sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Goblin

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 Goblins são criaturas geralmente verdes que se assemelham a duendes. 
Fazem parte do folclore nórdico, nas lendas eles vivem fazendo brincadeiras de mau gosto. Podem ser equiparadas aos trasgos e tardos do folclore português.
O termo goblin origina-se do francês antigo "gobelin", evoluído do latim medieval "gobelinus", que parece estar relacionado a "cobalus", do grego κόβαλος (kóbalos): "enganador" ou "desonesto".
Os goblins são normalmente associados ao mal. Diz-se que são feios e assustadores, fazem feitiçarias, estragam a comida, travam guerras contra os gnomos. Os RPGs normalmente incluem goblins em sua galeria de seres.

Em algumas mitologias os goblins possuem grande força. Normalmente por serem seres de pouca inteligência e hábitos selvagens, moram em cavernas ou pequenas cabanas construídas com paus e peles de animais. Sua grande capacidade de sobrevivência os faz seres presentes em quase qualquer ambiente, sendo possível serem encontrados em montanhas, pântanos, desertos, pedreiras, florestas ou cidades.

Vivem em bando, com uma comunidade precária semelhante a uma sociedade de homens primitivos. Dentre seus armamentos se encontra a clava, o machado de pedra, a zarabatana, além de pequenas lanças e pedras.
Eles pertencem ao grupo dos goblinóides dividindo-se em goblins, hobgoblins (parecidos aos goblins, porém maiores - de 1,40 m até a altura de um ser humano normal - e mais evoluídos) e os bugbears (maiores que um ser humano normal, muito mais fortes que os goblins e com a habilidade de se transformarem em ursos).

Na Finn Family Moomintroll, terceiro livro da série de Moomin de livros infantis de Tove Jansson, o Hobgoblin é uma estranha criatura mágica; até mesmo o seu chapéu, quando encontrado por outras criaturas, pode trabalhar todos os estranhos tipos de magia por si só. Embora ligeiramente assustador para aqueles que não o conhecem, o Hobgoblin é, de fato, uma criatura solitária e sensível, que pode conceder os desejos dos outros, mas não o seu próprio - a menos que alguém especificamente lhe peça por algo que ele quer e, em seguida, lhe dê aquilo que ele próprio criou.

     Na mitologia de Tolkien os goblins, chamados Orcs, atacam as minas escuras de Moria ,matando todos os seres existentes no mesmo local. São um povo facilmente subjulgado, sentem medo do Demónio do mundo antigo, o Balrog criado por Morgoth,o primeiro senhor do escuro da Terra fantasiosa de Tolkien.
Em O Hobbit, de JRR Tolkien, Hobgoblins são uma ameaça, maior e mais forte forma de Goblins. Tolkien comentou mais tarde, numa carta, que através de mais estudos de folclore posteriormente ele tinha apreendido que "a afirmação de que hobgoblins seriam" uma espécie maior '[de Goblins] é o inverso do original da verdade." Tolkien então rebatizou-os de Uruks ou Uruk-hai, numa tentativa de corrigir seu erro.

Também em O Hobbit, Tolkien coloca o Bugbear Beorn como uma classe diversa dos Goblins (Orcs) e Hobgoblins (Uruk-hai), consistindo, inclusive, em um dos seres que ajudam Bilbo, Gandalf e Thorin Escudo de Carvalho.

Existem também goblins no jogo Magic: The Gathering. Geralmente são da cor vermelha que é a cor da furia e da emoção. São fracos e não muito inteligentes. Normalmente sabem apenas bater e morrer. Porem geralmente em grupos são fortes e rapidos, e sem piedade. No jogo também recebem o nome de mogg (eles são amarelos as vezes). aasadnjdasmd são as palavras magicas para se chamar um duende

Cultura Popular


Os Goblins aparecem em várias ocasiões nos livros da série de literatura infanto-juvenil da autora britânica J. K. Rowling, Harry Potter. Nos livros da série (em que eles são chamados, na tradução para o português tanto de Portugal como do Brasil de "Duendes"), os goblins são descritos como criaturas de médio porte, de aparência humanóide, atarracadas e com longos narizes e orelhas. Extremamente inteligentes, de grande poder e sabedoria, ainda que não sejam inteiramente confiáveis. São ambiciosos, e dão muito valor à riquezas, como ouro e jóias. Raramente demonstram confiança por outros seres. Na série, são os goblins, visto suas habilidades de organização e administração, os guardiões de Gringotes, o banco dos bruxos, onde estes depositam e guardam seu ouro e demais preciosidades.

