfarçados. E como Zeus não era nada amistoso.... Muitas pessoas preferiram Cristo (que era casto e não saia por aí molestando mulheres)!
    Mas onde entram os E.T.s nessa história? Pois é! É o que eu pergunto! Mas tem gente que insiste em dizer que Deus, Diabo e Elementais não passam de invencionice e de que são os E.T.s que dominam. kkk. Fala sério!
     Eu admito! Tenho muito medo de aliens, mas não é por isso que me recuso a crer neles. É porque preciso de provas mais consistentes. Veja bem, os aliens são algo moderno, que surgiram mais ou menos por volta dos anos 60, se não me engano. Já os elementais são bem mais antigos. Há uma clara diferença de décadas para séculos. Os elementais estão mais enraizados no imaginário popular que os aliens, que ganharam destaque por causa de filmes como A Experiência.
   Então, é por isso, que eu prefiro tratar destes seres de forma bem vaga.
Há quem acredite que os aliens, na verdade, são elementais ou muito toscos ou disfarçados para pregar uma peça nos humanos. A última alternativa me convence mais. E, vindo dos elementais, eu não duvidaria porque eles são atores natos que amam encenar em nossos sonhos ou mesmo em raros encontros visuais. Duendes, por exemplo, por serem muito travessos, adoram pregar peças em humanos descuidados. E para isso, eles saltam na frente de um viajante exausto ou perdido só para assustá-lo. O enganam com falsas pegadas (bem ao estilo Curupira) e até mesmo emitem assobios e ruídos assustadores, além de bater palmas e dar beliscões. Por que diabos, um deles não se disfarçaria de E.T. só para zoar um pobre coitado?

    Bem, não posso afirmar nada com certeza porque não conhecemos todos os mistérios da natureza, da magia e mesmo do Espaço. Nunca se sabe... Mas eu sei, que mesmo que aliens existissem, não mudaria minha visão espiritual. Não abandonaria minhas crenças por eles. Eles seriam apenas seres toscos sem propósitos objetivos que teriam como principal meta se infiltrar entre os humanos. Mas aí, neguinho... Eu fico pensando: Que maluquice o mundo em que vivemos! Os aliens querem dominar o mundo, mas e o bendito e prometido Apocalipse? Não acho que Lúcifer vai perder para seres verdes e baixinhos, né? kkk
   É... Vivemos num circo bizarro!

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Não vá!


O seguinte relato que vou contar-lhes agora aconteceu com minha avó, Eva (ela detesta ser chamada assim, mas não importa).
   Em uma tarde, minha avó estava lavando a louça. Ela viera passar alguns dias com a gente. Minha mãe estava trabalhando. Eu estava escrevendo e meus irmãos mais novos, Danilo e Thiago estavam na sala brincando.
   Minha avó se irritou com a bagunça que os meninos estavam fazendo e berrou da cozinha:
- Ou vocês dois ficam quietinhos ou eu vou sair e deixá-los aqui sozinhos.
    Nessa época, havia um problema com nossa energia elétrica e nossa luz era bastante instável caindo e voltando várias vezes sem aviso - Depois pagamos um eletricista e ele consertou isso -, como nossa casa fica sinistra com as luzes apagadas, todos - incluindo eu - morriam de medo de ficar na casa sozinhos. Principalmente, porque minha mãe e minha avó viviam dizendo que o antigo proprietário desta casa - um velhinho pedófilo - morreu aqui.
 - É vocês quem sabem, meninos. - Disse minha avó e sentiu uma mão puxando a barra de sua saia com força.
   Ela se virou, mas não havia ninguém ao lado dela. Até hoje, isso ainda deixa minha avó intrigada. Quem ou quê teria puxado a barra da saia dela e por que? Talvez, fosse algum espírito que não queria que ela nos deixasse sozinhos em casa. 
   Minha avó tem a impressão de o espírito era o de uma criança, justamente por ter puxado a saia dela, como as crianças pequenas fazem.
     O que eu penso a respeito? Honestamente, me arrisco a dizer que foi o elfo Wili. Passei a vê-lo e sonhar com ele justamente quando me mudei para essa casa. Minha mãe ainda insiste que Wili e todos os outros elfos que vejo, na verdade, são espíritos de gente morta. Eu prefiro acreditar que são elfos porque só a ideia de ser assombrada por mortos me assusta.

domingo, 19 de outubro de 2014

Do meu lado

  -2014 -
Não me lembro mais a data do ocorrido, mas vou postar assim mesmo.
Foi o meu irmão Thiago quem contou isso. Eu sei que ele não mentiu para mim, porque nós dois sempre fomos muito unidos. Dos meus três irmãos, me dou melhor com ele que com os outros. Eu conto segredos a ele e ele conta segredos a mim. Já passamos por várias experiências sobrenaturais juntos. Eu inclusive, postei uma aqui nesse blog. Por isso, eu posso afirmar, com toda certeza, que isso não foi uma piadinha de irmão.

   Antes de dormir, eu pedi à Gaion que ficasse ao meu lado. Que dormisse comigo, que me protegesse porque eu estava me sentindo mal. Ela sorriu para mim e eu adormeci, despreocupada.
   Na manhã seguinte, quando acordei, Thiago estava sentado... Me observando de sua cama.
- O que foi? Nunca me viu antes? - Eu disse rindo.
- Você não vai acreditar! - Ele disse.
- O que foi? Sonhou que estava beijando a Rihanna? - Eu ri de minha própria piada.
- Não. - Ele disse sério.
- O que foi então? - Eu disse, sem graça.
- De madrugada, quando eu me levantei para ir ao banheiro e quando sentei na cama e estava calcando meus chinelos, olhei para você... Você se virou para o meu lado e ergueu um pouco a sua coberta enquanto a ajeitava. Foi então que eu vi uma coisa... - Disse Thiago.
- Que coisa? - Eu perguntei.
- Juro por deus que vi alguém do seu lado... Parecia uma mulher, mas ao mesmo tempo não parecia humano. Tinha olhos grandes, negros e brilhantes. Uma pele que parecia podre ou queimada. Não sei direito... E tinha apenas um tufo de cabelos brancos em sua cabeça careca. Era horrível. E aquilo estava abraçado a você e sorriu para mim. - Disse Thiago.
    Eu me lembrei que pedi a Gaion para dormir comigo. Mas aquela coisa não podia ser ela, ou podia... 
  Joguei minha coberta longe. 
Fiquei muito intrigada.
Que coisa foi essa que o meu irmão viu ao meu lado? Que horror!

Um olhar na escuridão

17/10/14

   Esse relato que vou contar-lhes agora, aconteceu com o meu irmão Thiago (de doze anos). 
   Eram mais ou menos umas 22:00. Estava caindo uma tempestade daquelas... E para piorar a situação, a luz acabara.
   Thiago decidiu ir lá fora, até o jardim. Ver se sua bicicleta estava coberta com a lona.
Ele voltou correndo. Sentou-se ao lado de nossa mãe e, ficou calado por um tempo. Pensativo.
- Algum problema? Você está muito calado, Thiago. - Nossa mãe disse.
- É que... Não. Não sei te conto. Você, provavelmente, não vai acreditar em mim. - Disse Thiago.
- Conta logo! - Disse a minha mãe.
- É.  Eu quero saber. - Eu disse, curiosa.
- Eu fui lá fora, ver minha bicicleta e... Quando eu olhei em direção à lixeira, vi uma coisa estranha. Parecia um bicho... Uma coisa. Não sei bem. Mas tinha os olhos brilhantes e me encarou. Eu sabia que aquilo não era um bicho, mas também sabia que não era humano. - Thiago nos contou, ainda espantado.
- Ah! Isso é mentira! - Falou minha mãe.
- Não é não! Eu juro! Por que você acha que eu vim correndo então? - Ele disse.
- Que nada! Você imaginou coisas... - Minha mãe balançou a cabeça rindo.
- Eu acredito em você. Mas você realmente jura que viu isso? - Eu o encarei.
- Sim. Eu tenho certeza. - Ele disse.
- E como era essa "coisa"? - Eu queria mais detalhes.
- Eu não sei. Estava muito escuro. Mas ela tinha grandes olhos brilhantes. - Ele disse.
- Ok. Se pudesse comparar o que viu com algum monstro de qualquer filme, qual monstro seria? - Eu disse.
Ele pensou antes de me responder:
- o Golum do Senhor Dos Anéis.
- Viu só? Ele está doido! Vendo o Golum no nosso jardim... - Nossa mãe riu de novo.
- Eu acredito nele porque, tempos atrás sonhei com um elfo que tinha a aparência semelhante a que ele descreveu. Acredito que o que ele viu foi um elfo da noite. - Eu disse.
- Não importa o que era. Só sei que eu não volto mais lá, hoje. - Disse Thiago assustado.