Goblins são servos de Mulgarath na série de livros As Crônicas de Spiderwick onde são retratados como sapos grotescos com pequenos chifres e caudas que nascem sem dentes e com comportamento caótico.

Artemis Fowl descreve como duendes entidades reptilianas com olhos sem pálpebras, línguas bifurcadas, e escamosa da pele. Os duendes da série são estúpidos e têm uma capacidade de evocar bolas de fogo .

sábado, 5 de outubro de 2013

Brincando de esconde-esconde com o elfo


    Um dia, minha prima Francielly veio passar as férias aqui em casa. Eu ainda estava aprendendo a ser bruxa quando decidi ensinar tudo o que eu sabia (ou pensava saber) para ela e meus irmãos Thiago e Danilo. Durante várias noites, nós quatro nos reunimos no jardim e fizemos vários rituais para contatar os gnomos, os duendes e as fadas. Eu me sentia a Bonnie Bennet (da série Diários De Um Vampiro) com um livro da Thea Sabin nas mãos. Mas nem sabia traçar um círculo mágico direito. O ritual que mais realizamos foi um que consistia em tocar o próprio elemento e sentir sua essência. A princípio, não aconteceu nada e o ritual parecia tão bobo... Mas certa vez, eu senti meus pés pinicarem como nunca. Minha prima riu e disse que eram pernilongos que estavam me atacando. Mas quando ela realizou o ritual uns dois dias depois, o mesmo aconteceu a ela. Minha avó e minha mãe também decidiram experimentar a experiência. Minha avó não sentiu nada. Mas minha mãe jura que sentiu uma piniqueira em seus pés. Não acreditei muito na minha mãe porque ela se mostrou bastante cética durante o ritual.
   Meus irmãos também fizeram o mesmo ritual. O Danilo não sentiu nada, mas o Thiago sentiu.


  Convencidos de que os gnomos tinham feito contato conosco, decidimos prosseguir com os rituais. E na noite seguinte, quando minha mãe foi ao mercado, decidimos continuar com os rituais. Após uma sessão rápida de ocultismo, nós decidimos brincar de esconde-esconde e, em voz alta, convidamos os gnomos para brincarem também. Nós procurávamos o suposto gnomo, o chamando. Era divertido! O peste do meu outro irmão que nunca participava dos rituais, escondido atrás da janela da sala, jogava pedrinhas no jardim para nos assustar. Quando percebeu que estávamos mesmos concentrados em procurar o tal gnomo, ele se irritou e zombou da gente. Então, voltou para sala e foi ver um filme. Ficamos apenas o Thiago, o Danilo, a Francielly e eu. Continuamos procurando pelo tal gnomo. Quando eu disse que estava frio e que iria pegar o meu casaco. Me aproximei das cadeiras que estavam enfileiradas para pegar meu casaco quando percebi algo estranho... Um casaco talvez... Estava muito escuro. Perguntei a minha prima se havia deixado o casaco dela cair no chão. Ela respondeu que não sabia e não me deu atenção. Eu olhei as outras cadeiras e vi que os casacos meu e da minha prima estavam ali. Espantada, eu sai de onde estava e fui ver mais de perto o que era aquilo no chão. Me aproximei da porta da sala para ver com mais nitidez aquilo e o que vi me assustou... Parecia um vaso... Não podia ser não com aquele formato... Então, talvez um bicho... Enquanto eu tentava adivinhar, percebi que aquela coisa tinha duas mãos pequeninas e branquinhas, semelhantes às de um bebê. A coisa estava agachada, com o rosto escondido entre os joelhos. Estava todo vestido de preto. Um moletom de capuz para ser precisa. Eu só conseguia prestar atenção naquelas mãozinhas brancas... Apavorada, desviei o olhar da coisa por duas vezes na esperança de que aquilo desaparecesse, porque dizem que se um fantasma aparecer para você e você desviar o olhar, ele desaparece, mas aquilo não desapareceu. E eu não consegui mais me conter. Abri a boca e dei o maior berro! No mesmo instante, minha prima e meus irmãos vieram correndo e gritando na minha direção. Então eles se jogaram em cima de mim como aqueles jogadores de futebol americano. Eu caí na entrada da porta da sala e eles continuaram em cima de mim. Eu os empurrei, mas eles continuaram em cima de mim. Meu irmão que estava vendo TV nos encarou confuso. Mas não disse nada. Com muito custo, eu tirei meus irmãos e minha prima de cima de mim. Então olhei para o lugar onde a coisa estava, mas ela havia sumido. Mais calma, perguntei aos outros porque eles estavam gritando. Meus irmãos não souberam responder. E minha prima disse que pensou que eu havia visto uma cobra. Nervosa, eu dei uma bronca neles e disse que se eles não haviam visto nada, então não havia motivos para gritarem tanto.
  Curiosa, minha prima perguntou por que eu havia gritado. Eu contei a ela o que vi. E ela disse que só podia ser um duende ou um gnomo. Aí minha ficha caiu! Não tinha visto um fantasma. Tinha visto um gnomo ou duende ou fosse o que fosse aquilo. Mas era um elemental. Tinha de ser! Me tranquilizei e tentamos nos desculpar com o espírito pelo mal entendido. E o procuramos de novo, sem sucesso.
    Contei a minha mãe e ela acha até hoje que o que vi era um fantasma. Mas hoje, tenho certeza de que o que vi era um elfo... Um elfo criança.
Nunca mais vou esquecer aquele dia.
   Até hoje, quando meus irmãozinhos tentam me convencer a brincar de esconde-esconde, eu sinto medo. ©

Os elfos e o sapateiro




    Era uma vez um sapateiro que era bastante trabalhador e muito honesto, no entanto não conseguia ganhar o suficiente para viver e, finalmente perdeu tudo o que possuía no mundo, com exceção de couro suficiente para fazer um par de sapatos.
Então, o sapateiro cortou o couro, deixando tudo preparado para o dia seguinte, pretendendo levantar-se logo pela manhãzinha e continuar o trabalho. A sua consciência estava clara e o seu coração leve apesar dos problemas; assim, foi pacificamente para a cama, deixando tudo ao cuidados dos Céus, e adormeceu rapidamente. Na manhã seguinte, após ter feito as suas orações, sentou-se e preparou-se para começar o trabalho quando, para grande surpresa sua, ali estavam os sapatos já feiros, em cima da mesa. O bom homem não sabia o que fazer ou pensar perante tão estranho acontecimento. Observou o trabalho feito e, não havia um único erro, tudo era tão puro e verdadeiro... era uma verdadeira obra de arte.
No mesmo dia apareceu um cliente, e os sapatos serviram-lhe tão bem que até pagou mais do que o preço pedido.. E o pobre sapateiro, com o dinheiro, comprou couro suficiente para fazer dois pares de sapatos. Ao anoitecer cortou o couro e foi para a cama cedo, de forma a puder levantar-se cedo e começar o trabalho logo pela madrugada. Mas foi-lhe poupado o trabalho, pois na manhã seguinte este já se encontrava pronto. Depressa vieram clientes, que lhe pagaram generosamente pelos sapatos, de forma que o sapateiro pôede comprar couro suficiente para quatro pares de sapatos. Mais uma vez preparou o material na noite anterior e encontrou os sapatos prontos na manhã seguinte, como anteriormente. E assim continuou durante algum tempo, o que estava preparado na noite anterior estava pronto ao amanhecer e o bom homem começou a prosperar, passando a ficar numa situação confortável.

Numa noite, perto do Natal, enquanto o sapateiro e a sua esposa se encontravam a conversar em frente ao lume, ele disse para ela, "Eu gostava de ficar acordado esta noite, e ver quem vem e faz o meu trabalho por mim". A mulher gostou da ideia. Então, deixaram uma vela acessa e esconderam-se num canto do quarto, atrás de um cortinado, e observaram o que iria acontecer.
Logo que chegou a meia-noite, vieram dois pequenos anões nus e sentaram-se no banco do sapateiro e, começaram a brincar com os seus pequenos dedos, costurando e batendo a uma tal velocidade, que o sapateiro estava maravilhado e não conseguia tirar os olhos deles. E assim continuaram, até o trabalho estar completo, e os sapatos estarem prontos para uso, colocando-os em cima da mesa. Isto foi muito antes do amanhecer, e apressaram-se a sair tão depressa quanto o acender de uma luz.