   Continuo acreditando em meu irmão. Aliás, essa não é a primeira vez que ele vê coisas sobrenaturais. Pretendo postar mais relatos dele, aqui no blog, assim que eu tiver mais tempo.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Duende Barbegazi

http://fc01.deviantart.net/fs71/f/2013/064/3/0/berserk_elfo_pack_by_spitfire95-d5x1de8.png
Duendes e gnomos são bonitinhos e podem passar anos em seu jardim sem que você desconfie de qualquer situação estranha, mas, segundo uma lenda bastante conhecida na França e na Suíça, existe um tipo de duende muito mais interessante do que este.

Segundo a Fantasy Encyclopedia, o Barbegazi é um tipo de gnomo de inverno, que sai de sua montanha apenas quando a neve começa a cair. Identificá-lo não é um problema: além da barba branca, ele tem pés gigantescos, que funcionam como pranchas de neve. Ele usa seus enormes pés para deslizar na neve de forma veloz.

Se você já estava ficando com medo dele, não se preocupe: o Barbegazi costuma ajudar pessoas presas na neve. Ao encontrar alguém com dificuldades, ele faz sinais e assovios para que alguém possa ajudar. Caso ninguém esteja por perto, ele perde o medo de mostrar sua face e aparece para cavar ao redor da pessoa até que ela se veja livre da neve.

sábado, 6 de setembro de 2014

A armadilha do suicídio

   Durante o Romantismo, folhetins de amores impossíveis circulavam entre jovens de todas as idades. O envolvimento emocional era tão grande com a história e os personagens que, quando o romance terminava em tragédia e os amantes não podiam ficar juntos, a tristeza era tão grande que centenas de pessoas se suicidaram. No Japão Medieval, era sinal de honra e coragem terminar com sua própria vida caso fosse vencido.

   Pela lei do Karma, o suicídio é um problema sério. Muitas pessoas se sentem deprimidas porque sentem, lá no fundo, aquela vontade louca de voltar pra casa. Para elas, o suicídio é uma forma de voltar para a casa. Para outras, é um jeito de fugir dos problemas. Em ambos os casos, estão enganadas.

   Sabemos que o suicídio não é bem visto porque interrompe seu processo de aprendizado. É como sair pro recreio antes da hora. Você perde a aula e só encontra um pátio vazio. Há quem diga que é preciso ter coragem para tirar a própria vida, quando nós sabemos que é preciso coragem mesmo para continuar vivendo. No fim, suicidas são pessoas que abandonaram a batalha. Por isso tendemos a ficar tão zangados com eles! Nos largaram sozinhos no campo de batalha, os cretinos! Mas para onde vão essas almas desistentes?

   Há um lugar tenebroso chamado Vale Dos Suicidas, escuro, frio, fedido e feio (parece café de repartição pública. Para lá vão os que desistiram repetidas vezes de suas vidas. Pra você ver como a Divindade é paciente, é preciso que cometamos o mesmo erro várias vezes para que nos enviem a um lugar tão horrível. Não é um lugar legal e, vale lembrar, que suicidas tendem a repetir o padrão de comportamento (fugir quando a coisa fica feia). Muitos deles acabam reencarnando como pessoas excepcionais para que sintonizem com as emoções mais básicas e não usem sua inteligência para se matar.

   Mesmo suicidas têm novas chances. Mas o caminho que trilham é doloroso demais para valer o experimento. Por isso, fica o recado. Por mais preta que a situação esteja, jamais desista. Vá até o fim! Finja que é um vídeo game e use até o último pontinho de vida para lutar e ficar. Morrer lutando, seja contra uma doença  ou para defender algo ou alguém, é mais honroso do que morrer fugindo.


Fonte: Wicca - reencarnação, número 36. Eddie Van Feu. Editora Modus.
Visite o blog oficial de Eddie Van Feu: http://omundodeeddie.blogspot.com.br

Karma social

   O Karma social engloba religião e política e reflete problemas que você venha a ter com outras pessoas num sentido mais... social. Fazer parte de determinado grupo de trabalho, estudo ou de moradores de uma região está também ligado às suas ações passadas (o karma é fogo! Tem uma memória de elefante!). Isso inclui compartilhar consequências de decisões tomadas por um grupo social. Você, mesmo que odeie o meio em que vive, tem uma ligação com aquelas pessoas e com aquele lugar. Isso inclui suas amizades (e mesmo a falta delas). Muita gente se sente fora de contexto e se pergunta: "O que eu estou fazendo aqui?" Não sente uma ligação com as pessoas ou com a sociedade em que vive. Essas pessoas precisam aprender e/ou fazer algo ali, e basta que fiquem atentas, que logo entenderão o que é.

   Uma forma que o Universo encontrou de solucionarmos alguns de nossos problemas é nos colocando juntos novamente em relações de trabalho. Por isso, quando um chefe ou um colega de trabalho parece encrencar conosco, provavelmente plantamos essa sementinha de antipatia numa outra vida. Por outro lado, quando um chefe ou um colega de trabalho parece não se dar bem com ninguém, é também um problema de vida passada, porém relativo à própria pessoa. Muita gente sofreu nas mãos de senhores, chefes e patrões egoístas e cruéis. Quando os papéis se invertem, elas têm a chance de agirem como gostariam que tivessem agido com elas. Ao invés disso, aproveitam a chance para ir à forra. Isso explica os péssimos políticos, os chefes horrorosos e as pessoas que poderiam usar sua posição para ajudar, mas preferem atrapalhar.

Fonte: Wicca - reencarnação. Número 36. Eddie van Feu. Editora Modus.
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Karma familiar

   O Karma familiar está ligado às pessoas de nossa convivência. É muito comum vermos famílias em que os membros se detestam. Há um tipo de violência familiar que não se explica de outra forma, senão pelo Karma. É um caso típico de pessoas que dividiram vidas anteriores e levam para essas vidas seus antigos relacionamentos. Casos de abusos de criança, ou complexos de Édipo são resquícios de antigas paixões incontroláveis. Casos de violência e distanciamento emocional são exemplos de inimigos de outrora que voltam sob o mesmo teto e com o mesmo sangue, na tentativa de resolverem suas diferenças.

   A família é o núcleo da sociedade. É como se fosse uma miniatura do mundo em que vivemos. Se ela possui ranços e problemas sérios e entrega-se à decadência emocional e afetiva, o que podemos esperar da sociedade, seu reflexo?

    O Karma familiar é um dos mais difíceis de lidar. Especialmente porque ele está exatamente entre o Karma pessoal e o social, o que pode atrapalhar ainda mais o relacionamento entre pais e filhos, maridos e esposas. É difícil também porque precisamos criar uma conexão com pessoas que muitas vezes nos prejudicaram ou foram prejudicadas por nós. Há muita mágoa e rancor dos dois lados. Aí, você pergunta: "E de quem foi essa ideia de jerico?" Apesar de não parecer, é uma ideia brilhante. O karma familiar é um dos últimos recursos para aprendermos a conviver com diferenças e superar o ego em detrimento do amor ao outro. Por mais que sua mãe tenha diferenças com você, há um elo inquebrantável entre vocês e isso vai ajudar a superar as pendengas do passado. Se você não suporta pessoas do seu trabalho, pode pedir demissão. Se você odeia seus vizinhos, pode se mudar. Mas com a família, a história é outra. Não dá para fugir. Temos que resolver.