No dia seguinte a mulher disse para o sapateiro, "Estas duas pequenas criaturas fizeram-nos ricos, nós deveríamos estar-lhes gratos e fazer-lhes uma boa mudança, se conseguirmos. Custa-me vê-los a andarem assim, e de facto não é muito decente, pois não têm nada sobre as costas para os proteger do frio. Vou-te dizer que mais, vou fazer-lhes uma camisa para cada um casaco, um colete e um par de calças, e tu fazes-lhes um pequeno par de sapatos.
O pensamento agradou muito ao sapateiro, e numa noite, quando todas as coisas já se encontravam prontas, eles colocaram-nas sobre a mesa, em vez do trabalho de couro como costumavam fazer e foram esconder-se, para ver o que os pequenos elfos faziam.
Chegaram por volta da meia-noite, dançando e fazendo cambalhotas , saltando ao redor da sala e depois foram-se sentar para fazer o seu trabalho, como de costume, mas quando as roupas estendidas em cima da mesa, para eles, os alegres elfos riram-se e gargalharam e pareceram deveras agradados.

Então, vestiram-se num piscar de olhos e dançaram e saltarm, tão alegremente quanto podiam, até que saíram, dançando, até ao jardim verde do exterior.
O bom casal nunca mais os viu, mas desde então tudo correu bem para eles enquanto viveram.



Fontes:


Álfheim, a morada dos elfos

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Na mitologia nórdica, Álfheim (Álfheimr em nórdico arcaico, lar dos elfos) é um dos nove mundos, e o domicílio dos Álfar (elfos). O nome aparece, também, em baladas escocesas sob a forma de Elfhame e Elphame. É também um nome antigo para o território que existe entre o que, atualmente, é o rio Glomma na Noruega e o rio do Göta älv na Suécia.

Em Textos Nórdicos


Alfheim como a morada do elfos é mencionado somente duas vezes nos velhos textos nórdicos.
O poema édico Grímnismál descreve doze moradias divinas, iniciando a estrofe 5 com:
Ydalir chama eles do lugar de Ull
Um salão construído para si mesmo
E Alfheim, os deuses para Frey uma vez deram
Como um presente de dente em tempos antigos
Um presente de dente era um presente dado a uma criança na queda do seu primeiro dente. 
Snorri Sturluson no Gylfaginning relaciona Alfheim como o primeiro de uma série de mundos do céu:
O que é chamado de Alfheim, o lugar onde residem o povo chamado elfos luminosos (ljósalfar); mas os elfos escuros (Svartálfar) habitam em baixo, na terra, e eles são diferentes na aparência, mas muito mais diferentes na natureza. Os elfos luminosos são justos como o sol, mas os elfos escursos são piores do que o piche.
No mesmo poema, enquanto o autor discursa sobre um salão chamado Gimlé e sobre a zona mais ao sul do céu, que sobreviverá mesmo quando a terra e o céu forem destruídos, há uma nova explicação sobre o lugar:
É dito que existe um outro céu, em direção ao sul e ascendente a este, e é chamado Andlang (Andlangr ou Endlong), mas o terceiro céu ainda está acima deste, e é chamado Vídbláin (Vídbláinn ou Largo-azul) e é neste céu que nós pensamos estar a moradia. Mas nós acreditamos que ninguém além dos elfos luminosos habitam estas mansões agora.

Não há indicação se estes céus são idênticos a Alfheim ou distintos. Em alguns textos aparecem Vindbláin (Vindbláinn ou Vento-azul) no lugar de Vídbláin.
Os estudiosos modernos especulam (às vezes estabelecendo como fato) que Alfheim era um dos nove mundos (heima) mencionados na segunda estrofe do poema édico Völuspá.


Em Textos Ingleses


Nas diversas baladas inglesas e escocesas sobre as fadas e suas doutrinas, o reino destes povos são chamados Elphame ou Elfhame, às vezes também traduzidos como Elfland ou Elfenland. A rainha das fadas é chamada, freqüentemente, de "Rainha de Elphame" nas baladas, tais como a de Thomas the Rhymer:
'Eu não sou a Rainha do Céu, Thomas,
Este o nome não me pertence;
Eu sou apenas a Rainha de Elphame
Saindo a caçar em minha montaria.'
 Elfhame, ou Elfland, são descritas em uma grande variedade de formas nestes baladas e histórias. Geralmente são místicas e benevolentes, mas também, às vezes, sinistras e malignas. O misteriosismo da terra, e seus poderes do além são a fonte do ceticismo e desconfiança em muitos contos. Os exemplos das viagens ao reino dos elfos/fadas incluem "Thomas the Rhymer" e o conto de fadas "Childe Rowland", sendo que o último tem um ponto de vista particularmente negativo sobre o mundo dos elfos.


Usado por J. R. R. Tolkien

 O escritor inglês J. R. R. Tolkien transformou em inglês, Elvenhome, o nome em nórdico arcaico, Alfheim. Em seus contos, Elvenhome é imaginado como uma região litorânea das Terras Eternas, no oeste distante. O Grande Rei dos elfos do oeste era Ingwë, derivado do nome Yngvi, encontrado freqüentemente como um sinônimo para Frey, que habitava Alfheim de acordo com o Grímnismál.

A Região na Escandinávia


Na saga de Ynglinga, quando é relacionado os eventos do reino do Rei Gudröd (Guðröðr) o Caçador relata:
Álfheim, nesse tempo, era o nome da terra entre o Raumelfr (Rio do elfo Raum, o Rio Glomma, atualmente) e Gautelfr (Rio do elfo Gaut, o Rio Göta Älv, atualmente).
As palavras "nesse tempo" indicam que o nome para a região era arcaico ou obsoleto pelo século XIII. A sílaba elfr é uma palavra comum para "rio" e aparece em outros nomes de rios. Ela é cognata com a palavra elve, do baixo-alemão médio ("rio") que deu origem ao nome do Rio Elba. O Raum Elf marcou a beira da região de Raumaríki e o Gaut Elf marcou a beira de Gautland (Götaland moderno). Corresponde, aproximadamente, à província histórica sueca de Bohuslän.
O nome Alfheim provavelmente não tem nenhuma relação com com Álfar Elves, mas pode se derivar de um palavra que signifique 'camada de cascalhos'.
 Entretanto, em A Saga de Thorsteins, filho de Viking, há referências que indicam que os dois rios e o país foram nomeados pelo Rei Álf, o Velho (Álfr hinn gamli) que governou uma vez o país. Todos seus descendentes eram relacionados aos elfos e sua aparência era considerada a mais formosa entre todas as pessoas. O Sögubrot af Nokkrum menciona também os maravilhosos olhares especiais dos parentes do Rei Álf, o Velho.


As tradições de Álf, o Velho


De acordo com o A Saga de Thorsteins, filho de Viking, o Rei Álf, o Velho, foi casado com Bryngerd (Bryngerðr), a filha do Rei Raum de Raumaríki. Mas de acordo com o Hversu Noregr byggdist ("Como a Noruega foi habitada"), Álf, chamado de Finnálf, era um filho do Rei Raum, e herdou de seu pai a terra a partir do norte do Rio Gaut Elf (Rio Göta Älv) até o Rio Raum Elf (Rio Glomma), e aquela terra foi chamada, então, Alfheim.
Finnálf se casou com Svanhild (Svanhildr), que foi chamada "Pena de Ouro" (Gullfjoðr) e era a filha de Day (Dagr), filho de Dayspring (Dellingr), e Sol (Sól), filha de Mundilfari. O Dag, como personificação do dia e a deusa do sol, Sól, são mencionados em outros textos, mas somente em Hversu Noregr byggdist é mencionada a filha dos dois. Svandhild deu à luz um filho de Finnálf, que foi chamado Svan, o Vermelho (Svanr inn Rauðr), que foi pai de Sæfari, pai de Úlf(Úlfr), pai de Álf, pai de Ingimund (Ingimundr) e de Eystein (Eysteinn).
 De acordo com o poema édico Hyndluljód (estrofe 12), Óttar, cuja genealogia é o assunto principal deste poema, era filho de Innstein (Innsteinn), filho de Álf, o Velho, filho de Úlf, filho de Sæfari, filho de Svan, o Vermelho. Assim, o Innstein do Hyndluljód e o Eystein do Hversu Noregr byggdist são, presumidamente, a mesma pessoa.