Fonte: Wicca - reencarnação. Número 36. Eddie Van Feu. Editora Modus.
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O caso do bêbado mirim


  Esse aconteceu em 1971, no Sri Lanka (antigo Ceilão), no subúrbio de Colombo. Um guri de nome Sudith que nem completara ainda os dois anos de idade insistia com sua família que seu nome em outra vida era Sammy. Segundo o garoto, ele vivia em Gorakana com sua mulher, Maggie e que era um vendedor de araca engarrafada (uma espécie de bebida forte destilada de arroz e melaço). Um dia, bebeu demais e brigara com a esposa. Saiu de casa para andar e foi atropelado por um caminhão (morreu, claro).
    O menino apresentava desde cedo gostos estranhos para uma criança, como araca e cigarros, além de determinado tipo de roupa que não era comum para a sua idade. Tinha um temperamento brigão e às vezes, violento, mas também tinha rompantes de generosidade. Ele também vivia insistindo que o levassem a Gorakana. Um monge foi chamado e conversou longamente com Sudith. Depois, com anotações em mãos, foi à Gorakana e descobriu o seguinte:
     Até seis meses antes do nascimento de Sudith, um homem vivera em Gorakana. Seu nome era Sammy Fernando e ele fora um operário de ferrovia e vendedor de araca. Teve uma mulher chamada Maggie e seu pai chamava-se Jamis. Sammy morrera, segundo testemunhos, atropelado por um caminhão em frente de casa, logo após uma briga com a esposa. Diziam que era um homem violento e brigão, bebia feito um gambá, tinha uma generosidade impulsiva e era fumante inveterado.

    O caso atraiu a atenção de muita gente e foi estudado por Ian Stevenson, professor de psiquiatria da Universidade da Virgínia e diretor do departamento de estudos de personalidade, no centro médico da universidade. Estudioso sério, Stevenson pesquisou cada detalhe do caso Sudith e não conseguiu encontrar nenhuma falha nos relatos da criança.
  Certa feita, a família de Sammy visitou Sudith que, mesmo nunca tendo visto aquelas pessoas, correu para a mulher, chamando-a de Maggie. Abraçou-a, disse que a amava e culpou-a pela sua morte. A criança também tinha medo de policiais e um terror patente de caminhões.

Fonte: Wicca, Reencarnação, n 35. Eddie Van Feu. Editora Modus.
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sábado, 30 de agosto de 2014

O que você precisa saber antes de invocar um elemental


  Antes de atrairmos um Elemental, devemos aprender o máximo possível sobre eles. Qualquer mínimo detalhe pode ser importante. Então, controle seu desespero e só tente atrair um Elemental quando souber o bastante sobre eles. Você quer atrair duendes? Ótimo. Vamos lá, me diga o que sabe sobre eles? O que são duendes? Quais as oferendas preferidas por eles? Me diga o nome do duende que rege seu signo? O que você acha que sabe sobre duendes? Conhece o lado sombrio deles? A gente tem de conhecer tanto o lado negativo quanto o positivo de um ser antes de atraí-lo para não se arrepender depois. Eu estava tão encantada pelos elfos depois de assistir O Senhor Dos Anéis e escrever um fanfic sobre elfos que pensei que sabia tudo sobre eles. E fui correndo contatá-los. Resultado: Deu no que deu! 
   Vocês não querem terminar maluquinhos como eu, né? Então, vamos com calma. Estude o lado bom e também o lado ruim de um ser. Não tampe o sol com a peneira e nem bote a mão no fogo por nenhum elemental para não se queimar. Eu, antes, ignorava qualquer coisa ruim que ouvia ou lia a respeito dos elfos porque para mim, eles eram criaturas perfeitas e ponto. Se eu tivesse sido menos boba e lido que eles podiam ser estupradores, obsessivos e possessivos e provocar pesadelos, eu NUNCA que teria invocado eles! 
    Veja bem onde você está amarrando seu jegue. Certos elementais só são bonzinhos nos filmes.
   Quando eu era criança, pensava que os duendes eram fofinhos e bonzinhos como nos filmes, mas mais tarde, eu descobri que eles eram maus, pervertidos e encrenqueiros. E, pensar que eu fiz de tudo para atraí-los... Ainda bem que foram os elfos! Apesar de tudo, os elfos são belos e entre ser assediada por um belo elfo ou duende horrendo, prefiro o elfo!

    Mas Dani, não existem duendes bonzinhos?

   Pode ser que sim, mas eu não me arriscaria. Encontrar um duende do bem é como encontrar água no deserto...
  Pode até ser que você dê sorte e atraia um duende do bem, mas isso seria raro porque os duendes já são naturalmente malvadinhos. É a natureza deles. Mas se você também é malvadinho, ótimo. Vocês vão se entender bem. Existe um elemental para cada tipo de pessoa nesse mundo. Claro que nem sempre o elemental que tem mais haver com a gente é o nosso preferido, mas isso não tem nada haver com a sua vontade. São os elementais que nos escolhem e não nós quem os escolhemos! Meta isso na sua cabeça e busque um elemental que combine com você, com sua personalidade, com o seu jeito de ser. Se você não for compatível ao elemental ou ao elemento que deseja contatar, vai fracassar. Quer pagar para ver? É a voz da experiência falando aqui!

Quero ver fadas!

  Oh, eu também! Mas querer não é o mesmo que poder. Certo?
 Nem todo mundo pode ver fadas, por vários motivos:
  1. Falta de dons;
  2. Incompatibilidade com o Elemento Ar;
  3. Afinidade com a natureza e com os animais zero;
  4. Descrença
 Muitas pessoas querem ver fadas, mas não são nem bruxos nem wiccanos. Como é isso? Se você não tiver um dom (ver espíritos, ouvir vozes ou sentir a presença de espíritos, dentre outros), como espera ver uma fada? Fala sério!
   Antes de tudo, descubra seu dom e trabalhe ele. Todo mundo tem um dom. É só descobrir e exercitá-lo. Sem isso, a mágica dificilmente acontece.

   Outra coisa importante é sua fé! Não adianta falar: "Ah, eu vou invocar os elementais só para saber se eles são reais ou não". Pessoas que fazem isso, ou perdem seu tempo ou se ferram feio, porque enquanto elementais sérios não perdem tempo com humanos tolos, os elementais perversos adoram aterrorizar humanos bobões. Depois se sua casa parecer assombrada, nem venha me reclamar porque é um problema seu e nem me interessa!
   A fé move montanhas, certo? Use sua fé. Acreditar é fácil, basta abrir seu coração.

   Tente ficar mais próximo da natureza e dos animais. Ah, mas eu moro num apê! Grande coisa! Não tem espaço para um vasinho pequeno de planta, um aquário pequeno ou um cristal que seja? E quanto aos animais, você deve ter um cachorro, um gato, um periquito ou um furão que seja. Dê atenção e carinho ao seu bichinho! Se não tem um bicho, considere despertar seu Totem ou Animal Guardião.

   Reserve um cantinho da sua casa para meditar. Tente montar um altar camuflado se você for menor de idade. Não é tão difícil assim! Você pode colocar as imagens e os símbolos dos elementais discretamente em um espacinho na sua estante e falar para os outros que é enfeite. Use a sua imaginação, criatura! Coisa mais fácil é enganar "trouxa". 

   Varetas de incenso podem ser usadas com a velha desculpa: É para perfumar o ambiente!
Velas, minta que são para a santinha de sua devoção ou para seu anjo da guarda - essa vai colar facinho se você for católico.
   Eu me sinto meio má, ensinando vocês a fazerem as coisas escondido, mas se eu vou para a Elfland de qualquer jeito e você são irremediavelmente inocentes, não há outro remédio!
   
Quem não tem liberdade para praticar wicca, deve se virar da melhor forma que puder. Se não pode comprar imagens dos elementais, apele para o básico do básico; Uma pena, Uma pedrinha comum mesmo, Uma concha e Uma pedrinha de carvão deve ser o bastante para representar os Elementos. Guarde numa caixinha em seu guarda-roupa. Ou sei lá. Ainda bem que ninguém mexe nas minhas coisas senão eu arranco os dedos. 
    Medite. Eu era péssima em meditar, mas me esforcei ao máximo e hoje medito facilmente. Nada vem fácil! Se você tem problema em concentrar, trabalhe sua mente, através da auto-sugestão. Diga a si mesmo: Eu quero que o mundo se expluda. Agora, estou meditando e vou relaxar. Vou ficar como a Ke$ha ou Lady Gaga. Tranquilo e calmo. Simples! Nosso cérebro obedece nossos comandos. Portanto, se você dizer a si mesmo que vai relaxar e se concentrar, você vai relaxar e se concentrar. É uma questão de treinamento apenas. Todo o poder de uma bruxa vem de sua mente. Por isso, se você não aprender a domar a sua mente, nunca vai ser uma bruxa de verdade. Dá trabalho? Dá. É cansativo? É. Mas, no fim, vale a pena. E ninguém disse que seria fácil. Magia é para os fortes. 

Quer atrair os seres da Terra?

 

   Sente-se no chão. Ande descalço. Abrace as árvores. Plante alguma coisa. Se tem medo de se sujar, então, esse não é o elemento certo para você.
   Esses elementais são naturalmente ligados à gente do campo que a gente da cidade. Justamente porque nós, da cidade, somos muito frescos e cheios de não me toque. O povo do campo, não.
  Velas e cristais são necessários para se trabalhar com esse elemento.

E que tal as ninfas?

  Para atraí-las é necessário uma sensibilidade e tanto porque se importar com árvores e plantas não é para qualquer um. Falar com as ninfas, exige deixar de ver uma árvore apenas como uma árvore e vê-la como algo vivo, com uma alma. Para uns, isso soa como loucura. Eu sei. Soava para mim, mas uma vez que se abre os olhos e se acredita em ninfas, sua visão muda e você se torna mais consciente do mundo à sua volta. Aliás, as ninfas são o caminho mais fácil e seguro para se chegar às fadas. Fadas e ninfas são muito ligadas e se dão muito bem.
   Velas, incensos e plantas são necessários para se comunicar com elas, além da água que nesse caso pode ser representada por um copo de vidro com... Água.

E os elementais do Fogo?

   Esses camaradinhas detestam gente fraca e medrosa! Eles são aventureiros, impulsivos e destemidos.
  Quem quer atrair esses elementais, tem de trabalhar com velas, incensos e com o caldeirão. Mas, especialmente, velas. Sem elas, a magia não acontece. Não para esse elemento.


   Será que agora deu para sacarem um pouco mais de como é que a banda toca? Eu não preciso desenhar, né? XD

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Ervas mágicas


Alecrim


Usada para afastar olho gordo. É também a erva da juventude eterna, do amor, amizade e alegria de viver.
  Se colocada em baixo do travesseiro, afasta os pesadelos.
É considerada um poderoso estimulante natural, favorecendo as atividades mentais, estudos e trabalho. Favorece e fortifica o ânimo das pessoas. No ambiente, agindo em conjunto com a arruda, "segura" as energias de inveja, mau olhado e fofocas. Pode ser usada no vasinho ou queimada seca como defumação. Pode se tomar banhos fazendo uma infusão com a erva.


Sálvia


  Protege contra feitiços.

Manjericão


Tem a propriedade de acalmar e trazer paz de espírito a todos.

Camomila


Contra dor de cabeça, calmante, combate a TPM.

Cidreira


Ansiedade, enxaqueca, dores musculares, ideal para quem pressão alta.

Hortelã


Indicada para rinite, nariz entupido, tosse.

Lírio

 

 A flor preferida dos elfos.
Se plantada no jardim, afasta fantasmas e energias negativas. Evita pessoas invejosas. O lírio é também um bom antídoto contra feitiços de amor e com esse propósito, devemos oferecê-lo a pessoa suspeita do delito. Plante lírio em seu jardim para atrair os seres feéricos nobres e serviçais, principalmente reis e rainhas dos elfos.

Violetas

 

A flor preferida dos gnomos e duendes.
Absorvem feitiços do mal. A fragrância acalma e limpa a mente.
Se você deseja atrair as bençãos dos gnomos benignos, cultive essa planta nos quatro cantos de sua casa. Faça uma coroa de violetas e use-a na Lua-Cheia para ver o rei dos gnomos.
 

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Reencarnação familiar - part. 2


Escolhendo os pais


É comum o relato de crianças contando sobre quanto ficaram empolgadas quando escolheram seus pais. Porém, muitos pais perdem a oportunidade de aprender com seus filhos por que foram escolhidos porque não levam a sério as afirmativas dos filhos, considerando-as frutos da imaginação ou apenas mais uma das gracinhas que as crianças dizem.
  Os pais de Jessa, entretanto, não podiam ignorar suas afirmações. Ela falava constantemente sobre a esfera espiritual.

  Não somos uma família religiosa, mas desde os 2 anos Jessa nos conta histórias sobre Deus. Ela disse que, antes de nascer, nos escolheu como pais porque precisávamos de alguém como ela em nossas vidas! Jessa afirmou que, antes de ser filha de Deus, teve outros pais, Michael e Susan, que morreram num incêndio. Então, descreveu uma pequena casa de madeira. Ela fala sem parar sobre a morte e por que não precisamos temê-la. E nos diz pra não ficarmos tristes com o recente falecimento de seus avós porque eles estão num lugar lindo e sereno.

  A história que se segue é a lembrança pura de uma alma arrependida que agora está no corpo de uma criança de 3 anos. É um exemplo pungente de alguém que voltou para reparar o mal que causou anos atrás. Numa conversa telefônica, sua mãe, Carrie, me descreveu o que aconteceu:

Eu estava lendo quando Amanda chegou e, de repente, disse: "Mamãe, você se lembra de muito, muito tempo atrás, antes de você nascer?" Respondi que não, deixando o livro de lado para dar a Amanda toda a minha atenção. Com a voz séria, ela me informou, da maneira mais casual possível: "Eu matei você!"
   Sem demonstrar surpresa ou descrença, perguntei porque ela havia feito isso e ela respondeu: "Eu estava com muita raiva de você". O rosto de Amanda tinha uma expressão triste. Ela se aproximou e se encolheu no sofá, perto de mim. Pedi que me contasse como me matou. "Com uma espingarda". Eu não esperava uma coisa dessas! Fiquei curiosa em saber como ela se sentia sobre tudo isso e perguntei: "Bem, se foi isso o que aconteceu, o que nós estamos fazendo agora?"  A resposta de Amanda me fez gelar: "Mamãe, eu fiquei tão triste por você. Queria ser sua amiga de novo. Nunca mais vou fazer isso. Eu só quero ser da sua família agora". Atualmente, temos um ótimo relacionamento. Mas eu me lembro das várias vezes em que, sem nenhuma razão aparente, Amanda dizia: "Estou tão triste por você. Deixa eu segurar sua mão".  Depois de ela ter dito que me matou numa vida anterior, tudo faz sentido. Acho que ela vem tentando reparar o seu erro e me compensar pelo que fez.
   Lembro-me que no seu livro você disse que os pais podem ajudar uma criança a elaborar as memórias de uma vida anterior. Então, algumas noites depois, quando conversávamos antes da hora de dormir, eu disse de maneira mais casual possível: "Amanda, você se lembra de alguma coisa antes do meu nascimento?" Ela respondeu: "Lembro, mas não quero mais falar sobre isso. Eu era um homem muito mau. E fico muito triste". Procurei tranquilizá-la: "Amanda, se isso deixa você triste, tudo bem. Só quero que entenda que eu a perdoo por qualquer coisa que tenha acontecido e que agora estamos numa outra vida. Eu a amo muito e você é minha filha". Ela me abraçou e disse: "Mamãe, eu amo você demais". Essa foi a última vez que Amanda afirmou se sentir livre por mim.