Os Reis Antigos de Alfheim

 

Sobre as Lendas


Diversos reis antigos são mencionados em algumas sagas.
De acordo com Saxo Grammaticus (historiador dinamarquês que viveu entre 1150 a 1220), em seu oitavo livro (Gesta Danorum), os filhos do Rei Gandalfo, o Velho se reuniram com o Rei Harald para a batalha de Bråvalla. O Sögubrot nomeia os filhos de Gandálf como Álfar (Álfarr) e Álfarin (Álfarinn) e os coloca como membros da guarda do Rei Harald. Se presume que ambos morreram na batalha. Mas o reino de Gandálf não é identificado nestes textos.

O Sögubrot relaciona também que Sigurd Hring (Sigurðr Hringr), que era vice-rei de Harald no trono sueco, se casou com Álfhild, filha do Rei Álf, o Velho, de Álfheim. Mas em uma passagem anterior ela aparece como um descendente do rei Álf. O Hversu Novegr byggdist, ao contrário, fornece outra linhagem do Rei Álf, o Velho, de Álfheim, que seria pai de Álfgeir, que seria pai de Gandálf, que seria pai de Álfhild, que seria mãe do Ragnar Lodbrok (com Sigurd Hring). O pai de Álfhild seria o mesmo Gandálf cujos filhos participaram da batalha de Bravalla, onde seu desempenho é considerado legendário. Mas esta genealogia pode ser resultado de problemas na identificação de Gandálf, o Velho, da batalha de Bråvalla, com Gandálf, filho de Álfgeir, da Saga Ynglinga, que é discutida mais tarde. Se o dois Gandálfs forem a mesma pessoa, a cronologia apresenta diversas falhas de interpretação.
Em todos estes testemunhos escritos, o filho de Hring e Álfhild era, supostamente, o famoso Ragnar Lodbrok, esposo de Áslaug (Áslaugr), que foi mãe de Sigurd Hart (Sigurðr Hjort), cuja filha Ragnhild (Ragnhildr) se casou com Halfdan, o Negro e, com ele, deu à luz Harald Fairhair, o primeiro rei histórico de toda a Noruega.


História


A Saga de Ynglinga, Saga de Halfdan, o Negro, e a Saga de Harald Fairhair, todas incluídas no Heimskringla, contam sobre o fim dos reis de Alfheim ao final do período legendário:
  • Álf: sua filha, Álfhild (Álfhildr) se casou com o Rei Gudröd, o Caçador de Raumaríki e de Westfold, e levou como dote a metade do território de Vingulmork. Ela deu à luz um filho chamado Óláf (Óláfr), que mais tarde ficou conhecido como Geirstada-Álf (Geirstaða-Álfr), o meio-irmão mais velho de Halfdan, o Preto.
  • Álfgeir: Ele era filho de Álf. Reinou sobre Vingulmork e deixou seu filho, Gandálf (Gandálfr) como sucessor.
 Gandálf: Era filho de Álfgeir. Como este Gandálf era um comtemporâneo mais antigo de Harald Fairhair, e considerando que os históricos líderes Vikings se identificavam como filhos de Ragnar Lodbrok, por tradição; não é impossível que Álfhild, suposta mãe de Ragnar Lodbrok, seja filha deste Gandálf como Hversu Noregr byggdist proclama. O Heimskringla nos indica que, após muitas batalhas inconclusivas entre Gandálf e Halfdan, o Negro, Vingulmork foi dividida entre eles, e Halfdan manteve a parcela que tinha recebido como dote da primeira esposa do seu avô, Álfhild. Dois filhos de Gandálf, Hýsing (Hýsingr) e Helsing (Helsingr), mais tarde levantaram suas forças contra Halfdan, mas morreram na batalha. Um terceiro filho, Haki, fugiu para Alfheim. Quando o filho de Halfdan, Harald Fairhair, sucedeu seu pai, Gandálf e seu filho Haki refizeram a aliança para atacar o jovem Harald. Haki foi morto, mas Gandálf escapou. Ainda houve mais uma guerra entre Gandálf e Harald. Nesta última, Gandálf morreu na batalha e Harald tomou para si toda a terra de Gandálf até o Rio de Raum Elf sem, contudo, conquistar a própria Alfheim.
 No entanto, partes mais antigas da saga mostram Harald no controle de toda terra ao oeste do Rio de Gaut Elf, o que indica que Alfheim se transformou parte de seu reino. A partir desse ponto, Alfheim não existia mais como uma região independente. A Saga de Harald Fairhair relaciona que as terras foram conquistadas primeiramente pelo Rei sueco Eirik Eymundsson (Erik Anundsson), que as perdeu mais tarde para Harald Fairhair.