Juro sem cruzar os dedos

 

   Uma amiga me contou essa história sobre sua filha e sua sobrinha - primas e amigas inseparáveis. Ela nos mostra a força da influência dos guias na determinação da data e do lugar para o retorno da alma.

  Estávamos passando as férias em nossa casa de praia que sempre dividíamos com a família do meu irmão. Rebecca, a babá, chegou da praia balançando a cabeça e dizendo: "Essas meninas vivem no mundo da lua! Vocês precisam ouvir as histórias que elas inventam. Mas como elas me fizeram jurar segredo, não posso contar nada a vocês!"
   Rebecca estava falando sobre minha sobrinha de 7 anos, Sarah, e minha filha, Charlotte, um ano mais nova. Embora, só se vissem duas ou três vezes por ano, eram muito unidas. Na verdade, pareciam mais irmãs do que primas, e eram tão sintonizadas que a comunicação verbal entre elas, era reduzida ao mínimo.
   Curiosa para saber da nova história, fui até a praia. Encontrei as duas vestidas exatamente iguais, com lindos vestidos, fitas de cabelo cor-de-rosa e tênis azuis. Estavam rindo de alguma coisa. Interrompi: "Rebecca disse que vocês estão inventando umas histórias bem interessantes. Talvez, queiram me contar alguma".
   Quando ouviram meu pedido, as duas meninas gelaram. Entreolharam-se e, após um longo minuto de silêncio, Charlotte falou: "Mamãe, isso é uma coisa muito difícil de dizer. Não sei se vou saber explicar. Bem, só eu e Sarah, e agora Rebecca, sabemos disso. Por isso, você tem que prometer que não vai contar a ninguém". Levantei as mãos e jurei segredo absoluto.
   Satisfeita com nosso pacto, Charlotte começou: " Não fique aborrecida, mamãe, porque é uma história esquisita. Quando partimos para essa vida, Sarah e eu devíamos ter vindo juntas. Nós éramos gêmeas e tínhamos que estar na barriga de Tricia (minha cunhada). Mas, um pouco antes da partida, aquela pessoa me segurou. Você se lembra Sarah? Lembra-se do que ela me disse?"
   Com uma expressão séria, Sarah concordou: "Ela disse que você não podia vir. Que ainda não estava na sua hora, mas que ia dar um jeito para que nós ficarmos sempre juntas. Disse que você ia ter de esperar, o porque a deixou muito aborrecida. Mas olha só! Estamos aqui! Ela cumpriu a promessa" As meninas se abraçaram enquanto eu refletia sobre aquela história espantosa. Eu sabia o suficiente sobre reencarnação - e sobre aquele incrível vínculo entre elas - para aceitar a veracidade do relato que acabar de ouvir.

   Após atravessarmos todo o processo de planejamento e escolhermos nossas vidas, por que poucos de nós se lembram desses momentos, como o que foi narrado pelas primas?  Essa amnésia tem um importante objetivo. Segundo Joel Whitton, permite à pessoa embarcar na nova vida sem os impedimentos de ecos confusos de boas e más atitudes do passado. Ele explica que em almas que experimentaram a luz, amnésia também evita anseios e saudades devido a tudo o que foi deixado para trás.
   Algumas vezes, porém, a amnésia não é total, e algumas memórias do mundo espiritual permanecem. Na história que se segue, um menino de quatro anos se lembrou de um momento crucial do processo de planejamento de sua vida e contou ao pai. Muitos anos depois, a informação ajudou esse pai a lidar com a dor de uma tragédia inimaginável.

Lembrando-se do plano

  David Schultz era um lutador aclamado internacionalmente. Vencera o campeonato norte americano quatro vezes e ganhara medalhas de ouro nas Olimpíadas de 1984. Por causa de seu amor pelo esporte e de seu entusiasmo pela vida, era considerado o embaixador da amizade pelas pessoas que o conheciam em todo o mundo. Mesmo os seus oponentes, principalmente os russos, o consideravam um grande amigo.
   No dia 26 de janeiro de 1996, David foi assassinado. Centenas de pessoas assistiram ao seu enterro. O pai do lutador, Philip, contou essa história em seu discurso de louvor ao filho. Todas as pessoas na sala ouviram em silêncio o relato de Philip, e uma onda de emoção varreu a plateia. Philip escreveu a história completa para que eu pudesse compartilhá-la com você nesse livro:

  Quando minha Nora me ligou para dizer que David estava morto, não pude conter meu choque e minha descrença, perguntando em soluços: "Por quê?" Na minha angústia, eu continuava a repetir a mesma pergunta. Tudo o que eu sabia era que tinha perdido o meu filho, a alma mais preciosa que jamais conhecera.
   Em meio a toda aquela dor, de repente me lembrei de uma história que David me contara quando tinha 4 anos. Na época em que ele compartilhou comigo essa visão especial, eu me senti totalmente envolvido por suas palavras e fiquei admirado pela maneira detalhada e madura que me fez seu relato.
   Jamais me esqueci daquela momento. E agora essa história traz consolo para mim, para a família de David e para a sua multidão de amigos. Estou convencido de que é absolutamente verdadeira e que eu estava destinado a ouvi-la, lembrar-me dela e contá-la hoje,
   Há 32 anos, David e eu caminhávamos de mãos dadas por uma árvore próximo à nossa casa. Lembro-me do infinito prazer que senti naquele momento que passávamos juntos. David tropeçava a todo instante, mas destemido, continuava a caminhar.
   Depois do segundo tropeço, ele segurou minha mão com mais força. Então, parou e, com os olhos bem abertos de admiração e prazer, disse: "Tenho um segredo muito, muito grande para te contar. Mas você tem que me prometer que não vai contar nada a ninguém". Prometi e ele continuou: "E você não pode rir de mim". Eu disse que nunca riria dele. Então, David ficou sério e continuou: "Porque isso aconteceu antes que eu nascesse e aconteceu lá no céu, lá em cima, nas nuvens".
   Minha boca estava aberta em total surpresa e expectativa. Perguntei: "E então, filhinho, o que aconteceu?" David falou: "Bem, você sabe, estavam aqueles 12 homens" Interrompi, incrédulo: "Doze homens? Você contou?" Parecendo mais velho do que seus 4 anos, e com os olhos brilhando de alegria, continuou: "Isso mesmo, 12. Eu contei. Estavam numa roda, como se estivessem sentados em volta de uma nuvem ou de uma mesa. Vi que tinham rostos, mas não tinham corpo. Um deles disse que eu tinha de descer aqui, bem aqui embaixo. Tinha que vir para ser testado".
   Perplexo, disse ao meu filho que aquela história era muito interessante. E perguntei:
"Você vai passar no teste?"  David parou de apertar minha mão e deu um sorriso de satisfação: "Vou, sim!" Fiquei aliviado com a resposta. Caminhamos um pouco mais em silêncio. Então, ele parou e olhou para mim, radiante: "Mas eu não vou ficar aqui por muito tempo".
   Nesse instante, David soltou a minha mão e saiu para brincar, me deixando sozinho, refletindo sobre aquela extraordinária parábola. Nunca mencionei o assunto, como havia prometido. Até agora.
    Não é preciso dizer que essa história me trouxe paz e deu sentido à terrível tragédia que acabávamos de viver. E eu me senti invadido por uma enorme onda de ternura, amor e admiração por meu filho.


*Texto retirado do livro: O Amor Me Trouxe De Volta, de Carol Bowman.
Editora Sextante.

Reencarnação familiar - part 1


 Quando eu era bem pequena, acreditava que quando um bebê nascia uma sábia cegonha o deixava cair pela chaminé da casa da família que o esperava. Quando cresci, minhas noções infantis deram lugar ao reconhecimento científico de que os bebês nascem do útero de suas mães. Já perto dos 9 anos, recebi de presente um livro que descrevia o processo da reprodução, mas ainda deixava sem resposta um mistério: Por que nascemos em determinada família e não em outra? 
   Busquei nas minhas noções religiosas de um Deus poderoso e onisciente alguma maneira de preencher o vazio de meu entendimento. Imaginei Deus num paraíso cheio de nuvens, escolhendo pais para bebês que, em fila, esperavam para nascer. Concluí que a família em que nascemos é uma questão de sorte decidida por Deus . Porém, essa explicação me deixava inquieta. Não podia entender como Deus escolhia oferecer a algumas crianças um bom lar, enquanto outras eram condenadas a morrer na guerra ou de fome. Havia algo faltando nessa minha interpretação.
  
  Muitos anos depois, continuo fascinada pela questão de como nossa próxima vida é decidida. Mas agora ela é uma reflexão séria e vital para o meu trabalho. Passei muito tempo explorando essa ideia e, quanto mais aprendo, mais me convenço de que existem coisas que podemos saber sobre como escolhemos nossa próxima existência. Não se trata de um mistério impenetrável.
   A questão da escolha é de importância crucial no estudo da reencarnação familiar. Muitas pessoas presumem que não nos é dada a chance de escolher a nossa próxima existência, e essa crença as impede de aceitar a possibilidade da reencarnação em família. Acham que a distribuição de espíritos se dá de maneira aleatória ou que é, no máximo, um processo regido pelas leis naturais do carma ou pelos caprichos de um ser divino. Assim, se o espírito não tem escolha, a chance de um deles retornar para a mesma família é de uma em milhões.
    Mas, em minhas pesquisas, encontrei centenas de casos de retorno na mesma família, o que indica que a reencarnação não é um processo aleatório. Se os espíritos não tivessem escolha, não veríamos nenhum caso desse tipo. Outro sinal desse fato vem das afirmações das próprias crianças. Algumas guardam memórias claras de sua existência "antes de eu ter nascido" e transmitem, com convicção, conceitos diferentes das crenças dos próprios pais no que se refere ao paraíso e à existência antes de nascer.

  Em 1979, Helen Wambach, uma experiente terapeuta de vidas passadas, foi a primeira a publicar relatos sobre o estado de intervida (período entre as encarnações). Em seu livro Vida Antes Da Vida, descreve sua pesquisa sobre o tempo antes da concepção e do nascimento. Ela criou experimentos nos quais várias pessoas foram simultaneamente hipnotizadas e submetidas ao processo de regressão. Logo em seguida, Wambach pediu-lhes que escrevessem as respostas a uma série de perguntas sobre suas memórias antes do nascimento. Entre elas, "Você escolheu nascer?", "Como se sentiu a respeito de começar sua nova vida?", "Já conhecia sua mãe atual?" e "O que aconteceu após a concepção?". Ela compilou e analisou os dados de 750 regressões para construir um modelo do processo que acontece antes do nascimento.
   Na mesma época, o psiquiatra canadense Joel Whitton coletava dados similares a partir dos relatos de seus clientes de terapias de vidas passadas, publicados em 1884 com o título de Vida Transição Vida. Em 1994, o pesquisador e hipnoterapeuta Michael Newton, da Califórnia, publicou Journey Of The Souls (Jornada Das Almas), a culminância de 20 anos de testemunhos de seus pacientes. O objetivo por trás de todas as atividades celestiais relatadas pelos três pesquisadores é o mesmo: Os espíritos estão concentrados em planejar a próxima reencarnação com base nas lições que aprenderam na anterior.

  Baseada nas informações dessa variadas fontes, chego à conclusão de que, embora haja muitas coisas que o nosso cérebro jamais conseguirá compreender, é possível concluir que os espíritos têm algum grau de escolha quanto ao lugar e ao momento em que reencarnar. Quando analisamos os fatores que influenciam a decisão de um espírito, torna-se claro que a opção por continuar um relacionamento dentro da mesma família não só é possível como, algumas vezes, é a escolha mais lógica e natural.


Revisão de vida


  Para o planejamento de uma nova vida, o primeiro passo do espírito é rever e avaliar sua última encarnação. Algumas pessoas relatam que, com a ajuda de guias, o espírito penetra em algo semelhante a um filme em três dimensões ou uma visão holográfica da vida recém - deixada. Cada momento daquela existência é revivido em detalhes sensoriais completos. O espírito percebe instantaneamente as intenções por trás de cada uma das atitudes e sente com total força emocional os efeitos que elas causaram nas outras pessoas. Essas descobertas podem ser prazerosas, tristes, dolorosas - mas são sempre esclarecedoras.
   Por meio desse processo de retrospectiva, o espírito observa e julga suas próprias ações e intenções. Os guias nunca julgam ou condenam. Pelo contrário, eles oferecem todo o seu apoio e podem ajudar abrandando um julgamento por demais severo que um espírito faça de si mesmo, mostrando-lhe seus sucessos e suas falhas no contexto mais amplo de seu desempenho em várias encarnações.

Por que os espíritos retornam?

  Existe uma clara inteligência moral por trás desse processo de revisão de vida. Mas o alto padrão moral não é imposto pelo julgamento dos guias ou de qualquer outra autoridade externa. Ele é autoimposto. O espírito emprega o seu senso inato de certo e errado para avaliar seu desempenho passado.
  A incorporação de um padrão moral parece ser a força motriz por trás da reencarnação, uma vez que o espírito luta para se tornar um ser verdadeiramente amoroso e compassivo. Exercitando sua livre escolha, percorre longos caminhos em direção ao seu objetivo numa existência, tropeça e cai de cara no chão numa outra, machucando a si mesmo e aos outros.
  A beleza desse processo é que ele é autocorretivo. Cada encarnação nos oferece a oportunidade de melhorar nossos erros, por mais cruéis que tenham sido, em vez de sermos eternamente condenados por eles. E também nos confere infinitas oportunidades de compreender o que quer que precisemos aprender sobre a condição humana. Por isso, o objetivo da revisão de vida e do planejamento é escolher uma encarnação com a medida certa de desafios e oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento.
   A primeira decisão é se iremos ou não retornar. Não está determinado que todos os espíritos precisam retornar à Terra, pelo menos não imediatamente. Na amostra de 750 clientes de Helen Wambach, 81% disseram se lembrar entre nascer ou permanecer desencarnado. Embora escolhessem voltar, quase todos encararam com relutância a vida que se aproximava. Viram-na mais como um dever, algo desagradável que tinham que fazer para alcançar o desenvolvimento espiritual. Não é difícil imaginar a relutância do espírito em deixar um lugar de amor incondicional para retornar a um mundo imperfeito onde há lutas e dor. Mas o desejo de iluminação, o anseio por unir-se a Deus, é mais forte que qualquer sofrimento na Terra.
    Após a revisão, se o espírito for capaz de compreender suas próprias necessidades e objetivos e se tomar a decisão de voltar à Terra, estará pronto para começar o estágio de planejamento de sua próxima encarnação. É hora de escolher uma vida.

Planejando uma vida

   Todos os estudos de regressão demonstram que o processo de planejamento é feito em colaboração com os guias espirituais. São eles que apresentam ao espírito as opções para a próxima vida. Suas atitudes anteriores, ou carma, determinam os parâmetros e limites das opções. Com base em seu desempenho passado, o espírito recebe um cardápio de vidas que poderão lhe ensinar as lições que precisa aprender. Ele não tem uma escolha ilimitada. Se fosse esse o caso, por que alguém escolheria uma vida de tragédias e sofrimentos?
   Mesmo com o carma limitando as opções, o espírito ainda pode escolher entre um número enorme de vidas. Esta escolha é muito complexa: a decisão deve considerar não apenas as suas necessidades, mas coordená-las com os planos e as necessidades dos espíritos com os quais se espera unir - principalmente os pais. Embora seja impossível para os limites da nossa compreensão ter uma ideia de todas as variáveis que fazem parte da decisão de encarnar, podemos falar sobre as mais óbvias.
   Em primeiro lugar, é preciso considerar o corpo físico. Os estudos de casos sugerem que os atributos físicos fazem parte do pacote que o espírito seleciona para alcançar o que precisa aprender em sua próxima existência. Escolher um corpo com alguma incapacidade, por exemplo, pode acelerar o desenvolvimento de sua alma pelo fato de lhe dar a oportunidade de aprender a vencer obstáculos ou de se concentrar no desenvolvimento intelectual. Já um belo corpo pode trazer lições sobre vaidade e aparência. A escolha envolve o equilíbrio entre o desejo de estar com certos pais, que tem um pacote genético específico, e a necessidade de ter determinadas características físicas. Talvez o espírito possa influenciar o corpo que se forma, apesar das características genéticas, como sugere os casos de marcas ou defeitos de nascença.
    Os relacionamentos são vitais para o nosso aprendizado e crescimento espiritual. Assim, planejar a reunião com certas almas na vida que se aproxima é de importância crucial. Todos os estudos apontam para o fato de que reencarnamos com quem tivemos alguma proximidade em outras vidas. Para aprender a perdoar, podemos escolher voltar para alguém que nos feriu. Ou vice-versa: podemos voltar para alguém a quem tenhamos ferido para reparar nossos erros e pagar uma dívida cármica.
   Graças à importância dos relacionamentos e à intensidade das relações familiares, é claro que o espírito tem inúmeras razões para retornar à família que acabou de deixar. Acredito ser por este motivo que a reencarnação familiar seja tão comum. A escolha dos pais é a decisão mais crítica do processo de planejamento porque ela determina  o cenário da existência que está por vir. Não é de estranhar que crianças pequenas pareçam se lembrar de ter escolhido seus pais mais do que qualquer outro aspecto de seu período antes de nascer. Elas geralmente dizem aos pais que os escolheram, afirmando que foi por decisão própria ou que foram orientadas por seus guias.

 Continue lendo:
http://gnomoslevadosduendestravessos.blogspot.com.br/2014/08/reencarnacao-familiar-part-2.html

* Texto retirado do livro: O Amor Me Trouxe De Volta, de Carol Bowman (autora de Crianças e suas vidas passadas). ISBN 978-85-7542-517-6  Sextante.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Duende Trauko

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O Trauco ou Trauko, segundo a mitologia Chilota tradicional do Chiloé, é uma criatura mítica humanóide de baixa estatura, com as pernas sem pés, similar a um duende, que vive nas florestas profundas.

O Trauco é uma entidade mítica que habita as matas de Chiloé, uma ilha no sul do Chile. Homens de Chiloé temem o Trauco, cujo olhar pode ser mortal. Tem um poderoso magnetismo, semelhante ao do Íncubo, que atrai mulheres jovens e de meia-idade.

A mulher que for selecionada pelo Trauco vai até ele, mesmo se estiver dormindo, e cai arrebatado aos seus pés. As mulheres escolhidas pelo Trauco não resistem à atração mágica e concordam em ter relações sexuais com o ele. Assim, o Trauco às vezes é utilizado como explicação para uma gravidez indesejada, principalmente em mulheres solteiras; as pessoas assumem ser o Trauco o pai ausente. Isto isenta a mulher de culpa, porque o poder do Trauco é irresistível.

De acordo com o mito, a esposa do Trauco é a maligna e feia Fiura.

domingo, 13 de julho de 2014

A velha medonha

  Quando meu tio Jorge era adolescente, ele tinha um hábito estranho de se levantar toda madrugada e urinar em um canto da sala, em um vaso grande de planta.
Minha avó sempre o advertia a não fazer isso, mas ele dizia que não conseguia evitar, que era algo que ele fazia de forma inconsciente (como um sonâmbulo).
  Uma vez, ele se levantou e foi urinar no mesmo lugar de sempre quando ouviu um barulho no corredor e viu uma coisa que o assustou muito: Uma velha horrenda, usando um véu transparente que lhe cobria todo o rosto, veio caminhando na direção dele. Não preciso nem dizer que ele correu para o quarto e nunca mais urinou no vaso de plantas de minha avó.

  Em outra ocasião, quando a minha mãe estava grávida de mim, ela viu uma velha descrita como a mesma do relato acima, caminhando em sua direção - minha mãe tinha saído da fazenda onde morava com meu pai para passar um fim de semana com minha avó -. Ela estava deitada no sofá. E ficou tão assustada que não conseguiu se mexer ou gritar. Quando a velha esticou a mão para tocá-la, minha mãe conseguiu se mover e cobriu a cabeça. Puxaram o cobertor e minha mãe gritou. Assustando minha vó.
- Se acalme. Sou eu. - Disse minha avó. - Ouvi você gemendo e chorando do meu quarto e vim ver se estava tudo bem.
Minha mãe contou que havia visto uma velha e minha avó disse que tempos atrás, seu filho Jorge, irmão de minha mãe, também havia visto essa tal velha. As duas deduziram que a casa era assombrada. Essa casa existe até hoje. Vou pedir pra minha mãe me levar até o local para que eu possa tirar umas fotos. Mas não prometo entrar nessa casa nem que me paguem.

A mão que balança o berço


  Minha avó contou que quando eu ainda era um bebê aconteceu algo sobrenatural que ela jamais pode esquecer.
Em uma noite, ela acordou com meu choro - eu chorava muito quando era bebê- e olhou para o meu berço, que ficava em seu quarto (depois que meu pai morreu, minha mãe se mudou para a casa de minha avó). Estava escuro, mas ela conseguiu ver uma mão branca se aproximando de mim e ouviu também uma voz dizendo:
- Gláucia, eu vim te buscar!
Minha avó ficou petrificada por alguns minutos, até reagir. Levantar-se e acender a luz.

Fico imaginando, se isso realmente aconteceu, o que foi isso? Um espírito desencarnado que me conheceu de outra vida e veio me "buscar" (matar)? Será que este espírito ainda me segue? Isso me deixa assustada.

Changelings



     Os Changelings são impostores do mundo das fadas.
Segundo o folclore celta, as fadas são uma raça quase em extinção, com uma decadência genética que é passada de mãe para filho. Numa tentativa desesperada de fortalecer sua espécie com sangue forte, elas seus bebês, mais fracos e doentes por bebês humanos e saudáveis.
Normalmente, o bebê trocado pelas fadas é muito pequeno,frágil e doente e nunca obtêm um crescimento natural. Quando chega aos vinte anos de idade tem a altura de dez, isso com sorte, pois geralmente, não alcança essa idade.
Existem ainda outras versões que as fadas deixam no lugar da criança um velho elfo que assumiria a forma de uma criança raquitica que morre em poucos dias, e há também as que asseguram que é realmente um pedaço de madeira ou marionete que, por encanto especial,tem a forma da criança roubada.
Katharine Briggs, em seu "Diccionario de las Hadas" , diz que há três tipos de changelings ou impostores:

  1.  Um pedaço de madeira ou marionete é o método que costumam usar na troca de pessoas adultas capturadas. Esse é o caso das amas de leite ou parteiras, representando a cópia exata da dita pessoa.
  2.  O enfermo bebê da fada, a quem o nutritivo leite da mãe humana pode dar-lhe a oportunidade de salvação. A fada ficaria com o bebê humano saudável.
  3. A fada velha e enrugada que, cansada de sua vida, prefere ser alimentada e mimada por sua mãe adotiva, transformando-se para ela em uma criança.

Na Grã-Bretanha, existem sortilégios e conjuros mágicos que pode se realizar para descobrir se uma criança foi trocada pelas fadas. Um deles consiste em pegar uma dúzias de ovos e colocá-los em uma panela com água fervendo. Se a criança for um elfo ou um changeling começará a falar (algo que não seria possível devido à pouca idade) com expressões como esta:

"- Que estás preparando mamãe?" 
Ou...
"- Estou a quinhentos anos nesse mundo e nunca vi um cozido de cascas antes."

Isso é eficaz, pois quando os impostores são muito velhos sempre acabam revelando sua idade.

Na Escócia, o povo acredita que seus crescentes desejos de tocar gaita os delata.
Outra forma de reconhecê-los é expô-los a um incêndio e cantar uma fórmula. O Changeling deixaria o corpo e subiria a chaminé.
Colocar um objeto de aço ou ferro sobre o berço de uma criança que ainda não foi batizada ou vestir a criança com a roupa do avesso ajuda a afastar os impostores.
Surpreender o Changeling como, por exemplo, produzir cerveja dentro de uma bota, pode afastá-los de vez de sua casa e quem sabe, com muita sorte, trazer o seu bebê de volta.
As crianças e adultos sequetrados pelos changelins ficam escondidas por algum tempo em subterrâneos e depois são escravizados.

Na série Sobrenatural (exibida no sbt todas as sextas-feiras, após o seriado Dois homens e meio), os Changelings tomam o lugar das crianças e se alimentam da força das mães, sugando-as pela nuca. Os Changelins podem ser identificados em espelhos, por sua aparência enrugada e demoníaca, uma fome animalesca e traços não humanos, além de uma inteligência brilhante, como destacada em um dos contos dos irmãos Grimm:

"Uma mulher, suspeitando que seu filho, na verdade, fosse um changeling, começou a fazer cerveja dentro de um casco de bolota. O Changeling observou e disse: - Estou me sentindo tão velho quanto um carvalho do mato, pois nunca vi na minha vida, cerveja ser feita em uma bolota." Depois disso, desapareceu.

   Um filme muito interessante sobre esse tema é o Caso 39 que conta a história de uma assistente social que ajuda Lilith Sullivan de 10 anos a se livrar de seus pais que tentaram assá-la viva em um forno, acreditando que ela era uma coisa maligna. A assistente social consegue uma guarda provisória da pequena Lili e a leva para sua casa. Mas fatos estranhos começam a ocorrer. Primeiro, um colega de reabilitação de Lili mata os pais no meio da noite com uma barra de ferro, logo após receber uma misteriosa ligação. Um detetive, amigo da assistente social investiga o caso e descobre que a ligação foi feita da casa da assistente social. Ela pergunta a Lili se ela ligou para a casa de seu colega, mas Lili nega. Quando o psiquiatra, namorado da assistente social morre de uma forma bizarra, ela decide ir  ao Hospital Psiquiátrico e conversar com o pai de Lili, descobre que Lili já nasceu com o mal, que é uma changeling. A assistente tenta se livrar da garota mas descobre que não é tão fácil assim. A única maneira de matar Lili seria quando ela estivesse dormindo, já que só assim, ela seria mais vulnerável. Mas Lili quase não dorme. Minha amiga Giovanna teima em dizer que Lili seria um demônio, mas acho que ela é apenas uma changeling. Enfim, demônio ou changeling... não importa! O filme é divino. Exceto o final alternativo que tem no you tube. Prefiro o final oficial.

Paralisia do sono

Paralisia do sono é uma condição caracterizada por uma paralisia temporária do corpo imediatamente após o despertar ou, com menos frequência, imediatamente antes de adormecer.

Fisiologicamente, ela é diretamente relacionada à paralisia que ocorre como uma parte natural do sono REM, a qual é conhecida como atonia REM. A paralisia do sono ocorre quando o cérebro acorda de um estado REM, mas a paralisia corporal persiste. Isto deixa a pessoa temporariamente incapaz de se mover. Além disso, o estado pode ser acompanhado por alucinações hipnagógicas.

Com frequência, a paralisia do sono é vista pela pessoa afligida como nada mais do que um sonho. Isto explica muitos relatos de sonhos nos quais as pessoas se veem deitadas na cama e incapazes de se mover. As alucinações que podem acompanhar a paralisia do sono tornam mais provável que as pessoas que sofram do problema acreditem que tudo não passou de um sonho, já que objetos completamente fantasiosos podem aparecer no quarto em meio a objetos normais.

Os sintomas da paralisia do sono incluem:
Imobilidade: Ocorre pouco antes da pessoa adormecer ou imediatamente após despertar. A pessoa não consegue mover nenhuma parte do corpo, nem falar, apesar de exercer, por vezes, controle mínimo sobre certas partes do corpo (como boca, olhos e mãos) e sobre a respiração. Esta paralisia é a mesma que acontece quando uma pessoa sonha. O cérebro paralisa os músculos para prevenir possíveis lesões, já que algumas partes do corpo podem se mover durante o sonho. Se uma pessoa acorda repentinamente, o cérebro pode pensar que ela ainda está dormindo, e manter a paralisia.

Percepções: São alucinações experimentadas pela pessoa paralisada, que, por assimilarem-se aos sonhos, acabam sendo confundidas com os mesmos. Como o a consciência durante esses eventos não é plena, não é possível determinar exatamente o que é real e o que não é. Algumas pessoas relatam visões e sons estranhos, outras a sensação peso no peito, como se alguém ou algum objeto pesado estivesse pressionando-o. Há também aqueles que relatam terem saído do corpo, ou até "flutuado".

Estes sintomas podem durar de alguns poucos segundos até vários minutos e podem ser considerados assustadores para algumas pessoas.

Muitas pessoas que frequentemente passam pela paralisia do sono também sofrem de narcolepsia. Alguns estudos sugerem que existem vários fatores que aumentam a probabilidade da ocorrência de paralisia do sono e de alucinação. Eles incluem:

  1.     indução consciente da paralisia (que também é uma técnica comum para entrar em um estado de sonho lúcido ou projeção da consciência),
  2.     agenda de sono irregular (cochilos e/ou privação do sono),
  3.     stress elevado,
  4.     mudanças súbitas no ambiente ou na vida de alguém
  5.     um sonho lúcido que imediatamente precede o episódio
  6.     sono induzido através de medicamentos como anti-histaminas e
  7.     nível elevado de cansaço


      Na cultura Hmong, paralisia do sono descreve uma experiência chamada "dab tsog" ou "demônio apertador" da frase composta "dab" (demônio) e "tsog" (apertar, esmagar). Frequentemente, a vítima afirma enxergar uma figura pequena, não maior que uma criança, sentando em sua cabeça ou peito.
Na cultura vietnamita, a paralisia do sono é conhecida como "ma de", que significa "segurado por um fantasma". Muitas pessoas nesta cultura acreditam que fantasmas entram no corpo das pessoas causando a paralisia.
Na China, paralisia do sono é conhecida como pinyin: guǐ yā shēn ou pinyin: guǐ yā chuáng), o que pode ser traduzido literalmente como "corpo pressionado por um fantasma" ou "cama pressionada por um fantasma".
Na cultura japonesa, a paralisia do sono é conhecida como kanashibari, que significa literalmente "atado ao metal".
Na cultura popular húngara a paralisia do sono é chamada "lidércnyomás" ("lidérc pressionante") e pode ser atribuída a um número de entidades sobrenaturais como "lidérc" (aparições), "boszorkány" (bruxas), "tündér" (fadas) ou "ördögszerető".
Na cultura brasileira, a paralisia do sono pode ter originado a lenda da Pisadeira, segundo a qual, durante o sono, uma mulher lendária pisa sobre o peito da pessoa que está dormindo, enquanto esta vê tudo e não pode fazer nada.